17 de junio de 2013

A Fonte do Direito são as Sogras dos Juízes



A Fonte do Direito são as Sogras dos Juízes


Warat, um argentino baiano




Por Bruno Azevedo - João Pessoa, Paraíba

Juiz de Direito Professor de Direito - UEPB. Especialista e Mestre em Direito Constitucional. Doutorando na UERJ



Quando vejo todas essas manifestações de estudantes aprovados em vestibular, a exemplo de cabeças raspadas, trotes os mais diversos e comemorações em família, penso imediatamente também na minha chegada à faculdade de Direito, em 1980. No meu primeiro dia de aula, um “veterano” se fez passar por professor e nos mandou tomar nota das expressões mais esdrúxulas. Na aula verdadeira, um professor sisudo, terno bem cortado e sempre abotoado, falou-nos sobre a grandeza da “ciência do Direito” e algo parecido com “ubi societas, ibi jus”, ou seja, nós não tínhamos mais saída: onde houvesse sociedade organizada, inevitavelmente haveria o Direito.

Os primeiros assuntos aprendidos estavam sempre relacionados à grandiosidade do Direito na sociedade e na eloquência de sua linguagem. Aquele tal professor sisudo nos embeveceu por algumas aulas discursando sobre o tópico “terminologia jurídica”. Uma glória! A bibliografia recomendada tinha os títulos mais grandiosos que um curso universitário pode ter: notas introdutórias, compêndio, manual, curso disto e daquilo… Mas, na verdade, o que nos fascinava mesmo eram os códigos! Sonhávamos com o dia em que seríamos “obrigados” a trazer os códigos para a aula. Aqueles livros grossos, letrinhas pequenas, papel bíblia e capas com tipos dourados eram quase um fetiche.

As disciplinas propedêuticas passaram despercebidas. Queríamos estudar as leis. Saber os crimes e as penas, sucessões, casamento, contratos, obrigações, direitos trabalhistas… Depois de algum tempo apareceram alguns livros da turma de juristas do Rio Grande Sul, Santa Catarina e Brasília. Eram discussões sobre o Direito Alternativo, a Nova Escola Jurídica e o Direito Achado na Rua. Foram leituras inquietantes e nos despertaram para a possibilidade de um uso “alternativo” ao Direito que estávamos estudando, mas não nos incitava, ainda, para a possibilidade de um “novo” Direito.

Saí da faculdade em 1984 e logo em seguida, ainda em crise com o Direito, buscando sempre novidades, embora fazendo uma advocacia de “combate”, como defendia Roberto Lyra Filho, fiquei encantado com o título de um livro: A Ciência Jurídica e seus dois maridos. Daí, seguiram-se outros mais instigantes ainda: Manifesto do Surrealismo Jurídico, O amor tomado pelo amor, Por quien cantam las sirenas, Surfando na pororoca etc. E o autor desses livros? O argentino mais baiano e brasileiro chamado Luis Alberto Warat.

Muito mais do que títulos invocados, os livros e textos de Warat nos convidava a pensar o Direito de forma diferente. Enfim, era a primeira vez que pensávamos o Direito para além do mero estudo e aplicação das leis. E mais: para além da aplicação alternativa da lei, ou contra a lei, como defendia o Direito Alternativo, agora tínhamos a oportunidade de questionar o que até então conhecíamos como Direito, ou seja, uma ciência baseada apenas na norma. Além disso, para nosso deleite, Warat criticava com força o ensino jurídico do qual nos todos éramos vítimas. Enfim, um ensino jurídico que não nos permitia a transgressão, pois “é difícil perder-se”, como dizia Warat.

No Manifesto do Surrealismo Jurídico, por exemplo, Warat resume assim a diferença entre a pedagogia tradicional e a pedagogia surrealista: “a pedagogia tradicional, baseada na angústia da perda, é um instrumento de controle apoiado no sufocamento da imaginação criativa. Nessa forma de ensino, toda criatividade será castigada. Na pedagogia surrealista isso não acontece. Nela o fundamental será o desenvolvimento da criatividade, dos afetos e dos sonhos.” Em seguida, provoca os professores: “O professor precisa ajudar o aprendiz existencial a transformar o saber num sonho criativo e não deixa-lo com a passividade de uma vaca olhando o trem passar.” A sala de aula, no delírio surreal de Warat, seria “convertida num espetáculo sem passarela. Um lugar onde não existisse mais separação entre a voz do mestre e os ouvidos anestesiados dos alunos. Todos protagonizando a compreensão de seus vínculos com a vida, no plural do fantástico.”

Em “A Ciência Jurídica e seus dois maridos”, Warat se utiliza do romance do Jorge Amado para discutir as “máscaras” do trio famoso (Dona Flor, Vadinho e Teodoro) e desafia os juristas: “Poderão os juristas, como dona Flor, construir uma máscara de Vadinho que incite sua criatividade, que lhes provoque um ardente aspiração à extrema liberdade das ideias? Poderão proteger a criatividade mais que a propriedade”?. É também nesta obra que Warat discute a proposta de “carnavalização”. Em resumo, segundo Warat, “a metáfora do carnaval pode ajudar a entender que não há mais uma autoridade incontestável, fiadora do poder e do saber; ou se você prefere, na democracia não se pode mais aceitar o princípio de um suposto possuidor do sentido da lei, do sentido último do poder e do conhecimento social”.

Finalmente, nesta caminhada de crítica ao ensino jurídico, ao discurso jurídico e ao normativismo, Warat termina despertando, em que lhe compreende, uma relação de amor e ódio ao que conhecemos como Direito ou Ciência Jurídica. O sentimento é de amor quando traduzimos o Direito como garantia da liberdade, do “plural dos desejos”, da possibilidade de emancipação e que se realiza na alteridade, na mediação; de outro lado, o sentimento é de ódio quando o Direito é simplificado no normativismo castrador de todas as possibilidades criativas e a serviço da opressão.

Ano passado, (2010), no livro “A rua grita Dionísio! - Filosofia Surrealista e Direitos Humanos, Warat retoma críticas antigas ao ensino jurídico, aos ressurgimentos do tipo “neoconstitucionalismo” e ao Direito baseado no normativismo. Diz Warat: “Os juristas pretenderam sair, escapar da bárbarie criando seu barroco particular: o normativismo. Geraram um grande boato com pretensões de universalidade, que reforçou ideologicamente os esforços codificadores, servindo ao mesmo tempo de enlace ilusório para criar um efeito de identificação entre as normas e o Estado. O normativismo se estendeu até cobrir com suas crenças a própria ideia de Estado. [...] Este fato se deve ao conjunto de crenças normativistas, os lugares comuns do senso comum teórico dos juristas. Um senso comum que apresenta graves ingenuidades epistêmicas escondidas, que não se fazem visíveis porque estão recobertas por um sofisticado jogo de idealizações, abstrações ou universalizações que garantem a fuga dos juristas até o paraíso conceitual.”

A “Rua grita Dionísio!” é um texto denso e repleto das inquietações de Warat. No Capítulo III, por exemplo, Warat crítica a teoria dos Direitos Humanos a partir de uma perspectiva “exclusivamente normativista” e propõe “pensar os Direitos Humanos como uma concepção emergente do Direito, uma concepção do Direito e a partir daí começar a produzir, a deixar que o novo tenha sua vez”. Nesse mesmo texto Warat nos apresenta o que seria um primeiro esboço de Direitos de Alteridade. Em suas palavras, “uma listagem que me surgiu automaticamente e que pode ser alterada com variadas combinações”. O primeiro desses onze direitos esboçados por Warat seria o “direito a não estar só”, o segundo é o “direito ao amor” e o último é o “direito à própria velocidade, à lentidão”.

Por fim, para justificar também o título dessa comunicação, conversando com Marta Gama e Eduardo Rocha, talvez em uma de suas últimas conversas registradas, Warat detona definitivamente o dogmatismo, o Direito baseado no normativismo e o mito da imparcialidade do Juiz, aprofundando ainda mais em mim a relação de amor e ódio com o Direito:

-No seu entendimento os juízes conseguem ser imparciais? Os profissionais do Direito conseguem ser imparciais?

Eles devem ser imparciais?

- Não, eles não devem.

Há uma questão: se vamos modificar a história de que o juiz é aquele que decide, a imparcialidade perde o sentido. Porque no fundo o problema não é a imparcialidade e sim a arbitrariedade. A sensibilidade permite ao juiz tomar a consciência de que não deve ser insensível. A imparcialidade significa tomar distância e eu creio que estamos buscando através do trabalho de sensibilização implicar o juiz no conflito e não afastá-lo. (http://gerivaldoneiva.blogspot.com/2010/12/marta-gama-e-eduardo-rocha-entrevistam.html).

Não se assustem meus amiguinhos que estão iniciando agora sua relação com o Direito. Os conflitos e as dúvidas estão começando agora. Muitas ainda virão e com mais intensidade ainda. Isto é bom. Significa, sobretudo, que resolvemos nos apaixonar por um desafio: decifra-me ou devoro-te. Aliás, como disse Warat na entrevista concedida a Marta e Eduardo, antes de resolver nossos conflitos com o Direito, “nós temos que inventar um sentido para nossas vidas.”
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Obras citadas: Warat, Luis Alberto. A ciência jurídica e seus dois maridos. Santa Cruz do Sul: Faculdades Integradas de Santa Cruz do Sul, 1985

. _____, Manifesto do Surrealismo Jurídico. São Paulo: Editora Acadêmica, 1988.

_____, A Rua grita Dionísio! Direitos Humanos da alteridade, Surrealismo e Cartografia. Rio de Janeiro: Editora Lumen Juris, 2010

Por Gerivaldo Alves Neiva
Blog: http://gerivaldoneiva.blogspot.com/
Fonte: Judiciário e sociedade

10 de junio de 2013

André Breton


ANDRÉ BRETON

Nació en Tinchebray (Francia) en 1896, estudió medicina y dentro de ella se interesó por la psiquiatría. Dichos estudios influirán sobre sus escritos de manera decisiva. La escritura automática o las enseñanzas de Freud sobre el inconsciente serán decisivas en la POESÏA SURREALISTA ( y con ello en todo el movimiento surrealista, claro), su gran creación .

Él mismo comenta: “...Los productos de la actividad psíquica, por muy apartados que se hallen de la voluntad de notificar, por muy apartados que estén de las ideas de responsabilidad, siempre dispuestas a ayudar como freno, por muy independientes que sean de todo lo que no es vida pasiva de la inteligencia, esos productos, que son la escritura automática y el relato de los sueños, presentan al mismo tiempo la ventaja de ser únicos para dar elementos de apreciación importantes a una crítica que, en el dominio artístico se muestran extrañamente desamparada, para permitir una nueva clasificación general de los valores líricos y proponer una llave , capaz de abrir definitivamente esa caja de múltiples fondos que se llama hombre , le disuade de dar media vuelta , por razones de simple conservación, cuando se estrella en la sombra a las puertas exteriormente cerradas del “más allá” , e la realidad, del genio y del amor”. Que comenzó a surgir en la revista “Littérature” fundada por él mismo , Louis Aragon y Philippe Soupault. Allí aparecerán los primeros rasgos definitorios del Surrealismo, surgidos como una escisión del movimiento “dadaísta” del que Breton fue seguidor en sus inicios .En esa revista aparecerá el que es el primer texto surrealista compuesto junto con Philippe Soupault : “Los Campos magnéticos”

En 1924 escribirá el “Manifiesto del surrealismo” asentando las bases de lo que será y lo que no será Surrealismo. Creado como forma de poesía creativa en contra de la poesía de la destrucción, de la rotura del lenguaje y del pasado , del dadaísmo, allí definirá claramente lo que es el Surrealismo: Puro automatismo psíquico, por medio del cual se intenta expresar, verbalmente o por escrito, o de cualquier otro modo, el proceso real del pensamiento. El dictado del pensamiento, libre de cualquier control de la razón, independiente de preocupaciones morales o estéticas.”

En 1929 aparecerá el “Segundo manifiesto surrealista” y tras él , en 1930, fundará la revista “ Le surréalisme au service de la revolution” con ello dará pública expresión de su giro político a la izquierda y con él el de surrealismo. Su afinidad con el partido comunista (que dura muy poco, buscando Breton una camino propio dentro la movimientos revolucionarios) provocará una ruptura en el movimiento surrealista entre los que defendían su único valor artístico y los que apoyaban a Breton que defendía su valor político y social

Durante la Segunda Guerra Mundial se exilia en Estados Unidos donde dejará la semilla de movimientos artísticos futuros como el POP-ART. Tras la guerra, es infatigable su constante movimiento por el mundo tanto por la expansión de su idea de Poesía como de la política hasta su muerte en 1966. Pero detrás quedarán ajenos a su avatares públicos, políticos o sociales su poesía, expresión clave no solo en la literatura sino en cualquiera de las artes del siglo XX y de la que vendrá. Con el llegó una manera diferente de concebir no solo la composición sino también la propia mecánica de escritura, de creación y cambió la manera de entender el arte de manera drástica. Sus temas variarán , sus palabras variarán pero son su visiones, su imágenes , sus metáforas las que construirán unos poemas del todo imperdibles, llenos de belleza, de fealdad, de pasión , de muerte, de creaciones y roturas, de sexo y castidad, amor y odio, de senilidad y juventud, de guerra y paz..A fin de cuentas el surrealismo habla desde nuestro interior y así somos....



DAME JOYAS AHOGADAS


Dame joyas de ahogadas
Dos pesebres
Una cola de caballo y una manía de modista
Después perdóname
No tengo tiempo de respirar
Soy un destino
La construcción solar me ha retenido hasta ahora
Y ahora sólo tengo que dejarme morir
Pide el baremo
Al trote con el puño cerrado sobre mi cabeza que suena
Un fanal en donde se abre una mirada amarilla
También se abre el sentimiento
Pero las princesas se agarran al aire puro
Tengo necesidad de orgullo
Y de algunas gotas comunes
Para calentar la marmita de las flores enmohecidas
Al pie de la escalera
Divino pensamiento en el cristal estrellado del cielo azul
La expresión de las bañistas es la muerte del lobo
Tenme por amiga
La amiga de los hogueras y los hurones
Te mira en dos veces
Lee tus penas
Mi remo de palisandro hace cantar tus cabellos...


Fuente: www.atlasdepoesia.blogcindario.com

3 de junio de 2013

Biodanza



 El poder del contacto – Rolando Toro Araneda






El creador de la Biodanza explica cómo la cultura nos enferma de miedo y fobia social, y sostiene que la evolución es hacia un ser humano con mayor capacidad de amar.


“Todo el mundo habla de que le gustaría amar y ser amado, de que le gustaría vivir en paz y seguridad. Pero, vivimos en una cultura que olvidamos cómo relacionarnos desde la ternura y ser profundamente afectivos, no sólo hacia una persona determinada, sino que hacia todas las que nos rodean. Sea en el trabajo, entre los amigos o en la familia. Sucede que las personas son descartables, son usadas y no existe dentro de la escala de vínculos una altura de las relaciones, una poética de la reunión”
, dice Rolando Toro, el creador de la Biodanza, y sigue: “En nuestro mundo se han lanzado bombas atómicas, sucedió el holocausto y las guerras continúan, el odio, la competitividad, la violencia urbana, intrafamiliar e intraescolar, el terrorismo. La destrucción del medio ambiente es un escándalo intelectual, económico y contra la vida. En la guerra, millones de niños son lanzados a morir y a matar. Es una de las enfermedades más grandes inimaginables.
En ese sentido, la psiquiatría ha errado en su clasificación de las enfermedades, porque supone que las más graves son la esquizofrenia, la paranoia o la depresión. Pero un loco, delirando que es Napoleón o elegido de Cristo, no le hace mal a nadie. En cambio, los que organizan invasiones, los que construyen las armas, los que usan mecanismos económicos que empobrecen a los más pobres… ¡Esos son los más enfermos! Hablo de dictadores, asesinos de pueblos que son la decadencia más absoluta. Llevamos más de cien años de psicoterapia y el mundo sigue peor, porque el mundo está gobernado por un imperio de los psicópatas. ¡Grandes líderes mundiales gravemente enfermos! La raíz del mal está en la disociación de inteligencia y afectividad. La inteligencia debería usarse para que el mundo fuera maravilloso y estuviéramos todos más felices; para el amor y la creación”.
-¿Y cuándo está la inteligencia al servicio del amor?


-Cuando tenemos  experiencias de afecto, de respeto, de camaradería. Toda persona en lo profundo desea contacto: está ansiosa de amor, innovación, alegría de vivir. Pero se tiene que modificar su mentalidad a través de la educación biocéntrica.
Yo propongo no sólo un discurso, sino una metodología: la Biodanza. Hay que practicar vivencias de encuentro, admitiendo al otro tal como es, permitiendo que nos toque en lo profundo. Reconociendo que merecemos ser acunados, que nos abracen, o permitirnos llorar, reír, celebrar. Porque toda existencia humana se organiza en torno al amor, como conciencia de estar vivo y ser significativo para alguien.

-¿Uno se sana con el otro?


-No hay salud solitaria. Tampoco hay enfermedad solitaria, porque los seres humanos, esencialmente, no somos solos. Se habló mucho de la alteridad y la mismidad como opuestos, pero hoy se entiende que la alteridad está dentro de la mismidad. No es “tú eres tú” y “yo soy yo, guarde la distancia”. Es “yo soy tú”. Toda nuestra relación con el universo es, primero que nada, una relación con las personas.

-¿Y por qué existe la fobia social?


-Porque estamos en una cultura paranoide. Nos sentimos amenazados por el otro. Le tememos, porque tenemos registros de traición, deslealtad, agresión. Entonces, la persona tiene que ocultarse para establecer vínculos. Lo que falta en el mundo es ternura. Hay que desplegar nuevas formas de aproximación y contacto, así como el regreso a lo primordial, a la naturaleza y al amor. Sin empatía, somos fantasmas que no tienen acceso al misterio de los vínculos humanos.

-¿Habría seres humanos de distinta categoría?


-Si, pero esto no quiere decir que sea un nuevo racista. No queremos al súper hombre, queremos al súper humano con conciencia ética, capacidad de amar, crear, evolucionar hacia la grandeza y lo sagrado con lucidez, intensidad, armonía. Cada persona, de acuerdo a su biografía, tiene distintas capacidades de vincularse. Hay quienes gozan con hacer el daño, son los psicópatas. Entre ellos, hay grandes jefes de pueblos. Luego vienen los autistas que no se vinculan con las personas, sino que con los objetos. Después están los sociofóbicos que detestan estar con gente. Siguiendo, están los que utilizan a las personas, que son los individualistas. Interactúan con las personas para obtener beneficio. En un escalón superior, están quienes desarrollan su identidad en compañía con otro. Esa capacidad es maravillosa. Porque su identidad se despierta y activa sólo en presencia de otro. Las terapias solistas son tranquilizadoras pero no hay crecimiento. Después vienen aquellos seres empáticos o que pueden ponerse en el lugar del otro. En un nivel superior, está la capacidad de conectarse con lo sagrado propio y lo sagrado del otro y estar en una comunión.

-¿Y cómo aprender a ser súper humanos?


-Con música, danza y caricias podemos descubrir un mundo diferente, donde nuestros sueños serán posibles, de belleza creándose a sí misma en el corazón de cada cual. Con el genio de sentirnos plenamente vivos. Las personas tienen que aprender a comunicarse, a abrazarse, a mirarse a los ojos, a hacer rondas, a celebrar. Tienen que aprender eso antes que el presente del subjuntivo, la fecha de Napoleón o las tablas de multiplicar. En educación, hay que transformar la metodología y los contenidos programáticos. No veo otra solución que cambiar la educación. Porque sino, no hay ninguna esperanza de supervivencia de la especie. Hay que transformar mecanismos psíquicos: creencias, actitudes, valores.

-¿Cómo nació la Biodanza?


-La gente dice que yo inventé la biodanza, pero en verdad la descubrí. Trabajando en antropología médica en la Escuela de Medicina, entre mis tareas,  tenía que estudiar el mundo de los enfermos mentales. Entonces vi que a los pacientes le habían quitado todo: su libertad, su capacidad para relacionarse, para tener amores, sexo, para trabajar, para crear. Es decir, los habían enterrado en vida. Y pensé hacer una fiesta para esta gente tan triste. Y organicé el evento invitando a los familiares, estudiantes de medicina, enfermeras, paramédicos, algunos médicos y, por supuesto, los propios pacientes. Al entrar, ya vi un cambio: arregladitos, peinaditos, muy correctos, como si fueran normales, porque era una reunión social.  Entonces, empecé a poner músicas, invitando a la danza y descubrí que algunas músicas eran mucho mejores que otras para producir cambios. Disminuyeron los delirios y las alucinaciones, noté un aumento de la comunicación y mayor gentileza entre ellos. Entonces, empecé a seleccionar músicas que hacían bien a los enfermos y descubrí otras que les hacían mal, como las músicas tranquilizadoras que producían un efecto regresivo, que invitaban a la psicosis. Así comencé a hacer un modelo teórico. Y tuve muy buena recepción en el psiquiátrico donde todos vimos el milagro que se producía.

Enfermedades de la civilización


“El ser humano nació con miedo. Pero su evolución justamente consiste en aumentar su percepción y conciencia. Hay que dar amor, dar amor y dar amor. Y ahí te viene el amor de vuelta. Si tú estás esperando que te amen y no das amor, no pasa nada. Lo primero es aprender a vivir. El lenguaje de los gestos es arcaico. Es un conjunto evanescente de matrices arquetípicas. La sonrisa, por ejemplo, es el más antiguo reflejo psicosocial. Aparecen en el niño alrededor de los tres meses de vida… los pueblos se diferencian por la sonrisa… ¡Tantas ciudades con habitantes con rostros de animales tristes! – reflexiona Toro-. La persona que no es acariciada se deprime. Los estudios en apego lo demuestran. A veces preguntan ¿pero cómo voy a mejorar mi vida bailando con extraños? Sin embargo, es una oportunidad protegida de sanación. Es muy complicado aprender la esencia de la vida espontáneamente porque la cultura te da parámetros inhumanos: ganar plata, tener cuidado en el amor, tus proyectos tienen que ser chiquititos y, primero, tienes que ayudarte a ti mismo… no puedes tener proyectos basados en ser una ayuda para los demás. Así la vida camina y se hace cada día más mustia. Finalmente, es una existencia frustrada. El concepto de triunfo, de éxito, es totalmente falso. Y la respuesta natural es el estrés, la depresión, el desamor. Son enfermedades de la civilización”.


Fuente: www.vivalabiodanza.wordpress.com

27 de mayo de 2013

Poética de Manoel de Barros




MANOEL DE BARROS: a poética da reinvenção



O motivo central dessa edição é uma investigação acerca de determinados recursos estilísticos e explorações semânticas que se comportam como elementos recorrentes na escritura do poeta Manuel de Barros, (natural de Corumbá, Mato Grosso - 1916) cuja projeção nacional se deu a partir dos anos 1980, mas que, de há muito, já vinha chamando a atenção dos críticos e dos analistas acadêmicos, especialmente por conta de uma dicção própria, concentrada, de modo mais intenso, na captação das coisas simples do dia-a-dia, mesmo que estas nem sempre comportem a atmosfera do que a tradição acostumou-se a identificar como inerente ao material poético.

Carlos Augusto Viana
Editor



O trabalho de Manoel de Barros, trata-se, portanto, de uma poesia intrigante, desafiadora e, sobretudo, inaugural. Seus livros já antecipam a estranheza poética nos próprios títulos, tais como: ´Poemas concebidos sem pecados´ (1937), ´Face imóvel´ (1942), ´Compêndio







para uso dos pássaros´ (1961), ´Gramática explosiva do chão´ (1969), ´Arranjos para assobio´ (1983), ´livro de pré-coisas´ (1986), ´O guardador de águas´ (1989), ´O livro das ignorãças´ (1993), ´Livro sobre o nada´; (1996), ´Retrato do artista quando coisa´ (1998), dentre outros. Percorrermos, assim, um dos múltiplos caminhos desse poeta lavrador que colhe do chão as palavras.
Se, em João Cabral de Melo Neto, havemos a identificação da palavra com a pedra, isto é, a idéia de uma aprendizagem do poeta no sentido de tirar lições da pedra: com esta podendo aprender a exatidão da forma, a impassibilidade, a resistência à porosidade, sendo, portanto, impermeável a sentimentalismo, sob a severidade das rimas toantes; em Manoel de Barros, se sedimenta a concepção da palavra como um organismo vivo: a palavra-vegetal, a palavra-animal:

Para entrar em estado de árvore é preciso
partir de um torpor animal de lagarto às
3 horas da tarde, no mês de agosto.
Em dois anos a inércia e o mato vão crescer
em nossa boca.
Sofreremos alguma decomposição lírica até
o mato sair na voz.


ou, quando não, a palavra-mineral - mas esta, ao contrário da palavra-pedra em João Cabral, extática e impassível, anuncia-se portadora de anima:

Adoecer de nós a Natureza:
- botar a aflição nas pedras.

Como se vê, a palavra, enquanto morada do poético, imprime-se como a marca fundamental da criação literária de Manoel de Barros. É daí que resulta a sua poesia, ou seja, do seu próprio cotidiano com as palavras, estabelecendo entre elas novas relações, produzindo efeitos novos, para, assim, poder extrair a forma oculta que se toda forma abriga. Tudo nele é preocupação com a linguagem, ´uma vontade de recuperar a virgindade das palavras. A sua atitude de casar uma palavra já gasta com outra também gasta parece produzir a primeira vez de uma palavra´. (Barbosa, 2003, p.17) Nesse sentido, o poeta busca não apenas simples relações semânticas, pois, mais que isso, aspira às ressonâncias, aos ritmos inefáveis, às inumeráveis sensações:

Mas eram coisas desnobres como intestinos de moscas
que se mexiam por dentro de suas palavras.
Gostava de desnomear:
para falar barranco dizia: lugar onde avestruz
esbarra.
Rede era vasilha de dormir.
Traços de letras
que um dia encontrou nas pedras de
uma gruta, chamou: desenhos de uma voz.
Penso que fosse um escorço de poeta.


A poética de Manoel de Barros se enquadra na categoria daquelas coisas que, segundo Santo Agostinho, existiam para ser desfrutadas, isto é, prazer em si mesmo. Nesse sentido, o discurso é elaborado a partir de um entrelaçamento de palavras para que desemboquem sempre num jogo de pensamento, do qual se depreende o inesperado ou a estranheza:

Desinventar objetos.
O pente, por exemplo.
Dar ao pente funções de não pentear. Até que
ele fique à disposição de ser uma begônia. Ou
uma gravanha.
Usar algumas palavras que ainda não tenham
idioma.

Eis o universo de Manoel de Barros: a invenção. Ou reinvenção. Há, em toda a sua construção poética, o gosto pelo desvio ou o gozo de palmilhar o não-sabido. Persegue, sobretudo, o nada, pois é daí que espera extrair a essência do que desconhece. Trata-se, a rigor, de uma aprendizagem às avessas: desaprender para, assim, ter condições de que apalpar o invisível; desse modo, ignorando as coisas pode, enfim, reencontrá-las.

A primeira parte do Livro das Ignorãças tem como título ´Uma didática da invenção´, e a epígrafe bem sintetiza os poemas: ´As coisas que não existem são mais bonitas´, isto é, a poesia habita o gênesis, daí a reiteração dos exercícios de metalinguagem, uma vez que a poesia quer conhecer a si mesma, anseia deparar o que havia na imagem antes que esta se revelasse. Memória e aprendizagem se inter-relacionam. Em Manoel de Barros ocorre, exatamente, aquela epifania drummoniana do ´esquecer para lembrar´:

Então se a criança muda a função de um
verbo, ele delira.
E pois.
Em poesia que é voz de poeta, que
[ é voz de poeta, que é a voz
de fazer nascimentos -
o verbo tem que pegar delírio.


Nesse excerto, - como em tantos outros - observa-se que as palavras gravitam as altas zonas da linguagem, à semelhança dos pontos privilegiados que a magia discerne e une misteriosamente no mundo: a ´criança´, ao mudar ´a função de um / verbo´, não delira, mas, sim, o próprio ´verbo´, tocado, agora, pela transformação; por isso, o poético reside em ´fazer nascimentos´, em entregar as palavras ao delírio.

Insetos que se arrastam, árvores que voam, arbustos que cantam - tudo isso implica, na poética de Manoel de Barros, o desdobramento de imagens que comunicam a revelação. As palavras se movem no poema, e o leitor nunca se cansa de se surpreender; a poesia concretiza, pela força da imaginação, o pensamento especulativo no próprio âmago do espírito:

Para entender nós temos dois caminhos:
[o da sensibilidade que é o entendimento
do corpo;
e o da inteligência que é o entendimento
do espírito.
Eu escrevo com o corpo.
Poesia não é para compreender,
[mas para incorporar.
Entender é parede; procure ser árvore.


Nesse exercício de metalinguagem, o poeta aborda, com extrema agudeza, a problemática do que a poesia comunica, cuja natureza, como se vê, é, essencialmente, inefável. O estado poético, portanto, comporta a desintegração das coisas, a decomposição da crosta que as envolve: ´Desaprender oito horas por dia ensina os princípios´. Em outras palavras, o estado poético consiste em mergulhar no avesso das coisas, em descascar o que há muito já se encontra cristalizado pela cultura. Ser poeta é inverter. Ser poeta é transgredir:

No Tratado das Grandezas do Ínfimo estava
escrito:
poesia é quando a tarde está competente para
dálias.
É quando
ao lado de um pardal o dia dorme antes.
Quando o homem faz sua primeira lagartixa.
É quando um trevo assume a noite
e um sapo engole as auroras.

Das imagens do ´dia (que) dorme antes´; da ´tarde (que) está competente para / dálias´; do ´sapo (que) engole as auroras´, brota o estado poético que o autor inscreve em cada um de nós - os leitores. Todos nos tornamos, então, cúmplices dessa música, do encantamento que suscita. Os seres, as coisas, os sentimentos saem, subitamente, de sua existência ordinária em direção ao indefinível - e o que conhecemos muda, magicamente, de valor. Tudo se converte em música. Não uma música qualquer, mas uma outra que percorre todos os nossos sentidos e nos solicita por inteiro:

Insetos cegam meu sol.
Há um azul em abuso de beleza.
Lagarto curimpãpã se agarrou no meu remo.
Os bichos tremem na popa.
Aqui até a cobra eremisa, usa touca, urina na fralda.
Na frente do perigo bugio bebe gemada.
Periquitos conversam baixo.


Eis, em síntese, o discurso literário de Manoel de Barros, de que se evola um universo singularmente harmonioso, uma vez que tal harmonia advém da própria poesia, que nos torna ressonantes e consoantes com ela. Um universo que permanece em nós, exatamente porque não nos é imposto, mas tão-somente sugerido. É o sonho que emana de uma percepção.

Fuente:  http://www.revista.agulha.nom.br

24 de mayo de 2013

O anjo...




Warat, o anjo torto



Quando vi Luis Alberto Warat pela primeira vez soube, imediatamente, que nunca mais seria a mesma.Estava diante de um anjo, um raro.


Dele quase tudo já foi dito.E, aqui, não celebrarei a indiscutível contribuição de Warat aos que se dedicam ao estudo do Direito, do poder e da política, em suas intrincadas relações.Cantarei, antes, o amor que tenho pelo viajante que me acolheu e me apresentou outras paisagens, cenários de possibilidades libertárias onde pude perceber com a vida é o espaço de encontros e desencontros com o outro.

Atravessado por uma dor de mundo que, em seu vasto coração se transformou em esperança, e por uma inteligência luminosa que como um raio lhe atingiu sem piedade, Warat é, com certeza, o filósofo do amor. Um profeta de uma futurologia sócio-política que nos faz interrogar sobre o futuro que nos espera.Uma pergunta com a advertência e a angustia de quem espera respostas, não apenas revelação de um problema.Ao contrário, o que Warat sempre desejou foi a busca dos sinais do futuro.Seu pensar enraizado num humanismo libertário, amante da heterodoxia e da diversidade, nos presenteia com uma concepção da complexidade das relações humanas que apontam para o sentido da vida como aposta no amor contra a morte.

Já, sua prática, reflexo de sua alma inquieta, faz dele um missionário que alimentou o crescer das pessoas em dignidade, autoconhecimento, autonomia e no reconhecimento e afirmação dos seus direitos à diferença. Com Warat, aprendi que a experiência de resistência e de luta contra todas as formas de dogmatismo revela uma cidadania das singularidades, um exercício de vida que é um laboratório onde, entre acertos e erros, os novos movimentos sociais de oposição à subjetividade dominante configuram uma rede dialética que anuncia a emergência autônoma e original de novas maneiras de organização coletiva.


A angústia que o estimulou na busca dos sinais do futuro que emergem no processo de transformações profundas que atravessa todas as instâncias da vida, revela um homem em devir constante que questionou toda a realidade construída socialmente pela modernidade.

Warat, pedagogo da esperança, ser iluminado e que contagiou a todos que tiveram o privilégio de sua interlocução, que apostou, com todas as suas forças, na pulsão da vida na sua guerra contra nossas próprias tendências destrutivas, é o cartógrafo da emancipação que nos indicou o sentido ecológico do político, como predomínio de uma prática política de amor sobre todas as práticas de poder derivadas das pulsões destrutivas.
Para Warat, apostar na vida é articular três instâncias da realidade:a ecologia, a cidadania e a subjetividade.Uma articulação capaz de compreender um magma de sentidos que compreendem transformações fundamentais e que precisam ser operadas para garantir nosso futuro, comprometendo todos nós com a preservação da existência em todas as suas manifestações.

Como filosofo da crise civilizatória que atravessamos, Warat afirmou uma autonomia centrada na alteridade através de um processo de precipitação de revoluções moleculares do sistema de valores existenciais que se ideveria se infiltrar, em rede, por todo tecido social.

O direito ao amanhã, em Warat, é assim, um trabalho cartográfico sobre o desejo, como núcleo impulsor do devir das autonomias. Um fala sobre a vontade de viver, de criar, de amar e de inventar uma nova sociedade.É desse anjo que falo e a quem recorro, cotidianamente, para continuar a trilha do amor que aporta o sentido da vida.


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21 de mayo de 2013

Babel Orkesta: música volcánica





BABEL ORKESTA Se formó a mediados del 2007, combina diferentes ritmos y músicas del mundo (klezmer, paso doble, vals, gypsy, tarantela, tango, swing). . Babel busca ponerle música a las historias contadas de padres a hijos y de abuelos a nietos; ser la banda de sonido de la tradición oral; retratar las costumbres, la atmósfera de las fiestas populares y las orquestas itinerantes Integrada por músicos con una vasta experiencia profesional en distintas bandas de la actualidad de Buenos Aires, Literalmente ponen a bailar a los ancestros que llevamos dentro.

 
La banda hace una música que une culturas y géneros diversos a partir de una combinación instrumental "explosiva". Con una formación original y actores en escena, el show que ofrece tiene un color y una sonoridad distintiva. Un espectáculo donde lo musical y lo teatral se conjugan y complementan.

Sus presentaciones en vivo son una verdadera fiesta. La banda toca y baila entre la gente, como una orquesta itinerante, con una instrumentación muy particular: tuba, acordeón, saxo soprano, guitarra y percusión, 3 actores y una estética explosiva, haciendo de cada show una celebración, donde el baile y la diversión son protagonistas.

El año pasado, Babel Orkesta fue convocada por Emir Kusturica a participar en uno de los shows que el músico ofreció en Buenos Aires y recientemente lanzaron su primer disco titulado “Felicidad Garantizada”.

Ana Granato: actriz
Cesar Pavón: acordeón
Diego Brizuela: actor
Laura Alonso: actriz
Marcelo Zeta Yeyati: saxo soprano y flautas
Miguel Rausch: percusión
Pablo Maita: guitarra y banjo
Santiago Castellani: tuba y trombón


Más información: www.babelorkesta.com.ar




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17 de mayo de 2013

Convite Cátedra LAW - URI Santo Ângelo







14 de mayo de 2013

Laura x Warat


Mi primera asistente, cuando nunca pasan 5 años


Laura Cipriano
fue mi primera asistente en la Facultad de Derecho de Buenos Aires y una de mis primeras alumnas. Yo era un jóven profesor que asumía la cátedra de Historia de las ideas filosóficas en el curso de ingreso que por aquéllos tiempos existía como obstáculo a vencer para poder entrar en el templo sagrado de las leyes.


Un día yo dí una clase de Kelsen y en la clase siguiente Laura se me acercó con un salmo del rey David y me dijo: "Lealo, que creo que a usted le está pasando algo que este Salmo lo puede ayudar". En ese momento en medio de mi juventud, yo tenía una extraña angustia, o no tan extraña, por el paso del tiempo y la conciencia de que la juventud se escurra como el agua de la mano.


Ella lo percibió mientras yo daba Kelsen. Nunca en mi vida docente percibí en otra persona tamaña sensibilidad. Pasó un largo tiempo desde ese día, que no tiene importancia traducir el número, cuantos años no importa. García Lorca dice que cuando pasan 5 años el amor muere, por eso yo puedo decir que conocí a Laura Cipriano hace menos de 5 años. Las mismas luchas, las mismas esperanzas, por una enseñanza diferente, sensible, en donde nos encontremos más con el ser y la sensibilidad que con las razones y sobre todo con esas malditas razones dogmáticas.


Creo que en una de las primeras clases, yo comenté una película, que si la memoria no me falla, se llamaba "el volar no es sólo para los pájaros". Los dos seguimos creyendo en eso y pensando que todavía, algún día, podremos volar y no como deporte de alto riesgo. Ella escribió conmigo "La ciencia juridica y sus dos maridos", todas las poesías que acompañan la primera edición, son de Laura. Después el perfume del mar, la llevó para Mar del Plata y perdimos el contacto cotidiano, pero solo eso.

Ella está viendo las posibilidades de crear una Casa Warat en Mar del Plata, que si sale por supuesto, será la directora. De cualquier manera, su presencia, sus alas y la belleza de su poesía son también parte del corazón de la casa.

4/06/09

LAW