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5 de enero de 2013

Crônica de um amor verdadeiramente proibido


Um amigo escreveu uma crônica sobre o amor proibido, critiquei-o afirmando que ele apenas reafirmava os lugares permitidos, disse, ainda, ironicamente, que escreveria uma “crônica do amor verdadeiramente proibido”, em que enfatizaria que a proibição não está em campos instituídos, mas na desconstrução de fronteiras...
Crônica de um amor verdadeiramente proibido

José amava Maria, que amava José e João, que amava Maria, que um dia amou João.
            É impossível escrever sobre o amor verdadeiramente proibido, pois o conceito de verdade não comporta a transgressão da proibição aqui exigida. Seria uma contradição em termos, um paradoxo insolúvel. O amor proibido não pode perpassar por caminhos verdadeiros, certos, por fórmulas pré-estabelecidas. É subversão, só existe em ato único e singular, é fluxo, é um devir em que se questiona estereótipos.
            Maria era casada com João, amava-o, mas estava verdadeiramente apaixonada por José. Eram colegas de trabalho já há alguns anos, mas o real encontro tinha ocorrido a pouco mais de um ano em uma daquelas tradicionais mesas de cerveja, chopp e conversa que compartilhavam semanalmente após o trabalho.
Naquele dia específico, bebeu um pouco além do habitual. As piadas de José ficaram mais engraçadas, seu sorriso mais belo, seu olhar mais brilhante. Viu em José uma pessoa que jamais vira antes. Por diversos momentos naquela noite, parou e pensou como não pôde tê-lo notado anteriormente. Como é próprio da paixão, veio subitamente, não na mesma noite, mas no outro dia. Pegou-se pensando em José por diversas vezes, mas, infelizmente, era sábado e na terça-feira seria um feriado. Não via a hora de encontrá-lo novamente.
            É fácil, cômodo pensar o amor proibido a partir de zonas proibidas: o casal lesbiano, a poli-relação, o trans-sexual gay que se apaixona por alguém do mesmo sexo. São relações não aceitas, fora da margem e, exatamente por essa razão, pensar o proibido a partir da proibição reafirma fronteiras, insiste na dicotomia entre o certo e o errado. Um amor proibido não é exclusivo de relações “proibidas”. Como é subversão, pode colocar de ponta-a-cabeça qualquer um.
            Não era fácil para Maria apaixonar-se por José. Tinha trinta anos, sendo oito de casada, sabia que amava profundamente seu marido, não à toa, perdoou-o todas as vezes que ele chegou em casa com o cheiro de perfume feminino, com o colarinho tracejado de batom. Perdoou, ainda, as mensagens e ligações repletas de carinho trocadas com outras mulheres. Todas eram situações que a machucavam profundamente, seu estômago revirava e chorava copiosamente. Nenhuma das vezes foi dada-lhe explicações convincentes, aceitava-as, pois como costumava reafirmar a si mesma: “amo incondicionalmente João”.
            Continuava a amar João e, por essa razão, não entendia o que sentia por José. Queria vê-lo, queria vê-lo logo, logíssimo, neste instante! Esse estado eufórico, em um primeiro momento, não recebeu o nome de paixão. Não conseguia explicar o que era, talvez fosse amizade. “É, é amizade!”, dizia para si mesma. Afirmação que foi tornando-se cada vez mais freqüente, afinal como era possível amar “outro” se também amava seu marido? “Não, não e não. Não há como amar duas pessoas ao mesmo tempo!”.
            Palavras jamais são apenas palavras, são importantes meios para dar vazão e forma à vida. Enunciar também significa adequar-se a algo. Uma simples palavra pode transformar, da noite para o dia, todos os antigos vínculos. Assumir que ama alguém não é fácil nem simples, pois não envolve apenas a entrega aos fluxos e influxos do sentimento. É preciso adequar-se às práticas, aos gestos e às restrições associadas ao amar. É preciso adequar-se à zona permitida, verdadeira e linear do amor. O proibido é transgredir essas zonas de conforto.
            O sentimento de Maria deixou, em meio a um turbilhão de conflitos, de se chamar amizade e, lentamente, foi sendo nomeado de paixão. Passou a ter dúvidas da certeza inconteste do amor que sentia por seu marido. Duvidava das suas antigas certezas e junto com as dúvidas vinham a angústia, o medo, o choro, a felicidade, a infelicidade, mas também a transformação dos gestos, do corpo e do sorriso.
Se antes não se permitia sorrir para José, ou ao menos olhar para seus olhos, agora já deixava que ele tocasse suas mãos. Quanto maior a angústia, mais prolongado era o entrecruzar dos olhos. Se no início guardava uma certa ingenuidade em sua postura, na medida em que foi entendo e renomeando a amizade em paixão, a insinuação tomou conta de seus pequenos atos. Permitia-se entrelaçar os dedos e brincar carinhosamente com as mãos de José.
            Um dia, de súbito, veio a certeza de que estava apaixonada, completamente apaixonada. Estava na condução indo para a casa em um horário inabitual, mesmo para uma sexta-feira à noite. Tinha prolongado a conversa e o chopp com José, até perceberem que todos já haviam partido. Foi embora, mas tudo o que queria era ficar. Na condução, já um pouco embriagada, o que lhe deu força, confessou-se apaixonada.
            Riu, riu e riu. Risadas que logo foram seguidas de pranto, por nada, por tudo, não importava a razão, não tinha qualquer motivação, só desejava chorar...para logo em seguida rir. Em casa, viu-se confrontada com um paradoxo que lhe colocava em xeque. A presença do marido não foi recebida com indiferença e desprezo, como era de se esperar de uma mulher que foi ensinada a amar uma pessoa de cada vez. A certeza da paixão por José e os muitos copos de chopp fizeram-na entregar-se de forma visceral, plena a João. Amou-o como há muito tempo não o amava.
            O amor romântico cobra muito caro. A busca pelo par perfeito que não existe, a idealização de uma relação plena, que também não existe. A limpidez e transparência entre o casal que, igualmente, não existe! É impossível e até pouco desejável ser feliz o tempo todo, amar sem interrupção, ser translúcido como a água, que somente pode alcançar esse estado após despir-se de todas as suas propriedades em um laboratório. O preço de assumir essas cobranças para si é elevado, é inadmitir que a infelicidade, o ódio, o opaco perpassam a vida e são extremamente importantes.
            Pela manhã, Maria sentia-se suja, afinal como deitar com um homem estando apaixonada por outro? Já sóbria, recusou o toque, a aproximação e as insinuações de seu marido. Sabia que não podia continuar com ele, que o casamento não tinha a mesma graça e alegria de oito, sete anos atrás. Entretanto, estranhamente, sentia-se muito triste ao imaginar-se longe de João. Se tinha adquirido uma certeza ao voltar para casa na noite anterior, outra angustia terrível logo foi formada: deveria ela acabar o seu relacionamento e, assim, entregar-se a José?
            As semanas passavam, as cobranças sobre si aumentavam, o relacionamento com João tornava-se cada vez mais indiferente e não se decidia. Em uma sexta-feira, ficou com José. Ao chegar em casa, como uma forma de redimir sua culpa, contou o fato ao seu marido. Decidida, discutiram. Percebeu que João assustou-se quando ela propôs o término do casamento, segurando as lágrimas, ele limitou-se a dizer: “É o que deve ser feito”. Alívio, alívio e alívio era o que Maria sentia. Naquela noite, dormiu em paz consigo.
            Não entendia, mas o sentimento que experimentava era-lhe estranho, tinha certeza da paixão por José, sentia-se verdadeiramente feliz ao seu lado, mas também sofria por João como jamais pensou sofrer na vida. Para Maria a vida seguia, experiências novas ocorriam, mas, por alguns meses, quase um ano, as lembranças reiteradas, repetitivas e sofridas de inúmeros fatos vividos com seu, agora, ex-marido não lhe saiam do horizonte. Perdeu peso, ela e João discutiram incontáveis vezes.
            Ficou com José, reconciliou-se intimamente com seu ex-marido. Não mantinham mais contato, mas a raiva abriu espaço para as recordações dos momentos doces que haviam vivido juntos, sendo capaz de rever e compreender por novos ângulos as experiências difíceis que passaram.
            O amor proibido não pode ser definido, pois não é substancia, é ato. Não está localizado em um território fixo, com linhas bem delimitadas, mas é deslocamento, subversão das linhas estabelecidas, desfazimento de territórios, certezas e construção de novos territórios e horizontes. É busca, é subversão, é transgressão.
Alguns anos depois, reencontrou, casualmente, João em uma praça próxima do novo local de trabalho dela. Assustou-se quando percebeu que ele não apenas a viu como se aproximou lentamente. Ficou impaciente. Tudo se acalmou quando ele disse “oi”, seguido de um sorriso, prontamente correspondidos. Conversaram por alguns minutos, despediram-se e João falou que também estava trabalhando ali por perto.
            Maria foi embora, um pouco mais feliz, um pouco mais viva. De alguma forma tinha reencontrado um João tão especial como aquele que se envolveu há muitos anos atrás. Sorriu sem culpa, quando constatou que seus gestos tinham sido insinuantes. Por alguns instantes, pensou em como seria legal vê-lo novas vezes, senti-lo novamente. Não sabia se o reencontraria, torceu para que sim. Quanto a José, permanecia com ele e contente com a relação. Não pôs isso em questão. Diante do mar de incertezas que repentinamente anuviou em seu horizonte, Maria excitou-se, suspirou e teve uma única certeza: já não era mais a mesma.
Por Eduardo Gonçalves Rocha

3 de enero de 2013

Preguntas sobre el amor x LAW




¿Qué puedo esperar del amor?



Por Luis
Alberto Warat


Esta pregunta sustituye al falso interrogante que todos estamos ostentados a hacer. Preguntarnos sobre
¿que es el amor?. Una pregunta pésimamente formulada. En sus respuestas idealizadas y vulgares es la mayor responsable del fracaso del amor en la especie (teniendo en cuenta varios tipos de estadísticas).
Resulta imposible preguntarse sobre el sentido do amor. Es como querer extraer fragmentos de una esencia inexistente. Preguntarse por el sentido del amor es también una forma de tratar de encontrar una definición válida para todos, una definición casi universal. Un lugar común.
Las respuestas únicamente pueden ser individuales, únicas, irrepetibles, válidas únicamente para cada uno de nosotros, y así modificables en cada relación.

Posiblemente la pregunta adecuada
sea: ¿Qué es lo que puedo ahora, en este momento, esperar de esta relación? y nada más, nada extendible para atrás o para adelante. Respuestas que se agotan en el mismo momento en que son formuladas. Una pregunta que nadie puede responder por usted. Únicamente siendo usted mismo, aprendiendo a escucharse, habitando su casa, dejando de ser hijo, un hombre niño, podrá encontrar su respuesta, la única con legitimidad afectiva, eso sí, por favor, nunca intente pedir ayuda a un “fama” para buscar la misma.

Observando atentamente el influjo do amor en los vínculos entre “cronopios” podríamos dibujar una respuesta con una leve suerte de intención definitoria sobre la pregunta sobre lo que se puede esperar del amor. La respuesta que me surge relativamente standarizada, entre cronopios, me diria que ellos esperan que el amor les sirva para su devenir emancipatorio, como gramática para la construcción de su cartografía emancipatoria, que es la cartografía del encuentro consigo mismo.

El mito del Santo Grial para mi, no es otra cosa que una fuerza de expresión para hablar de la necesidad del hombre de salir a la búsqueda de una respuesta sobre el amor. El secreto de la vida está en la respuesta que encontremos. Es una cruzada interior, la que nos convierte en caballeros del amor.

Instrucciones para que un caballero consiga el Santo Grial:
Primero, que su corazón crea que ese sueño es real. Cuando el corazón no cree en la realidad de un sueño, ese no sucede. Segundo, partir en un caballo blanco y completamente desarmado...

Ahora si el amor es un sentimiento no hay forma de establecer una secuencia de signos representativos, ni establecer su sentido signito. Será por eso que el sentido del amor gira alrededor de tantos lugares comunes y frases hechas? En el fondo un signo cargado de trivialidades.


LAW

29 de noviembre de 2012

Deseo


La historia del deseo

Por Luis Diego Fernández - Ensayista. Autor de "Furia y clase" (Paradoxia)

En el origen está la neurosis. Aristófanes expone en El Banquete de Platón el mito de un animal esférico que reunía en si al hombre y la mujer. Bestia valiente y fiera que desafía a los dioses, Zeus la castiga partiéndola en mitades iguales. Mito amoroso que plantea la cópula como el remedio de la unidad perdida. Esta genealogía platónica del deseo que se expande al cristianismo y se consolida con el amor cortés en el siglo XII y XIII, a través del mito del amor romántico (habitual en Hollywood) se apoya en tres pilares: el deseo es falta y es una energía que reconquista la unidad perdida (lectura que condena toda relación no heterosexual), la pareja es la unidad recobrada (reduciendo a la mujer al rol de madre), y, por último, la división de dos formas: el sexo como pura materia, sucio e impío, o el amor sentimental y “limpio”.

Ya señaló Michel Foucault en su Historia de la Sexualidad (1976-1984) que si bien muchas civilizaciones tienen una ars erótica –China, India, Japón, Nepal, Arabia, Grecia y Roma– la modernidad de Occidente se ha dirigido más bien a hacer de la experiencia sexual una cuestión científica: la llamada scientia sexualis.
Desde el sacerdote al psicoanalista, del confesionario al diván, el hombre occidental fue un animal de confesión, y la sexualidad un dispositivo a ser contado, registrado, culpabilizado, patologizado y normalizado. Por ende, la tradición de una erótica como estética del vivir, por fuera de la normativa reproductora/familiar, siempre ha resultado problemática para Occidente.
Sin embargo, resulta clara una lógica del placer sexual a través de diferentes épocas y autores: así es Platón quien abre la interpretación del deseo como carencia (que llega hasta Freud), mientras que Ovidio elogiará el eros ligero y libertino, una erótica celebratoria como respuesta al platonismo. 

Por su parte, el filósofo Michel Onfray en Teoría del cuerpo enamorado (2002), propone una genealogía del deseo cuya intención señala en el prefacio: “La fisiología manda, la cultura sigue”. La erótica que Onfray denomina solar está anclada en estas hipótesis: el deseo es exceso que pulsa por salir, el placer es gasto que se dispensa y la disposición es el contrato de solteros y pares libres.
En el marco del proyecto de deconstrucción del ideal ascético, reproductor, productivista y consumista, Onfray plantea una erótica donde los cuerpos estén libres del funcionalismo social y productor. Serán los filósofos atomistas –Leucipo y Demócrito– quienes planteen, contrariamente a Platón, que el deseo es un tema meramente físico. Es el exceso que pugna por salir del cuerpo, no una “falta” que debe ser cubierta.

En sus memorias, El tiempo de una vida (2005), dice Juan José Sebreli: “Los contactos múltiples y breves están denigrados bajo el nombre infamante de promiscuidad y se los estigmatiza como el descenso a la pulsión, cuando, en realidad, señalan lo contrario: la refinada complejidad de la indagación humana. El erotismo es un impulso universal; el amor, en cambio, es un hecho cultural, histórico, inventado en las Cortes de Provenza del siglo trece y fomentado después por la literatura y el arte. Mucha gente no se enamoraría, decía Stendhal, si no hubiera sentido hablar del amor”. Toda erótica reclama el placer pero también evadir lo infamante del dolor producto del idealismo del amor.


Fuente: http://www.revistaenie.clarin.com


7 de noviembre de 2012

amor

Amor

Por Slavoj Zizek


¿Cuál sería mi, cómo llamarla, actitud espontánea en cuanto al universo? 

Es oscura. La primer tesis vendría a ser una suerte de total vanidad. Básicamente no hay nada. Lo digo en sentido literal. 
Finalmente sólo hay ciertos fragmentos, unas cosas que se desvanecen. Si uno mira el universo, es un gran vacío. Pero entonces, ¿Cómo emergen las cosas? 

 En esto siento una especie de afinidad espontánea con la física cuántica, donde la idea es que el universo es un vacío pero una suerte de vacío cargado positivamente, entonces las cosas particulares aparecen cuando se distorsiona el balance del vacío. Y esta idea me gusta mucho, de forma espontánea: el hecho de que no es sólo nada. 

Si las cosas están ahí fuera significa que hubo un terrible error. Lo que llamamos creación es un desequilibrio cósmico, una catástrofe. Las cosas existen por error. E incluso estoy listo para ir hasta el final y declarar que la única forma de contrarrestar la catástrofe es asumir el error y llevarlo hasta sus últimas consecuencias. Tenemos un nombre para esto, se llama amor. 

¿El amor no es precisamente este desequilibrio cósmico? 
 Siempre me disgustó esa noción de amar el mundo, del amor universal. No me gusta el mundo. De cierta manera estoy entre "odio el mundo" y "el mundo me es indiferente". Toda la realidad es sólo esto, es estúpida, está ahí, no me importa. 

El amor para mí es un acto extremadamente violento. El amor no es "te amo completamente", el amor es "extraigo algo"... De nuevo está la estructura de desequilibrios. Incluso si este algo es sólo un pequeño detalle, una frágil persona individual, yo digo "te amo más que a todo lo demás". En este sentido bastante formal, el amor es el mal.


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6 de julio de 2011

Sentir y amar


Sentimientos

Es imposible hablar de los sentimientos en general y del sentimiento amoroso en particular.

Átomos de emociones en busca de organizarse molecularmente. Y cuando esto ocurre la energía que se organiza y explota luego nunca puede ser recordada como fue realmente sentida cuando la sentimos.

El acontecimiento sentimental y el recuerdo nunca suceden iguales son siempre diferentes. Los sentimientos, terminamos, siempre, recordándolos de una forma en que no fueron Los sentimientos vividos son inaccesibles. Los recordados, que tienden a la representación nos dicen tan poco como hablar de ellos.

A los hombres nos cuesta entender que es inútil hablar de los sentimientos, que solo pueden ser vivenciados en la fuerza de su imprecisión, además condenada a desvanecerse.

Feliz Navidad. Espero que hayan conseguido vivir su intensidad. El recuerdo de hoy no tiene importancia.



Luis A. Warat 25/12/2009

15 de junio de 2011

sobre el amor

Amor fascista, amor conyugal, amor romántico

El autor sostiene que “en la Argentina hay un renacer de la pasión política y una recuperación del amor”, y diferencia –para el individuo y para la política– entre tres formas: el amor romántico, “que le acontece al sujeto y lo obliga a tomar posición”; el amor conyugal, “que rehúsa el enamoramiento y busca la seguridad”; y el amor fascista, “que procura tomar posesión del otro”.

Por Emiliano Galende *

Creo que, en la Argentina, constatamos un renacer de la pasión política y una recuperación del amor, especialmente entre los más jóvenes. En principio, el amor supone dos personas que constituyen una comunidad mínima, es decir, son ya una relación social, que implica un lazo social específico. Esta forma particular es sin embargo equiparable a otras formas de lazo social y, también, de enamoramiento, a más de la pareja: así en la política, en el arte, en las disciplinas. Para toda relación de amor se trata, al menos, de dos, pero en cada uno el amor trasciende el plano individual del narcisismo, la satisfacción del yo. Cada amor, cualquiera sea su objeto, pone en juego partículas de algo universal, cultural. Es más, trasciende a una cultura determinada y aun a los tiempos de la historia.
El amor humano es el primer grado del pasaje del individuo a un más allá de sí mismo, es una presencia, en la singularidad, de un universal cultural. El amor, como el vivir, no se reduce nunca a los intereses individuales, sino en la manera como el mundo se expone al sujeto; es, en este sentido, el “nosotros” temprano, ya que nunca, desde el nacer, estamos solos. El amor, como la vida, no pertenece enteramente a la voluntad de cada uno, es algo que nos ocurre en la vida, y sólo cuando nos acontece podemos decidir.
Esto es lo que nos ha enseñado el amor romántico: se trata de lo que nos ocurre, lo que llega al individuo y, como un acontecimiento –en el sentido que dio a este término Alain Badiou–, obliga a tomar posición. En esta toma de posición, podemos diferenciar tres formas subjetivas de respuesta, tres tipos de sujeto, siguiendo aquello que en el siglo XIV ya nos enseñó Giovanni Boccaccio en su Decamerón. Al primero de estos amores lo llamaré “amor romántico” y lo vincularé con el Romanticismo del siglo XIX; al segundo, “amor conyugal”; al tercero, “amor fascista”.
El sujeto del amor romántico no responde a un mandato cultural –casarse, ser madre o padre, etcétera– ni responde a leyes, como el matrimonio. Enamorarse no es obligatorio ni responde a una voluntad: es algo que le ocurre al sujeto. Este amor, como lo señalaron los románticos, tiene su opuesto en la moral religiosa o cultural; por eso fue vivido como una experiencia de transgresión y libertad, y en la actualidad lo vivimos como reacción a lo dominante cultural. Recordemos que el amor romántico fue un grito de libertad, de igualdad entre hombre y mujer, frente a las imposiciones de matrimonio del siglo XIX.
Las luchas por la igualdad de género y contra las leyes del patriarcado, en nuestro tiempo, responden también a este amor romántico, al romper con la idea de que, frente al sexo y el amor, los sujetos sean sujetos morales, regulados por la religión o la cultura burguesa. En los enamorados, la moral y las decisiones sobre el sexo son resultado del acuerdo libre entre ellos sobre lo prohibido y lo permitido, asumiendo cada uno sus consecuencias. La ley sobre el matrimonio igualitario parte de reconocer esto.
Todas estas formulaciones sobre el amor romántico se ajustan también al sujeto del enamoramiento en el orden político, que asume este amor trascendiendo su yo, apostando a un nosotros, al compromiso social y sus consecuencias. El amor romántico en la política es a la vez un amor por la verdad.

El sujeto del amor conyugal es el que rehúsa asumir las consecuencias del enamoramiento, el riesgo de la dependencia; teme el acontecimiento, que no domina, y cree en una existencia satisfactoria bajo la seguridad conyugal. Elige la seguridad, la continuidad, los roles fijos, la dependencia asegurada del otro. De alguna manera, en la actualidad, el contrato matrimonial vuelve a tener algo del siglo XIX: establecer las ventajas (ahora no sólo económicas) que el matrimonio ofrece para su vida: no estar solo/a; llenar el amor y el sexo para que, controlado, no lo asalte o lo sorprenda; cubrir las necesidades en familia; asegurar un lugar social frente a los demás.
Se trata así de confinar en un espacio social –el lazo conyugal, tan restringido y seguro como sea posible– esa parte salvaje, pasional, desigual, no controlada, que supone el amor en tanto nos sucede como acontecimiento. Desde siempre se afirmó que la familia es el adversario permanente del amor romántico. En la política, el amor conyugal también se expresa, y en la misma dirección: contrato social, seguridad, consenso, evitar los conflictos, dominio de la tradición, continuidad de sus instituciones. Es lo que identificamos como política conservadora. Si el amor romántico es pasión del cambio y ruptura del orden instituido, asumiendo los conflictos reales, este otro es reproducción de la sociedad en un orden conservador de sus instituciones y sus tradiciones. Entre ambas dimensiones se debate la política actual.

El sujeto del amor fascista se caracteriza por los celos extremos, la posesión del otro, borrar en él todo aquello que le otorgue una vida autónoma, siempre bajo la sospecha de la existencia de un amante o una amante que ponga en riesgo la posesión. La ficción de ser “uno”, en la pareja, requiere suprimir todo lo que haga sentir que son dos, o más, como sucede en la vida; forzar una fusión que anule toda contingencia. En el extremo, tanto en el amor de la pareja como en la política, prima la violencia de eliminar al otro como otro, así ocurre en parejas con estos rasgos, y así ocurre en los grupos fascistas.

En el amor fascista, el pacto requiere que todo esté en “dos que somos uno”: identificación caníbal, y un exterior, los otros, por principio enemigos o amenazantes. En ambos, el amor de pareja y el amor político, están presentes la violencia y la muerte, infligida al otro exterior, extraño, o al interior: al infiel o al traidor. En política, el fascismo es exigencia de identidad total en el grupo, bajo símbolos que identifican al grupo y lo unifican; entrega, renuncia a lo personal, juramento de fidelidad al líder y enfrentamiento a los enemigos. El amor fascista anida en los sujetos y en la sociedad; es, desde siempre, la amenaza que acecha a todo convivir democrático.

Estos tres tipos subjetivos nunca son puros: están en un mismo sujeto, sometido a tensión; siempre hay, en cada sujeto, montantes diferentes de los tres tipos de subjetividad. En la vida social también anidan estos tres tipos de subjetividad. Una política romántica, de cambio y transgresión, debe enfrentar siempre a la seguridad conservadora y a la violencia fascista.

Esto da razón de por qué, en diferentes momentos de la cultura, de la vida social y del amor de pareja, domina uno u otro tipo de comportamiento. Así como un amor conyugal puede dejarse para asumir el riesgo de una pasión que ha acontecido, también en política la sociedad puede girar desde una posición conservadora o escéptica hacia una pasión optimista, de transformación de un orden injusto u oprimente. Dentro de los límites de las identidades de clase social, estos cambios no suelen ser previsibles ni productos de una voluntad: son también acontecimientos, que se hacen presentes en una sociedad.

En uno y otro caso, es esencial que surja lo que llamo “un otro desencadenante del acontecimiento”: no es la figura de un líder preexistente, sino un sujeto que construye su liderazgo al desencadenar el acontecimiento político, o la pasión amorosa. El amor no llega al sujeto desde una pasión interior que preexista al enamoramiento, sino que acontece cuando alguien, siempre singular e inesperado, dispara en él esta pasión. No es, como en el mito de Cupido, un ángel que dispare su flecha: somos flechados siempre por un semejante concreto y visible.

Y en política ocurre del mismo modo: en los sujetos existe la disposición, el interés por lo social, por la vida en común y su gobierno, pero sólo cuando un político enuncia sus principios, encarna las ideas, asume la pasión por realizarlas, se constituye en líder, logra representar esas ideas y despierta el amor por esa política. El líder de un proyecto de vida en común no preexiste al surgimiento de esa pasión; sólo al despertarla se constituye como tal. Creo que esto está presente en el actual enamoramiento por la política en el país.

Cuerpos que anhelan

No dudamos de que el amor es un valor en la vida psíquica, así como el odio, el resentimiento, la decepción, el engaño sufrido, actúan como tóxicos para el psiquismo. Todos lo reconocemos en nuestra vida amorosa: en el amor de la pareja, como en la fiesta, como en la tribuna cuando el equipo gana, como en el baile compartido, como en la manifestación política, los cuerpos se aligeran y saltan, toman ritmo; se vivencia al otro como compañero, como amigo o como amante; sentimos que la unión es placentera, que la satisfacción reside en el integrarnos.

También conocemos lo contrario: el rencor, el odio, la decepción, el miedo, la incertidumbre sobre el futuro, hacen que los sujetos se retraigan sobre sí mismos; sus cuerpos, decaídos como su ánimo, no son aptos para saltar o bailar; la pasividad los invade: no es posible la manifestación de los desanimados, de los pesimistas o de los resentidos: el otro, los otros, o son indiferentes o son enemigos. Recordemos cómo las dictaduras que hemos sufrido provocaron y utilizaron estos sentimientos. Y tengamos presente ahora que la mentira, la falsedad, con la intención de provocar estos sentimientos de decepción, rencor, temor, tiene el mismo sentido político: paralizar las ilusiones, alentar la pasividad, atenuar los entusiasmos, mantenernos pesimistas y aislados.

Vale recordar las consignas del Mayo francés: “la imaginación al poder”, “amor libre”. Las luchas por el amor, la igualdad, la libertad, el deseo de protagonismo, siempre han causado temor a los poderes dominantes, porque entienden bien que sus privilegios individuales están amenazados.

No dudo de que asistimos a un renacer del amor y la verdad en el país. Observamos muchedumbre de jóvenes, y también viejos románticos, decididos a luchar contra los escepticismos en política, y a inventar formas de encuentro más libres y dispuestas a exponerse al amor verdadero; cuerpos que anhelan encontrarse en manifestaciones, sujetos que se sienten protagonistas de la construcción de su vida y, en un mismo gesto, la construcción de lo social.

Y, lo que creo esencial para la salud mental de cada uno, sujetos decididos a enfrentar esos dos polos que desde siempre amenazan la vida libre: el discurso de la seguridad, discurso conservador si lo hay, en la pareja amorosa y en la política; y el discurso fascista, violento, que se vale desde siempre de la mentira, el miedo y la amenaza sobre el futuro. Defender un discurso romántico en la política, como creo está comenzando a ocurrir en el país, es generar en los individuos condiciones para un renacer romántico en el amor entre sujetos libres. Este camino es también el camino de ampliación del dominio de los valores de la salud mental: lograr un sujeto activo, comprometido con su comunidad y capaz de comprometerse en el amor.
* Director del doctorado en Salud Mental Comunitaria de la Universidad de Lanús. Texto extractado del trabajo “Amor, política y salud mental”.

Fuente: Pagina 12

9 de abril de 2011

Amor & direito

Pensamentos sobre legislação e sociedade a partir de Luis Alberto Warat


Publicado na 29ª edição do Jornal Estado de Direito.


Qual é o lugar do amor no currículo das Faculdades de Direito? Foi essa a pergunta feita por Luis Alberto Warat em na mesa sobre ensino jurídico organizada em 2009 pelo Centro Acadêmico Hugo Simas da UFPR, da qual tive a honra de participar. Falar depois dele foi certamente uma tarefa ingrata. Seu carisma e capacidade de provocar estavam à altura da tradição da filosofia da época de Sócrates na qual os cidadãos eram abordados na pólis com o objetivo de testar a racionalidade de suas opiniões.


Como de hábito, Warat criticou duramente o formalismo no pensamento jurídico como um meio de abstrair o mundo social da reflexão e da aplicação do direito. O resultado disso seria a formação de profissionais incapazes de perceber a dimensão real dos problemas com os quais terão que lidar.


Os últimos escritos de fôlego de Warat versaram sobre a conciliação compreendida como um mecanismo de solução de conflitos alternativo à forma judicial tradicional. Seu objetivo nestes textos foi imaginar desenhos institucionais capazes de incluir em sua racionalidade a dimensão afetiva, emocional e individual dos seres humanos. Warat buscava uma nova gramática para as instituições.


A jurisdição que atua a partir de normas abstratas traz vantagens e desvantagens. A principal vantagem é conferir ao procedimento decisório alto grau de neutralidade: o juiz não deve se implicar no problema, pois ele é um instrumento para fazer valer a vontade do povo. No entanto, tal vantagem pode vir a se tornar uma desvantagem. Ao ignorar a realidade social e se tornar um exegeta de normas, o direito pode ficar insulado do mundo real.


Um exemplo simples: “São proibidos animais neste recinto”. Esta norma vale para cães-guia utilizados por deficientes visuais? O juiz, ao decidir, pode criar uma exceção a ela ou deve esperar que o legislador se manifeste?

Se decidir agir, o juiz não estaria saindo de seu papel ao fazer uma avaliação própria do conflito social, sem referência direta à vontade do legislador? E tal ação não cria o risco de arbítrio? Pode haver casos em que a injustiça que nasce da aplicação mecânica da norma não fique assim tão patente.


Há duas saídas razoáveis para este beco sem saída: postular um aprofundamento do formalismo e sua concepção clássica de separação dos poderes ou redesenhar a separação de poderes e rever o papel do juiz singular e da hermenêutica jurídica como mecanismos de solução dos conflitos sociais.


Já é hora de imaginar um Poder Judiciário em que a jurisdição não seja o principal meio de solução de conflitos e em que o juiz neutro e individual não seja modelo para desenhar a jurisdição. Ao que tudo indica, decidir com base em normas abstratas e confiando em juízes individuais só funciona em ambientes facilmente padronizáveis e que não mudem com rapidez.

Apenas nestas condições é razoável supor que jurisdição se exima de ser criativa. De maneira cada vez mais frequente, casos concretos são decididos também com fundamento em argumentos econômicos, políticos, sociológicos e técnicos e não a partir da exegese do texto da lei.


“E o amor?”, perguntaria o professor Warat. Para este novo modo de pensar, ele passaria a fazer parte das instituições. Pois se decidir o caso não é mais interpretar normas, será preciso levar em conta também a dimensão afetiva das partes em dissenso. A decisão deve ser proferida em função do caso e das pessoas envolvidas nele.

Evidentemente, tal mudança demanda uma alteração radical na postura do organismo decisório e em seu modo de operar. Por exemplo, a técnica jurídica deixaria de ser uma “hermenêutica de textos” e passaria a ser uma “hermenêutica de fatos”, ou seja, uma prática social interpretativa cujo objetivo seria construir um diagnóstico de fatos sociais singulares e complexos para encontrar respostas jurídicas que lhes fossem adequadas.


A jurisdição tomaria a forma de uma atividade legislativa em concreto cujas decisões justificadas deveriam levar em conta o máximo de vozes sociais possíveis. Hans Kelsen mostrou que a diferença entre legislação e jurisdição não é de natureza, mas de grau. A jurisdição produz a norma em concreto e precisa levar em conta casos semelhantes julgados anteriormente; o legislador não. Mas nesse novo registro, a racionalidade jurisdicional não seria mais monofônica, expressão da vontade da lei, e sim polifônica, expressão de diversas vozes sociais.


Uma boa decisão seria aquela capaz de abarcar todos os interesses implicados nela, mesmo que para este fim fosse necessário abandonar o modelo de juízes singulares. A participação de mais juízes, inclusive leigos, a realização de audiências públicas e uma utilização mais liberal de perícias e amicus curiae poderia resultar, deste ponto de vista, em decisões mais bem justificadas.

Haveria ainda normas abstratas, mas formadas de baixo para cima, a partir da generalização da justificação das decisões. E dentre as razões para decidir poderiam constar argumentos políticos, econômicos, sociológicos, afetivos e de qualquer outra natureza, desde que representativos de interesses sociais pertinentes ao caso.

Tal modo de operar tornaria o processo decisório mais complexo, além de aberto à influência de interesses os mais variados, mesmo que escusos. No entanto, caminhar nesta direção parece inevitável. É cada vez mais difícil legislar de uma distância grande demais dos conflitos sociais. Temos que repensar o desenho das instituições para aproximar a legislação da sociedade e radicalizar a democracia, tornando tal processo mais responsivo aos conflitos e interesses em jogo.


Tornar dogma de fé o modelo clássico de separação de poderes é a melhor forma de perder a chance de construir novas soluções para os problemas que temos que enfrentar; processo que deve incluir a percepção de o amor é sim assunto de juristas. Mesmo durante o horário do expediente.



José Rodrigo Rodriguez,
Pesquisador Permanente do CEBRAP/SP, Núcleo Direito e Democracia; Professor, Coordenador de Publicações e Editor da Revista DIREITO GV e da Coleção DIREITO, DESENVOLVIMENTO E JUSTIÇA da Editora Saraiva.

Autor de “Fuga do Direito” (Saraiva, 2009), co-organizador de “Nas Fronteiras do Formalismo (Saraiva, 2010) e organizador de “A Justificação do Formalismo” (Saraiva, 2011).


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21 de octubre de 2009

O amor louco ParteIII ,de un dialogo con Albano




por Luis Alberto Warat


Os lugares comuns instalarom nos homens um habito de indiscriminacion que se extiende a todas as manifestacoes de seu cotidiano, a todas sus relacoes vinculares-. O homen indiscriminado é um hombre cortado em dois, escindido de se mismo ,incapacitado para estar de acordo com ele mesmo, solo adquiriendo a minima habilidade para poder estar de acordo com os lugares comuns que sustituem a posibilidade de um acordo com sigo mesmo Unicamente o artista consigue estar de acordo consigo mesmo,e o unico que pode estar no camino de sua emancipacao.O que exige uma profunda e dolorosa sinceridade em procura da autenticidade Sim esa sinceridade nao se pode ser realmente artista,realmente surrealista.O artista e por propio sentido ,o homem da autenticidade.O oposto ao homen uniformizado desde a cultura do grande consumo e da imposivilidade de escuta,de se mesmo e dos outros Unicamente a escuta sem escuta dos lugares comuns. A escuta por lugares comuns ,o unico codigo da escuta.Se perdio toda posivilidade da mutua escuta ,que e algo mas profunda,valiosa e vital que a comunicacao .O homem pode comunicarse sem escutarse.a escuta esta comprometida por a capacidade de escutar o sentimento do outro ,alqo que se da sempre nas entrelinheas do comunicado. Nunca a solidao a sido tam grande Sem escuta estamos no desamparo e na soledad. O amor na maioria dos casos e uma relacao sexuada sem escuta e sem fantasias, sem sexualidade, ue no debe ser confundida com o sexo ).o que o comverte em algo extremadamente angustiante.A agresividade ,a violencia, as pulsoes autodestructivassao sua consecuencia.A resposta diria Artoud é o grito.El nao e sempre mais que um arebato,termina sendo para os surrealistas o ataque a pervertida uniformidade do cotidianoA musica contemporanea usa muito ese grito de protesto

Quando um homem fica perdido de se mesmo esta condenado a uma eterna servidao.Todo modelo de lugares comuns termina sendo uma imposicion violenta de um conjunto de hipocrecias de igualdade. A instalacao de um plano de certezas,o entramado de redes de captura ,a configuracao de disciplinamentos e a institucionalizacao de modos uniformes,direccionamento hacia subjetividades pre’figuradas,Nada da instalacao de planos de interaccao ou resignificacaoes aconchagantes Todo entre’nois pretende ser suprimido entre vies,entre tantos ,entrepontes,entre unos e outros.Os sentimentos nao podem ser tratados como objetos comprados de segunda mano,uma coisa ja sentida por outro

A quietude das racionalidades intrinsecas que eternizam os vasallajes e os somentimentos que encontram um fundamento inmutavel na quietudes deve contraponerse o nomadismo entre os seres inquietos e vitaes como sentido de vida e descuverta de novas conexoes entre os elementos que se encontram recuvertos de significacoes petrificadas


O amor chama o silêncio como poesia. Nem sempre o consegue. Não é fácil escutar e interpretar o silêncio do outro. As vozes silentes dos sentimentos do outro precisam de meus dragões mais altamente qualificados. Quando escuto desde minhas saudades do amor9que nao tem a referenca a uma persoa definida= posso preencher o silencio do outro com minhas esperanças de amor. Escuto minha própria ideologia amorosa. Me aprisiono em minha própria loucura branca. A loucura que inventa o outro negando seus demônios, a sua tendência à infidelidade. A loucura branca nos instala numa nuvem tormentosa, e se a chuva não chega rápido e forte, se não se descarrega rápido e nos ajuda a cair vamos direto ao abraço da morte. As palabras de amor da locura blanca que poluem os silencios geralmente sao invasivas, afixiantes para o outro que espera por tu palava mesurada.Ningueim gosta ser asediado por uma seduccao que se asemeje a um mercader na Medina de Marrocos. Ninguiem gosta de sentirse asediado por alguiem que mostra-se como que nao podera existir sem o amor do outro,.E terrivel,arto invasivo um apasionado que manifesta nao ter nada ,nada, aleim do amor pelo outro:voce e vida para mim. O color de teus olhos me abre para novas perspectivas.Ella no neceesito conquistarlo , ele se arrojo desde o primer instante de motu propio, com um estallido que refleja seu fanatismo, aos pes da mas pagana, a mas altiva a mais soberana,a raina dos idolos que idolatra.E a rainha nao tuvo desejo.E preciso aprender a amar sem perder a dignidade. Para amar e preciso ter clase,pertenecer a um tipo de nobreza muito particular.Porem,o que e absolutamente necesario e nao perdar a clase na perdida do outro.No amor e preciso ter dignidade na derrota. E preciso aprender a dizer adeuos como um principe que mantem sua nobreza ainda perdendo seu reino.Ter clase no adeus nos salva de um grave desencontro con uno mesmo.E muito doloroso sentirse um imbecil dicendo adeus. Como um actor que se da um tombo cuando esta saindo do palco,quem nao sabe dizer adeus, durante muito tempo se sentira interiormente envergonhado pelo mico que pago na saida de cena. Termino de ver um filme)Conocindo a Julia) com Annette Bening, onde uma grande actirz do teatro ingles recupera no palco todas a dignidade que estuvo por perder a manos de uma principiante que osava robarle a seu amante e a seu marido para ocupar o lugar dela no palco Enchergandola no filme entendi, aprendi, como se deve construir a dignidade na derrota. A dignidade na derrota implica uma renuncia,nos forza evitar ir detras de um oasis de amor perdido.
Sin palavras, en silencio ,nos dizemos adeus.A dignidade maior numa despedida esta no liencio do adeus.Pero o silencio do adeus nao pode converti a despedida em um mimodramaDespedirnos como Bip,o famoso personagem de marcel marceau,com uma flor vermelha maltratada e um chapeu de magico destruido -

E muito gostoso poder amar sem fazer muito ruido,demostrando uma permanente confianza e disponivilidade para o outro,ocupandose para que o outro este bien ,nao falte nada para ele.E muito mas importante estar disponivel para o outro,sem fazer nihum carnaval,que atormentarlo com um vendaval de declaracoes desmedidas de mi amor.O outro precisa sentir que acredito nele mas que ele mesmo.O amor nao precisa de actuaciones.Nao e bom actuar o amor,salvo quando se esta saindo do palco derrotado. O amor expresado com histrionismos nao e convincente, revela uma falta de sensibilidade e imaginacao,aleim de perder toda sensualidade.Decir con cierto ton escandaloso ou melodramatico ,como te extrano o como te quiero puede sonar a formula vacia.Olhar para o outro , sem ruidos, pero de um geito que o outro note que voce tem afecto por ele e mais importante. Ela te esta mirando de una manera que decis ,gracias ao Senhor por que existe algueim que me mira con ese afecto, que me entende e podo ir a ele quando o necesite.


O melhor que posso fazer para honrarte,vida,e amarte em silencio

18 de octubre de 2009

Yo se que estoy piantadoParte II



Dialogos de dos viejos surrealistas renovados


Para Albano Pepe de Luis Warat



O sentimento que nace de una adoracion ,uma paixao desmedida , um amor tomado, que remite os sentimentos amorosos para um plano ideologico incontrolavel ,uma ilusion sin medidas e dañina. Una locura de amor que nao deve ser confundida com a proposta surrealista de amor loco.Estou loco de amor, que nao e o mesmo que vivamos um amor louco .A loucura de amor, sintiendo o placer desmesurado de estar juntos, nace ,quando na relacao se infiltraron componentes toxicos, una fascinaçao enfermiza e fundamentalista. A certeza que embarga e alucina desde o primer instante, como aconteceou com Dali e Gala. A certeza de estar diante a mulher eterna que me esta destinada desde sempre, e de quem adivino, baixo o efecto de uma brutal inspiraçao que e a mulher que encarnara definitivamente a garota que atraveso o espelho de meu fantasma Um energumeno, que solo te mira e te escuta como uma criatura extraordinaria,qual diosa extraterrestre que refleite un no se que do aleim.Me fascino de entrada, e fez nacer o sentimento de uma adoraçao. Solo miro por ella.Cuando Gala o deixo de sostener emocionalmente fue quando Dali comenzo a morir.

O sistema de ilusiones que geramos para acreditar ,o meter em nossa cabeca que amamos a algueim seria imposivel de existir, se no tuvieramos ja uma cabeca absolutamente entregua a un sistema maior de ilusiones que nos fabricam as grandes voces protectoras de nosso deseos.Os lugares comuns que fundam o grande sistema de ilusiones ,ogi rebautizado desde o cinemas como a Matrix,nos condicionam e funcionan como um caldo de cultivo imprecindivel para reproducirse como reprersentaciones disciplinadoras em nosos vinculos de amor.O amor tomado pela ilusion para poder integrarse como lugar comun ao sistema de ilusiones que nos incorporo como coisas ao engranagem montado pelo capital para eludirnos que somos parte de una cultura.O vacio do desejo como unica heranca.Uma vision de mundo convertido numa vision de lugares comunes que trivializan o mundo para excluirnos dele.O paradigma trivializado.o saber ignorante)que me ignora, que te ignora,que ignora o mundo fora do que en castellano chamariamos de cursi o de cursileria)A fantasia cursi como vision de mundo.

Enamoradas imaginarias. Enamoradas trivializadas

Sao elas en mia cabeça, que me comandam que falam por mi ,que me imposivilitan de escutar meus propios sentimentos.Criaturas divinizadas,que despliegam os mesmos efectos que a ideologia,se apoderam lentamente de meu corpo e me sustituiem,penso como elas, falo como elas, mias opiniones se confundioeron con las de ellas, sao as de elas.Elas ,ou eles, sao o instrumento a traves do qual o amor se torna ideologico,uma sexualidade convertida em ideologia.


Existe,me apuro a registrar, outro tipo de enamoradas imaginarias)o sexo delas e o de menos= que esta constituido por aquelas personas que con sua presencia mudaron nossas vidas, nos abrierom janelas,portas que mostrarom outros mundos posiveis.Esas personas,que nos marcam, ficam definitivamente dentro de nois como guardianes silentes de um cambio que nao temos direito a renunciar. Elas nao deixam,sao fantasmas revolucionarios em nois A esas enamoradas ou enamorados imaginarios os reconozco en muchos de mis gestos ,se escapam um pouco com mis palabras,-fazo um gesto, digo alguma coisa e te vejo em esa presencia que o grande sintoma de uma saudade.

Alguns mestres na vida da gente se tornaron enamoradas imaginarias Os mestres por sua vez estam nesa condicao em infinitos corposUm mestre e ,por cusi uma definicao, aquel que nos abre janelas, portas,como voce quiser chamar.O mestre ,copiando a Dali nao e um ser inspirado.sino algueim em condicoes de inspirar aos demais

Ese abrir as janelas da inspiracao nao pode ser confundido com o amor do legado,o ato de amor supremo que um mestre realiza fecundando com seu saber, num proceso o vinculo amoros, o corpo de quem fue electo,e concorda com recever esa ofrenda afectivo cognitiva.Logo falare.

Quando nos aproximamos ao terreno das representacoes e os saberes ignorantes, ao campo das fantasias cursis com espiritu esclarezador e com ganas de escaparse dos lugares comuns ,devemos colocarnos diante do problema de si nosso aporte nao contribuie em ultima instancia a fazer todavia mais intensa o complejo das vanalidades,como aquele que no esforzo por apagar o fogo quisiera fazerlo provocando viento.Tomando distancia muitas veces nos apercibimos de como nuestra especie crea una infernal teia para aprisionarse a si mesmo ,entregandose mansamente a uma semiosois que unicamente favorese a propia destrucao e favorece unicamente aos que precisam de impunidade para roubar

As ideias ao envelhecer se cristalizam ,se fozilisan e adquierem a aparenca do lugar comun,contaminando a vida com sua podredumem .Entao e preciso producir a diferencia com o outro, introducir o novo na historia como sentido creativo,onde circule a sangre sempre renovada do vital.Quando as ideias se cristalizam o homem se ilusiona acreditando que o caos natural da existencia fue reemplazado por un orden logico de razoes.A vida nao responda a leies fixas, é um complexo de devires irrefrenaveis ,que de nihuma manera pode ser detido,menos pela estupidez caracteristica do humano,principalmente pela estupidez caracteristica da decadencia de occidente .A estupides humana,a estupidez da decadencia de occidente nao deve ser confundida con a inocencia da que depende a criatividade.A estupidez humana e maligna, mitomana, omnipotente,melomaniaca e enemiga despiadada dos valores e das esperanzas mas noveis e mais elevadas.A estupides humana gera os lugares comunes e os esquemas que emprestam a sensacao de seguridad que o desamparo do humano exige.a deadencia de ocidente e sus estipideces e perversoes sao fruto de un nefasto ensamble entre a forzosa lei de evolucoa e morte a que estam expostas os organismos e os corpos socias ,as culturas vivas com os mecanismos de dominacoa que colocan a obra humana e sue valor smiologico a disposicao dos lugares de poder e seus locatarios de turno.E o momento em que o saber ignorante sente o placer de haber conseguido um enorme espaco de brindis.

O saber ignorante, seus lugares comuns e seus esquemas determinam os estados de animo dos lugares e das epocas, sao estados das subjetividades tomadas que se manifestam como ideas establecidas desde sempre, que flotan no ar e sao respetadas silentemente porque resultan extremadamente familiares e terriblemente convincentesParte de elas forman o famoso senso comun,em suas dos versoes a comun e o teorico)Esas ideias pelo geral nos imposivilitam de pensar nosa propia condicao humana, no sentido de nossas vidas,e na posivilidaded de ir ao encontro de nois mesmos,todas estas condicoes minimas de nossa posivilidade de emancipacao. Para comenzar a andar o caminho de nossa propia emancipacao e da emancipacao da especie ,e preciso escapar do s palabras manoseadas e desfiguradas ate ser convertidas em lugares comuns.e preciso provocar a fisura dos lugarfes comuns para poder devolverle a palavra sua libertade, tal como pretendia o Dadaismo.Entonces palavras como libertade, autonomia, amor ,arte poesia podam adquirir usos que mostrom seu compromiso de alteridade, que mostrom como a libertade pode ser usada para referirse a um modo de realizarse com plenitude, e decir sem ser ostilizado meu desejo pelo meio –que amor faz referencia ao mais alto grado a que pode llegar a comunicacao entre dois seres e que a palavra artge o poesia expresam formas de comunicacao com o mundo e um modo de proyeccao do ser hacia os outros.Palabras que podem arrancar a alguns de nosso interlocutores que nao escucham de suas comodas poltronas de indiferencia e asco.O surrealismo nao pretende persuadir a ningueim de nada de tudo isto ,se conforma com que voce desperte e veja o mundo com olhos libres.Sendo ese tipo de olhar o unico modo, diz uno dos malhores surrealistas argentinos,de comprovar que o mundo em que vivimos e sempre novo, produto de devires que nao param nunca e que a sordidez e so uma ilusao.

Invirtiendo os termos,diria que o ja dito como se fora desde sempre é um estado de animo que tem medo de enfrentarse com o diferente, com a alteridade Um estado do espiritu que tem medo de enfrentarse com a historia e com o amor,ambas nao sao outra coisa que um devir de diferencas desconhecidas.Para ver a luz do novo na historia e do amor e preciso que cada uno de nois poda desmanchar a bruma de um pensamento ja establecidos como solidos, certos e inamovibles. Um pensamento sentido como una voz unica que nao escuta os ecos de nihuma otra O autismo da verdad pensada como unica.

Os lugares comunes sao a guarida, o bunquer, a ciudadela imperial dos pensamentos unicos .O pensamento unico fue sempre a materia prima das diferentes tentativas de construcao da torre de Babel O sentido de esa torre sempre fue a de construir para alguns privilegiados un lugar de poder infinito, que pudiera elevarse ao celo ate alcanzar o poder de Dios.cuando o senor se percato do proposito desmancho a posivilidade gerando a multiplicidad de voces que impidieron o logro da meta programada. Depois aparecieron otros intentos,sempre baseados em alguma forma de pensamento unico,uma daa mas importantes ,e cuasi exitosas, fue a Torre que pretendio construirse desde a rfazao moderna ,seu paradigmas semioticos e de verdade que reinstalaron uma forma muito sofisticada de pensamento unico.O surrealismo e otros mecanismos de fuga do paradigma moderno e suas formas ideologicas de razao impidieron que esta nova tentativa constructivista do poder infinito consiguiera o exito desejado-finalmente na posmodernidasde na decadencia de occidente marcada pela invasiones barbaras dos lugares comunis surge a terecera e mas exitosa tentativa de finalizacao da construcao da Torre de babel, ainda a estan construindo, e tem esperanzas de llegar ao exito.Impedir a construcao inundando novamente a torre com um plural de voces, dependera novamente do surrealismo como uma revolucao de quebra dos lugares comuns e do pensamento unico que tentam impor e asegurar.

Os lugares comuns sao nosso tutores semanticos,os tutores de nosso desejos,os que ejercem o protectorado sobre nossa soberania Os lugares comuns saben muito mais de nosso desejos que nosso propio corpo.O lugar comun como nosos protectorado existencial paera asegurar a reproduccao do Imperio.O protgectorado nos roba nosa identidade, nossas raices

O lugar comun arranca ao signo do seio da vida social, apaga sua vida,usurpa seu sentido vital;resta toda posivilidad a palavra de ser considerada como expresao do homem situado no mundo vitalmente;o signo deixa de ser a palavra que fecunda a um homen particular:As Artes constituiem ,principalmente para os surrealistas, a unica posivilidade de devolver os signos ao seio da vida social,de devolverle ao signo esa libertade que reinvindico o dadaismo e a semiologia de Barthes. A semiologia libertaria se enfrenta ,temta abalar os alicerses de um progreso cientifico, tecnico e uma razao instrumental que parece tender a anular o vital do homem .Lavanta’se contra un racionalismo que perverte o vital.

Corresponde ao barroco proporcionar uma nova visao da realidade-,que de inmutable ,do ya sabido desde sempre se converte em movil O romanticismo incluye no espacio movil do Barroco o espacio emocional do homem,o Impresionismo inaugura o abandono da concepcao racionalpara voltar ao punto de vista subjetivo,para representar o mndo real desde o ponto de vista da pura sensacao personal do artista.Um sincretismo das tres e o surrealismo que e a expresao de um acople de tendencias que permite pasar do plano racional ao plano do sensivel.,asim como una afirmacao do valor das imagens que reafirmam o valor do ser e de seu vivir espontaneo e creadorUma asimilacao da arte a vida que cada dia mostra evidencias de sua importancaa caracteristica de toda vida ,ainda do mais humilde dos excluidos e sua capacidade creadora A vida como a arte e uma permante criacao. O mesmo vale dicer do amor, que nao sobrevive ,que nao tem vida se nao manten acesa a chama da criatividade. O estado se apropio da vida da arte e a criatividad a traves dos lugares comuns que se encargo diabolicamente de producir esa apropiacao fue denominada por faucoult de biopolitica.Corresponde ao surrealismo fazer uma revolucao que recuperae a vida ropubada pelo estado e se a devolva a sues donos Ese proceso inverso de apropioacao surrealista da vida o chamo de ecopolitica.

Frente ao estado de animo determinado pelo ja dito desde sempre o surrealismo reinvindica.a traves da arte do imaginario, o estilhisamento da modernidade clasica como expresao do permanente e do deshumanizado.Para os surrealistas a traves da arte o homem tende a extender o campo