30 de junio de 2009

Manifiesto del surrealismo jurídico: séptima entrega

El sueño y la poesía son la contrafigura de la imaginación formal. Esta hace transparente el vocabulario básico de la ciencia y de la filosofía, sirviendo a la constitución de una imaginación extremadamente dependiente de un principio de visibilidad pasiva. La imaginación formal, fundamentada en una visión inmovible y inmovilizada, cumple sus destinos encaminándose para el formalismo. Hurte, así, la materialidad de las cosas y de las propias imágenes para pensar el mundo a partir de ejemplos tácitos y imágenes ocultas. Una propuesta que no advierte, afirma Bachelard, que no se aprende un pensamiento no vacío. De esta manera, la imaginación formal torna la materia un objeto de visión, al verla apenas como figuración. Es el resultado último de la postura del hombre como mero espectador del mundo, de un mundo panorámico y puesto a contemplación ociosa. En el fondo, una apología de una imaginación dependiente y carente. Dependiente de los objetos de conocimiento, carente en relación a todo lo nuevo. Es la imaginación totalitaria: la imaginación que se presenta como víspera del concierto. La imaginación formal es víctima de un principio óptico. Ella comanda los procesos discursivos que producen las verdades de las ciencias sociales y hacen del científico un pensador-voyeur: el pensador quieto que nos legó Radin como símbolo de toda una tradición reflexiva, que concibe la imagen como mero espejismo sin vida de un mundo, cuyos significados, forzosamente, deben ser traducidos en conceptos. Es la palabra “óptica” escondida en los conceptos para dar la ilusión de ser un doble del mundo. Estamos delante de dos fragmentos “ópticos” que acompañan la imaginación para reducirla a una facultad meramente copiadora, subalterna y deserotizada. Es la imaginación sin autonomía. Se trata de imaginación de quien acierta sumisamente ser espectador del mundo. Examinando con cierto cuidado el proceso discursivo de las ciencias sociales, podemos notar muchas marcas de una comprensión “óptica” del mundo. Expresiones como: Ver, contemplar, evidencia, idea (que significa, originariamente, forma visible), punto de vista, visión del mundo, etc., muestran, claramente, como el discurso de las ciencias sociales está impregnado de elementos dependientes de una concepción “óptica” del mundo. Inclusive, la propia noción de teoría es hija de la actitud “óptica”. Ella proviene del griego. Surge de un uso metafórico de la expresión “theorem”. Los griegos emplean esa palabra para referirse a los comentaristas de las olimpíadas. Ellas quedaban en las gradas para opinar sobre los juegos del Olimpo. Curiosamente, estos personajes eran los únicos que no tenían ninguna participación activa en las competiciones. Solamente las veían. El “theorem” tenía el vicio de la ocularidad que heredaban nuestros científicos instituidos. El surrealismo invita a tener otra actitud frente al saber. Muestra que el saber precisa dejar de ser la grada de la vida. Bachelard prefiere salir a la búsqueda de otro tipo de imaginación. El la llama material. Se trata de una imaginación que recupera el mundo como creatividad y como resistencia, solicita la intervención activa y emancipatoria del hombre, decretando con esto la muerte del pensador-voyeur. Estamos delante de la propuesta de una imaginación democrática, inventiva, llena de incertezas Una imaginación que nunca se queda a servicio de la relación saber-poder. En ella rige la relación saber-deseo.

29 de junio de 2009

Quiero



Quiero vivir el día de hoy como si fuese el primero,
como si fuese el último, como si fuese el único.
Quiero vivir el momento de ahora como si aun fuese temprano,
como si nunca fuese tarde.
Quiero mantener el optimismo, conservar el equilibrio,
fortalecer mi esperanza, recomponer mis energías,
para prosperar en mi misión y vivir alegre todos los días.
Quiero caminar con la certeza de llegar,
quiero luchar con la certeza de vencer,
quiero buscar con la certeza de encontrar,
quiero saber esperar para poder realizar los ideales de mi ser.
¡En fin, quiero dar lo máximo de mí,
para vivir intensamente y maravillosamente....
todos los días de mi vida!



Sacado del blog http://pensamientos2006.blogspot.com/

JOÃO CÂNDIDO, O ALMIRANTE NEGRO!


No início do século XX, precisamente no ano de 1910, durante alguns dias, mais de dois mil marujos movimentaram a Baía da Guanabara, no Rio de Janeiro, ao tomarem posse de navios de guerra para exigir o fim dos castigos corporais na Marinha do Brasil. Mas, qual a relação do termo chibatada com um movimento realizado por integrantes da Marinha brasileira?

Por incrível que pareça, nessa época a Marinha do Brasil era uma das maiores potências mundiais, pois, comprou três couraçados (navios blindados de guerra), três cruzadores, seis caças-torpedeiros, seis torpedeiros, três submarinos e um transporte, para reaparelhar a nossa Marinha de Guerra (plano de compra aprovado no Congresso Nacional em 14 de novembro de 1904), assim, o Brasil passou a ter a terceira esquadra militar do mundo. Entretanto, dos três navios blindados, apenas dois foram realmente adquiridos: o “Minas Gerais” e o “São Paulo”.

Em abril de 1910, o “Minas Gerais” chegou à Baia da Guanabara, era o navio mais bem equipado do mundo, mas, as questões de regime de trabalho, o recrutamento dos marujos, as normas disciplinares e a alimentação deixavam a desejar. O retardamento das reformas nessas áreas fazia lembrar os anos dos navios negreiros. Tudo na Marinha, Código Disciplinar e recrutamento, principalmente, ainda eram iguais ao da monarquia. Homens de bem, criminosos, marginais eram juntamente recrutados para servirem obrigatoriamente durante 10 a 15 anos e, a desobediência ao regulamento tinha a punição de chibatadas e outros castigos conforme nos relata Marília Trindade Barbosa, 1999 (fonte de pesquisa).

Mas, em 16 de novembro de 1889, Deodoro da Fonseca, através do Decreto nº 3 – um dia depois da Proclamação da República – acabou com os castigos corporais na Marinha do Brasil mas, um ano depois tornou a legalizá-los: “Para as faltas leves, prisão e ferro na solitária, a pão e água; faltas leves repetidas, idem idem por seis dias; faltas graves 25 chibatadas”.

Os marujos não aceitaram e começaram a conspirar, principalmente alguns que estiveram na Inglaterra e viram a diferença de tratamento dos que lá eram recrutados. Além disso, corria notícia no mundo da revolta do encouraçado Potemkim. Em novembro de 1910 o marinheiro Marcelo Rodrigues foi punido com 250 chibatadas deixando evidente o sistema escravocrata ainda no país, ou seja, as duras punições impostas aos escravos antes da Lei Áurea em 1888.

Sendo assim, em 22 de novembro de 1910, comandado por João Cândido Felisberto, a Revolta da Chibata eclodiu: “O comitê geral resolveu, por unanimidade, deflagrar o movimento no dia 22. Naquela noite o clarim não pediria silêncio e sim combate. Cada um assumiu o seu posto e os oficiais de há muito já estavam presos em seus camarotes. Não houve afobação. Cada canhão ficou guarnecido por cinco marujos, com ordem de atirar para matar contra todo aquele que tentasse impedir o levante. Às 22:50, quando cessou a luta nos convés, mandei disparar um tiro de canhão, sinal combinado para chamar à fala os navios comprometidos. Quem primeiro respondeu foi o ‘São Paulo', seguido do ‘Bahia’. O ‘Deodoro’, a princípio, ficou mudo. Ordenei que todos os holofotes iluminassem o Arsenal da Marinha, as praias e as fortalezas. Expedi um rádio para Catete, informando que a Esquadra estava levantada para acabar com os castigos corporais.
Os mortos na luta foram guardados numa improvisada câmara mortuária e, no outro dia, manhã cedo, enviei os cadáveres para a terra. O resto foi rotina de um navio em guerra”.
(Marília Trindade Barboza, João Cândido, o almirante negro, Rio de Janeiro:Gryphus/Museu da Imagem e do Som, 1999).

Nesse ínterim, João Cândido assumiu a esquadra de “Minas Gerais”. No combate morreram o Comandante Batista das Neves, alguns oficiais e muitos marinheiros. Conforme relato anterior, foram tomados também os navios “São Paulo”, o “Bahia” e o “Teodoro”, sendo colocados em pontos estratégicos da cidade da Guanabara, logo em seguida foi enviado um comunicado ao Presidente da República solicitando a revogação do Código Disciplinar, o fim das chibatadas e “bolos” e outros castigos, o aumento dos soldos e a preparação e educação dos marinheiros.

Como não tinha outro jeito a dar – eram 2.379 rebeldes – e estavam com as mais modernas armas que existiam na época, o Marechal Hermes da Costa e o parlamento cederam às exigências, aprovaram um projeto idealizado por Rui Barbosa – que tinha apoiado o retorno dos castigos anteriormente – pondo fim aos castigos e concedendo anistia aos revoltosos. Portanto, com esse ato, termina vitoriosa a revolta, cuja duração foi de cinco dias. Finalmente é colocado um ponto final na punição escravocrata disciplinar na Marinha de Guerra do Brasil.

A Revolta da Chibata não pode ser esquecida, a lembrança de João Cândido, o “Almirante Negro” deve perpetuar por toda história. Esse marinheiro gaúcho, nascido em 24 de janeiro de 1880, demonstrou mais uma vez a coragem herdada dos seus descendentes negros. Morreu aos 89 anos mas, deixou um legado de luta como exemplo para todos os negros e afros-decendentes do Brasil. Eis mais um testemunho de sangue derramado, por um ideal de transformação. Continuemos na luta!

NEGROS MORREM PORQUE BRILHAM DEMAIS

Na semana de morte do ídolo pop, assisti o filme sobre a vida e obra de Wilson Simonal. O aniversário de sua morte - 25 de junho - coincidiu tristemente com a morte de Michel Jackson e fez-me lembrar do aniversario de nascimento de João Cândido - 24 de junho. Um resgate necessário sobre as dúvidas em relação ao seu talento e sua vida pessoal. Simonal não era informante do DOPS, nem delator de colegas artistas. Era sim um bólido no mundo artístico que, como disse Mário Prata, acusado injustamente, não foi anistiado nem pela esquerda nem pela direita. Simonal recebeu uma espécie de anistia pelo governo Collor em 1991, 17 anos depois de ter sido acusado de envolvimento com órgãos de inteligência e de repressão.

Michael Jackson também morreu condenado e ridicularizado por muitos. Uma trajetória de brilho e queda. Sucesso de mídia, palco e venda – conseguiu chegar a extraordinária cifra de 750 milhões de discos vendidos – insuperável. Sua vida tornou-se símbolo de desejo, renúncia e podridão. Foi acusado de pedofilia em 1993. Doze anos depois foi inocentado. Outros tantos admitiram que pudesse ser tudo verdade e a sua miséria veio rápida. Morreu com a pecha de que poderia ter feito tudo diferente.

O Almirante Negro, João Cândido, líder da Revolta da Chibata em 1910, foi internado em um hospital psiquiátrico como louco. Sua anistia só lhe foi concedida 97 anos após sua morte. Isso tudo após uma intensa luta para que os direitos pudessem ser reparados. O projeto de lei de autoria da Senadora Marina Silva é de 2002 e foi sancionado pelo Presidente Lula em 2008. Os anistiados da ditadura militar e seus familiares já recebem suas indenizações. Já os familiares de João não puderam receber tal recurso. O artigo que o garantia foi vetado.

Todos eles ícones em suas áreas e também pretos. Elaboraram textos e mensagens sobre sua condição de negros num período que muitos líderes ficaram calados. Michael reclamou em julho de 2002 contra as gravadoras que exploravam afro-americanos nos Estados Unidos, Simonal ensinou para o filho através da música Tributo a Martin Lhuter King: “cada negro que for, mais um negro virá - Para lutar com sangue ou não - Com uma canção também se luta irmão”, João Cândido manifestou-se junto a outros amotinados "Nós, marinheiros, cidadãos brasileiros e republicanos, não podemos mais suportar a escravidão na Marinha brasileira".

Não gosto dos textos que os tratam como coitados. São apenas símbolos paradoxais de seu tempo. Os três não se livraram da condição de serem olhados, desejados e repelidos como negros. Apesar de eles terem pensado em algum modo de não ser negros. Muitos choram arrependidos a covardia de nada terem feito quando deveriam fazê-lo. A inveja mórbida da alegria exorbitante do negro paira em nós como um simulacro de um mundo que condena o destino do outro pela cor de sua pele e origem. Mataram João, mataram Simonal, mataram Michael e o estigma continua com os nossos deuses e deusas morrendo para serem reconhecidos depois do tempo.

Sérgio São Bernardo

Instituto Pedra de Raio - Justiça Cidadã

www.pedraderaio.org.br

sergiosaobernardo.blogspot.com

71 99643542

28 de junio de 2009

Manifiesto del surrealismo jurídico: sexta entrega

Sueño con un surrealismo de ojos calmos. Los furiosos no disuelven las catástrofes; los furiosos son incitados a procurar un refugio largo de ellos. Reivindico, por lo tanto, el escándalo de la dulzura, una tormenta delicada y suave, una tormenta comprometida con Eros. La pedagogía demanda actitudes mágicas. Ellas son siempre serenas. La magia es una energía aplicada, que disuelve las máscaras censuradoras, las observaciones del mundo en régimen de prisión, los gritos fóbicos, todo por el poder de la serenidad. La serenidad es la estética de la argumentación. La tranquilidad es retórica. Estamos delante de la revolución delicada, de la agresión tranquila de una flor. Es también la serena lucha por la dignidad de la vida que Gandhi practicó. El surrealismo no deja de ser una estrategia terapéutica. Los actos surrealistas precisan ser terapéuticos. No podemos, entonces, creer que el discurso de terapeuta es siempre una interpretación serena del habla de lo analizado. Imaginemos los estragos que produciría un terapeuta exaltado. Como quedarían nuestras neuronas si fuésemos analizados por un tornado? El surrealismo es una estrategia de transformación de las angustias en serenos actos emancipatorios. Para Bachelard la poesía es una metafísica instantánea. El poema debe darnos una visión del mundo y de los secretos de los deseos. En cuanto a todas las experiencias metafísicas, son preparadas por interminables prólogos, la poesía recusa preámbulos, principios, métodos, pruebas. Lo máximo, apunta Bachelard, tiene necesidades de un preludio de silencios. Produce su instante haciendo callar los trinados del museo de las creencias del saber, aquellas ideas que dejarían en el alma del lector una continuidad de pensamiento o de murmullo. El piensa que para constituir un instante complejo, para actuar, en este instante, numerosas simultaneidades, es que el poeta destruyó la continuidad simple del tiempo encadenado. El poeta detiene metafísicamente el tiempo en el instante poético para crear.. el saber de un sueño diurno. En lo mínimo, ese sueño es la conciencia de una ambivalencia: una ambivalencia excitada, activa, mágica. La poesía nos enseña a vivir el tiempo de la contradicción escondido en cada instante: la surrealidad tal como es propuesta por Breton. Ese es el saber que se procura en una pedagogía del imaginario, una didáctica del sueño, en los sueños del surrealismo pedagógico, una pragmática de la singularidad, una didáctica de la seducción, una enseñanza carnavalizada. En las múltiples avenidas de una afectividad inventiva, sin nada que esperar del paso de las horas, el poeta; el profesor ilusionista, reniega los fantasmas del saber. “Para vivir es preciso siempre traer fantasmas”, dice Bachelard. Para esto es necesario hacer la terapia del conocimiento. Un mundo para ser despertado, un mundo mostrando que las contradicciones íntimas son las que llevan a la claridad del saber. Se aprende en la magia de las contradicciones. Se aprende en el sueño. Por eso el profesor surrealista debe enseñar a soñar. Por eso el es un ilusionista que propone la lucidez como práctica revolucionaria. Estamos delante del poder del juguete. El sueño didáctico es siempre lúdico, carnavaliza el funcionamiento normal de las luces cartesianas. Por que no podemos esperar de los indicios del sueño lo mismo que esperamos de la iluminación cartesiana? Por qué los juegos lúdicos no pueden servir para ayudarnos a resolver cuestiones fundamentales de la vida?
Como dice la canción: soñar es preciso.

27 de junio de 2009

La semana de los cafés también tiene el síndrome de la metamorfosis ambulante

Dirección de la UNISUP, en reunión ordinaria del diade la fecha, con la participación de algunos dos miembros del colegiado surrealista que funciona en caracter consultivo establecieron algunas modificaciones en los cafes, cuya nueva programación sigue a continuación:


(click en la imagen para visualizarla en tamaño más grande)

Es mucho mejor dejar las tardes sueltas abiertas a lo inesperado. Estamos pensando en crear un equipo que presta un apoyo minimo para esbozar algun horizonte organizativo simple para que las improvisaciones puedan ser encauzadas sin ser formateadas.

Seria interesante si logramos una programacion nocturna comunitaria

Además las tardes son necesarias para realizar una asamblea de apoyo a la UNISUP, ver donde se abrirán filiales y como se articularán. Tenemos en capeta algunos proyectos binacionales que precisan ser firmados e protocolizados, para todo eso es preciso tiempo.

Aranceles por todos los cafés programados será asignada una pequeña contibución, ahora con un pequeño descuento de cincuenta pesos por lo que se oferte . La consumisión, las comidas y los paseos, asi como los hospedajes serán por cuenta de cada participante. Ese es el costo de nuestra libertad. La jornada no tiene patrocinadores ni financiamentos. Necesitamos contar con un fondo inicial para abrir un lugar propio, pagar el papeleo y la secretaria. En el resto la UNISUP es una organizacion de las Mujeres al Frente , su brazo sensible, sin fines de lucro, no los tiene ni los va a tener.

En cuanto a las participaciones individuales el ingreso a cada actividad unitariamente considerada es de 10 pesos


Anualidad de adhesión.
De cualquier forma esta abierto un registro de adhesiones a la UNISUP (como anuallidad ) Hasta ahora existen cinco anualidades firmadas. Precisamos más adhesiones. Estamos calculando, sugeriendo una anualidad de 200 pesos, ciento quince reales o cincuenta dolares. La anualidad VIP es para gente que disponga de unos pesos para invertirlos en el afecto a nuestra institucio.


Hospedaje

Será por cuenta de cada participante, podemos ayudar sugeriendo departamentos a sesenta dolares diarios, para tres personas o sea 20 dolares por persona. El encargado es Jorge Castillo fone celular 00554899952 281 o 00554832374332

Clarice e eu

Preciso dizer que
Preciso dizer que fiquei emocionada com essa construção da Casa Warat?
Quem me conhece sabe que AMO Clarice Lispector.
Adorei VER um fragmento dela junto a um meu.
AMEI.
OBRIGADA!

AMEI.
OBRIGADA!


En el cuerpo desnudo anida la razón sensible
adicionado por
casawarat em 26/06/09

"...Perdi alguma coisa que me era essencial, e que já nao me é mais. Nao me é necessária, assim como se eu tivesse perdido uma terceira perna que até entao me impossibilitava de andar, mas que fazia de mim um tripé estável. Essa terceira perna eu perdi. E voltei a ser uma pessoa que nunca fui. Voltei a ter o que nunca tive: apenas duas pernas. Sei que somente com as duas pernas é que posso caminhar. Mas a ausência inútil da terceira me faz falta e me assusta, era ela que fazia de mim uma coisa encontrável por mim mesma, e sem sequer precisar me procurar."
Clarice Lispector

Ao escrever vamos tirando,lentamente, peça por peça do vestuário que nos esconde, que nos protege.
*
Por isso escrever exige coragem.Coragem de ficar nu diante do outro, e permanecer.
*
Andréa Beheregaray
*
El montaje de foto y parte del texto fue extraído del blog de Andrea Beheregaray http://wunschelrute.blogspot.com/
*
Producción de la Casa Warat, de Luis Alberto Warat y Giselle Salinas.
http://www.fotolog.com/surrealismodarua


Publicado ayer por Andrea Beheregaray en su blog (http://wunschelrute.blogspot.com) a quien agradecemos mucho.

26 de junio de 2009

Manifiesto del surrealismo jurídico: quinta entrega



















¿Cómo es posible imaginar lo nuevo? Esta es una gran pregunta que precisamos formular si quisiéramos que nuestras vidas sean articuladas por una mentalidad democrática. 
Debemos, por lo tanto, procurar de la imaginación democrática. Tenemos, así, una relación estrecha entre sueño, imaginación y autonomía. Esta última, la definiría como el derecho de imaginar y de inventar nuestros propios deseos. 

Pedagógicamente hablando, las artes brindan una posibilidad insustituible, estimulan la imaginación creativa, volviéndonos, absolutamente, permeables para lo nuevo. Representan actos de producción de lo nuevo. Es lo nuevo erotizado por el acto pedagógico. 

Los cadáveres son poéticamente enterrados. Las verdades nostálgicas, vencidas por la lucidez de la sala de aula. Las vanguardias regresivas del academicismo por una pragmática poética, afectiva y eficiente. Ya no se trata de hacer discursos sobre el valor pedagógico de una imaginación creativa. Es colocarla en práctica para descolocar nuestra mentalidad del sistema instituido. Es hacer la experiencia de producción de lo nuevo. Es aprender a “ser el hombre nuevo”. Creo que la línea más sobresaliente de una mentalidad democrática es su predisposición inagotable para la imaginación de lo nuevo, para la recepción de lo imprevisible. 

Entonces, la poesía (en el sentido de las artes), nos enseña a adquirir una permanente actitud “adémica” frente a todas las cosas del mundo. Una mirada primitiva, absolutamente indispensable para que el saber recupere su función de turbulencia y singularidad. La visión “adamica” frente al mundo podría ser entendida como una propuesta de constitución del saber a partir de la instantaneidad. 

Así, el hombre “adámico” estaría “enxergando” permanentemente las cosas del mundo en estado virginal, creando permanentemente nuevas condiciones de visibilidad, y rechazando rutinas mentales seculares, que obstaculizan su percepción de lo nuevo y su sensibilidad singular. Una vuelta de la razón al templo de las crianzas, donde se ven las cosas del mundo por primera vez. Lo poético, en Bachelard, no es un simple ordenamiento. Tiene necesidad de un poder, de una energía, de una conquista, de una magia transformadora. Para el no se comprende bien ninguna contemplación ociosa. Es preciso – comenta – que el ser que contempla juegue su propio destino ante el universo contemplado. 

En su “epistemología” “noturna” todos los tipos de poesía “sao” tipos de destino. Una historia de la poesía, dice, es una historia de la sensibilidad humana. La poesía, para Bachelard, revela que el hombre desea un deber, un destino, una afectividad creativa. Para el filósofo, de los obstáculos epistemológicos, la función primordial de la poesía es la de transformarnos. La poesía, proclama, es una obra humana que nos transforma con mayor rapidez: basta un poema. Invocando a Lautremont, Bachelard recomenda leer la poesía como una lección de vida, como una original lección de voluntad de vivir. Así, la poesía, lo que ella espera, de pronto, es subversión. La vida ofensiva sucede a la vida ofendida. La importancia del grito por la vida presente en los “Cantos de Maldoror”. Sin embargo el grito poético, un universo gritado como energía de vida, es siempre a mi ver, elegante, lleno de gestos tranquilos. Es siempre un grito calmo. E

se es para mí el grito poético que propone Bachelard. Un grito silencioso. Sentir que los “fracos” rugen. Los que prefieren gritos desgarradores, dice Bachelard, no saben gritar. Es el grito del miedo frente “a la amenaza”. Muestra un cuerpo comprometido con la angustia, más no con la transformación del humano. Los significantes rabiosos están hechos de mediocridad lúdica, de mediocridad imaginativa. No se necesita de defensas maníacas: agredir para no “engolir” deseos desencantados, prohibir para permitir, censurar para defender el derecho a la creatividad.


Cogitamus, ergo sumus

Caro Mio,


Talvez o verdadeiro comunismo seja um acontecimento como este que estamos gerando, o viver um nosso sem a perda da identidade, melhor, sem o medo da perda da identidade. Nosso fotolog significa um atravessamento consentido entre amigos ao criarem lugares expressivos comuns, alegres e descomprometidos com as verdades oficiais. Enquanto não tiver os instrumentos para intervir no meu/teu fotoblog, espero que continues a anima-lo com a sensibilidade que te é peculiar. Te lembras de Bachelard, que dizia do fim do cogito e o nascimento do cogitamus? pois é, provamos que isto é possível: cogitamus, ergo sumus. Acessei tudo que colocastes, inclusive as duas chamadas para o nosso café em Santa Maria, excelente. Quanto ao tema ou aos temas que tal "Inscrições possíveis do surrealismo diante do non sense existencial", ou o eu/nós pode funcionar com uma sujestão tua.

Ciao

Albano

Aclarar nunca está de más

La actividad mas desarrollada la la UNISUP son los cafe filosoficos, los sushi filosoficos , y las tapas con Derecho a filosofia Nunca esta demas aclarar un poco lo que pensamos al iniciar los primeros cafes filosoficos en las Facultad de derecho de la UnB ,(con los llamadas Cabaret Macunaima ,lo programada para el futuro curso de Derecho de la Spei en Curitiba ,y lo que los participantes y la UNISUP fueron modificando ,en esa permanente metamorfosis nómade que nos caracteriza



LLego la hora de ir confeccionado algunos pequeños manifiestos sobre nuestra propuesta da cafes , y sus particularidads especificas




Nuestros cafes filosoficos ,que inauguran una propuesta de surrealismo popular, estan inicialmente vinculados a la organizacion no gubernammental Mujeres al Frente y a la Universidad surrealista popuilar que ella cobija .La pretencion de llos cafes filosoficos de la UNISUP es la de formar parte de un Movimiento de Cafés Filosóficos a nivel mundial, que tiene como objetivo principal poner la filosofía al alcance de todos desarrollándola fuera de los ámbitos académicos. Aunque la unisup pretende algunas cosas mas ,`principalmente la de tambien formar parte del movimiento munduial de Universidades Populares. La nuestra seria la unica que presentaria al surrealismo como matíz




Los Cafes dela UNISUP son espacios carnavalizados dialogo e intercambio de alteridades pensantes abierto a todos los que se muestran interesados en participar protagonicamente o modificar su calidad de vida y convivencia silentemente, escuchando yprocesando lo que estan escuchando




¿QUÉ ES UN CAFÉ O UN sushi o las tapa con Derecho a filosofia?
Es un espacio repetimos, carnavalizado de dialogo sobre la propia existencia, un momento de encuentro e intercambio de ideas sobre lo que nos pasa, una ocasión para hacer una pausa en nuestra cotidianeidad regulala por lugares comunes que funcionan en lugar de codigos comunicacionales que nos abran a la alteridad.

¿Dónde se inician?: se iniciaron en los cafés Franceses por la década de los 90


¿Cuál es la finalidad?: acercar la educación y el dialogo con el otro, porque partimos de la idea de que las disciplinas que birndan las universidades intoxicadas de racionalismo capitalista moderno tienen que perder su formata exclusivamente racionalista y no puede,tampoco , quedar reducida a las cátedras universitarias o a exclusivos encuentros académicos. La educacion debe partir y llegar a la gente del pueblo, ser un saber popular, que atienda a lo que la calle grita Los cafes apuntan a una educacion sensible prctica que ayuda a la gente común a pensar su propia vida, los modos de su convivencia y la realidad en que circunstanciualmente se encuentra adheido, asumiéndose más auténticamente.


¿Como se organiza un cafe : un primer momento más bien teórico expositivo, sencillo y al alcance de todos, para dejar luego lugar a las preguntas y la participación de los asistentes.


¿A quién está dirigido?: a todo la gente que se quiera unir a nosotros ,cualquiere sae su edad y modo de vida , aunque no tengan una experiencia filosófica previa( que muchas veces contiene materiales toxicos que complican la partyicipación ). Basta con tener interés para apostar en la sesnibilidad, volvera sentir el propio cuer`po y el de los otros y compartir un dialogo de ideas


¿Cuánto dura?: un promedio de dos horas generalmente sin intervalo dejando el momento de compartri cafe, te o vino para el final confraternativo Queremos escapar al esquematismo priero una exposicion luego el dialogoLas pesonas en cualquier momento pueden atravesar al, animador Ademas que cortar para tomar algo ,generalmente dispersa.




.¿Dónde los realizamos?: en divesos ámbitos y lugares de laArgentina, del Brasil o eventualmente de otros paisas (como el que esta siendo pensado en la Republica Dominicana (que esta tratando de abrir una filial ciudad de Buenos Aires Se supone que lo mayor cantidfad de cafes seran realizados en las diferentes filiales de la UNISUP


Se entenderá,siguiendo las ideas de otros Cafes dispersos por el mundo , que los cafes son:


una invitación para "volver a ver", para "ver de nuevo". .. "Asombrarse ante la existencia, no es algo que se aprende, es algo que se olvida" Jostein Gaarder (autor de "El mundo de Sofía")
¿Nos podemos permitir ser felices...? ¿Estamos "llamados" a ser felices o a hacer felices a los otros? ¿tiene "precio" la felicidad?; ¿es la felicidad resultado del azar o fruto de un tarea...?; ¿el costo a pagar para "ser felices" en la sociedad de alto consumo será el de la alienación...?Voltaire ironizaba diciendo que "buscamos la felicidad sin saber donde, como los borrachos buscan su casa, sabiendo confusamente que tienen una" en tanto Goethe sostiene que "el que produce con alegría y se alegra de lo producido es feliz". Te invitamos a preguntarnos juntos sobre este tema donde pareciera jugarse el sentido último de la existencia personal...
¿Y si mejoramos nuestra comunicación con los otros...? La comunicación es consustancial a nuestra naturaleza lingüística...; somos "animales discursivos". "No es posible no comunicarse" dice Paul Watzlawick en su 1er. axioma de la comunicación humana..., ¿pero que mal que lo hacemos no? ¿Por qué resulta tan difícil entender al otro o hacerse entender por él...? Por eso queremos en este encuentro revisar "cómo decimos lo que decimos" y "cómo entendemos lo que nos dicen". Sí, ponemos el acento en la detección de dificultades en la comunicación interpersonal porque estamos convencidos de que, si podemos ayudar a clarificar el pensamiento y la comunicación, evitaremos muchos malos entendidos y mejoraremos nuestros vínculos con los otros.
"Los valores en nuestro tiempo: un desafío ineludible". Un análisis de nuestra cultura desde la realidad de los valores presentes. "Hombres necios que acusáis...". ¿Qué ha ganado y qué ha perdido la mujer con los cambios socioculturales acaecidos en estas últimas décadas....? ¿Son ellas nuestras sombras", nuestro complemento, nuestra competencia, nuestra perdición, nuestra debilidad, nuestras compañeras...? Una reflexión sobre la realidad de la mujer en nuestra cultura occidental, en el marco de expansión de la sociedad global. "¿Y si hablamos del amor...?" Hablar del amor es referir a lo más hondo de la experiencia humana; es remitir a nuestros miedos, expectativas, sentimientos, decisiones, logros, opciones fundamentales...; es hablar de lo que funda y da sentido a nuestra vida...Hablar del amor es decidirse a hablar de "lo que uno es" y de "lo que uno podría ser"..., porque el amor nos constituye, nos vertebra, nos imprime el sello de "humanos"...Por eso, hacemos una reflexión sobre este tema central de la existencia, explicitando el carácter constitutivo que le cabe al amor en el proceso de personalización de cada sujeto humano..."Ama y has lo que quieras" llegó a escribir Agustín de Hipona..."Gracias al amor se adquiere la convicción vívida de que la existencia no es sólo un hecho (...) sino que posee una justificación". Ignace Lepp "Los vínculos: la experiencia de ser Puentes..." Quizás, una de las imágenes más hermosas con las que se puede asociar lo humano, sea esta de "ser un Puente". Sí, ser Puentes por donde la vida pasa, circula, se transmite a otros, rebasando la propia existencia.Los invitamos a reflexionar o mejor a meditar sobre la calidad de nuestros vínculos a partir de esta sugerente metáfora... "De la memoria y el olvido" Una invitación a una tarea de deconstrucción y reconstrucción de la propia historia y del grupo de pertenencia. "Consumo, luego existo" Una mirada nosotros y nuestros hábitos de consumo en una sociedad capitalista que ha hecho de esta dinámica económica el paradigma del actual modo de vida."El miedo no es zonzo..." eso dice el refrán con razón; por eso seria importante escucharlo... ¡No hay miedos injustificados!, y aunque fuimos educados en el miedo propongo una nueva mirada: dejar de convertirlo en un problema para verlo como una señal. De esto vamos a hablar, de nuestros miedos, desde el más raigal, el miedo a la muerte, hasta el miedo a ser felices, pasando por el miedo a vivir, a estar solos, “a poder”, a “ser distintos”, etc. Reflexionaremos sobre esta emoción básica, de enorme valor para revisar nuestras respuestas y recursos frente a lo que nos amenaza...
"De carne somos..." Una reflexión sobre nuestra corporeidad, desde el dualismo helénico y la tradición cristiana -que hicieron del cuerpo "la cárcel del alma"-, hasta el "cuerpo a la carta" de nuestro presente posmoderno"¡Yo tengo el poder...!" ¿Es lo mismo tener autoridad que tener poder...?, ¿de dónde viene la autoridad...?, ¿se aprende su ejercicio...? Una reflexión sobre el ejercicio de la AUTORIDAD en el ámbito de la familia, los amigos, la empresa, etc... "Somos una hebra en la trama del mundo" Los invito a una reflexión acerca de nuestro modo de habitar, de instalarnos existencialmente. El ajetreo de nuestra sociedad mercantil nos hace probablemente creer que nuestro modo de existir es el único posible: comprar, vender, dominar, poseer, manipular...El legendario Jefe indio Seattle, a mediados del siglo XIX, nos dio un ejemplo de enorme sabiduría sobre otra forma de entender nuestro entorno y el vínculo que nos une con los otros, con la naturaleza y con las cosas." Esto sabemos: la tierra no pertenece al hombre, el hombre pertenece a la tierra. Todas las cosas están conectadas, como las sangre que nos une a todos. El hombre no tejió la trama de la vida, es apenas una hebra en ella.. El perfil de un hombre que se convirtió en el símbolo del filósofo comprometido. Una condena a muerte que aún hoy sigue generando debate, que divide las opiniones y los ánimos y nos lleva a revisar nuestras propias convicciones u opciones éticasNos dice: "Yo jamás fui maestro de persona alguna, sino que, cuando alguien, sea joven, sea viejo, desea oírme hablar o presenciar mi modo de comprometerme, nunca pongo obstáculos, ni tampoco soy persona que converse mediante estipendio y se niegue a dialogar sin él, ya que lejos de eso, me pongo a disposición de todos, del rico como de pobre, para que me pregunten y para que todo el que quiere escuche lo que digo al responder" Transitar de la "solitariedad" a la "soledad"... La "solitariedad" envenena, amarga, entristece, llena de resentimiento y rencor..., pero la "soledad" puede ser en cambio el terreno fértil para conocernos mejor y establecer encuentros más auténticos con los otros... " Quien no sabe vivir con uno mismo, ¿cómo puede saber vivir con otro? Quien no sabe habitar su propia soledad ¿cómo podría pasar por la de los demás?" A. Comte-Sonville."Sólo en la soledad el yo se capta conscientemente a sí mismo y aprende el sentido verdadero de la existencia" Una invitación para pensar nuestro diario vivir, superando toda resignación y asumiéndonos auténticamente. La moral en nuestro tiempo... Una reflexión sobre los cambios morales producidos en el tránsito de la Modernidad a nuestro presente. Dejamos atrás una sociedad configurada desde acuerdos morales preestablecidos para dar lugar a otra, donde los sujetos vamos conformando nuestros propios criterios valorativos en el juego interactivo de las diferencias. Probablemente se trate de una realidad más compleja, pero sin duda es también más rica para el dinamismo de las libertades y el reconocimiento de lo humano..
Reivindicando a Epicuro... Epicuro fue un filósofo de la 2da. mitad del siglo IV a JC, mayormente ignorado cuando no desacreditado por la tradición filosófica antigua y medieval. Es que vivió en comunidades mixtas donde se hizo un culto de la amistad, habló de buscar la felicidad en un placer medido y de sentirnos libres de todo temor sobre la acción de los dioses, el destino y la misma muerte... Sí, este "sabio" del período helenista hizo y dijo demasiado para lo que muchos se atrevían a escuchar...
¿Sabías que podés ser más creativo...? ¿Por qué un café sobre la creatividad? Porque tiene que ver con poner en juego lo mejor de nosotros. Se tiende a reducir el tema al ámbito artístico o científico, pero podemos ser creativos en todos los órdenes de la vida y en cualquier actividad que desempeñemos. Supone un "poder ver" más allá, un mirar la realidad desde otro lugar y habla de una plasticidad que se pone en ejercicio, es decir, "podemos aprender" a ser más creativos. Para eso, antes de "vencer los límites de las cosas" hay que superar los corsé impuestos por la familia, la sociedad y la propia falta de confianza en nuestros recursos y capacidades personales...
¿Los MCS, nos disciplinan o nos emancipan? Pensadores contemporáneos como Vattimo, Lyotard, Lipovetsky, García Canclini..., nos muestran que los Medios Masivos de Comunicación pueden ejercer un rol distinto al que solemos atribuirles en nuestra cultura actual... Mientras la mayoría de los "teóricos sociales" siguen demonizando el poder de la televisión y la prensa escrita, con el argumento de que nos manipulan y nos conducen como ganado, estos autores coinciden en ver que la expansión de la "actual cultura de masas" multiplica las ofertas, amplía las miradas, deja lugar a nuevas perspectivas, interpretaciones y modos de expresión
¿Somos los sujetos narcisistas de una sociedad posmoderna? Suele relacionarse al sujeto posmoderno con la manifestación de una revolución individualista, expresada en la figura arquetípica de Narciso, ese personaje mitológico caracterizado por su orgullo, vanidad y autosuficiencia. Mi hipótesis es que no resulta del todo apropiado asociar la cultura presente a este personaje así caracterizado. A mi entender, la existencia en nuestra época viene más bien ligada a una sensación muy profunda de frustración, vacío afectivo y angustia que intentaremos mostrar.
¿Trabajo para "vivir"..., vivo para "trabajar"...? Esta invitación para reflexionar sobre el tema del trabajo en nuestra vida y en nuestra cultura. Una pregunta que nos lleva a calificar cómo entendemos ese trabajo personal en una sociedad de consumo, para ver el tema en el marco de una "ética del trabajo", para distinguir entre vocación y ocupación, ocio y negocio... Mi intención final es proponer una superación de la dicotomía presentada, en vistas de una integración dinámica de la "vida" y el "trabajo"...
¿Y si hablamos de la gratitud...? Te invito esta vez a reflexionar sobre la experiencia de la GRATITUD. Una virtud "pequeña", con poca prensa moral (no es el caso de la justicia, la prudencia, la valentía, la tolerancia...), pero que funda nuestro sustrato más básico. En la gratitud se juega nuestro modo de ser existencial frente a la vida y los otros.. Quien no sabe agradecer no ha podido aún dar el paso indispensable para "ser hombre": el salir de sí...
Nuestra vivencia del "tiempo"... Antes de que la tiranía del reloj rigiera nuestro ritmos, el hombre se movía conforme a los dictados del llamado "tiempo natural": el amanecer, el cenit solar, el crepúsculo... En la modernidad y conforme avanzaba la revolución industrial, la aceleración del tiempo pasó a ser sinónimo de productividad, rendimiento, eficiencia, ganancia... Hoy sabemos lo que esto representa: estrés, depresión, irritabilidad, comunicaciones superficiales cuando no resquebrajamiento de los vínculos, etc. Desde fines de los años 80 todo un movimiento "slow" (lento en inglés) viene tomando cuerpo, intentando proponer una "desaceleración" de nuestros ritmos de vida, una toma de conciencia de cómo trabajamos, comemos, hacemos el amor o vivimos, para apostar por una vida física, psíquica y espiritual más equilibrada y saludable. No se trata de abandonar necesariamente nuestras ciudades o trabajos o demonizar los avances de la tecnología, pero sí de tomar la decisión de transitar un "tiempo más humano". Te invito a "tomarte tu tiempo"..., para pensar sobre todo esto...
¿Y si reflexionamos acerca de la muerte...? "¿Dónde está, oh muerte, tu victoria...?", desafía el escritor bíblico que confía en la redención cristiana...; "cuando la muerte llega, uno ya no está", minimiza el filósofo griego Epicuro y "somos un ser para la muerte" sostiene dramáticamente Martin Heidegger en el siglo XX... ¿Quién tendrá razones...?, seguramente cada uno de ellos en la medida que brotan estas expresiones de su mismísima experiencia vital...; pero, ¿cuál es la nuestra?, ¿qué podemos opinar sobre la muerte...? ¿qué razones argumentar para sostener esas opiniones...? Te invito para ver que han dicho sobre la muerte los pensadores más esclarecidos de todos los tiempos, pero también para ver que representa la muerte para vos..., para mí... Es que, en definitiva, se trata de una realidad profundamente personal..., porque nadie..., sí, nadie, podrá morir en nuestro lugar...
Del sentido del Humor como virtud. ¿Por qué no hablar del sentido del humor como una virtud? Muchos podrían cuestionar el alcance del carácter virtuoso para una disposición como el humor, pero justificaremos nuestra valoración.El sentido del humor es una condición que "muerde" en el corazón mismo de nuestras relaciones interpersonales y a la vez afecta nuestro ser más íntimo. La persona hosca, gruñona, ácida, cascarrabias, malhumorada, difícilmente pasará el examen para llegar a una vida feliz. Podríamos asegurar que un "virtuoso" sin humor empequeñece su virtuosidad.Distinguiremos al sentido del humor de la actitud "grave", solemne, circunspecta; advertiremos sobre el peligro del humor irónico y, sobre todo, trataremos de pasar un grato momento, poniendo en juego nuestro sentido del humor....!!!
Del "culto religioso" a la "sacralidad del hombre". A lo largo de la historia, en nombre de Dios o de la religión, se han llevado adelante verdaderos procesos de liberación humana, desde la salida (real o simbólica) de Egipto del pueblo hebreo, hasta las teologías de la liberación de fines del siglo XX, para citar sólo dos ejemplos representativos. Pero, lamentablemente, la religión ha sido también y más habitualmente, -en palabras de Marx-, no sólo "el opio de los pueblos" sino algo mucho peor aún: la excusa o la justificación para dominar, esclavizar o eliminar al otro...Quiero en este espacio de reflexión poder explicitar un cambio de eje, de perspectiva... Ver el tránsito que supondría un descentramiento de las religiones tradicionales, basada en lo cultual, lo institucional y lo doctrinal, para dar lugar a un nuevo centro que tiene su eje en la "sacralidad del hombre", su valor de fin y no de medio o mercancía."Las religiones que dicen llevar a Dios a expensas del hombre, esto es: sacrificando el cuerpo, asfixiando la vida, negando al " diferente", no son otra cosa que un camino de engaño y manipulación...". "Toda oposición entre lo sagrado y lo humano termina siendo una máscara para privatizar la salvación" (de mi artículo: Apuntes "sin Dios")
¿"Ser libre" o "hacerse libre"...? El mundo griego pensaba en la absoluta sujeción del hombre a las fuerzas divinas que jugaban sus rencores y cóleras en términos de tragedia humana. El cristianismo rescató la idea de libertad, pero en un escenario signado con el sello de la culpa original y entramado en un providencialismo que, muchas veces, recaló en la pasividad del hombre frente a la "voluntad" de Dios.El existencialismo sartreano llegó a decir que el hombre está "condenado a ser libre". Ni la sumisión al destino ni la ilusión de una absoluta libre-indeterminación... No nacemos libres; la libertad se busca, se gana, se conquista. "En vez de hablar de que el hombre es libre, es preferible comenzar diciendo que este ser, capaz de esclavizarse y esclavizar a los demás, experimenta también una exigencia de liberación" Masiá Clavel (Antropología de la Fragilidad).
¿"Tener Hijos" o "Ser Padres..."? No nacimos siendo padres pero sí siendo hijos. Esto lo vamos "viviendo" a lo largo de toda nuestra vida, al punto que podríamos decir que, por esa experiencia acumulada, nos volvemos especialistas en "hijeidad"...Pero un día, arrima a nuestra orilla un hijo "nuestro" y con ello el desafío novedoso de la maternidad / paternidad. Conocemos mucho de ser hijos, en cambio, sobre ser padres sólo sabemos por ese "reflejo" que tuvimos o tenemos de nuestros propio modelo de familia. Queremos ser padres a nuestro modo, tratando de no repetir estereotipos "negativos" ("cuando yo sea..., no voy a cometer esos errores que cometieron conmigo", nos decimos para adentro...). Los que ya somos padres, sabemos perfectamente que aquel deseo de serlo "a nuestro modo" no es nada fácil, porque se nos cuela por las grietas de la memoria una "inconsciente compulsión a la repetición". Los invito a charlar sobre todas estas experiencias y preocupaciones y sobre los desafíos de temas como el amor, la autoridad, los límites..., en esas relaciones con esos "locos bajitos" que en muchos casos, ya nos sacaron una cabeza de altura...
"La Prudencia: virtud del sentido común" La Prudencia, una virtud central, "cardinal", en el marco del mundo Antiguo y Medieval, fue perdiendo reconocimiento en una Modernidad marcada a fuego por los deberes o las convicciones. Sin embargo, no podemos ignorar su importancia como virtud "instrumental", al servicio de otras virtudes y en vistas de una acción oportuna. Podríamos hoy renombrarla y hablar de ella como una "sabiduría práctica", como el "arte de evaluar" o como la virtud del "sentido común". En medio de nuestra vorágine cultural, la Prudencia es sinónimo de sensatez y nos acerca a la sabiduría...
Correspondencias "filosóficas" ¿Qué quiero decir con el título de este Café Filosófico, qué contenidos supone, cuál es la intención de este encuentro? Bien, les cuento que quiero acercarme con ustedes a la vida misma de algunos hombres y mujeres que, en el campo de las ideas, marcaron su propia época. Ver cómo sus pensamientos nacieron de esa experiencia personal, de la mirada de sus tiempos históricos, de sus propios dilemas y desafíos más profundos, de sus pasiones, traiciones, dolores y alegrías. Es la ocasión para acercarnos a filósofos y filósofas de "carne y huesos" y hablar, a partir de la intimidad de sus cartas, de temas como la gratitud, la justicia, el amor, la vivencia de Dios, los miedos, la libertad, el dolor, el mal...Leer una carta es entrar en el túnel de la historia, hacer pie en una geografía, retratar una sociedad, espiar mundos privados que siguen vivos y tocar el corazón de estos hombres y mujeres que dieron sustento al pensamiento universal.Los invito a "ser los destinatarios" de estas correspondencias que también, por que no, fueron escritas para nosotros...
"Las dinámicas del poder en la trama familiar" Cuando pensamos en "el poder" lo pensamos a lo grande: "poder militar, político o económico..." y descuidamos el hecho de que en todas nuestras relaciones se pone en juego una dinámica de poder, es decir, una forma de sujeción, de dominación, de intento de dirección de las conductas de los demás...Los matrimonios, las familias, no son ajenos a esto y no es un tema fácil. Digo, porque es polémico, movilizador y porque invita quizás más a mirar hacia otro lado que a la misma realidad de la pareja que constituimos...Y en la familia se distribuyen los roles y las funciones casi impensadamente, según los criterios sociales vigentes, pero tal distribución supone siempre una cesión o quita de poder que puede implicar figuras de dominación o dependencia, de sometimiento o sumisión que toman la forma de lo económico, lo sexual, lo emocional y que lleva en muchos casos a una realidad tan cruda como esta: "el dinero es tuyo, pero los hijos son míos". Sí, de esto queremos hablar: de los mandatos sociales con los que carga el varón y la mujer al unirse en una pareja, de las extorsiones dramáticas a las que lleva la propia ceguera o perspectiva sexual, de las venganzas que se ejecutan de modo oculto y como resultado de macerados resentimientos...Sí, acerca de esta realidad queremos pensar y hablar con vos, ¿querés...?
"Epicuro, Tomás de Aquino y Albert Camus: tres filósofos de la libertad" Tres períodos muy distintos y distanciados en el tiempo: la época helenística del siglo IV aC, el medioevo "escolástico" del siglo XIII, la terrible primera mitad del siglo XX..., pero una misma decisión para pensar, vivir, luchar contra los miedos humanos, las estructuras dogmáticas, las ideologías dominantes...Te invito a conocerlos, a transitar por sus mundos, sus ideas, sus convicciones...
"Pensando nuestro modo de habitar" ¿Qué mundo habitamos? ¿Cuál querríamos construir? ¿Qué hacemos para hacerlo posible? ¿Por qué nuestro señorío o domino sobre el medio pareciera reducirse a las reglas de juego del mercantilismo y la tecnocracia? ¿No es posible aplicar otras experiencias civilizatorias de mayor armonía con el entorno social y natural? ¿Entre la utopía y la resignación: qué está a nuestro alcance?Sobre estas y otras cuestiones intentaremos pensar y respondernos en este encuentro.
"Del tiempo medido al tiempo vivido" El tiempo no es sólo una medida externa, el ritmo de las horas de las bolsas de las grandes metrópolis o las aperturas o cierres de nuestros negocios u oficinas... Es otra cosa: es la tensión entre el pulso del cosmos y el de nuestra sangre palpitando en nuestra sienes. Es un tiempo universal, que se hace elástico y personal en cuanto decidimos el compás al cual queremos danzar la propia existencia. El tiempo de la modernidad fue la voracidad de la precisión y el dominio del instante, que convirtió al reloj en la mínima expresión de la eficiencia y la productividad y redujo el minuto a la variable dinero.El precio que estamos pagando es muy alto: la malla que rodea nuestra muñeca pareciera no ser más que el eslabón, el último eslabón que encadena nuestro pulso al pulso de los mercados... Te invito al Café filosófico de este viernes a pensar juntos cómo hacer para que "Cronos" (1) no devore a "sus hijos"; para ver cómo "el tiempo" puede ser también Duración, Pausa, Eternidad, Flujo de vida interior, Momento henchido de encuentros y presencias...(1) Cronos: deidad griega que representaba el tiempo y que devoraba sus hijos al nacer, para no ser despojado de su trono por alguno de ellos.
"El amor..., en los tiempos que corren..." Sociólogos , filósofos, pastores o clérigos, terapeutas, comunicadores sociales, todos hablan del amor en estos "tiempos que corren"... "Que corren" por "ser presente" pero más aún por las características de vivir en un "turbocapitalismo" que tiene por eje la velocidad en los órdenes de la información y el transporte y que parece alcanzar también a toda forma de vínculo.Se habla entonces del amor "light" o "líquido" para representar uniones fugaces, sin mayor compromiso, responsabilidad ni profundidad. ¿Es así?Por ejemplo, el filósofo francés Paul Ricoeur habló del pasó de modelos amorosos fuertemente institucionalizados a una nueva relación que descubre la ternura de la comunión sexual y la historiadora Michel Perrot sostiene que no rechazamos "el nido" pero si "el nudo", porque aprendimos a valorar la libertad individual y las relaciones igualitarias y flexibles, más conformes al deseo y el amor que el deber y la norma.Te invito a profundizar en este tema y ver si nuestras relaciones "corren" dejando atrás el amor o "transitan" inéditas formas de expresión y encuentro...
"101 experiencias de filosofía cotidiana..." Éste es el título de un libro de Roger-Pol Droit, profesor de filosofía de varios liceos franceses y columnista del matutino Le Monde. Su obra es un muy buen disparador para hacer un Café filosófico reflexivo/vivencial, donde podamos rescatar muchas experiencias de todos los días que nos lleven a vivir una vida más examinada, más conciente y lúcida, más plena y congruente. "Tratar de no pensar" , "Escuchar la propia vos", "Mirar dormir a otro", "Sacarse el reloj", "Ir al propio velatorio", "volver a un lugar de la infancia", "ponerse en la piel de quien despreciamos u odiamos, etc. etc. Estos y otros "ejercicios" pueden llevarnos a modificar nuestra cotidiana manera de vivir, pensando, sintiendo, actuando de otra manera. Algunos de los ejercicios serán presentados para hacerlos luego en casa; otros los haremos en el mismo encuentro, pero sin mayores "exposiciones" de los asistentes y respetando siempre su privacidad e intimidad. No se pierdan este "juego de la razón..."
"Entre la palabra y la escucha..." Somos "animales lingüísticos"; se ha dicho por allí que "el hombre es el lenguaje". La realidad del hombre supone una trama discursiva...Con LA PALABRA nombro dando sentido a "una realidad" que es a la vez el eco, la interpretación que mi grupo de pertenencia dio a ese entorno. Así, el lenguaje nos constituye socialmente desde una tradición que reclama un aprendizaje... Nos permite organizar un mundo de significados que nos integra al grupo, a la vez que nos inserta en una realidad "ordenada". Sí, es la palabra la que nos hace entrar en un "marco de significaciones" que me permiten comprender, organizar, "construir mi mundo", pero como un "co-relato del mundo de esos otros significativos", porque la palabra es, por antonomasia, cultural y toda cultura está "situada".La palabra..., herramienta poderosa que nos permite nombrar, significar, configurar el entorno, pero nombrar es definir y definir es "recortar un mundo" de una determinada manera. Por eso la palabra es a la vez "apertura" y "cierre": nos abre a la maravilla de "una realidad" a la vez que nos cierra a la multiplicidad de "otras".He aquí el milagro y el límite de la palabra porque mi comprensión de ese "mundo" nace con la impronta de mi grupo de pertenencia ¿Cómo romper el cascarón de mi propio discurso que no es más que la palabra ya dicha por mi raza, mi pueblo, mi familia? ¿cómo flexibilizar el lenguaje ya moldeado para darle lugar a otras significaciones y a otras voces?Será la aparición del otro, del "distinto", la que me habilite a salir de ese ensimismamiento cultural, pero sólo en la medida que le deje lugar con LA ESCUCHA. Sí, la palabra nos constituye..., pero la palabra está también dirigida al otro, supone interlocutores, intercambio de perspectivas, puesta en juego de discursos diversos y multiplicadores. Este juego es el ida y vuelta del "diá-logo", este logos que supone tanto "dos" inter-locutores como oyentes. Sólo este ejercicio nos permitirá dinamizar "las palabras originales", muchas veces fosilizadas, para hacer lugar a un círculo virtuoso que nos abra al encuentro del otro, que es distinto por el solo hecho de tener "su voz" para comunicarse y que "espera y demanda" un alguien dispuesto a escucharle...Te invito a este Café para que "nos dejemos atravesar" por la palabra...
"El tiempo del ocio..., un ancla existencial". Hace ya unos años Josef Pieper, en su clásico libro "El ocio y la vida intelectual", definió al ocio como una "actitud del alma" (yo modestamente lo reformularía como "una disposición del hombre"), "un callar", "un dejar de hacer", "una contemplación festiva", "la gozosa actividad de la no-actividad". Los griegos comulgarían con estas palabras y también de alguna manera el hombre medieval, pero nosotros en cambio somos los herederos de la sociedad moderna del trabajo, del esfuerzo prometeico, del tiempo reducido a "utilidad", de la vorágine de la actividad, de un mundo de producción, venta y compra de mercancías donde Cronos -el dios griego del tiempo-, devora a sus hijos al nacer para que nadie lo saque de su pedestal. Es que entre nosotros el tiempo es dinero" y esto nos hace vivir "neg-ociosos", es decir, "no-ociosos", porque estamos en una sociedad que nos define por lo que tenemos y el tener se mide en términos de cantidad: "cuanto más tenés, más sos". La trampa es que "tener no es gratuito": demanda más ingresos y esto "nos consume la vida", implica una mayor entrega personal al trabajo, a la "producción de riqueza" y la consecuencia está a la vista: hay menos tiempo disponible para los afectos, la contemplación, el OCIO EXISTENCIAL...Bueno, fijate, si "no tenés nada que hacer", te invitamos a "compartir un rato de ocio..." :-)
“El precioso presente...”. Tengo la convicción de que en general transitamos la vida sin estar “presentes en el presente”... Algunas veces, porque nos quedamos anclamos en un pasado que se percibe internamente como lastre o como ese tiempo donde “todo fue mejor”…Otras veces porque nos dejamos llevar por la angustia de un futuro que avizoramos preocupante o por la expectativa de algo ilusorio que quizás nunca se concrete. En cualquier caso, la vida pareciera escurrirse entre las manos y todo: tareas…, vínculos…, emociones…, se diluye perdiendo intensidad y posibilidad de dicha. Estar en el presente sería vivirlo como un cruce de caminos de la existencia personal donde confluyen el aquí y el ahora, el pasado y el presente en esto que somos, reconectándonos con las acciones que nos expresan ordinariamente (las tareas cotidianas, los viajes, la comida, el descanso…) y con las redes vinculares que expanden nuestro “si mismo” (la familia, los amigos, la naturaleza, lo sagrado…). Los invitamos a revisar “los pensamientos” que invaden nuestro presente personal donde, probablemente, las ansiedades y búsquedas de seguridades del “ego” nos distraen de vivir más atenta y serenamente el hoy. Sí, en definitiva, los invitamos a compartir el “precioso presente”…
La historia moderna: ¿un cuento europeo? Análisis crítico de la realidad histórica de los últimos siglos

Cafe Filosofico en Santa Maria


Programado para el viernes (sexta Feria ) tres a las 19.30 horas )en Santa Maria


Este evento es organizado por la secretaria de Cultura de santa Maria. El cafe contara con la animacion del secretario de Cultura, albano Pepe Leonel severo Rocha y Luis Albeto Warat El filocafe dara inicio a las actividades de la Filial Santa Maria de la UNISUP Universidade surrealista Popular de America Latina
El cafe se realizara en el restaurante Sao Francisco Rua do Rosario 400 bairro do Rosario


Informaciones sobre local de realizacion del cafe Conectarse con Albano Pepe celular 5581110711

25 de junio de 2009

Almas gêmeas ou dragões gêmeos

Querido amigo,

Há algumas décadas, três pelo menos, tenho dito que não preciso escrever porque isto você o faz por mim de maneira inigualável. Meu fotoblog é hoje mais do que nunca a prova final desta minha afirmação. algum dragão meu é gêmeo de algum dragão teu. Amei a inscrição, amei a figura! amei a fala shakespeareana, amei a apresentação, tudo isto porque eles refletem nossos dragões gêmeos que falam por eles mesmos a partir de um plano que desconhecemos mas que o existenciamos ao longo de nossas vidas, muitas vezes sem nem perceber. Estou encantado por perceber isto de maneira tão forte, tão real, numa prova clara que tempo e espaço são meras ficções a nós estabelecidas e que também estabelecemos para pousarmos em Gaia e assim cumprirmos nosso desiderato. Nestes momentos, liberdade e circunstância deixam o plano de Gaia em nome de algo maior, de algo que só a intuição permite, tal instinto, tal o princípio que rege a condiç ão existencial Cósmica. Agradeço por haveres possibilitado um vislumbre de tudo o que nos inspira para nossa caminhada continuar, simplesmente continuar, nos apercebendo mais e mais daqueles outros que continuam com seus dragões adormecidos, aprisionados e condenados a nunca se manifestarem em Gaia, onde deveriam ser recepcionados pelos outros dragões, tantos e tantos, que manifestadamente confusos acontecem na loucura, na dor, na melancolia, na nostalgia, na saudade do nunca visto, no ato criador do poeta, das figuras messianicas, dos andarilhos, nos blogs surreais, nos fotoblogs surrealistas. Aceito ser um narrador-dragão a falar com outros narradores-dragões, ouvinte e falantes, que sorriem, que choram, que silenciam, que deixam as palavras e as imagens fluirem ao largo das estruturas lógicas da vida, ao largo dos formalismos, dos cientificismos. Falas e escutas de dragões foram, são e sempre serão falas amorosas, emancipadas e emancipatórias. Somos falantes t uaregs. Falamos nos desertos, aos deserdados como nós. Construimos mundos no meio dos escombros da civilização, somos avatares que não pregam nem a salvação, nem a redenção, nem a remissão dos pecados, muito menos uma promessa de felicidade empacotada nos shoppings da cultura consumista. Somos avatares dos caminhos que ainda não existem, mas que podem ser construidos. Caminhos cultiváveis pelo hedonismo, pela sensualidade, pelo dionisíaco.
Meu afeto e carinho para todos os teus dragões e em especial ao nosso dragão gêmeo
Albano

Fabio habla en Clarín sobre las ciudades

Lanzamiento del nuevo libro de Leonel y Germano



Pueden adquirirlo en la Livraria http://www.livrariadoadvogado.com.br

Un hermoso texto de Andrea Beheregaray y un comentario de Luis Warat


A escrita é um ato de coragem,
Não te parece que o escrever é uma espécie de nudez?
*
Cada letra, cada palavra desnuda o que somos.
A frase que nos apresenta, o texto que nos denuncia.
*
Ao escrever vamos tirando,lentamente, peça por peça do vestuário que nos esconde, que nos protege.
*
Por isso escrever exige coragem.
Coragem de ficar nu diante do outro, e permanecer.

Sacado del blog de Andrea Beheregaray
http://wunschelrute.blogspot.com/



Comentario al texto de Andrea:
El registro de sen
sibilidad de Andrea me sorprende porque me permite comprobar que nuestros territorios desconocidos pertenecen al mismo universo cuántico. Con respecto al texto que estoy subiendo en este momento, me hizo acordar de un comentario que me hizo Laura Cipriano, cuando publiqué sus poemas en la primera edición de la Ciencia Jurídica y sus dos maridos. Laura hasta ese momento no había publicado nada, y al ver sus poemas publicados en mi libro, sintió que se había desnudado para un infinito público de extraños y se sintió mal, con su nudez descubierta por potenciales desconocidos. Laura me decía, que la poesía es para la mujer un acto de extrema intimidad y que los poemas de una mujer, tienen que ser leídos por quien ella quiera mostrarselos. Creo que coincide con lo que Andrea está colocando en ese bello fragmento y en esa magnífica foto.

24 de junio de 2009

Manifiesto del surrealismo jurídico: cuarta entrega




Bretón tomó cuidados para no reducir la imaginación al servicio. Él afirmó en su primer manifiesto que solo la imaginación nos hace dar cuenta de que puede ser, y esto es bastante para que la gente se entregue a ella sin recelos de ser engañado (como si fuese posible que se engañe más, lamenta Breton). 

La libre emisión de la imaginación convoca la magia. No existe imaginación sin magia. La gran tentativa que nos brinda el surrealismo proviene de su temerosa substitución de las fobias, las dramatizaciones, de la mentalidad narcisista por la acción política del encantamiento. No se puede llevar una vida sin vínculos mágicos con “los unos, los otros” y las cosas. 

La imaginación encantada, mágica, no es la verdad ni el error. Ella procura una lucidez que no está en las teorías. Éstas realizan un modo de comprensión del mundo sustentado por el poder de la unificación y de la identificación de una cierta mitología de la realidad objetiva: la ingenuidad transparente. la magia surrealista provoca la lectura emocional, sensitiva, corporal, auditiva y visual dos destinos del deseo y los sentidos del placer perdido. Vida, cuerpos, palabras, miradas, pulsaciones... todo leído, hablado y visto como intensidades, lejos de los conceptos, trazando abismos con relación a grandes relatos que legitiman trascendental o épicamente las verdades y, negando, también la autoridad de dos “Dioses-Providencia”. Así, el surrealismo puede separarse de la relación Teoría-Praxis, asumiendo en profundidad el carácter onírico de las teorías. Realidad y sueño, los cortes no son drásticos. Es difícil distinguir sin crear mitos. De repente el surrealismo no distingue, pone las teorías en estantes sin estantes y nos propone una discusión substitutiva: la relación sueño-praxis. Gracias a este sacrilegio, los surrealistas alteran los efectos consagrados del saber. 

En sus juegos contestatarios muestran que la función más importante del conocimiento social es la de soñar con magia. Somos hechos del mismo material que los sueños. El sueño es un fiel espejo de nuestros oscuros objetos de deseo. Iluminarlos es una función emancipatoria de la pedagogía. Ella debe incendiarnos con magia y afecto. El proceso didáctico precisa ser un sueño mágico que nos atraiga para devolvernos la libertad. Ese es el camino para encontrar el deseo en los argumentos didácticos: la sala de aula como un sueño que realiza el psicoanálisis del saber. Paraíso peligroso, donde penetran los grandes aventureros. La noche del ser. 

El hombre nocturno que ve la noche como iluminación y el día como gestaciones: el hombre luminoso del crepúsculo que muestra Bachelard. Atreverse es un privilegio de los que tienen valor. La experiencia nos enseña que una conciencia demasiado impregnada de lucidez cartesiana impide que el hombre invoque los abismos interiores y que provoque, como el desea, los misteriosos climas de la vida inconsciente, intente disolver sus fantasmas y ejerza su rebelión contra los castradores profesionales o aficionados. Los sueños y la magia como antídotos de la ideología. El sueño para superar la mentalidad cartesiana: esa lucidez cercana del poder. El Bachelard nocturno fue un innovador del concepto de la imaginación, distinto de los padrones académicos convencionales y de los modismos sobornantes, exploró el sueño y la poesía, pensando a la naturaleza como imaginación material. Reivindicó para el conocimiento un incesante derecho de volar la imaginación: el ejercicio de la función diurna del imaginario. 

Pensando junto con los surrealistas, Bachelard percibe las corrientes subterráneas del saber, que manifiestan una movilidad diferente de la que se da como superficie de razón: unidireccional, logocéntrica, disciplinada, sin efervescencias psicológicas. El descubre la lucidez de la matemática, el juego creador, el “espíritu de delicadeza”, lo poético de la inteligencia, la ciencia como estética de la razón, como decía Niestzche, es también compromiso del cuerpo con lo concreto del mundo. Dice, entonces, Bachelard, de surrecionalidad acompañando el movimiento surrealista para explorar sus posibilidades “epistemológicas”. 
La causa surrealista lo inspiró como epistemólogo y pedagogo, atreviéndose a aplicar la máxima: “En ningún reino del pensamiento la imprudencia es un método”. La magia del instante poético es una posibilidad seductora, potencialmente eficaz, para Bachelard, como disolvente de la tela de trampas y encantos donde se esconden, disfrazadas, mentalidades obsoletas. “Soy el límite de mis ilusiones perdidas”, escribió una vez Bachelard. Sin embargo, la imaginación y el sueño guardan una estrecha relación con la democracia, porque nos preguntan y nos provocan en torno de lo nuevo, nos proponen la posibilidad de pensar y sentir sin censuras, nos revelan los secretos de la singularidad, el punto neurológico de la diferencia: el hombre nuevo, aquél que no tiene sus sueños, su imaginación censurada por la institución y que organiza sus afectos sin deseos alquilados. La democracia es el derecho de soñar lo que se quiere. Las sociedades totalitarias son las que perderán su capacidad de imaginar creativamente el mundo.



"Devemos tornar-nos utópicos", afirma Slavoj Zizek

Entrevista do Zizek: o capitalismo em discussão. Vale a pena!!

Segue a entrevista dada a Éric Aeschimann e publicada no Libération, 16-2-08. A tradução é do Cepat.


Que crítica você faz à democracia?
Talvez a mesma que os conservadores... Os conservadores têm a coragem de admitir que a democracia está num impasse. Riu-se muito de Francis Fukuyama quando anunciou o fim da história, mas hoje todo o mundo aceita a idéia de que o quadro democrático-liberal se impôs para sempre.
Nos contentamos em reclamar um capitalismo de rosto humano, como se falava outrora de um comunismo de rosto humano. Vejam a ficção-científica: visivelmente, é mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo.


O capitalismo é o alvo, por atrás da crítica da democracia?
Sejamos claros: a Europa do pós-guerra conheceu um nível médio de felicidade nunca visto. Mas quatro problemas maiores vêm desequilibrar o modelo democrático-liberal.
1) Os indocumentados, os sem-teto, os sem emprego, aqueles que não participam da vida da comunidade, com os quais o Estado não se ocupa mais.
2) A propriedade intelectual, que o mercado não chega mais a regular, como o mostra o destino delirante de Bill Gates, fundador da Microsof.
3) O meio-ambiente, cuja regulação o mercado pode assegurar quando a poluição é mensurável, mas não quando o risco for incalculável – Tchernobyl, as tempestades...
4) A biogenética: estamos em condições de dizer onde começa o humano?
Nesses quatro campos, nem a democracia liberal, nem o capitalismo global têm boas respostas.

Que alternativa existe?
Eu não sou idiota, eu não sonho com um novo partido comunista. Minha posição é mais trágica. Como todo marxista, eu admiro a incrível produtividade do capitalismo e não subestimo a utilidade dos direitos humanos. A prisão de Pinochet exerceu um papel psicológico muito importante no Chile. Mas vejam o venezuelano Chávez. Dizem que ele é populista, demagógico, que não faz nada pela economia, que isso vai acabar mal. Talvez seja verdadeiro... Mas ele é o único a ter incluído os pobres das favelas num processo político. É por isso que eu o apóio. Quando criticam a sua tentação ditatorial, fazem como se, antes dele, tivesse existido uma democracia equilibrada. Ora, foi ele, e somente ele, o vetor da mobilização popular. Para defender isso eu penso que existe o direito de utilizar o aparelho do Estado – chamem isso de Terror, se quiserem.
Para os pensadores liberais, capitalismo e democracia permanecem inseparáveis.
Muitos disseram isso, mas na China está nascendo um capitalismo autoritário. Modelo americano ou modelo chinês: eu não quero viver nessa escolha. É por isso que devemos voltar a ser utópicos. O aquecimento global vai nos levar a reabilitar as grandes decisões coletivas, aquelas que os pensadores antitotalitários dizem que conduzem necessariamente ao gulag. Walter Lippmann mostrou que em situações normais, a condição da democracia é a que a população tenha confiança numa elite que decide. O povo é como um rei: ele subscreve passivamente, sem olhar. Ora, em tempo de crise, esta confiança se evapora. Minha tese é a seguinte: há situações em que a democracia não funciona, em que ela perde sua substância, em que é preciso reinventar modalidades de mobilização popular.
Por isso seu elogio a Robespierre.
O Terror não se resume a Robespierre. Havia então uma agitação popular, encarnada pelas figuras ainda mais radicais, como Baboeuf e Hébert. É preciso lembrar que foram decepadas mais cabeças depois da morte de Robespierre do que antes. De fato, continuou muito legalista. A prova disso é que ele foi preso. O que me interessa nele é aquilo que Walter Benjamin chama de “violência divina”, aquela que acompanha as explosões populares. Eu não gosto da violência física, eu tenho medo dela, mas eu não estou próximo de renunciar a esta tradição da violência popular. Isso nem sempre quer dizer violência sobre as pessoas. Gandhi, por exemplo, não se contentou em organizar as manifestações, mas ele fez boicotes, estabeleceu uma relação de força. Defender os excluídos, proteger o meio ambiente passará por novas formas de pressão, de violência. Amedrontar o capitalismo, não para matar, mas para mudar as coisas. Caso contrário, corremos o risco de cair numa violência maior, numa violência fundamentalista, num novo autoritarismo.


Na perspectiva de uma “violência popular”, um intelectual serve para qualquer coisa?
Para prevenir as formas catastróficas. Para fazer ver as coisas de outra maneira. Deleuze dizia que se há falsas respostas, há também falsas perguntas. Um conselho de filósofo não pode estabelecer um projeto para mobilizar as massas. Mas podemos lançar as idéias e talvez alguma coisa será recuperada. Os motins dos subúrbios da França nasceram de um descontentamento não-articulado a um pensamento, mesmo de maneira utópica. Essa é a tragédia.


Seus amigos de esquerda pensam como você?
O que predomina, sobretudo nos Estados Unidos, é um esquerdismo liberal, tolerante, para quem a menor alusão à noção de verdade já é totalitária, em que é preciso respeitar a história de cada um. Para o filósofo Richard Rorty, o que define o homem é seu sofrimento e sua capacidade de narrá-lo. Para mim, esta esquerda de ressentimento e de impotência é muito triste.


Texto sacado del blog http://juliomarcellino.blogspot.com/