30 de mayo de 2009

Noticias de Europa

Quinta-feira, 28 de Maio de 2009 10:51
De:
"Edson Vieira Abdala"
Para:
"'Luis Alberto Warat'"
Querido Warat,

Perdoe-me pela extensão do e-mail, mas gostaria de compartilhar, confidencialmente, alguns detalhes da viagem com o amigo.
Preparei à mão este e-mail no Café de La Paix (Paz) e estou enviando da Palavra da Vida na Hungria, assistindo a última aula deste ano letivo com a minha filha Morena, a qual está concluindo esta fase dos estudos de Teologia.
Cheguei no domingo, graças à Deus, sem problemas.
Peguei o metrô com aquelas dificuldades todas de quem não vai à Paris há 10 anos.
Rapidamente senti o cheiro e o clima.
Logo observei pessoas de todas as tribos e raças, jovens de várias matizes, o que reforça o ar cosmopolitano da cidade.
Depois de algum esforço consegui chegar ao Hotel. A jornada foi longa mas tranqüila. Concluí o check-in, retornei ao metrô e fui dar uma passeadinha básica: Torre Eiffel. Fiz um lanchinho modesto no Café Dome, com direito à vinho nacional, por óbvio!
Voltei por meia-noite, tomei um banho e fui dormir.

Na segunda-feira peguei um trem e fui à Baixa Normandia (+ou- 230 km ), na cidade de Caen e mais um ônibus até a cidade de Saint Clair, para assistir no Teatre D “Herouville o Professor Michel Onfray falar sobre Nietzche.
Cheguei por volta das 14h30. Pude sentir o ambiente, conversei com as pessoas e me dirigi ao Teatro por volta das 16h.
Fui o primeiro a chegar, o que possibilitou observar o local. Como faltavam duas horas para a palestra, dei uma volta e fui comer e beber algo compatível com o momento e a região.
Voltei ao Teatro pelas 17h10 quando, sem mais e sem menos, falando ao telefone apareceu o Onfray. Esperei a conclusão do telefonema, dirigi-me a ele e me apresentei, destacando o seu nome Warat e as suas idéias.
Após ouvir-me por alguns instantes, imediatamente apresentou-me a sua assistente, a qual também me ouviu dentro do possível, pois a palestra estava por começar, onde trocamos cartões, enfim coisas do gênero.
Parêntesis: Por volta das 17h30, meia hora antes da palestra, pessoas de todas as idades, cores e profissões foram adentrando ao Teatro. Creio que deveria ter umas 700 pessoas. Após a brilhante aula, que te detalharei pessoalmente, ouve perguntas e repostas do Onfray.
Na terça-feira, por volta das 13 horas, recebi um e-mail da assistente do Onfray, que se chama Dorothée Schwartz, o qual te repasso dentro das reservas adequadas ao caso, firmando o nosso contato.

“cher monsieur,
je suis désolée. j'ai été requise par des éléments techniques avant le cours et n'ai pu vous parler dans le hall comme convenu. pouvez-vous me dire ce dont vous vouliez faire part à michel onfray, je lui transmettrai.
merci beaucoup.
j'espère que vous avez apprécié ce dernier cours dédié à Nietzsche.
très cordialement
dorothée schwartz p/o michel onfray”

Enfim, acho que abrimos um contato. Coloco-me à sua inteira disposição para colaborar com o grupo.


Na terça-feira passei o dia no Musée D’Orsay, privilegiando os impressionistas. Aquela pobreza do nível 5, das salas 28 a 38, né? Destaco o visual à esquerda, olhando de frente o quadro de Touluse-Lotrec: o Louvre e a Sacre Coeur.
Depois, agüente: Cézanne, Manet, Monet, Renoir Van Gogh, Degas, entre outros.
Após um dia e tanto, muitos pensamentos vêm à mente e observo como a ausência de sensibilidade está posta.
Ao observar aqueles quadros e mirá-los com veemência, pude observar o ataque dos pintores às telas e sentir as pinceladas que transformaram algo amorfo em vida. Tais pinturas proporcionam ao observador grandes momentos, pois ora estamos envolvidos com as telas, ora face a face com os artistas, ora com os nossos pensamentos e desejos que transcendem o conhecido.
E, por fim, com o vai e vem das pessoas, algo pra mim restou claro: a obra é de todos!
Saudades, abraços e espero revê-lo brevemente,
Abdala

29 de mayo de 2009

Encuentro regional de la magistratura del trabajo de Paraná

Ayer a la noche proferí la conferencia inaugural del encuentro, que está sucediendo hasta el domingo en Aguatinga, un bello hotel estancia de Londrinas (la foto da una idea de la belleza del lugar.
El encuentro me está confirmando algunas de las ideas que en general vengo trabajando sobre la magistratura. Ella, esta cada vez reflejando una sensibilidad que la aleja del viejo imaginario que marcaba a los jueces hace cuarenta años. Hoy ningún juez se siente un semi dios, ni quiere ser representado como alguien que recibe inspiración divina para dictar sentencia. Existen ya jueces determinados en su subjetividad por las nuevas formas de sensibilidad que están configurando el nuevo magma y significaciones sociales a partir de los años 00. Los jueces de mentalidad 2000, de la primera década del siglo XXI, están cambiando toda la institución de la magistratura, imprimiendole las marcas de su sensibilidad. Lo que está generando una transformación ya significativa.
En la tarde de ayer se discutió la cuestión de la digitalización de los procesos, que ya comenzarán a funcionar en tres juzgados a partir de Septiembre. Mis temores sobre esa inevitabilidad tecnológica pueden verla en el Fotolog de la Casa Warat.

28 de mayo de 2009

Estoy profundamente conmovido


Son cosas que a veces pasan en la vida. Estando un tiempo en Buenos Aires no me enteré de la muerte de August Boal. Hoy dado una palestra en Londrina, de repente surgió el nombre de August y la noticia me desmoronó por completo, como si una bomba fuera arrojada sobre mí. Qué pérdida para la cultura, se va un hombre excepcional, que me dió mucho, del que aprendí mucho. Tuvimos pocas ocasiones de encontrarnos, pero esos encuentros me marcaron, me aproximaron mucho a ese gran hombre, hasta el punto que o sento cmo a mor d un amigo, ainda que pudmos, pudoe difrutar poco de su presencia cordal. Quedaron algunos proyectos comunes que siempre nos prometimos, o me prometí retomar y nunca la vida selló la oportunidad para hacerlo. Pensaba que cuando me instalara en Río podríamos hacer algo juntos, o con Cecilia Boal, pero Río no llegó todavía para mí. Pensé hacer juntos algunos de los proyectos del curso de Derecho da Spei (llegué inclusive a comentarlo hace un tiempo en el blog) pero el MEC todavía no terminó de aprobar el curso. Un poco antes de Boa morivi en la TV justicia la repetición de una entrevista de él. Es el recuerdo final que me llevo de el porque hacía mucho que no lo veía personalmente. La última vez que estuve en Río hablé con Cecilia. No sé bien qué decir. No creo en este momento encontrar palabras bonitas para amortiguar el dolor que siento. Creo que lo mejor para la ocasión es dejarme llevar por un silencio que me permita recordarlo.

27 de mayo de 2009

Que es la justicia restaurativa

¿Qué es la Justicia Restaurativa?

Dan Van Ness


Justicia Restaurativa (JR) es un movimiento nuevo en la áreas de la victimología y criminología. Al reconocer que el crimen causa heridas tanto en la gente como en las comunidades, este tipo de justicia insiste en la reparación de dichos daños, a la vez que permite que las partes involucradas participen en el proceso.

Por lo tanto, los programas de JR permiten que los tres actores principales: la víctima, el ofensor y los miembros afectados de la comunidad se involucren de manera directa en la solución que se le dará al crimen cometido. Éstos se vuelven actores centrales en el proceso de la justicia criminal, mientras que el Estado y los legisladores se convierten en los facilitadores de un sistema enfocado hacia la rendición de cuentas del ofensor, la reparación que éste hace a la víctima y la participación plena de los tres actores mencionados anteriormente.

En el proceso restaurativo el involucramiento de todas las partes es fundamental para alcanzar como resultado final la reparación y la paz.

26 de mayo de 2009

MEDIAÇÃO E JUSTIÇA RESTAURATIVA: DIMENSÕES NACIONAIS E INTERNACIONAIS


A Escola de Direito da IMED promove, de 01 a 04 de junho, o IV Seminário de Direito: MEDIAÇÃO E JUSTIÇA RESTAURATIVA: DIMENSÕES NACIONAIS E INTERNACIONAIS. O IV Seminário de Direito tem o objetivo estudar as formas não adversariais de resolução de conflitos para o século XXI, considerando seus avanços, limites, questionamentos e novas perspectivas da efetividade da jurisdição.

PÚBLICO-ALVO
Docentes, discentes da área do Direito, Psicologia, Serviço Social, membros de associações de bairros, associações de voluntários, entidades que trabalhem com crianças e adolescentes, sobretudo, aquelas envolvidas com os direitos humanos. Advogados, psicólogos e assistentes sociais e comunidade de Passo Fundo e região, também fazem parte da preocupação do evento.
DATA
01, 02, 03 e 04 de junho de 2009
HORÁRIO
Noite:19h20min às 22h30min
INSCRIÇÃO
Faça sua inscrição em: www.imed.edu.br
Valor: R$ 20,00
DURAÇÃO
16 horas-aula ? válida como atividade complementar
CERTIFICAÇÃO
Para obter o certificado será obrigatória a freqüência mínima de 75% no evento.
LOCAL
Auditório da Faculdade Meridional ? IMED
Rua: Senador Pinheiro, 304 ? Bairro Rodrigues ? Passo Fundo ? RS

PROGRAMAÇÃO DO SEMINÁRIO

01 de Junho ? 19h20min
Abertura oficial: representantes convidados
Secretaria da Justiça e Desenvolvimento Social do RS
Prefeitura Municipal de Passo Fundo
Câmara de Vereadores de Passo Fundo
Poder Judiciário
Ministério Público
Defensoria Pública
Ordem dos Advogados do Brasil

A Crise da Prestação Jurisdicional
José Luiz Bolzan de Morais
Pós-Doutor em Direito pela Universidade de Coimbra, Procurador do Estado do Rio Grande do Sul. Professor e Coordenador do PPG Direito da UNISINOS.
Coordenação de mesa:
Prof. Ms. Thaise Nara Graziottin Costa - IMED

02 de junho ? 18h
Lançamento da quarta edição da Revista Brasileira de Direito e obras da Editora IMED
19h20min
Mediação porque, para quê e para quem? E as experiências no mundo
Juan Carlos Vezzula
Psicólogo. Mestre em Serviço Social. Doutorando em Direito pela Universidade de Coimbra.. Mediador pela Universidade de Buenos Aires e Consultor do Ministério da Justiça de Portugal.

Mediação e Cidadania: um olhar multicultural
João Martins Bertaso
Doutor em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina, Coordenador Executivo e professor titular dos cursos de graduação e de mestrado em Direito da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões.
Coordenação de mesa:
Prof. Drª. Salete Oro Boff ? IMED

03 de junho ? 19h20min
Justiça Restaurativa como Paradigma emergente de Justiça para o século XXI
Afonso Armando Konzen
Procurador de Justiça no Ministério Público do Rio Grande do Sul. Mestre em Ciências Criminais pela PUC-RS. Professor e Coordenador do Curso de Pós-Graduação em Direito da Criança e do Adolescente da Fundação Escola Superior do Ministério Público. Membro da coordenação do Projeto Justiça 21.
Justiça Restaurativa e Mediação Penal: O Novo Modelo de Justiça Criminal e de Gestão do Crime
Leonardo Sica
Mestre em Direito Penal pela Universidade de São Paulo, Doutor em Direito Penal pela Universidade de São Paulo. Advogado e Professor da Fundação Getúlio Vargas - SP.
Coordenação da mesa:
Prof. Dr. Mauro Gaglietti ? IMED

04 de junho ? 19h20min
Mediação e práticas restaurativas na Reforma do Judiciário
Rogério Favreto
Secretário de Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça
O advogado e as práticas não adversariais de soluções de conflitos
Ricardo César Pires Dornelles
Presidente da Comissão de Mediação e Práticas Restaurativas da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional gaúcha (OAB/RS), advogado e ministra oficina de estudos na Câmara de Mediação e Arbitragem do CRA/RS.
O Ensino Jurídico e a Mediação
Nelnie Viale Lorenzoni
Pós-Graduada em psicologia pela UFRJ, assessora técnica da secretaria estadual de educação, coordenadora de círculos restaurativos, membro da comissão de mediação e práticas restaurativas da OAB/RS.
Coordenação de mesa:
Prof. Esp. Marcelino Meleu - IMED


OFICINAS TEMÁTICAS

OBJETIVO: Dialogar e relatar as experiências da Mediação e de Justiça restaurativa projetadas e/ou em curso.
PÚBLICO-ALVO
Discentes da área do Direito, Psicologia, Serviço Social, membros de associações de bairros, associações de voluntários, entidades que trabalhem com crianças e adolescentes, entidades envolvidas com os direitos humanos e comunidade de Passo Fundo.
DATA
01, 02, 03 e 04 de junho de 2009
HORÁRIO
Manhã: 08h30min às 11h30min
A inscrição para as oficinas é gratuita.
DURAÇÃO
16 horas-aula ? válida como atividade complementar.
CERTIFICAÇÃO
Para obter o certificado será obrigatória a freqüência mínima de 75% no evento.
LOCAL
Auditório da Faculdade Meridional ? IMED
Rua Senador Pinheiro, 304 ? Vila Rodrigues ? Passo Fundo ? RS

PROGRAMAÇÃO
01 de junho ? 8h30min
Mediação Familiar e a guarda de filho
Dr. Cristiano Aires e Dr. Atila Barreto Refosco ? Juízes das duas Varas de Família de Passo Fundo - RS
Coordenação de mesa: Prof. Esp. Luciano Migliavacca e Prof. Esp. Luiz Ronaldo Freitas de Oliveira

02 de junho ? 8h30min
Medidas Socioeducativas e Justiça Restaurativa
Dr. Dalmir Franklin de Oliveira Júnior - Juiz da Vara da Infância e da Juventude
Sra. Maria Olinda Stein Costa ? Presidente do COMDICA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente)
Sra. Ângela Isabel Heck - Assistente Social do CASE (Centro de Atendimento Socioeducativo)
Coordenação da mesa: Prof. Dr. Vanderlei de Oliveira Farias

03 de junho ? 8h30min
Desafios das Entidades perante a Justiça Restaurativa
Dra. Cleonice Aires - Promotora de Justiça do RS
Sr. Eduardo de Mello Camargo - Coordenador do Programa de Execução de Medidas Socioeducativas em Meio Aberto ? SEMCAS/Passo Fundo-RS
Sra. Isabel Frosi Benetti - Assistente Social do Poder Judiciário
Sra. Sueli Gehlen Frosi - Diretora Regional da Escola de Pais do Brasil
Sra. Lígia Mazzoleni - Associação de Voluntários de Passo Fundo
Coordenação de mesa: Prof. Esp. Gabriel Ferreira dos Santos

04 de junho ? 8h30min
Perspectivas da Mediação Comunitária
Projeto de Justiça Comunitária da Lomba do Pinheiro ? POA
Sr. Saul Spinelli - Presidente da UAMPAF - União das Associações de Moradores de Passo Fundo
Sr. Rubens Mário dos Santos Franken ? Diretor Administrativo da Assistência Social Diocesana Leão XIII
Sra. Márcia Carbonari ? Coordenadora da Comissão de Direitos Humanos de Passo Fundo
Coordenação de mesa: Profª. Ms. Cristiane Cauduro

COMUNICAÇÕES

Serão recebidos resumos que tenham como temática direitos humanos, mediação e a justiça restaurativa. A apresentação será no dia 02 de junho, às 14 h, na IMED. Para obter mais informações, Acesse: www.imed.edu.br

La aventura de los sueños

Todos los manuales de interpretación de sueños son una alucinante estafa. Todos. Pero los colecciono igual para entender su demanda popular –la desbordada imaginación popular-: los he encontrado hasta en la plaza más perdida del pueblo más pobre del Perú. Por ejemplo, en la feria de la nación chopcca en Huancavelica había un folletín fotocopiado a manera de típico diccionario onírico, muy vendido. En este, soñar con nubes significaba andar mal de las articulaciones, que el dinero chorrea y hay predisposición a tener hijos. Soñar con perros bravos aludía al peligro de perder la moral; sus ladridos significaban amigos que en realidad son enemigos y que te muerda: buena suerte en el juego. Uno podría denostar de estos manuales y citar libros científicos. Pero recuerdo sobre todo mi experiencia en un taller de sueños con la psicoterapeuta Ana Cecilia Sáenz. Un viaje a las entrañas embarazadas del subconsciente.

Es bueno empezar por ser un real aventurero de los sueños desde el punto de vista psicológico y el enfoque que Anacé seguía era el de la escuela Gestalt. Esto te da las bases para luego volar e ir más allá del saber establecido (porque este blog es para soñadores extremos, que no han descubierto aún sus límites).
Empecemos: si a mí me mordió un perro a los 3 años, a otro niño le salvó la vida o ya de adulto un cachorro es tu único amigo después de que te botaron del trabajo, ¿alguien cree que exista un significado único que pueda encontrarse en un iluminado diccionario del inconsciente? Lo que aprendí con Anacé fue que la clave es hacer uno mismo su propio diccionario. En tres años llevo 14 cuadernos de 100 páginas con todos mis sueños (papel y lapicero al borde de mi almohada y mucho entrenamiento y disciplina para recordarlos) y he podido descifrar las recurrencias de mis particulares significados, códigos y acepciones contradictorias. Es fascinante e interminable porque puede suceder que, por viajes en tu vida, se transforme un significado o pase a ser el opuesto (como sucede con la palabra “latente” que significa oculto, pero todos la usan como palpitante, presente). Mi sueño repetido desde los 5 años de un dragón que se mira a los ojos con un unicornio –seres amados que dan nombre a este blog- ha variado en semántica: cada vez que aparecen liberan nuevos mensajes que he ido decodificando con 'paz-ciencia' de entomólogo. No saben lo que uno aprende de sí mismo cuando revisa lo que soñó un día miércoles de agosto de hace tres años: es como leer a un gran artista, que es puro (porque es bello y libre) y comprometido (porque es sabio y rebelde) a la vez. ¿Se animan a hacerlo y compartirlo más adelante? Que nos guíe esta hada de abajo: Penélope, la tejedora de sueños:


Pero también existen símbolos universales y son un camino superior. Carl Jung los definió genialmente como arquetipos. Este primer ‘post’ es solo para empujarlos al viaje. Continúo, según el método que empleó Anacé: Uno es todos los elementos de sus sueños: soñar con quienes te envidian o hacen daño es terapéutico si has descifrado al menos la tercera parte de tu lado oscuro. Entiendes mejor ese dicho oriental de que tu enemigo es tu mejor maestro o eres tú mismo. Y te da un aliento surrealista de otro vuelo: también eres el animal, el objeto, el fantasma, el polvo galáctico, la nada que proyecta tu inconsciente e intuyes qué tan singular y original eres y también qué tanto lo es ‘el otro’ (los sociólogos resolverían los conflictos si analizaran la “otredad” desde los sueños).
Recuerdo que para Anacé las pesadillas eran una bendición: “Surgen cuando la parte más inteligente de nosotros tiene importante información que transmitir y lo hace disfrazando el material de elementos terroríficos, angustiantes y perturbadores para llamar nuestra atención. Son estos sueños los que ofrecen más posibilidades de crecimiento”.
Además como decía Borges allí uno es actor y público a la vez. De muchísimos otros enfoques (más allá del psicológico) conversaremos: de sueños premonitorios, del sueño consciente, del sueño astral, del sueño meditativo, de los sueños en el arte y sobre todo, del sueño mítico... Al menos a mí me ha servido para sondear en los dos irrestrictos miedos de la vida: la muerte y la locura. Espero que los ‘post’ que continúen sean para nosotros las vallas incitadoras que nos hagan poner en carrera el consejo más sabio del universo, que aunque se identifica con los griegos y el templo de Delfos y Sócrates y Platón, está presente en todas las tradiciones: “Conócete a ti mismo”. Que comience nuestra expedición por la tierra sin patrias, estados ni banderas de Morfeo. Que los sueños no se hagan realidad, sino que las realidades se hagan sueño. ¿Les parece? Para que recuerden los suyos los dejo con la canción más enamoradamente onírica que he escuchado: Media Verónica

PERDIDOS EN EL MISMO SUEÑO



Perdidos en el mismo sueño
Nos encontramos durmiendo… Cruzamos distancias en el tiempo. Allá en el límite de los sueños. En donde se pueden tocar las nubes, Hay un lugar que es tuyo y mío, En donde nos amamos incansablemente... deseándonos, besandonos. amándonos eternamente. Disfrutando cada momento. entrelazados en un mismo sueño, Mis ojos se pierden en los tuyos, encontrando mi mundo dentro de ti. Mis labios buscan habidos los tuyos Hasta encontrarme con tu boca Que ansiosa se pierde en la mía, Robándome el aliento. Besos con sabor a ti. Llenos de deseo contenido. Bajando lentamente por tu cuello, dejando que mis manos te recorran. Traviesas y deseosas… Apretada entre tus brazos, atorada entre tu cuerpo… Me enamoras con tus labios. Con bellos susurros de amor Me devoras con tus manos… Con caricias seductoras . Te apoderas de mis pechos, perdiendo tu rostro en ellos. Besos con suaves mordiscos aumentando el placer en ti. Tanto amor desbordado... Tanto deseo entregado. sueños donde dos almas se regocijan, Donde dos cuerpos se funden. en caricias de amor y placer. Te sentí… te sentí, dentro de mi. Tu también me sentiste en ti. La sensación es tan intensa, que explotas como volcán, gimiendo al viento…. Yo, sobre ti, desfallezco Feliz …Sin aliento. Me quedo abrazada a ti, Deseando no despertar. Eres mi fantasía yo tu tormento. Deseo ser tu mejor sueño. El que siempre añores, cuando llegue la noche y rendido, te entregues en mis brazos, a soñar de nuevo.
PALIDA SOMBRA.

Una entrevista para Julia

Júlia é estudante de Direito na UFBa e me pediu uma entrevista, como parte de um trabalho esolar, sobre o "acesso à justiça". São quase devaneios de um magistrado sonhador.

P. O QUE ENTENDE POR "ACESSO À JUSTIÇA"?

Gerivaldo Neiva - Durante muitos anos, o acesso à justiça era entendido como algo meramente formal, ou seja, o direito que cada indivíduo tinha de acesso ao poder judiciário em busca da proteção judicial. Neste caso, defendia-se apenas a igualdade formal entre os indivíduos, desconsiderando sua condição social, sua cultura, suas necessidades, seu conhecimento do Direito e sua possibilidade de pagar custas judiciais ou contratar um advogado.
No constitucionalismo moderno, os direitos fundamentais e garantias individuais ganharam papel relevante e, por consequência, o acesso à justiça também passou a ser visto e estudado de maneira relacionada à efetividade do projeto constitucional. Sendo assim, não basta mais estar escrito na lei, por exemplo, que a educação é um “direito de todos”. Mais que isso, o acesso à justiça significa que esta abstração legal seja concretizada e efetivada pelo Estado.
O direito, portanto, deverá servir à concretização da justiça, e não como obstáculo às transformações sociais. Por fim, podemos dizer que, em última análise, o acesso à justiça é o fundamento essencial no cumprimento e respeito aos direitos humanos.

P. QUAIS OS MAIORES OBSTÁCULOS QUE IDENTIFICA NO ACESSO À JUSTIÇA?
Gerivaldo Neiva - Em primeiro lugar, é preciso ter consciência de que o Brasil ainda é um país periférico, de modernidade tardia e que ainda não concretizou as promessas de sua Constituição. Além disso, é um país marcado por forte desigualdade social e absurda concentração de renda. Sendo assim, no nosso caso, a discussão sobre o acesso à justiça deve levar em conta esses fatores estruturais da organização social, sob pena de restringir-se ao mero formalismo consistente na possibilidade legal de acesso ao judiciário.
Esta análise nos remete, por lógica, à necessidade de localizar os obstáculos no acesso à justiça, inicialmente, na própria condição social dos pobres e excluídos, compreendendo suas demandas sociais e existenciais. Dessa forma, talvez a própria exclusão social, política, econômica e cultural sejam os grandes obstáculos ao acesso à justiça das camadas mais necessitadas da sociedade.
Ao lado disso, convivemos ainda com as formas mais elementares de obstáculos no acesso à justiça, ou seja, a debilidade do poder judiciário, leis processuais extremamente formais, juízes insensíveis aos problemas sociais, o alto valor das custas, a longa duração do processo, a impossibilidade financeira de contratar advogado, a elitização do poder judiciário, a individualização dos conflitos etc.

P. O QUE SUGERIRIA PARA ENFRENTAR ESSES OBSTÁCULOS?
Gerivaldo Neiva - É certo que a desigualdade social e a concentração de renda não serão resolvidas com o simples acesso à justiça, mas também é certo que ao se cumprir a Constituição, garantindo a cidadania e dignidade da pessoa humana, como consequência da efetivação dos direitos e garantias fundamentais, o Direito exerce papel fundamental na solução dos problemas sociais.
O enfrentamento dos obstáculos, portanto, demanda várias frentes de atuação: a reforma do poder judiciário para torná-lo mais democrático e de fácil acesso à população; a reforma das leis processuais para tornar o processo mais informal, simples, oral, rápido e barato; a criação de instâncias de mediação e arbitragem dos conflitos, envolvendo a própria comunidade; a possibilidade de representação ou atuação coletiva como forma de solução para os conflitos difusos ou coletivos e, por fim, a formação continuada dos magistrados para que pensem o Direito como uma ciência que visa a solução dos conflitos e problemas sociais, que se justifica pelos fatos sociais e não uma ciência “para si”, para seus dogmas e conceitos.

P. COMO ANALISA O ACESSO AO PODER JUDICIÁRIO BAIANO?
Gerivaldo Neiva - O judiciário baiano não é diferente de outros Estados. A estrutura é precária, os sistemas e rotinas processuais são extremamente formalistas, o número de juízes é insatisfatório, a morosidade é escandalosa, os servidores não estão preparados para as novas exigências e, por fim, o judiciário baiano, tal qual o brasileiro, ainda é elitizado e distante dos anseios dos mais pobres e necessitados.
A interessante iniciativa representada pelos Juizados Especiais, principalmente os Juizados de Defesa do Consumidor, não estão recebendo a atenção merecida e atualmente estão quase inviabilizados em face da expressiva demanda. Há de se destacar também a criação dos Balcões de Justiça e Cidadania enquanto espaços de mediação e conciliação de pequenos conflitos.

P. NA SUA OPINIÃO, O CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA É CAPAZ DE MELHORAR O ACESSO À JUSTIÇA?
Gerivaldo Neiva - O Conselho Nacional de Justiça, apesar de alguns exageros em suas resoluções no tocante à competência, tem se transformado em uma espécie de “mal necessário”, pois somente com as investigações do CNJ a sociedade brasileira pode tomar conhecimento dos desmandos administrativos, nepotismo e outras mazelas praticadas pelos tribunais brasileiros.
Neste sentido – do controle administrativo – é possível que as ações do CNJ também repercutam na melhoria do acesso à Justiça. Sem dúvida, o aparelhamento do judiciário e a eficiência administrativa resultarão no melhor funcionamento do sistema.
De outro lado, conforme ressaltamos anteriormente, a eficiência administrativa e um alto nível de informatização, por exemplo, sem o compromisso com a efetivação das garantias constitucionais, pouco servirão como paradigmas de excelência no acesso à justiça.

P. QUAL ACREDITA SER O PAPEL DOS JUÍZES DE DIREITO NA GARANTIA DO DIREITO AO ACESSO À JUSTIÇA PELA POPULAÇÃO?
Gerivaldo Neiva - O Juiz de Direito tem um papel fundamental na concretização do acesso à justiça enquanto efetivação dos direitos e garantias constitucionais. Para tanto, é necessário, inicialmente, que os juízes passem por um processo continuado de formação jurídica, política social e humanística. Só a formação acadêmica não é mais suficiente para o exercício da magistratura. Mais que o positivismo e o dogmatismo, o magistrado de hoje necessita de formação social e humanística para compreender as relações sociais e aplicar o direito de forma justa e equânime, ou seja, sem ferir as garantias processuais, mas amparado na Constituição, o juiz deve ser ativo, sensível aos problemas sociais e, sobretudo, mais justo do que legalista.

GERIVALDO ALVES NEIVA
Sou Juiz de Direito da Comarca de Conceição do Coité - Bahia / e-mail: gerivaldo_neiva@yahoo.com.br
Terça-feira, 26 de Maio de 2009

Um entrevista para Júlia

25 de mayo de 2009

Lo apolíneo y lo dionisíaco

Uno de los fenómenos sociológicos contemporáneos más fascinantes es el aumento de la participación. Toma parte de, votar, opinar, poder hacer oír tu voz en foros, que tu opinión se tenga en cuenta a través de votaciones en internet o a través de SMS, poder elegir tu producto y participar en el diseño. Se acorta la distancia entre lo que decidimos y lo que vivimos o experimentamos, cada vez más una mayor parte de nuestra vida está pegado a o es fruto de nuestras decisiones. El ideal ilustrado de autonomía –yo vivo o padezco aquello que yo decido- parece que se realiza en la nuestra época, la época postmoderna, de modo pleno. Es verdad que en formato de calderilla –una votación SMS para Eurovisión no es el ideal de decisión libre de prejuicios y autónoma que tenían los Ilustrados y los padres fundadores de la Constitución americana en la cabeza- pero se realiza en verdad, mi menú en el McDonald’s lo he confeccionado yo a mi gusto, es una decisión mía, no dependo del mercado, de la estación, de lo que haya disponible en el ultramarinos. Pero también tomamos parte, participamos, a un nivel más profundo, más ciego pero más intenso. El hombre de hoy está imbuido, metido, inmerso en un mar de imágenes, música, banners, click-trough, mensajes, guiños, música, experiencias de los sentidos como nunca se había conocido. Consumimos por los sentidos, los alimentamos como nunca, nunca se han tenido tantas experiencias tan variadas en tan poco tiempo. El consciente, el yo consciente que las ordena pasa resbaladizo por todas estas experiencias. Pocas permanecen en la memoria, pocas cuajan tanto como para modelar nuestro ser como antaño hacía cualquier nueva vivencia. Lo nuevo es lo cotidiano, la impresión de lo diferente, de lo heterogéneo, de lo último, de aquello que es una novedad y por lo tanto no responde a un patrón anterior es ya la manera normal de vivir. Vivir sin experiencias nuevas: viajes, música, imágenes, gente, experiencias es no vivir, es una manera vicaria, sucedánea, mala, de vivir. Y todo esto está servido en un torbellino de experiencias donde el análisis, el pararse y analizar lo que estamos viviendo, pararse a disfrutarlo –como antiguamente uno se paraba a gozar de la fragancia de un jardín, de la bella luz de una nueva estación- está de más, no se da, no tiene lugar, la velocidad es parte de la experiencia. Vivimos una época, pues, donde los dionisíaco se impone a lo apolíneo. ¿Y qué es lo dionisíaco? ¿qué lo apolíneo? Vean mi próximo post y tendrán la respuesta.

Entrevista a Michel Maffesoli: una mirada a la violencia social

Es uno de los sociólogos franceses más influyentes. De talante poco convencional, imaginativo y directo. Su obra recorre el terreno político, la violencia social, el futuro de la democracia y la posmodernidad. Presagió con sus teorías las insurgencias de los jóvenes en Francia.

Michel Maffesoli (62 años) es uno de los sociólogos europeos más interesantes en la actualidad. Catedrático de la Sorbona, dirige a la vez dos de los centros más relevantes en el panorama sociológico francés, el Centro de Estudios sobre lo Actual y lo Cotidiano, en París, y el Centro de Investigaciones sobre lo Imaginario, en Grenoble. Su obra más conocida, El tiempo de las tribus, puede considerarse un presagio teórico de las últimas insurgencias en distintas ciudades francesas y un anticipo del paso del individualismo al concepto de tribus o fratrías urbanas. Otras de sus obras, entre un par de decenas más, han sido Elogio de la razón sensible o El instante eterno, hasta la
publicada hace apenas unos meses, Le rythme de la vie. Su talante poco convencional, su desbordante uso de la imaginación y la inteligencia intuitiva, junto a una escritura con poder de seducción, le han procurado tanto la adhesión apasionada de lectores y alumnos como algunos relentes críticos (¿envidiosos?) en el mundo más serio y severo de la Academia.


Usted que ha estudiado el fenómeno de la violencia en la juventud y ha hecho famoso el término de ‘tribus urbanas’, ¿cuál es su diagnóstico sobre las últimas insurgencias?

Yo diría que lo que ha pasado y seguirá pasando es una perfecta ilustración de mis teorías. En estos días me siento como el viejo sabio que ve cómo las ecuaciones que había ideado desarrollan su funcionamiento en la realidad.

¿Y entonces?

Tengo dos respuestas para explicar estos fenómenos de violencia ciudadana. Hay un primer problema y es que nuestras sociedades son sociedades a las que se ha querido volver totalmente asépticas, sin riesgos, seguras y protegidas en todo ámbito. Y en el fondo, las sociedades asépticas son sociedades potencialmente peligrosas. Es algo parecido a los hospitales. Los hospitales son asépticos, pero entramos para curarnos un brazo roto y salimos con una infección. Estas explosiones juveniles en Francia son la expresión del hecho de que no sirve de nada evacuar completamente la violencia, sino que, al contrario, hay que encontrar los medios para “homeopatizarla”. En toda la cuenca mediterránea existe la tradición de saber ritualizar la violencia, y Francia actualmente ya no sabe hacerlo. Por ejemplo, hace algunos años me rebelé contra la ley que impide hacer novatadas a principio de curso, novatadas que a veces son violentas, escatológicas. Para mí, la prohibición muestra claramente la locura de una sociedad que tratando de eliminar toda violencia, potencia su reaparición explosiva. No soy profeta, pero, en mi opinión, estos hechos vandálicos volverán a ocurrir. Podemos predecir que en esta vida “aseptizada”, de vez en cuando, inesperadamente, se van a producir arranques vitales y enérgicos.

¿Cree, por tanto, que podrá también ocurrir en España u otros países?

No quiero hablar de ello de forma general, pero es seguro que cuando se quiere eliminar el riesgo, el riesgo se vuelve perverso. En latín, pervertir quiere decir “tomar caminos distintos”: la situación explota y no se puede dominar. Y esto ha ocurrido de forma semejante en EE UU, en Inglaterra, en Italia. En España no sé muy bien.

Nosotros tenemos cada fin de semana la llamada ‘kale borroka’, el llamado “terrorismo de baja intensidad” que protagonizan bandas de jóvenes independentistas en las calles del País Vasco.

La sensación que yo tengo es que tiene forzosamente que producirse en otros muchos lugares. Voy a menudo a Brasil y ahí no son necesarias estas explosiones porque este país ha encontrado su equilibrio en determinadas válvulas de escape. De vez en cuando, la violencia, la agresividad surge de manera integrada como en el caso del carnaval. En el fondo, esos grandes momentos festivos son a veces violentos y no siempre se pueden controlar. Se trata de la vieja idea de Aristóteles, la noción de catarsis que muestra la necesidad de purgarse de vez en cuando. Ésta sería la primera pista para entender el fenómeno del salvajismo en las ciudades francesas. En Francia ya no se sabe gestionar la violencia y en una sociedad sin violencia ritualizada sólo puede ser sanguinaria. Es una sociedad donde, tarde o temprano, el tedio estallará.
En los patios de los colegios franceses se realizan juegos de estrangulamiento entre jóvenes de 12 o 13 años. Juegos de estrangulamiento que crean una forma de vértigo y suscitan erecciones sexuales. Por supuesto, no llegan al final, salvo que a veces se produzca un accidente. También hay otro juego, el juego del toro, en el que dos chavales aguantan a otro y, de forma muy violenta, golpean el vientre con la cabeza y efectivamente, en ocasiones, se producen daños. ¿Por qué pongo estos ejemplos? Porque ésta es una sociedad de la seguridad que genera formas perversas. El juego del estrangulamiento puede parecer violencia muy fuerte, pero yo afirmo que no es así, sino que se trata de la respuesta de los chicos a esta asepsia de la existencia. No creo que haya más violencia actualmente, como tanto se dice. En Francia hay muchos historiadores tan importantes como Jean Delumeau, especialista en la Edad Media, que demuestra cuantitativamente que hoy incluso hay menos que en otras épocas. Algunos historiadores del siglo XIX muestran que París hace un siglo era incomparablemente más peligroso: no se podía salir a la calle por la noche o por la tarde. Por tanto, no creo que haya un ascenso, sino que es una especie de fantasía creada por la obsesión de la seguridad. La fantasía la genera su opuesto.
Pero decía que hay una segunda razón, además, para explicar las revueltas de las ciudades francesas.

La segunda pista es todavía más específicamente francesa en cuyo territorio se ha desarrollado todo el laboratorio de la modernidad y el jacobinismo. Todo en Francia se halla unificado, centralizado, homogeneizado. La gran idea de la República una e indivisible ha dado cosas buenas. Yo soy de un pequeño pueblo de Cevennes, cerca de Béziers; mi familia era de origen italiano, y en ese pequeño pueblo, dos tercios de los habitantes hablaban español, porque tras la Guerra Civil se instalaron allí numerosos españoles. Así pues, era un pueblo de extranjeros: italianos, españoles, polacos… Españoles y demás inmigrantes estaban obligados a perder su lengua: nosotros perdimos el italiano, y los polacos, el polaco; perdimos nuestra especificidad porque existía el gran “molde republicano”, esa gran idea de llegar y entrar en la República.

Ése era el gran modelo francés. El problema hoy es que este modelo de República una e indivisible ya no funciona. Hemos entrado en un proceso de la posmodernidad que se basa en la heterogeneización, la construcción a base de retales, como un mosaico. En el fondo estamos viviendo el desfase entre un modelo que sigue siendo el de la República una e indivisible y la realidad. La intelligentsia francesa –el hombre político, el periodista, el universitario– sufre la incapacidad de pensar que la cosa pública puede estar formada por partes distintas porque nuestra concepción sigue siendo individual. En este sentido, las explosiones contemporáneas son el desfase que existe entre la sociedad oficial y la sociedad oficiosa. La oficial sigue siendo republicana –tanto de izquierdas como derechas– y, de otra parte, crece con fuerza el mundo de las especificidades distintas. Desde hace 15 o 20 años llevo diciendo que hay que estar atentos a este regreso de las tribus, para lo bueno y para lo malo. Pero en Francia no se sabe gestionar. En Francia se emplea la palabra “comunitarismo”, idea todavía criticada tanto por la derecha como por algunos socialistas. Los tiempos actuales se prestan a la segmentación y debemos tratar de ver cómo conseguir un ideal comunitario, de la misma manera que antes hubo un ideal democrático.

¿Y qué se debería hacer?

Yo diría que, para empezar, no hay que rechazar el proceso de las diferencias. De principio ha habido una negación en el sentido freudiano, pero ahora ya no se puede seguir negándolo y estigmatizarlo. La situación, desde luego, cambiará porque la elocuencia de la explosión social, la destrucción y los incendios obligan a darse cuenta de que no sirve de nada estigmatizar. No sé decir qué se debería hacer para armonizarlo todo, sólo puedo decir que, a partir del momento en que hay conciencia de que el tribalismo está ahí, se habrá de aprender a convivir con él.

¿No será también que el actual sistema político no es válido para los jóvenes, sean musulmanes, cristianos o ateos?

Eso es otro problema. Dicho de forma brutal: la política, en Francia al menos, es un proceso, una forma de socialización, una forma de convivencia, que se encuentra saturada por completo.
¿Saturada quiere decir agotada?

No. Empleo expresamente la palabra saturación. Mi diferencia con Baudrillard, por ejemplo, es que para él se trata del fin de la política, como ha habido el fin de Dios o el fin del hombre. Yo prefiero la palabra “saturación” porque lo que me viene a la cabeza es la imagen de una saturación química. En química, cuando un aceite está saturado o el agua, sus distintas moléculas ya no pueden permanecer juntas y, por usura, por fatiga, se produce una separación. Pero esas mismas moléculas van a recomponer otro cuerpo. La idea de la saturación es ésta: cesa una forma elaborada en los tres siglos anteriores, pero permanece en la piel el problema de vivir juntos. La idea de la saturación viene a demostrar cómo una forma de convivencia deja de valer, la maquinaria ya no funciona y, por tanto, hay que buscar otra forma de socialización. Éste es el problema, saber cuál va a ser este nuevo “estar juntos”. El signo de los tiempos ya no es el futuro, sino el presente, el carpe diem, el “aquí y ahora”. En consecuencia ya no hay esta movilización de derechas o de izquierdas para lograr una sociedad revolucionaria, o conservadora, o reformista. Hace años se trataba de apoyar un proceso orientado hacia el futuro, pero ahora está dirigido a disfrutar del “aquí y ahora”. Aquí es donde hay que encontrar palabras para describir la forma que está tomando la transformación de lo político y ante lo cual yo he propuesto la idea de lo doméstico, lo doméstico en el sentido del domus, la casa, el hacerse cargo de la casa común, el oikos griego. En mi opinión, la sensibilidad ecológica, no los partidos ecologistas, sino la sensibilidad ecológica general, será lo que reemplace a lo político. Es decir, en el fondo se tratará de hacerse cargo de la casa. Según la escuela de Palo Alto, el término clave es el proxim, lo que es del orden de lo próximo, y se trataría, en Francia, del desarrollo de las asociaciones de barrios y toda una serie de manifestaciones “proxémicas”.

¿Con lo que se pondría también en cuestión el actual sistema de representación política?

Creo que hay una relación estrecha entre una y otra cosa. Al final de los grandes sistemas de representación filosóficos, al fin de los grandes relatos de la posmodernidad le corresponde el fin de la vieja representación política. Voy a darle unas cifras, aunque no sea lo mío: actualmente hay un 60% de abstención en las elecciones, pero además, en el caso de Francia, a ese porcentaje hay que añadir el 15% de lo que se denomina “no inscritos”, personas que no se inscriben en las listas electorales, especialmente los más jóvenes. Y no se inscriben no por razones de ideología política como nos sucedía a nosotros cuando éramos anarquistas. Ahora no se inscriben obedeciendo a una ideología diferenciada, sino debido a la indiferencia.

Efectivamente.

Quiere decir que en unas elecciones hay que contabilizar una abstención de casi el 80% y, en consecuencia, el candidato electo es siempre minoritario.

Por tanto, se acaba el sistema representativo.

Yo creo que es su saturación, ahora no hay proyectos de futuro y habría que encontrar lo que fue la política en su origen, la polis, la ciudad. Actualmente, lo político es lo contrario de lo que era la democracia; ahora son unos pocos, una aristocracia, quien gobierna, no la democracia. Hay, pues, que dejar de hablar de democracia, dejar de hablar de contrato social, de ciudadanos. Hay que encontrar otros términos, cada época necesita sus palabras. Hay peligro cuando se emplean palabras que fueron elaboradas en un momento dado –en el siglo XVIII o XIX– y han dejado de poseer sentido. La palabra “ciudadano” indica a quien vive en la ciudad. Pero cuando se habla a los jóvenes de los suburbios, la ciudad es su barrio, es decir, esas torres horribles donde viven: eso es la ciudad. La noción de ciudadano o de Ciudad con mayúsculas es una palabra surgida en la época de las Luces. Y la intelligentsia sigue usándola. Ahora, sin embargo, cuando digo “ciudad” remito a algo distinto. Nuestro trabajo de intelectuales es encontrar palabras que sean lo menos falsas posibles. Y para encontrar esas nuevas hay que destruir las antiguas aún encantadas.

¿Cree que se abre también un periodo de superación del individualismo?

Para mí, ése es tal vez el problema fundamental que desde hace tiempo, y de formas distintas, intento analizar. Cada vez más creo que, desde un punto de vista epistemológico, éste es el verdadero problema. Hay que remontarse a muy lejos para ver que el cerebro reptiliano de nuestra tradición se basa en la salvación individual. Pero esto es una excepción cultural que no se encuentra ni en Oriente o en África y que se denomina tradición soteriológica. La soteriología se apoya en la idea de que hay un individuo que va a morir, pero no será una verdadera muerte, sino que luego resucitará en cuerpo y alma. Ésta es la excepción cultural que, aunque secularizada, mantiene que el individuo posee una sola identidad: un sujeto que actúa sobre un objeto, el hombre amo y señor de la naturaleza, de mi naturaleza, de la naturaleza circundante… En fin, éste es el esquema del subjetivismo sociológico o del individualismo sociológico. Y he intentado demostrar, de distintas formas, la saturación de este individualismo concreto y teórico.

¿Y por qué se habría producido esa saturación?

No importa por qué, pero empíricamente vemos la emergencia de la tribu. En la tribu yo no existo por mí mismo, sino que es el otro quien me crea. Y aparece además una nueva relación con la naturaleza donde no es ya el individuo que actúa sobre la naturaleza como objeto, sino en un vaivén. Yo, que me considero influido por uno de mis maestros antropólogos, Gilbert Durand, asumo su noción de “trayecto antropológico” o feed back, entre mi naturaleza y la naturaleza que me rodea. Los trabajos de Edgar Morin en Francia siguen un poco esta idea, el proceso de reversibilidad, más trayectivo que subjetivo. Yo, por mi parte, intento a mi manera llevar hasta el final esta lógica, esta idea de la pérdida del individuo en el grupo, de la pérdida del individuo en la naturaleza. Me critican mucho, pero creo que es el punto esencial.

¿Cuál es la crítica que le hacen?

Hay muchas críticas, pero una de ellas consiste en decir que yo niego al individuo, que niego el individualismo.

¿Y?

En el fondo, negar al individuo es un verdadero escándalo porque sobre esto se formó la cultura moderna. Entiéndame, considero que el individualismo ha dado buenas cosas, pero hoy ya no es pertinente. Intento demostrar que ya no es pertinente, pero… ¿cómo le diría? Encontré un día un texto muy hermoso de George Steiner sobre Heidegger que se puede aplicar a esta cuestión… Muestra cuando Heidegger demostró que habíamos pasado de un ser infinitivo, el verbo ser, a un ser nominal, a ser algo. El paso del aspecto general, el verbo ser, hacia “ser alguien” constituye, en el fondo, la creación del individuo y de la individualidad. Y creo que actualmente se está produciendo, por saturación, un paso de este sustancialismo a otro pensamiento que se encuentra más cerca del pensamiento oriental. Es decir, no importa tanto el individuo como el grupo.

Pero me gustaría que explicase además, en esta línea, el regreso a la vivencia de la tragedia en nuestros días.

En mi libro El instante eterno muestro cómo hay dos grandes tácticas en relación con el tiempo: una táctica que ha sido y es todavía la táctica judeo-cristiana, desarrollada en la modernidad, y a la que llamo una táctica dramática, es decir, aquello que va a encontrar una solución, tal como promete el cristianismo para después de la muerte o el marxismo para el cumplimiento de la sociedad comunista y la táctica pagana. Según la primera teoría, la religión (cristiana) y lo político encontrarían una solución (a la violencia) a través de la dialéctica –tesis, antítesis, síntesis– superando las distorsiones, las imperfecciones, etcétera. Éste es el camino dramático. Pero, en oposición a esto, por el mismo mecanismo de saturación, estamos cerrando dos milenios y regresamos a algo mucho más politeísta, a una nueva forma de paganismo que, en mi opinión, nos remite a los valores del Sur frente a los valores del Norte. Desde la concepción dramática, anglosajona y protestante pasamos al paganismo y su aspecto trágico. Así la noción de lo trágico en Grecia es aporía, aporein, lo que no tiene solución. Y en el fondo lo que está en juego es una vuelta al “vivir ahora”, sin buscar una solución posterior. ¿Qué quiere decir esto? Quiere decir vivir con mis imperfecciones, vivir con mis defectos. Una conjunción constante entre el bien y el mal, la sombra y la luz. En el fondo, lo trágico es algo de este orden, algo que ya no se sirve de la dialéctica para un desenlace superador, sino de algo que va en cierto sentido a acomodarse. Hay en esta actitud un movimiento de acomodación a los otros, a la naturaleza, al medio ambiente. Eso es lo trágico.


Pero ¿el sentimiento trágico no fue siempre un sentimiento individual?

Podríamos volver a Unamuno y su sentimiento trágico de la vida. El libro de Unamuno es muy interesante, pero se queda en una concepción individual de lo trágico. Yo quiero demostrar que lo trágico es algo propio de los tiempos que corren, un zeitgeist, y no un simple sentimiento individual. Estoy de acuerdo en usar el término “sentimiento”, pero sentimiento colectivo. Y en ese “sentimiento colectivo” hay al mismo tiempo algo trágico y jubiloso. Porque lo festivo es muy trágico, hay alegría, hay júbilo, diversión, pero en esos grandes momentos festivos sentimos que la muerte está ahí.

¿Es esto compatible con el contenido hedonista de la cultura de consumo?

Sí, sí. El hedonismo es lo festivo y lo trágico. Se puede decir: “No hace falta filosofar”. Simplemente no sabemos si habrá otro mundo, bien sea político o religioso, después. No sabemos si lo hay. Así que debemos disfrutar aquí y ahora, hic et nunc. La diversión ya no se proyecta a largo plazo, sino que se vive en el instante, el instante eterno. Es decir, no en una gran eternidad lejana, sino en un pequeño momento. En mi libro El instante eterno pongo el ejemplo divertido de la filosofía del kairós, que es la filosofía presocrática. Ahora bien, ¿qué es el kairós?, una oportunidad, la mejor ocasión, el mejor momento… Kairós era un viejo calvo al que había que atraparlo en el momento mismo, porque no era posible atraparlo por los pelos cuando se marchaba. Y es interesante observar que las jóvenes generaciones tienen a la vez este sentido del hedonismo, esta gran intensidad del momento, visible en el bullicio cultural que encontramos en París, en Londres o en Madrid buscando el disfrute.

Para terminar, ¿cómo respondería a las críticas que le tachan de emplear un estilo demasiado ensayístico?

¿Los académicos? ¿Cómo podría explicarlo? Mire, voy a ser brutal. Creo que en la actualidad la universidad ya no es universitas, es decir, ya no tiene nada vivo, ya no hay dinámica y esto ocurre en todas las universidades europeas. Esta especie de esclerosis…

Pero usted es catedrático universitario.

Yo he tenido la suerte de ser profesor titular de la cátedra de Durkheim en la Sorbona y desde muy joven. Ya sabe que en Francia se es profesor titular, lo que ustedes llaman “catedráticos”, a los 50 años; yo lo fui a los 37. Y cuando uno es profesor titular es intocable: pude realizar entonces mis investigaciones y desarrollar temas que eran atrevidos, temas sobre la sexualidad, sobre la astrología, que me trajeron consigo muchos problemas…

Y también fundó una revista…

Sí, Société, que ahora goza de una gran divulgación. Hubo muchos investigadores que llegaron a Francia, porque París seguía atrayendo a gente. Gente que luego se fue. Yo he tenido la suerte de poder desarrollar aquí, lo voy a decir sencillamente, cierto inconformismo intelectual. Y además conservo cierto aspecto anarquizante en la elección de mis temas y en mi ideología, no tengo miedo a decirlo.

Pero en general…

En general, la universidad se muere de aburrimiento, es mortífera. Tengo muchos jóvenes investigadores y realmente los compadezco porque si por una parte ellos sienten una vitalidad intelectual, todos mis colegas de izquierdas y derechas son de un conformismo aterrador. Este conformismo aterrador lo traducen en envidia porque mis libros funcionan… Tengo muchos libros publicados, se publican en edición de bolsillo, se traducen, etcétera. No soy el único, somos algunos, algunas excepciones en la mediocridad y así uno de los argumentos que han surgido contra mí es criticarme por usar un “estilo ensayístico”. Ahora bien, guste o no, mi respuesta es sencilla. Si observamos a los grandes hombres, como Montaigne, realizaba ensayos; cuando observamos a Weber, escribe ensayos; cuando observamos a Freud, redacta ensayos. ¿Qué quiere decir “ensayo”? Quiere decir que hay momentos en los que no podemos hacer sistemas, no podemos crear cosas cerradas. La ventaja del ensayo es que, en efecto, no tengo que hacer un trabajo que posea la precaución académica de una tesis. Esta clase de trabajos académicos también los he hecho, pero hay momentos en los que es necesario esta otra dimensión. Y no siento vergüenza alguna.
Reivindico estos ensayos y este estilo que es un reflejo de la vida; mi propósito es reflexionar sobre la vida, no sólo mediante la razón, sino por la analogía, la metáfora. Hasta hace poco teníamos miedo de los elementos intuitivos, porque en el fondo hay una concepción muy racionalista, que es negativa, mórbida incluso. Pero mientras la imagen vuelve a la vida social, la metáfora puede ser un instrumento valioso. Cuando observamos lo que dice Kant, lo que dice Bergson, lo que dice Einstein comprendemos precisamente que la intuición es una clave decisiva para el descubrimiento.
[El País Semanal, 08-01-2006]

Gracias Julieta por tu sensibilidad y amor


Warazito: tenho lido todos os seus textos, diariamente, como modo de acompanhar sua caminhada pela vida afora. Fico feliz em ter possibilitado a criação de um texto de WARAT.
Entretanto, creio que já disse isso há alguns atrás, toda a sua obra e todos os deslocamentos de sua Arca já estão lá, em Ciência Jurídica e seus dois maridos.

Sempre acreditei e continuo acreditando que este livro é o núcleo central de sua jornada. É obra indispensável para quem pretende se familiarizar com o seu momento atual. Creio que é como se tivesse ocorrido, àquela época, uma tempestade cerebral, emocional e afetiva de todo o conteúdo que vem se desenvolvendo (claro que cada vez com muito mais requinte e sofisticação) em sua trajetória.Um momento raro, quase como uma benção: eis aí o caminho, agora é só caminhar. Não tenho dúvidas em relação a sua caminhada intelectual e ideológica. Para mim resulta muito fácil compreender a sua linguagem.

A pergunta que me faço diz respeito ao Warazito, aquele que conheço um pouquinho, aquele que sei das angústias, dos medos, das fragilidades e da imensa capacidade de se doar. Aquele que é um caminhante solidário, mas ao mesmo tempo, especialmente solitário.Pensando em você lembro de Jung que afirmava que por mais que duas pessoas se compreendam, se amem, se acumpliciem pela vida afora, ainda que compartilhando os mesmos ideiais, jamais sonharão os mesmos sonhos.saudades meu caro.

Julietita

Comenzando a dibujar la agenda del segundo semestre

La mirada femenina desde La ciencia juridica y sus dos maridos.
Termino de recibir un conmovedor e-mail de Julieta Rodriogus Saboia Cordero, una de las más grandes y queridas exploradoras de mis territorios desconocidos, la que inaugura esa extraña, diferente y maravillosa relación que conseguí construir con las mujeres a lo largo de mi vida si me piden que caracterice o trate de establecer algunas de las coordenadas que fundamentan y hacen de esos vínculos lo que son, no podría. Pero aquellas con las que constití esas relaciones tan particulares e indefinibles saben de lo que estoy hablando. Creo que ellas tampoco podrían dar ninguna caracterizacion de esos vínculos, a pesar que coincidirían en lo que ahora estoy afirmando. Freud se sentiría privilegiado de contar con el cariño, o el amor de La Salome que puede decir yo que cuento con el cariño de un grupo que nunca termina de sorprenderme. No son amores platónicos, tampoco son amores sexuados, son amores que exhalan permanentemente el perfume de la sensibilidad sensual, de una, diría, sensuasensibilidad. Son amores que me constituyen, que forman mi otra, lo femenino que muestra lo que yo no se que soy. Ellas constituyen los flujos mas fuertes de mi subjetividad y son las que me dieron y me siguen dando mi centro de gravedad epistémico (que es fundamentalmente femenino). Todas tienen para mi el más superlativo grado de importancia porque cada una es única y suprema. No existen jerarquías entre las diosas del Olimpo. La única diferencia que podría establecerle sería en la intensidad con que yo gravite en ellas, en la medida que pude ser el otro masculino que les revela algo de ellas que ellas mismas no consiguen saber. En la reciprocidad hermeneutica esta la determinaciòn de los modos en que me gravitan y las gravito. A partir de estos devaneos, que me desperto el email de Juliete, se me ocurrió hacer un grupo de trabajo quincenal o de 20 en 20 dias sobre la mirada femenina a partir de la ciencia juridica y sus dos maridos y de los caminos que esas miradas pueden rebelar o revelar. Espero impresiones. Gracias. Eso a lo mejor explica o suma un sentido mas al hecho de que la Casa Warat integra Mujeres al frente.

24 de mayo de 2009

Para donde va mi arca

Julieta Rodrigues me mandó ayer un correo que me emocionó, dando origen al texto que edité ayer. Ella se preguntaba, leyendo mi texto acerca do Titanic e da Arca de Noé, para onde vai a Arca de Warat? Qual el sueño que este homem persegue obstinadamente? Y me decía que Após tantos, como Lispector, às vezes acho que sei, outras, nem sonho. Pero Julieta es una de mis amigas que mejor conoce mis territorios desconocidos, siempre tuvo buenas conversaciones con mis dragones. Ella sabe mejor que yo para donde va mi arca. Yo no tanto, principalmente porque trato de dejarla navegar sin mirar demasiado la cartografía que me permita saber para donde voy. Me conforma que la cartografía me sitúe donde ahora estoy. Tal vez podría decir alguna cosa de por donde me gustaría que vaya el arca de Casa Warat. No obstante eso, existen veces, en que pienso que mis sueños y deseos no son una brújula suficientemente buena. Las aguas están cada vez mas turbulentas y las tormentas en alta mar van en aumento sin ningún momento de sosiego.
Está claro que debemos apostar a una revolución educativa, que modifique ampliamente la concepción de educación. Pero esa educación revolucionada tiene que ser para todos, para revolucionarnos educativamente todos juntos. La dificultad asusta y desesperanza. Si pensamos que esa nueva concepción de educación tiene que estar a disposición de una política inclusiva deberíamos encender una gran luz roja de alarma. Parecería en una primera aproximación que una política inclusiva debe contar con excluídos que deseen terminar, salir de esa condición y encontrar caminos de reintegración social. Una política inclusiva requiere gente dispuesta a la construcción de su ciudadanía protagónica. ¿Pero como podemos ayudar a los excluídos a construir su ciudadanía si ellos ni siquiera tienen conciencia (una gran mayoria de ellos) de su existencia gregaria, de su existencia como identidades? La mayoría de ellos no tiene conciencia de su identidad. Precisaríamos previamente significar las palabras individuo, sujeto, persona. No saben que significa identidad. Gente que ni siquiera sabe que tiene un nombre. Si les preguntamos como se llaman ellos, sus padres y hermanos, no saben responder. Eso es algo que constaté en la experiencia del día a día de las escuelas públicas del Gran Buenos Aires, del conurbano de la Provincia de Buenos Aires. Una situación mas grave, en términos numéricos, la constaté entre los riberiños del Río Amazonas, acompañando las experiencias que desde Macapa se efectuaron a lo largo del Río (en un proyecto de justicia fluvial itinerante, coordinado por la juiza Sueli Pini). Los riberiños del Amazonas tampoco saben sus nombres, desconocen tener identidad (algunos creen que la identidad pasa por ser civiles o militares, nada de saber su nombre y apellido). Esos "inexistentes", como se los llama en Brasil, son millones (en un censo del tribubnal de justicia de la primera región, llegan a decir que son mas de diez millones). Una cifra que requiere ayudarlos a construir su identidad. Son gente que no tienen conciencia de coconciencia de lo que espanta. En el resto de América Latina sospecho que es igual. Me gustaría tener información.


De cualquier manera, la pregunta es, cómo se los educa o se los ayuda a aprender teniendo como mira la construcción de la ciudadanía, la integración y los Derechos Humanos. Todo tiene demasiado olor a fantasía bucólica. Frente a ellos no se puede hablar de tribus urbanas. Todo es mucho más grave. Como podemos en las escuelas públicas del Gran Buenos Aires aplicar una estrategia educacional basada en el redespertar de la sensibilidad. Sus dolores, y las marcas que dejaron, tiene una profundidad que demanda una amplia política prelimir de resiliencia. Los chicos de las escuelas públicas solamente conocen los peores códigos de la calle. "Si me atacás o me representás alguna cosa que puede llegar a molestarme, entonces, te mato." Ese código tiene una aplicacion cotidiana en las escuelas públicas del Gran Buenos Aires. En las escuelas los chicos reaccionan de esa forma si un compañero los molesta. Aunque sea por una cosa muy tonta, "lo matan". Y si las maestras no intervienen, matan. Eso se suma al pacto de mediocridad, entre el Ministerio de Educación, supervisores, etc, que viven haciendo despachos para no decidir ni asumir responsabilidades sin importarles que la vida de otros chicos esté en riesgo. En esas escuelas el que quiere estudiar no puede. Si las maestras quieren tomar alguna medida sobre los chicos violentos, con códigos nada convivenciales, son acusadas de discriminación. Nadie ve, ni le importa que la vida de otros chicos está en riesgo. Si ocurre alguna desgracia, mejor, aumenta el numero de teleespectadores. Más ganancia para Tinelli.