29 de junio de 2007

"Filhos de Warat"


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DILSA MONDARDO - Warat conheceu Dilsa mais ou menos na mesma data que a Leonel S. Rocha, porém na época ela não havia ingressado no mundo jurídico. Havia se formado em enfermagem e se ocupava de outro tipo de doentes em terapia intensiva (segundo Warat). Logo após, formou-se em Direito, ingressando, em seguinte, no mestrado em Direito da UFSC, momento em que começou a exercer outro tipo de terapia intensiva: agora para recuperar os intoxicados pelos lugares comuns do Direito. Durante o percurso, Dilsa decidiu dedicar parte de sua vida ao ensino do Direito, transformando-se em uma das grandes pedagogas catarinenses. É coordenadora pedagógica da escola da magistratura de SC e até pouco tempo presidiu a comissão de ensino da OAB Santa catarina. É professora da Unisul e e trabalhou durante 20 anos na Cordenadoria do programa de mestrado e doutorado em Direito da UFSC. Escreveu o livro "vinte anos rebeldes" (sobre vida e obra de Warat), que está praticamente esgotado. Os poucos exemplares que ainda existem, a autora distribui para amigos especiais. Os alunos a adoram. Sua grande especialidade é a metodologia da pesquisa e a metodologia do ensino, onde se mostra como "filha legítima" de Warat. Pratica de modo excelente a pedagogia do amor, na sala de aula e fora dela, enfim, uma pessoa muito especial!

Filhos de Warat



WILSON LEVY - "Conheci Warat por ocasião da XLVIII Semana de Estudos Jurídicos da PUC-Campinas, em 2005, que ajudei a organizar. O tema do evento era 'O Direito num enfoque Multidisciplinar', e Warat chegou com seu espírito desafiador dos mitos e verdades, com a Associação de Homens Lésbicos e a idéia de que sem amor e sem resgate da intersubjetividade perdida não há Direito.
Ele foi responsável por uma verdadeira 'transformação emocional-epistemológica' na minha vida, destruindo os lugares comuns da sala de aula, as máscaras das personagens docentes e os ídolos da academia.
Em 2006 nos encontramos em Salvador, no IV Encontro da ABEDi (Associação Brasileira de Ensino do Direito). Estava vivendo dias difíceis por um amor não-correspondido, e ele foi importante para que eu enxergasse onde estava errando. Lembro até hoje do que ele disse ao final do evento: "o amor é feito de infinitas paciências". Tive paciência e consegui o que desejava, pois voltei-me para mim e desvelei muitos e belos sentimentos escondidos.
Hoje, minha namorada, Jaqueline Sena, trabalha as idéias dele em sua dissertação de mestrado e descobriu que por trás da visão monocromática da sala de aula existem cores e sensações vivas e rebeldes, que precisam ser expressadas.
Sou muito honrado de poder espalhar as idéias dele, nem que seja numa inusitada monitoria de Direito Penal, com direito a avaliação com teatro, em que as pessoas descobrem, quase num surrealismo, que o amor existe."

Wilson Levy, graduando em Direito pela PUC-Campinas, bolsista do CNPq e pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência da USP.

Filhos de Warat






MARTA GAMA - Marta é uma baiana que derrama poesia por onde passa. Seus amigos a definem como uma pessoa brilhante, cativante e sensível, qualidades que foram percebidas pelo professor Warat e que o levaram a eleger Marta como sua herdeira intelectual. Marta é advogada, professora da FABAC, mestre em Direito pela UNB (Brasília-DF). Apaixonada pelas obras de Warat, é uma grande estudiosa do Surrealismo Jurídico e da Mediação.


MARIANA VERAS - Dona de uma doçura e meiguice indescritíveis, Mariana encanta com seu pensamento sensível e por sua capacidade em traduzir o Direito para o Poético. Possui o dom do teatro e é uma peça chave em todos os projetos do professor Warat . Mariana é baiana, professora da UNEB e Jorge Amado, em Salvador. É mestranda em Direito pela UNB (Brasília -DF).


“Os cronópios são uns micróbios verdes que nos fazem acreditar na arte, poesia e loucura. "
“Warat para mim representa o mundo onírico, a carnavalização, o amor, a paixão, a alteridade, a dimensão artística despertada que só o demasiadamente o humano resguarda e é capaz de inventar. Warat me faz escutar o inaudível, ver o invisível, o silente, ajuda a abolir o mofo das tradições que impregnam os espaços pedagógicos, instaura em mim o inconformismo diante de qualquer atitude pedagógica conservadora autista e estéril. É para mim Morfeu, com suas multifaces, ora Dionísio, ora um Guerreiro que bravamente combate a violência que nos rouba a sensibilidade e lembrança da nossa liberdade.”


JULIANA GOULART- Falar de alguém tão especial como o professor Warat é uma honra. Nós dois criamos este intervalo de tempo brincando e deu certo. Hoje temos a colaboração de muitos amigos, por isso o blog é tão especial, um lugar viajante, onde flutuamos e sonhamos ludicamente com a Arte e o Direito. Ao acessar o blog você nos leva ao seu mundo ou visita o nosso, a escolha depende de você. Boa viagem!

"Após uma reunião das Deusas do Amor e da Justiça, as duas decidiram escolher Warat para realizar algumas tarefas....Convidado a comparecer na morada dos Deuses, elas contaram ao jovem Warat que ele teria uma importante e difícil missão: seria responsável por uma grande Revolução no pensamento sobre o Direito, tão carente de afetos e esperança... Para isso, presentearam Warat com uma carruagem guiada por um dócil dragão mágico, que o fizesse viajar muito pelo mundo, divulgando a idéia de amor no direito, devolvendo a esperança aos juristas desiludidos. Antes de Warat partir, elas fizeram uma advertência: ele iria provocar reações de todos os tipos, teria que realizar alguns sacrifícios pessoais e seria uma pessoa incomum... mas que conquistaria a amizade verdadeira de pessoas especiais que o ajudariam a divulgar suas idéias... A Deusa da Justiça, muito abatida, solicitou um grande favor: que Warat mudasse a espada de suas mãos e colocasse no lugar um coração, já que a Deusa se entristecia por terem idealizado sua imagem com uma espada em punho. E implorou, ainda, que lhe tirassem a venda dos olhos pois ela, além de ouvir MUITO bem, queria VER todos os que a ela recorriam, prestando ATENÇÃO com todos os seus sentidos ao clamor dos que a ela recorressem...." trecho da carta de Lou Salomé em homenagem ao professor Warat.

Juliana Goulart é advogada e estudante de filosofia na UFSC. É pos-graduanda em Direito Processual pelo CESUSC e organiza o grupo de Arte e Direito de Florianópolis. É assistente do professor Warat.


25 de junio de 2007

Kelsen e o Estado de Exceção

Kelsen y el estado de excepción (Segunda parte)


Por Luis Alberto Warat




Estado de excepción parecería ser uno de los conceptos claves en la obra de Giorgio Agamben. En su sentido mas elemental o generalizado podríamos decir que, para este autor, se estaría haciendo referencia a un momento del Derecho en el que se suspende el derecho para garantizar su continuidad o existencia se trataría de una suspensión producida por el propio sistema jurídico, o sea la auto suspensión del Derecho producida desde el interior del propio Derecho. Esta idea merece una atención más delicada.
Por lo menos deberíamos tener cierto cuidado en relación a los efectos ideológicos o de sentido común que la expresión puede provocar. Una mirada ideológica vulgarizadora o pondría esta idea a la de Estado democrático de derecho sugiriendo que el mismo se puede presentar como una garantía para un funcionamiento del derecho que no se apoye en ninguna idea similar o de la familia del estado de excepción.

El estado de derecho es así presentado como un limite o una barrera de contención contra el estado de excepción. Lo que a mi juicio no es una imagen ideológica correcta, esconde muchas cosas. Entre ellas la de un estado de excepción encubierto y pariente directo del estado de arbitrio permanente y siempre disponible para ser el estado de funcionamiento regular o normal del sistema jurídico. Lo que Agamben denuncia como estado de excepción seria el funcionamiento excepcional del estado de excepción más allá al funcionamiento regular y permanente del estado de excepción como forma oculta y negada del funcionamiento normal del Estado democrático de Derecho.

Lo que quiero advertir, para no equivocarnos y otorgarle mas de lo debido atributos positivos al Estado democrático de Derecho. Existe un estado de excepción que es propio de la naturaleza y el funcionamiento semiológico del derecho Como las leyes están formuladas en palabras de un lenguaje natural su sentido esta abierto a la interpretación del que hace la lectura y la aplicación de los textos normativos y como el control de la interpretación depende de los propios órganos de la magistratura se establece como ya muestra Kelsen, en uno de sus momentos mas lucidos y perdurables que se establece una disyunción forzosa o dictan las decisiones con los contenidos generalmente y pacíficamente aceptados como contenidos de las normas generales o hacen lo que quieren esa disyunción legitima constituye el modo de funcionamiento del estado de excepción dentro del Estado democrático de Derecho.

Generalmente Agamber afirma el estado de excepción como una consecuencia de la conjunción de los paradigmas teológicos jurídicos y biopoliticos. Lo que falta advertir que la realización mas exitosa del estado de excepción se logra bajo las sutiles formas encubiertas del Estado de derecho O sea que hay un estado de excepción semánticamente encubierto por las principales creencias del normativismo, condensadas en la formula del Estado de derecho y otro que se viene consolidando en las formas actuales del imperio y que tiene que ver con los mecanismos de autorización de las detenciones indefinidas, el poder de la violencia a suspensión.

En fin creo, que no debemos dejar de tener en cuenta que cuando delegamos en el Estado las condiciones de la vida social lo estamos autorizando a que disponga de nuestra vida en un estado de excepción permanente Cuando un tercero (el Estado y sus órganos) decide mi vida por mi ella entra en el circuito de los estados de excepción La gran habilidad de las creencias normativistas es disfrazar ese estado de excepción inventando una secuencia inagotable de expresiones encubridoras; Abuso de derecho, lagunas de la ley, orden publico, estado de necesidad , bien común, siguen las denominaciones.
Es bueno que algunas ingenuidades caigan y nos demos cuenta que en nombre del Estado de Derecho algunas creencias, no muy santas, del normativismo, que la expresión beatificada del estado de derecho veiculiza son formas perfectas para la amplificación de los espacios afectados por la biopólitica.  El Estado de derecho no deja de ser un dispositivo político de primer orden, pocos lo perciben,  en 1911 Kelsen lo empezó a mostrar...


LAW
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22 de junio de 2007

Trajes típicos do acesso ao Judiciário: de acordo com a dignidade da Justiça

Trajes típicos do acesso ao Judiciário: de acordo com a dignidade da Justiça.

Hoje vi uma notícia na televisão que fez doer o meu estômago. Um Juiz do Trabalho da comarca de Cascavel, no Paraná, adiou a realização de uma audiência trabalhista por considerar que o reclamante desempregado não estava vestido de acordo com a dignidade da justiça, por calçar chinelos, remarcando a audiência para daqui a dois meses.

Durante a reportagem várias pessoas foram entrevistadas, inclusive a vítima deste preconceito, o Senhor Joanir. Este, com toda sua humildade, se defendeu dizendo que seus pés estavam limpos.

Senhor Joanir: você não precisa se defender! Quem deveria dar explicações não é você, e sim o magistrado. Ele ao invés de agir com preconceito, deveria garantir o seu acesso ao Judiciário, direito garantido pela Constituição.

Sobre o ocorrido manifestou-se o presidente da OAB do Paraná, dizendo que não existe lei que preveja o tipo de traje a ser usado durante uma audiência, referindo que vale o bom senso. Ora, bom senso é cobrado apenas dos cidadãos, mas e os governantes, eles tem agido com bom senso? Como cobrar bom senso dos que não tem o que vestir ou comer?

O Senhor Joanir, analfabeto, desempregado, terá que aguardar a próxima audiência. Fico pensando se ele ira alugar uma roupa, pedir emprestado um par de sapatos, ou se receberá de presente de alguém alguma roupa que seja do padrão da dignidade da justiça. Aliás, alguém me diga: que traje é esse?! Poderia ser o tema do próximo Fashion Week.

Vivemos em um país marcado pelas desigualdades sociais. Não podemos permitir que quem esteja no poder nos trate desta forma desumana. Enquanto alguém se revoltar com tal atitude ainda terei esperança de que as pessoas possam, no mínimo, se respeitarem e se reconhecerem umas nas outras. Fica só nas teses e teorias que somos todos iguais.

O pior de tudo é que não foi a primeira vez que esse Juiz agiu assim, outros casos já foram identificados na sua comarca. Agora a Corregedoria Regional determinou que ele remarque as audiências adiadas. Nada mais justo. Não se pode permitir que ele manche o nome da magistratura desta forma, pois temos excelentes juízes em todo o Brasil, pessoas sérias que respeitam os cidadãos e seus direitos.

Enquanto isso o Senhor Joanir espera, até que possa ter a chance de ser ouvido pelo magistrado e de ver atendido um direito legítimo seu: o acesso ao Judiciário.
Juliana Goulart.

19 de junio de 2007

Materialismo Mágico VI



Materialismo mágico VI

Las nutrientes del surrealismo

El surrealismo se alimenta en el arte fantástico, en el primitivo, en el psicopatológico, en el simbolismo. Se alimenta pero no se confunde con ninguna de esas manifestaciones. Razón por la cual resulta de vital importancia realizar una tarea de distinción entre todos ellos, para no confundirlos con lo que se define como surrealismo. Inclusive como separar las fronteras confusas entre la magia. la religión, el mito y el surrealismo. Sin olvidarnos de la alquimia, que no supone necesariamente al surrealismo, pero que plantea el interrogante sobre si el surrealismo supone a la alquimia. Otra nutriente, extremadamente fértil del surrealismo es el erotismo. Los problemas del limite entre todas estas nutrientes que se encadenan por vínculos silentes y sutiles, constituyen la trama oculta de la historia del arte.

Una trama que por lo común impide forjar grandes esquemas, o esquemas permanentes.Detrás de todo esto se encuentra agazapado el imperio de lo individual, de lo subjetivas, de la otredad que nos constituye, sumado al imperio de los territorios desconocidos, los míos y los de los otros. La danza de dragones que viven, como plantas carnívoras, devorando devenires de subjetividad, de azar, de lo gratuito, de lo fantástico, de lo onírico. Una situación alimentar que creo un fenómeno nuevo llamado anticlasisismo. Cuidado, no lo entendáis lanzándole llamaradas de negatividad.
El anticlasisismo generado por las nutrientes del surrealismo (que no solo lo alimenta silenciosamente a el, sino que se alimentan entre si) no es destructivo: llega, por el contrario a las regiones donde lo clásico no puede, por su especial contextura vital, llegar. En este caso el surrealismo actuaría como un canal de profundización de penetración exitoso donde los métodos clásicos no pueden aportar nada interesante, ni innovador. De este modo a través del surrealismo aparece una nueva y alucinarte historia del arte Una hermenéutica que reacondiciona sentidos de esa historia. Una hermenéutica de lo fantástico, una relectura, desde lo fantástico, de la historia de las artes. Cuando Jurgia Baltrusaitis desvendo la presencia de lo fantástico en las artes medievales, no hizo otra cosa que escribir el más bello prefacio al surrealismo. Resaltando lo sobrenatural y la sustancia de lo fantástico en el gótico, no consiguió otra cosa que definir y revelar un gótico diferente al que se esmero en construir la tradición.


No importan demasiado los rescates, Breton hizo los suyos, que no deben ser necesariamente los míos o los tuyos. Tampoco debemos renunciar a lo fantástico, a la alquimia, o a las pesadillas que inundan ciertos sueños, viéndolos como algo mas fuerte que un mecanismo de fuga de la realidad. Cuando construyo lo fantástico no necesariamente estoy viendo visiones. Los surrealistas consiguen zambullirse en lo real con pasión y olvido de la posibilidad ilusoria de conseguir un DIA una verdad que no sea delirio .Controlar precisar e inmovilizar las formas no es la meta de la mayoría de los surrealistas, ese es el surrealismo de Marcel Jean o de Arpad Mezel, pero no el de los otros que siempre están viendo en lo fantástico algún modo de desborde de lo real, alguna forma sutil de lo invisible, esquemas que no surgen visibles, pero que de algún modo están, como si fueran un color invisible.
Una reflexión surrealista sobre el arte lo muestra como una trama tejida a través de lo real un tejido mágico donde lo maravilloso y el misterio terminan mostrando las pulsiones profundas de lo humano y tornando, al mismo tiempo vació lo real y mas consistente la fantasía como expresión de lo real. La realidad puede ser construida por los conceptos de la razón, que la expresan como si fuera una verdad naturalista (cuando en el fondo no es mas que un diagrama de conceptos) o por la imaginación, y la fantasía que aleja el real construido (en navíos casos es una construcción cultural del propio hombre ) de su efecto naturalista.

El misterio también es un componente surrealista, no es un misterio metafísico, ni una hermenéutica de lo inaccesible, es un misterio que atraviesa las ciudades y donde surgen personajes, calles pequeños recintos que se alimentan de ese misterio cargado de detalles. El misterio de las calles de Paris que enamoraba a Benjamín, por citar a uno entre tantos cautivados por los pequeños detalles misteriosos de Paris. Un misterio que en el surrealismo tiene casi siempre al azar como portavoz. Los surrealistas entienden que la verdad es la más triste expresión del misterio. Seguimos en el VII.


Luis Alberto Warat
-LAW



18 de junio de 2007

Novas Leituras sobre Kelsen



Kelsen y el estado de excepción (Primera parte)


Por Luis Alberto Warat


No entiendo por que Kelsen es uno de los juristas más estudiados en el Brasil jurídico de los últimos cincuenta años y sigue siendo masivamente incomprendido no solo entre los abogados militantes sino también entre los que transitan el universo de las facultades de derecho la magistratura y el Ministerio Público. Tampoco lo consiguen entender los politólogos y especialistas de áreas afines sociólogos antropólogos etc. El sentido común teórico sobre Kelsen tiene una fuerza magnetizadora sorprendente.

Uno de los estragos que consigue ese magnetismo pasa por que permite mantener vivos los lugares comunes y los esteriotipos del normativismo Inclusive los intelectuales de otras áreas mantiene ingenuamente sus creencias positivas sobre el Estado de derecho y las visones neoliberales de los Derechos Humanos por desconocimiento de las ideas mas elementales del pensamiento kelseniano que no fue jusnaturalisticamente distorsionado, contaminado de ingredientes de mala fe. Universitariamente se enseña un Kelsen abiertamente contrario a lo que este autor defiende.

Muchas de las criticas que Kelsen realiza en su obra aparece como afirmaciones de la propia teoría Kelsen critica y los que lo enseñan dice que acepta e incorpora a la Teoría Pura del Derecho lo que precisamente el rechaza con vehemencia Tal vez la manera de decirlo confunda a los lectores desatentos Es muy probable que Kelsen sea incomprendido por que quienes lo enseñan desconocen el estado de la epistemología vienesa en el momento en que Kelsen formulo su Teoría Pura Kelsen la usa sin explicitarla.

Quien desconoce los rudimentos de lógica y epistemología de la modernidad difícilmente tendrá acceso al pensamiento kelseniano Se pueden hacer diferentes lecturas de Kelsen desde Kant a la escuela analítica. Lo que no se puede es leer Kelsen a partir de los jusnaturalistas o de Carl Schmitt,como algunos pretenden



En los últimos años yo traté de negar Kelsen, pensaba que si me quería desplazar y desplazar el pensamiento jurídico para un paradigma dionisiaco, al estilo Mafessoli no podría seguir sosteniendo el pensamiento Kelseniano. Le estaba adjudicando a Kelsen cierta responsabilidad en la constitución del sentido común teórico normativista del Derecho Creo que me equivoque al adjudicarle tal responsabilidad.

Primero por que los autores no son responsables de la apropiación vulgarizadora que beneficia a los eunucos de la biopólitica; segundo por que su teoría en el fondo es una critica al normativismo y sin olvidarme de eso la biopólitica me estaba venciendo, de nuevo casi apropiándose de mi vida desde otro lugar, tercero por que me olvide de la enorme importancia y valor de denuncia que implica sus análisis sobre la interpretación de la ley.

Sus afirmaciones en torno a los procesos decisorios tiene cada vez mayor vigencia y es lo más rescatable para pensar la situación del derecho en los primeros diez años del siglo XXI. Quien lee detenidamente los análisis kelsenianos sobre la interpretación de la ley entenderá mejor los efectos perversos, lo que hay de innoble detrás de la figura del Estado de Derecho. El aparece como la antípoda jurídica al estado de excepción y Kelsen me hizo ver que eso no es así, que el Estado de Derecho es la forma mas hipócrita de encubrimiento de un estado de excepción que de excepción no tiene nada por que el derecho es un estado de arbitro permanente e imposible de superar, como el escorpión que clava su veneno mas allá de su voluntad, por que es de su naturaleza.

El Derecho ejerce siempre una coerción indigna por que es de la naturaleza de la identidad Derecho-Estado.

Continúo mañana .

LAW

14 de junio de 2007

Materialismo Mágico V




MATERIALISMO MAGICO V


Las voces silentes del materialismo mágico

Los surrealistas siempre se apoyaron en la historia, principalmente francesa. Los autores que ellos santificaron e colocaron como profetas son la base de la cartografía del pensamiento hasta los finales del siglo XX. En esa enumeración de profetas pontificados figuran desde Dante a Shakespeare en sus mejores momentos también el primer manifiesto coloca a:Sade como el surrealismo libertino, Constant en política Desbordes-Valmore en el amor, Poe en la aventura, Rimbaud en la vida practica. Los surrealista siempre permanecieron fieles a ellos.

Para pensar en el surrealismo, como una forma contemporánea de surrealismo jurídico y de materialismo mágico colocaría, en orden alfabético como voces silente de este surrealismo a : Arena el grito rabioso de libertad contra los mecanismos institucionales que oprimen; Artaud en el teatro de la pobreza, la rebeldía total, la crueldad y el atletismo afectivo; Baktin en la carnavalización de la escritura e de la vida;
Barthes como el que dio el primer paso en el desconstructivismo y lo escriptible; Benjamín el critico apasionado que transformo el sentido de la critica y a su vez o gran critico de las ideologías; Brecht el teatro como forma de transformación de la realidad y el arte como compromiso que trata de romper con los lugares comunes y cómplices de la vida y del propio arte; Borges que estableció la poesía como patria, la existencia como laberinto y a cabala como forma de comprensión de lo inaccesible; Boudrillard como fundador de la ciencia de las soluciones imaginarias; Cortazar en el amor loco y en la fundación de la patafisica, su escritura es la consecuencia surrealista de una sed lúdica para reconciliar la literatura con la vida, la ficción con la realidad, lo imposible con lo posible ,el sueño y la vigilia.
La isla final donde se reconcilian los opuestos para que el hombre se reconcilia y anule totalmente las diferencias Castoriadis en la auto institución del magma de significaciones libertarias; Carpentier el impulsor del negrismo y el inventor del real maravilloso como un lugar de coexistencia de mundos diferentes, lo maravilloso en lo real es consecuencia del mestizaje de mundos diferentes indio, negro, hispano, luso,etc ; Deleuze constructor de la apuesta radical, en la resistencia, la alegría, el combate a la tristeza y todo lo que ella necesita para ejercitar su poder, fue el reinventor de la filosofía a través de las artes ; Derrida el que asesino la filosofía intelectual ; Foucault El teórico inaugural de la biopólitica y el que denuncia el cuerpo como un objeto de control y a la locura como una construcción de la cultura de la alienación. Garcia Lorca en el romance gitano; Garcia Marques en el realismo mágico,único modo posible de expresión de percibir y expresar a vida; Gelman as formas de la ternura y una apuesta en una lírica de lo cotidiano y lo popular;Girando que hizo de lo poetico una posibilidad de vivir la vida mas intensamente y revelarse constantemente contra los códigos morales, costumbristas y religiosos de su época; Guattari en el paradigma estético; Lezama Lima el barroco latinoamericano desde Cuba; Mafessoli en lo dionisiaco; Macedonio Fernandez la novela como una promesa siempre postergada y el novelista que recusa los argumentos; Marcos el mayor referente del poder como potencia y de una forma horizontal de resintencia al neoliberalismo: Marti el arte de la patria grande y la ruptura con las formas de colonización; Morin en la complejidad , la fuga de lo apolinio y la construcción del hombre político ;Ortiz el poeta argentino de los margenes como armonía; Orozco la intemperie y el desamparo ,la magia de la bruja mendiga; Paz el erotismo y el amor como llamas dobles de la vida ademas del culto a lo nuevo y al arte experimental ,terminado por construir un surrealismo latinoamericano que reinvindica una sensibilidad, que determina una manera de ver , sentir y vivir las ideas y los encuentros con el otro; Pizarnik el vértigo poetico que consigue mostrar lo que si no se revela poéticamente queda como una grande ausencia; Pellegrini fundador del primer grupo surrealista de Buenos Aires y predicador del desorden que renueve la vida Perlongher en la poesía plebeya; Puig,  suprime la voz del narrador por un colage de voces de diferentes lugares sociales y la sensibilidad melodramática de lo expresiones poéticas populares Es el gran escritor que denuncia como la cultura de masas educa los sentimientos para su alineación y perdida corporal Es el gran narrador del folletín, la novela rosa, el radioteatro, la fotonovela y el cine de los años cuarenta. Es el poeta de las artes visuales; denuncia que a las mayorías tratadas como minorías se las controla y se las calma formando guetos y una gran trama de lugares comunes que el propio gueto emana; Proust en la revolución de la novela moderna; también Sade en el ateismo libertario y en la exploracion de las condiciones básicas de la moral.


Luis Alberto Warat - LAW



12 de junio de 2007

Materialismo Mágico IV




Materialismo mágico IV



En 1930 Breton escribió el segundo manifiesto del surrealismo, es decir en ese año el publico consiguió leer el numero de Diciembre de la revista la revolución surrealista donde se publico ese segundo manifiesto. Es el texto de la confirmación, de la afirmación del movimiento. Un texto más pasional, más dionisíaco, que refleja un estado de efervescencia de los miembros del movimiento.

En este manifiesto el surrealismo se define como un dinamismo encaminado a la supresión de las contradicciones aparentes (idealizando que eso es posible), reivindica la tradición esotérica, la alquimia (Ataúd para el teatro) y la dialéctica hegeliana (que es un punto que yo nunca compartí).Lo escribió Breton en un momento de alta exaltación y de gran agitación Ese era el momento histórico que preanunciaba la gran guerra. O mas importante es que este manifiesto muestra claramente el esfuerzo de los surrealistas por mantener el compromiso político, la búsqueda filosófica y la reconquista de la sensibilidad, y la poesía.
El tercer manifiesto muestra como los caminos seguidos para realizar el segundo fueron equivocados Mucho materialismo y poca magia No es que los surrealistas perdieron el valor de lo mágico, lo que paso es que el partido comunista quiso reducirlos a un materialismo sin magia Comparando el valor de los dos manifiestos diría, que el del primero trasciende la propuesta de la época y se torna en referencia para la reconstrucción del surrealismo en el siglo XXI es el que ahora nos sirve.

El segundo manifiesto tiene un valor más histórico y menos contemporáneo, no sirve para ninguna retomada surrealista en el siglo XXI .El segundo manifiesto surgen claramente la relación real del surrealismo con su época, no con la nuestra El segundo manifiesto se torna barroco y manierista ,y en la sutileza de esa posición podemos determinar un cierto paralelo con el platonismo (ver materialismo mágico I)

Esta cargado de un hermetismo neoplatónico ,En cuanto al tercer manifiesto publicado en 1942 en la revista que Breton dirigía en Nueva York puede considerarse una retomada de las grandes ideas del primero, la preocupación que ese primer documento traspira en relación a la transformación del hombre denuncia dos mitos arcaicos e los lugares comunes y la elaboración de una nueva mitología (aquí viene la novedad del tercero) donde se incorporen elementos de sociología, de alquimia etnología que enriquece e fantásticamente al movimiento.

Estos tres manifiestos en su conjunto sirvieron para imprimir diferentes dinámicas surrealistas en diversas épocas y tiempos. Recientemente tenemos los desarrollos de mayo del 68 y también las manifestaciones del movimiento que yo coordino de surrealismo jurídico, ahora con sus últimos desarrollos y explosiones el movimiento de arte y Derecho y el Cabaret Macunaima


Pero para finalizar no quiero dejar de mencionar las diferentes dinámicas que el surrealismo fue adquiriendo en América latina principalmente en la argentina, el Brasil y en toda la región caribeña en donde surgió el realismo mágico, al que estamos tratando de desenvolver rumbo al socialismo del siglo XXI para ver como se pueden fusionar. Hasta le materialismo mágico

Luis Alberto Warat -  LAW



11 de junio de 2007

Materialismo Mágico III



Materialismo mágico III





Dijimos en el materialismo mágico que o surrealismo nació de una doble influencia del dadaísmo y del psicoanálisis ,pero los inicios fueron dados ,o materializados desde las revista Littérature (que aprecio sobre la dirección de Breton ,Aragón y Soupault en 1919 y luego vino la explosión con la llegada a París de Tristan Tzara que con una variada gama de performances, de la que tomaron parte los miembros de la revista, genero una conmoción intelectual, que no duro mucho como alianza ,eso debido a que los miembros de la revista buscaban uno forma nueva de pensar la vida que los dadaístas en su rebeldía sin fundamentos no podía darles.


Cuando Breton asume solo la dirección de la revista proclama el rompimiento tanto con el dadaísmo como con las vanguardias intelectuales y empieza a incorporar nuevos miembros que van ayudando a configurar el grupo constitutivo de la primera leva surrealista La revista se configura como un espacio de difusión de de la antiliteratura, se niegan a publicar ensayos, novelas o criticas literarias.

El acento de la revista lo coloca en la poesía concebida como expresión de la propia sensibilidad inconsciente. De ahí el paso siguiente fue la redacción del primer manifiesto del surrealismo. La revista duro cinco años y claramente podemos distinguir dos grupos de colaboradores los que fueron auténticamente surrealistas y los que solo simpatizaron con el movimiento sin incorporarse ni sentirse afiliados. La lista de nombres es demasiado conocida como para reproducirla aquí. Por intermedio de los manifiestos Breton fue configurando la ideología del movimiento Fueron tres en total y de la lectura que hoy puede hacerse del conjunto de manifiestos podríamos decir que ellos marcan los tres momentos básicos del surrealismo: su nacimiento ,afirmación y confirmación

En el primer manifiesto, qué afirma el nacimiento del movimiento, Breton denuncia el control abusivo de la lógica sobre los modos de producción de los saberes ,critica el racionalismo de una forma de razón que le robo a la comprensión su dimensión emocional, poética, un exceso y un modo de exclusión radical de lo poético y anticipa que la imaginación, lo poético la creatividad están por recuperar sus lugares despóticamente usurpados por una razón excedida en sus funciones y atributos hasta convertirse en células de sentido cancerosas. Breton señala que el sueño y la realidad en un futuro no tan lejano se fundirán en una especie de superrealidad absoluta y mágica.

Exalta, así el poder de la imaginación, dé la creatividad de lo maravilloso y de las fuerzas inmantadoras de la libertad Un manifiesto para la autonomía individual y colectivas. Únicamente la palabra libertad, dice Breton tiene el poder de exaltarme. Esos son para el los caminos que le permitirán al hombre salir sin miedo de las mil formas en que siempre fue engañado, y sin miedo, dice Breton, por que ya no pueden engañarme todavía más. Finalmente André postulo que el azar es el gran vehículo conductor de lo maravilloso.


En esa misma línea yo redacto el primer manifiesto del surrealismo jurídico; afirmo por un lado que en un momento en que la vida a sido apoderada por el poder, e menoscabada por el mismo, se necesitan caminos paralelos que nos devuelvan la vida robada ,nos alejen del hambre y renueven la permanente preocupación por vivir mejor Los misterios de la existencia de esta extraña especie a la que pertenecemos nos exige que nunca tratemos al hambre solamente como una grosera característica digestiva.

Aquí hambre también es dolor, sentimiento, rabia, indignación por la falta del alimento que nutre Intente decir junto a los surrealistas que si comer es una necesidad impostergable e ineludible, también ,como decía Ataúd es importante no hacer mal uso de esto agotándolo en la sencilla urgencia de comer.


Se como para alimentar a un hombre diferente No se puede comer divorciando el acto de llenar el estomago con la palabra que lo representa, Somos cuerpos en acción que gesta en nosotros una suerte de renovada disposición de acciones y sentimientos La poesía y los sentimientos nunca pueden ser vistos como el lado oscura de las cosas, :deben ser vistos como el lado iluminado de nuestros propios cuerpos ,los sentimientos que lo iluminan.


La poesía y los sentimientos es lo que la existencia posee de divino, lo sobrenatural es una parodia de lo divino, por supuesto que para mi y alguno que otro surrealista trasnochado. Lo divino es mi capacidad creativa e sensible Pero para acceder a la divinidad de lo sensible afirmo en mi primer manifiesto del surrealismo jurídico tenemos que practicar diariamente una suerte de atletismo afectivo. Esta idea de Artaud es brillante lastima que la limito a los actores, al universo del teatro. Para Ataúd los actores tienen que practicar una suerte de atletismo afectivo, ser atletas bien preparados en términos sentimentales. Por mi parte quiero extender, y extiendo esa afirmación

El atletismo afectivo debe ser la actividad fundamental de los procesos educativos La misión de la educación es tornarnos atletas de alta competición para la practica del mejor de los deportes. Para amar es preciso entrenarse mucho adquirir la preparación de un atleta afectivo El hombre y no solo el actor debe ser un atleta del corazón En la próxima entrega hablare del segundo y tercer manifiesto.


Luis Alberto Warat - LAW

6 de junio de 2007

Currículo do Professor Luis Alberto Warat



Com quase quarenta e cinco anos de docência e escritor de mais de quarenta livros publicados, Luis Alberto Warat encanta suas palestras e aulas com sua magia, conhecimento e sabedoria.

Warat é Mestre e Doutor em Direito pela Universidade de Buenos Aires, Argentina; Pós-Doutor pela Universidade de Granada, na Espanha. Atualmente é Professor do Mestrado e Doutorado em Direito na Universidade de Brasília (UNB).

Fez História na Pós Graduação em Direito da Universidade Federal de Santa Catarina UFSC, onde revolucionou a sala de aula e abalou criativamente suas estruturas, formando uma geração de grandes juristas brasileiros entre eles: Lênio Luis Streck, Leonel Severo Rocha, Vera Regina Pereira de Andrade, entre muitos outros.

Foi professor titular de Filosofia do Direito, Introdução ao Direito, Lógica e Metodologia das Ciências na Universidade de Morón e na Universidade de Belgrano em Buenos Aires; professor titular de Lógica e Metodologia de Ciências na Faculdade de Arquitetura e Engenharias da Universidade de Morón.

No Brasil, foi professor titular da Universidade Federal de Santa Maria (RS); coordenador e professor de Direito da UNISUL-Tubarão (SC); professor titular de pós-graduação em Direito da UFSC; professor do Mestrado e do Doutorado em Direito na UNISINOS; professor titular de Metodologia e Arbitragem da Faculdade de Direito do Centro de Mediação da Universidade Tuiuti do Paraná.

Warat também atua como Presidente da Associação Latino-americana de Mediação, Metodologia e Ensino no Direito - ALMMED. E atua nas áreas de Mediação e Arbitragem, Relações Humanas e Humanização dos Operadores do Direito. Ou seja, um grande professor, que acredita que por meio da arte e do direito podemos recuperar a sensibilidade perdida dos juristas.