29 de octubre de 2009

Warat en guaraní



Yvymarae´ÿ - Warat



Los Tupi-Guaraní vivían soñando el Yvymarae´ÿ, la prodigiosa Tierra sin Mal donde el maíz (milho) crecía solo y los hombres eran inmortales. Por eso, ellos formaban parte de un pueblo en permanente éxodo.


Esto me recuerda a vos Luis, al nomadismo de las casas, y a tu pensamiento, que nos provoca y nos lleva permanentemente por territorios desconocidos, pero que paradójicamente solemos reconocerlos instantáneamente en nuestros corazones.

Nuevos territorios, nuevos lugares, nuevos caminos, espacios de los intangibles que provoca conexiones mágicas. Los que fuimos tocamos por su varita quizás nos cueste definirnos, pero lo bueno que es que nos vamos reconociendo, y siguen apareciendo más y más de distintas generaciones. Es que el otro está allí, abierto, para descubrirlo, no sólo existe sino que nos constituye.

Tus clases y textos son un torrente de vida que impacta fuertemente, quizás porque sintonizás notas musicales que aún no están en los pentagramas del saber instituido. Todo entra y se conecta con otras puertas y ventanas, muchos de lo que vivimos esas experiencias coincidimos en que primero te sentimos y luego te fuimos entendiendo y por suerte nos dijiste que era uno de tus grandes propósitos... .

Gracias por invitarnos a recorrer los senderos poéticos de los sueños, de la creatividad, de los afectos, gracias por ayudarnos a recuperar el valor del amor, en su profundidad más trascendente más allá de los encuadramientos de las palabras y sobre todo gracias por señalarnos en un mundo con tanta frialdad, una cartografía hacia la Tierra sin Mal, allí donde el maíz crece solo y los hombres (y mujeres) son inmortales.


Leopoldo F


26 de octubre de 2009

Homenagem en Recife


Felicidade! Este foi o sentimento que se fez presente na Faculdade de Direito do Recife na tarde da sexta-feira passada, em que vivenciamos uma singela, mas emocionante homenagem ao jus-filósofo Luis Alberto Warat, símbolo de inspiração de tantas gerações jurídicas.

A proposta de uma tarde Waratiana foi idealizada pela monitora Rose Dayanne, que só teve o sonho concretizado pela adesão do professor Alexandre da Maia e de seus alunos de Introdução ao Estudo do Direito 2, que com o tema "Surrealismo Jurídico: um diálogo entre o direito e a arte" demonstraram a multiplicidade de práticas jurídicas existentes num mesmo espaço sócio-político estando relacionado à própria abertura do sistema para integrações transdiciplinares na complexa sociedade multicêntrica.
Assim, através da elaboração de filmes, os alunos evidenciaram a relevância de interlocuções entre Direito e Arte, em virtude do Direito moderno ainda está carregado de ideologia, crenças, estereótipos e idealizações que nosso querido Warat denominou há mais de trinta anos de "senso comum teórico dos juristas".

Expressão esta que foi disseminada por todo o Brasil para se referir ao racionalismo jurídico, como magma de conceitos e redes de sentidos que expandem uma força ideológica altamente eficaz, que geram conceitos e abstrações transformados em crenças e ilusões que capturam os juristas e docilizam as suas mentes, como destaca Warat. Conceber, pois, um direito fundado no amor, na alteridade, no diálogo entre textos jurídicos e textos poéticos é uma forma emancipatória de pensar, fazer e sentir o Direito.

A abertura do evento foi realizada com um vídeo em que Warat (no Congresso da Oab, Natal-2008) fala das concepções do conceito de ideologia e da importância da Academia. O evento foi um marco não só para a Academia, mas para as vidas de futuros protagonistas do Direito. Nesse sentido, Warat representa para os estudantes um herói de desenho animado, tão corajoso como suas propostas e tão invencível quanto sua brilhante carreira.

Temos sorte de ter no mundo jurídico uma mente tão brilhante.

Amamos você!!!

Rose Dayanne


25 de octubre de 2009

Requiens e requiens


por Albano Pepe


Quantas vezes faremos réquiens, quantas vezes faremos parte do coro das carpideiras que desde os gregos até hoje nos sertões brasilis cantam as ladainhas da despedida para os que se vão ad aeternum?
Maradona não quer morrer, visto que por intuição os heróis tem uma missão a cumprir, a missão de redimir sua humanidade da vulgaridade, da servidão voluntária, do capachismo. Não quer morrer porque se apercebeu do panteão (que viria a servir como seu palco cênico político) onde o colocaram, ao lado de outros deuses heróicos, visto que Maradona soergueu a dignidade argentina através de sua arte admirada pelo mundo que vai além da Argentina. Soergueu a utopia para um povo pisoteado pelas botas da ditadura, cujas vozes só eram escutadas publicamente na Plaza de Mayo por las madres que lutavam e lutam contra o esquecimento, lugar comum dos covardes, daqueles que desconhecem a dignidade necessária a uma espécie. Maradona perfilou-se ao lado delas, levou suas imagens para o resto do mundo, poeticamente e politicamente. Ele, o suburbano, o que nasceu o útero do gueto periférico de uma Buenos Aires de ares europeizados, de bairros que imitam despudoradamente a arquitetura das grandes cidades européias. Do porteño que exporta a mais delicada de suas expressões d’alma, como um artigo a ser consumido por turistas acidentais ou incidentais. Falo do Tango, falo da MIlonga, falo da poética que atravessa os corpos daqueles que amam, tragicamente amam.
Maradona me lembra um personagem criado pelo Chico Buarque na sua Ópera do Malandro. Falo da Geni e da saga para ela criada pelo autor. A que veio do cais do porto, do gueto e se vê alçada à condição de redentora da cidade. Uma vez heroína, é remetida de volta para o convívio com os outros ratos, os que não usam Armani e que não são embaixadores de nada . Maldita Geni, maldito Maradona, seres que saem do lixo e que expõem as vergonhas dos opressores, nudezas nada sensuais, pornográficas e subservientes. Eles produzem sem o saber a ira dos carrascos neo-nazistas que freqüentam os Cafés aristocráticos, o teatro Colon, os restaurantes sofisticados de Porto Madero e que passeiam com seus cachorros pela Ricoleta. São eles que com suas vozes silentes engrossam o outro coral, normalmente orquestrado pela mídia, pelo sistema de comunicações, que se retroalimentam autofagicamente em suas perversões, em suas inferioridades. Que produzem mitos para destruí-los e comê-los aos nacos, pensando que assim estão matando e comendo o Pai.
Warat, creio que continuaremos a participar dos réquiens, com nossos cânticos, com nossas vozes quase sempre emudecidas pelo modo ensurdecedor que a cidade como um todo clama:
“Joga pedra na Geni/ joga bosta na Geni/ ela é feita para apanhar/ ela é boa de cuspir...” Malditas Genis, malditos Maradonas, malditas madres de La Plaza de Mayo, malditos nós que desconhecemos a vassalidão e por isto condenados a cumprir a pena de Sísifo, ou quem sabe de Antígona.
Portanto, Requiem aeternam dona eis. O véu do silêncio e do esquecimento hoje começa a revestir o corpo do herói, morto em vida para o gáudio dos covardes que passeiam despudoramente pelas calles da vida.
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19/10/2009
CARNAVAIS PASSADOS

21 de octubre de 2009

O amor louco ParteIII ,de un dialogo con Albano




por Luis Alberto Warat


Os lugares comuns instalarom nos homens um habito de indiscriminacion que se extiende a todas as manifestacoes de seu cotidiano, a todas sus relacoes vinculares-. O homen indiscriminado é um hombre cortado em dois, escindido de se mismo ,incapacitado para estar de acordo com ele mesmo, solo adquiriendo a minima habilidade para poder estar de acordo com os lugares comuns que sustituem a posibilidade de um acordo com sigo mesmo Unicamente o artista consigue estar de acordo consigo mesmo,e o unico que pode estar no camino de sua emancipacao.O que exige uma profunda e dolorosa sinceridade em procura da autenticidade Sim esa sinceridade nao se pode ser realmente artista,realmente surrealista.O artista e por propio sentido ,o homem da autenticidade.O oposto ao homen uniformizado desde a cultura do grande consumo e da imposivilidade de escuta,de se mesmo e dos outros Unicamente a escuta sem escuta dos lugares comuns. A escuta por lugares comuns ,o unico codigo da escuta.Se perdio toda posivilidade da mutua escuta ,que e algo mas profunda,valiosa e vital que a comunicacao .O homem pode comunicarse sem escutarse.a escuta esta comprometida por a capacidade de escutar o sentimento do outro ,alqo que se da sempre nas entrelinheas do comunicado. Nunca a solidao a sido tam grande Sem escuta estamos no desamparo e na soledad. O amor na maioria dos casos e uma relacao sexuada sem escuta e sem fantasias, sem sexualidade, ue no debe ser confundida com o sexo ).o que o comverte em algo extremadamente angustiante.A agresividade ,a violencia, as pulsoes autodestructivassao sua consecuencia.A resposta diria Artoud é o grito.El nao e sempre mais que um arebato,termina sendo para os surrealistas o ataque a pervertida uniformidade do cotidianoA musica contemporanea usa muito ese grito de protesto

Quando um homem fica perdido de se mesmo esta condenado a uma eterna servidao.Todo modelo de lugares comuns termina sendo uma imposicion violenta de um conjunto de hipocrecias de igualdade. A instalacao de um plano de certezas,o entramado de redes de captura ,a configuracao de disciplinamentos e a institucionalizacao de modos uniformes,direccionamento hacia subjetividades pre’figuradas,Nada da instalacao de planos de interaccao ou resignificacaoes aconchagantes Todo entre’nois pretende ser suprimido entre vies,entre tantos ,entrepontes,entre unos e outros.Os sentimentos nao podem ser tratados como objetos comprados de segunda mano,uma coisa ja sentida por outro

A quietude das racionalidades intrinsecas que eternizam os vasallajes e os somentimentos que encontram um fundamento inmutavel na quietudes deve contraponerse o nomadismo entre os seres inquietos e vitaes como sentido de vida e descuverta de novas conexoes entre os elementos que se encontram recuvertos de significacoes petrificadas


O amor chama o silêncio como poesia. Nem sempre o consegue. Não é fácil escutar e interpretar o silêncio do outro. As vozes silentes dos sentimentos do outro precisam de meus dragões mais altamente qualificados. Quando escuto desde minhas saudades do amor9que nao tem a referenca a uma persoa definida= posso preencher o silencio do outro com minhas esperanças de amor. Escuto minha própria ideologia amorosa. Me aprisiono em minha própria loucura branca. A loucura que inventa o outro negando seus demônios, a sua tendência à infidelidade. A loucura branca nos instala numa nuvem tormentosa, e se a chuva não chega rápido e forte, se não se descarrega rápido e nos ajuda a cair vamos direto ao abraço da morte. As palabras de amor da locura blanca que poluem os silencios geralmente sao invasivas, afixiantes para o outro que espera por tu palava mesurada.Ningueim gosta ser asediado por uma seduccao que se asemeje a um mercader na Medina de Marrocos. Ninguiem gosta de sentirse asediado por alguiem que mostra-se como que nao podera existir sem o amor do outro,.E terrivel,arto invasivo um apasionado que manifesta nao ter nada ,nada, aleim do amor pelo outro:voce e vida para mim. O color de teus olhos me abre para novas perspectivas.Ella no neceesito conquistarlo , ele se arrojo desde o primer instante de motu propio, com um estallido que refleja seu fanatismo, aos pes da mas pagana, a mas altiva a mais soberana,a raina dos idolos que idolatra.E a rainha nao tuvo desejo.E preciso aprender a amar sem perder a dignidade. Para amar e preciso ter clase,pertenecer a um tipo de nobreza muito particular.Porem,o que e absolutamente necesario e nao perdar a clase na perdida do outro.No amor e preciso ter dignidade na derrota. E preciso aprender a dizer adeuos como um principe que mantem sua nobreza ainda perdendo seu reino.Ter clase no adeus nos salva de um grave desencontro con uno mesmo.E muito doloroso sentirse um imbecil dicendo adeus. Como um actor que se da um tombo cuando esta saindo do palco,quem nao sabe dizer adeus, durante muito tempo se sentira interiormente envergonhado pelo mico que pago na saida de cena. Termino de ver um filme)Conocindo a Julia) com Annette Bening, onde uma grande actirz do teatro ingles recupera no palco todas a dignidade que estuvo por perder a manos de uma principiante que osava robarle a seu amante e a seu marido para ocupar o lugar dela no palco Enchergandola no filme entendi, aprendi, como se deve construir a dignidade na derrota. A dignidade na derrota implica uma renuncia,nos forza evitar ir detras de um oasis de amor perdido.
Sin palavras, en silencio ,nos dizemos adeus.A dignidade maior numa despedida esta no liencio do adeus.Pero o silencio do adeus nao pode converti a despedida em um mimodramaDespedirnos como Bip,o famoso personagem de marcel marceau,com uma flor vermelha maltratada e um chapeu de magico destruido -

E muito gostoso poder amar sem fazer muito ruido,demostrando uma permanente confianza e disponivilidade para o outro,ocupandose para que o outro este bien ,nao falte nada para ele.E muito mas importante estar disponivel para o outro,sem fazer nihum carnaval,que atormentarlo com um vendaval de declaracoes desmedidas de mi amor.O outro precisa sentir que acredito nele mas que ele mesmo.O amor nao precisa de actuaciones.Nao e bom actuar o amor,salvo quando se esta saindo do palco derrotado. O amor expresado com histrionismos nao e convincente, revela uma falta de sensibilidade e imaginacao,aleim de perder toda sensualidade.Decir con cierto ton escandaloso ou melodramatico ,como te extrano o como te quiero puede sonar a formula vacia.Olhar para o outro , sem ruidos, pero de um geito que o outro note que voce tem afecto por ele e mais importante. Ela te esta mirando de una manera que decis ,gracias ao Senhor por que existe algueim que me mira con ese afecto, que me entende e podo ir a ele quando o necesite.


O melhor que posso fazer para honrarte,vida,e amarte em silencio

20 de octubre de 2009

Adan Buenos Aires


por Julio Cortázar

La aparición de este libro me parece un acontecimiento extraordinario en las letras argentinas, y su diversa desmesura un signo merecedor de atención y expectativa. Las notas que siguen -atentas sobre todo al libro como tal, y no a sus concomitancias históricas que tanto han irritado o divertido a las coteries locales- buscan ordenar la múltiple materia que este libro precipita en un desencadenado aluvión, verificar sus capas geológicas a veces artificiosas y proponer las que parecen verdaderas y sostenibles. Por cierto que algo de cataclismo signa el entero decurso de Adán Buenosayres; pocas veces se ha visto un libro menos coherente, y la cura en salud que adelanta sagaz el prólogo no basta para anular su contradicción más honda: la existente entre las normas espirituales que rigen el universo poético de Marechal y los caóticos productos visibles que constituyen la obra. Se tiene constantemente la impresión de que el autor, apoyando un compás en la página en blanco, lo hace girar de manera tan desacompasada que el resultado es un reno rupestre, un dibujo de paranoico, una guarda griega, un arco de fiesta florentina del cinquecento, o un ocho de tango canyengue. Y que Marechal se ha quedado mirando eso que también era suyo -tan suyo como el compás, la rosa en la balanza y la regla áurea- y que contempla su obra con una satisfecha tristeza algo malvada (muy preferible a una triste satisfacción algo mediocre). Abajo el imperio de estos contrarios se imbrican y alternan las instancias, los planos, las intenciones, las perversiones y los sueños de esta novela; materias tan próximas al hombre -Marechal o cualquiera- que su lluvia de setecientos espejos ha aterrado a muchos de los que sólo aceptan espejo cuando tienen compuesto el rostro y atildada la ropa, o se escandalizan ante una buena puteada cuando es otro el que la suelta, o hay señoras, o está escrita en vez de dicha -como si los ojos tuvieran más pudor que los oídos-.

Veamos de poner un poco de orden en tanta confusión primera. Adán Buenosayres consiste en una autobiografía, mucho más recatada que las corrientes en el género (aunque no más narcisista), cuyas proyecciones envuelven a la generación martinfierrista y la caracterizan a través de personajes que alcanzan en el libro igual importancia que la del protagonista. Este propósito general se articula confusamente en siete libros, de los cuales los cinco primeros constituyen novela y los dos restantes amplificación, apéndice, notas y glosario. En el prólogo se dice exactamente lo contrario, o sea que los primeros libros valen ante todo como introducción a los dos finales –“El Cuaderno de Tapas Azules” y “Viaje a la oscura ciudad de Cacodelphia”-. Pero una vez más cabe comprobar cómo las obras evaden la intención de sus autores y se dan sus propias leyes finales. Los libros VI y VII podrían desglosarse de Adán Buenosayres con sensible beneficio para la arquitectura de la obra; tal como están, resulta difícil juzgarlos si no es en función de addenda y documentación; carecen del color y del calor de la novela propiamente dicha, y se ofrecen un poco como las notas que el escrúpulo del biógrafo incorpora para librarse por fin y del todo de su fichero.

Tras el esquema del libro, su armazón interna. Una gran angustia signa el andar de Adán Buenosayres, y su desconsuelo amoroso es proyección del otro desconsuelo que viene de los orígenes y mira a los destinos. Arraigado a fondo en esta Buenos Aires, después de su Maipú de infancia y su Europa de hombre joven, Adán es desde siempre el desarraigado de la perfección, de la unidad, de eso que llaman cielo. Está en una realidad dada, pero no se ajusta a ella más que por el lado de fuera, y aun así se resiste a los órdenes que inciden por la vía del cariño y las debilidades. Su angustia, que nace del desajuste, es en suma la que caracteriza -en todos los planos mentales, morales y del sentimiento- al argentino, y sobre todo al porteño azotado de vientos inconciliables. La generación martinfierrista traduce sus varios desajustes en el duro esfuerzo que es su obra; más que combatirlos, los asume y los completa. ¿Por qué combatirlos si de ellos nacen la fuerza y el impulso para un Borges, un Güiraldes, un Mallea? El ajuste final sólo puede sobrevenir cuando lo válido nuestro -imprevisible salvo para los eufóricos folkloristas, que no han hecho nada importante aquí- se imponga desde adentro, como en lo mejor de Don Segundo, la poesía de Ricardo Molinari, el cateo de Historia de una Pasión Argentina. Por eso el desajuste que angustia a Adán Buenosayres da el tono del libro, y vale biográficamente más que la galería parcial, arbitraria o genre nature que puebla el infierno concebido por el astrólogo Schultze.

De muy honda raíz es ese desasosiego; más hondo en verdad que el aparato alegórico con que lo manifiesta Marechal; no hay duda que el ápice del itinerario del protagonista lo da la noche frente a la iglesia de San Bernardo, y la crisis de Adán solitario en su angustia, su sed unitiva. Es por ahí (no en las vías metódicas, no en la simbología superficial y gastada) por donde Adán toca el fondo de la angustia occidental contemporánea. Mal que le pese, su horrible náusea ante el Cristo de la Mano Rota se toca y concilia con la náusea de Roquentin en el jardín botánico y la de Mathieu en los muelles del Sena.

Por debajo de esta estructura se ordenan los planos sociales del libro. Ya que el número 2 existe (“con el número 2 nace la pena”), ya que hay un tú, la ansiedad del autor se vuelca a lo plural y busca explorarlo, fijarlo, comprenderlo. Entonces nace la novela, y Adán Buenosayres entra en su dimensión que me parece más importante. Muy pocas veces entre nosotros se había sido tan valerosamente leal a lo circundante, a las cosas que están ahí mientras escribo estas palabras, a los hechos que mi propia vida me da y me corrobora diariamente, a las voces y las ideas y los sentires que chocan conmigo y son yo en la calle, en los círculos, en el tranvía y en la cama. Para alcanzar esa inmediatez, Marechal entra resuelto por un camino ya ineludible si se quiere escribir novelas argentinas; vale decir que no se esfuerza por resolver sus antinomias y sus contrarios en un estilo de compromiso, un término aséptico entre lo que aquí se habla, se siente y se piensa, sino que vuelca rapsódicamente las maneras que van correspondiendo a las situaciones sucesivas, la expresión que se adecua a su contenido. Siguen las pruebas: si el “Cuaderno de Tapas Azules” dice con lenguaje petrarquista y giros del siglo de oro un laberinto de amor en el que sólo faltan unicornios para completar la alegoría y la simbólica, el velorio del pisador de barro de Saavedra está contado con un idioma de velorio nuestro, de velorio en Saavedra allá por el veintitantos. Si el deseo de jugar con la amplificación literaria de una pelea de barrio determina la zumbona reiteración de los tropos homéricos, la llegada de la Beba para ver al padre muerto y la traducción de este suceso barato y conmovedor halla un lenguaje que nace preciso de las letras de “Flor de Fango” y “Mano a mano”. En ningún momento -aparte de las caídas inevitables en quien no profesa de continuo la prosa, y de toda obra extensa- cabe advertir la inadecuación fondo-forma que, tan señaladamente, malogra casi toda la novelística nacional. Marechal ha comprendido que la plural dispersión en que lucharon él y sus amigos de Martín Fierro no podía subsumirse a un denominador común, a un estilo. Las materias se dan en este libro con la fresca afirmación de sus polaridades. Y el único gran fracaso de la obra es la ambición no cumplida de darle una superunidad que amalgamara las disímiles sustancias allí yuxtapuestas. No fue conseguido, y en verdad no importa demasiado. Ya es mucho que Marechal no se haya traicionado con una mediocre nivelación de desajustes. El buscaba más que eso, y tal vez le toque encontrarlo.

Hacer buena prosa de un buen relato es empresa no infrecuente entre nosotros; hacer ciertos relatos con su prosa era prueba mayor, y en ella alcanza Adán Buenosayres su más alto logro. Aludo a la noche de Saavedra, a la cocina donde se topan los malevos, al encuentro de los exploradores con el linyera; eso, sumándose al diálogo de Adán y sus amigos en la glorieta de Ciro, y muchos momentos del libro final, son para mí avances memorables en la novelística argentina. Estamos haciendo un idioma, mal que les pese a los necrófagos y a los profesores normales en letras que creen en su título. Es un idioma turbio y caliente, torpe y sutil, pero de creciente propiedad para nuestra expresión necesaria. Un idioma que no necesita del lunfardo (que lo usa, mejor), que puede articularse perfectamente con la mejor prosa “literaria” y fusionar cada vez mejor con ella pero para irla liquidando secretamente y en buena hora. El idioma de Adán Buenosayres vacila todavía, retrocede cauteloso y no siempre da el salto; a veces las napas se escalonan visiblemente y malogran muchos pasajes que requerían la unificación decisiva. Pero lo que Marechal ha logrado en los pasajes citados es la aportación idiomática más importante que conozcan nuestras letras desde los experimentos (¡tan en otra dimensión y en otra ambición!) de su tocayo cordobés.

Ignoro si se ha señalado cómo tropiezan nuestros novelistas cuando, a mitad de un relato, plantean discusiones de carácter filosófico o literario entre sus personajes. Lo que un Huxley o un Gide resuelven sin esfuerzo, suena duro e ingrato en nuestras novelas; por eso cabe llamar la atención sobre el “ars poetica” que, disperso y revuelto, dialogan aquí y allá los protagonistas de Adán Buenosayres, y la limpieza con que los debates se insertan en la acción misma.

La progresiva pérdida de unidad que resiente la novela a medida que avanza, ha permitido brillantes relatos independientes que alzan el nivel sensiblemente inferior del viaje al infierno porteño; la historia del Personaje -con agradecida deuda a Payró- toca a fondo la picaresca burocrática que desoladamente padecemos.

Quiero cerrar este pasaje de Adán Buenosayres con dos observaciones. Por un mecanismo frecuente en la literatura, nace ésta de un rechazo o una nostalgia. A la hora de la crisis -en la extrema tensión de su alma y de su libro- Marechal dice ante el Cristo de la Mano Rota: Sólo me fue dado rastrearte por las huellas peligrosas de la hermosura; y extravié los caminos y en ellos me demoré; hasta olvidar que sólo eran caminos, y yo sólo un viajero, y tú el fin de mi viaje. Muchas otras veces, este alfarero de objetos bellos se reprochará su vocación demorada en lo estético. Qué entrañable ha de ser esta demora, esta búsqueda por las “huellas peligrosas”, cuando su producto es una de las obras poéticas más claras de nuestra tierra.

Este mismo desconcierto interno de Marechal se traduce en otro resultado insólito. Creo sensato sospechar que su esquema novelesco reposaba en la historia de amor de Adán Buenosayres, ordenadora de los episodios preliminares y concretándose al fin en el Cuaderno del libro VI. La concepción dantesca de ese amor, exigiendo una expresión laberíntica y preciosista, lo escamotea a nuestra sensibilidad y nos deja una teoría de intuiciones poéticas en alto grado de enrarecimiento intelectual. Si nada de esto es reprensible en sí, lo es dentro de una novela cuyos restantes planos son de tan directo contacto con el tú, con nosotros como argentinos siglo XX. Y entonces, inevitablemente, la balanza se inclina del lado nuestro, y la náusea de Adán al oler la curtiembre nos alcanza más a fondo que Aquella en su spenseriano jardín de Saavedra. Ojalá la obra novelística futura de Marechal reconozca el balance de este libro; si la novela moderna es cada vez más una forma poética, la poesía a darse en ella sólo puede ser inmediata y de raíz surrealista; la elaborada continúa y prefiere el poema, donde debió quedar Aquélla con su simbología taraceada, porque ése era su reino.

La segunda observación toca al humor. Marechal vuelve con Adán Buenosayres a la línea caudalosa de Mansilla y Payró, al relato incesantemente sobrevolado por la presencia zumbona de lo literario puro, que es juego y ajuste e ironía. No hay humor sin inteligencia, y el predominio de la sentimentalidad sobre aquélla se advierte en los novelistas en proporción inversa de humor en sus libros; esta feliz herencia de los ensayistas siglo XVIII, que salta a la novela por vía de Inglaterra, da un tono narrativo que Marechal ha escogido y aplicado con pleno acierto en los momentos en que hacía falta. Sobre todo en las descripciones y las réplicas, y cuando no lo enfatiza; así el episodio de los homoplumas comienza del mejor modo -el retrato en diez líneas del malevo es un hallazgo-, pero termina alicaído con los discursos del speaker. El humor en Adán Buenosayres se alía con un frecuente afán objetivo, casi de historiador, y acaba de dar a esta novela su tono documental que, si la aleja de nosotros en cuanto a adhesión entrañable, nos la ofrece panorámicamente y con amplia perspectiva intelectual. No sé, por razones de edad, si Adán Buenosayres testimonia con validez sobre la etapa martinfierrista, y ya se habrá notado que mi intento era más filológico que histórico. Su resonancia sobre el futuro argentino me interesa mucho más que su documentación del pasado. Tal como lo veo, Adán Buenosayres constituye un momento importante en nuestras desconcertadas letras. Para Marechal quizá sea un arribo y una suma; a los más jóvenes toca ver si actúa como fuerza viva, como enérgico empujón hacia lo de veras nuestro. Estoy entre los que creen esto último, y se obligan a no desconocerlo.

Julio Cortázar, 1949

18 de octubre de 2009

Yo se que estoy piantadoParte II



Dialogos de dos viejos surrealistas renovados


Para Albano Pepe de Luis Warat



O sentimento que nace de una adoracion ,uma paixao desmedida , um amor tomado, que remite os sentimentos amorosos para um plano ideologico incontrolavel ,uma ilusion sin medidas e dañina. Una locura de amor que nao deve ser confundida com a proposta surrealista de amor loco.Estou loco de amor, que nao e o mesmo que vivamos um amor louco .A loucura de amor, sintiendo o placer desmesurado de estar juntos, nace ,quando na relacao se infiltraron componentes toxicos, una fascinaçao enfermiza e fundamentalista. A certeza que embarga e alucina desde o primer instante, como aconteceou com Dali e Gala. A certeza de estar diante a mulher eterna que me esta destinada desde sempre, e de quem adivino, baixo o efecto de uma brutal inspiraçao que e a mulher que encarnara definitivamente a garota que atraveso o espelho de meu fantasma Um energumeno, que solo te mira e te escuta como uma criatura extraordinaria,qual diosa extraterrestre que refleite un no se que do aleim.Me fascino de entrada, e fez nacer o sentimento de uma adoraçao. Solo miro por ella.Cuando Gala o deixo de sostener emocionalmente fue quando Dali comenzo a morir.

O sistema de ilusiones que geramos para acreditar ,o meter em nossa cabeca que amamos a algueim seria imposivel de existir, se no tuvieramos ja uma cabeca absolutamente entregua a un sistema maior de ilusiones que nos fabricam as grandes voces protectoras de nosso deseos.Os lugares comuns que fundam o grande sistema de ilusiones ,ogi rebautizado desde o cinemas como a Matrix,nos condicionam e funcionan como um caldo de cultivo imprecindivel para reproducirse como reprersentaciones disciplinadoras em nosos vinculos de amor.O amor tomado pela ilusion para poder integrarse como lugar comun ao sistema de ilusiones que nos incorporo como coisas ao engranagem montado pelo capital para eludirnos que somos parte de una cultura.O vacio do desejo como unica heranca.Uma vision de mundo convertido numa vision de lugares comunes que trivializan o mundo para excluirnos dele.O paradigma trivializado.o saber ignorante)que me ignora, que te ignora,que ignora o mundo fora do que en castellano chamariamos de cursi o de cursileria)A fantasia cursi como vision de mundo.

Enamoradas imaginarias. Enamoradas trivializadas

Sao elas en mia cabeça, que me comandam que falam por mi ,que me imposivilitan de escutar meus propios sentimentos.Criaturas divinizadas,que despliegam os mesmos efectos que a ideologia,se apoderam lentamente de meu corpo e me sustituiem,penso como elas, falo como elas, mias opiniones se confundioeron con las de ellas, sao as de elas.Elas ,ou eles, sao o instrumento a traves do qual o amor se torna ideologico,uma sexualidade convertida em ideologia.


Existe,me apuro a registrar, outro tipo de enamoradas imaginarias)o sexo delas e o de menos= que esta constituido por aquelas personas que con sua presencia mudaron nossas vidas, nos abrierom janelas,portas que mostrarom outros mundos posiveis.Esas personas,que nos marcam, ficam definitivamente dentro de nois como guardianes silentes de um cambio que nao temos direito a renunciar. Elas nao deixam,sao fantasmas revolucionarios em nois A esas enamoradas ou enamorados imaginarios os reconozco en muchos de mis gestos ,se escapam um pouco com mis palabras,-fazo um gesto, digo alguma coisa e te vejo em esa presencia que o grande sintoma de uma saudade.

Alguns mestres na vida da gente se tornaron enamoradas imaginarias Os mestres por sua vez estam nesa condicao em infinitos corposUm mestre e ,por cusi uma definicao, aquel que nos abre janelas, portas,como voce quiser chamar.O mestre ,copiando a Dali nao e um ser inspirado.sino algueim em condicoes de inspirar aos demais

Ese abrir as janelas da inspiracao nao pode ser confundido com o amor do legado,o ato de amor supremo que um mestre realiza fecundando com seu saber, num proceso o vinculo amoros, o corpo de quem fue electo,e concorda com recever esa ofrenda afectivo cognitiva.Logo falare.

Quando nos aproximamos ao terreno das representacoes e os saberes ignorantes, ao campo das fantasias cursis com espiritu esclarezador e com ganas de escaparse dos lugares comuns ,devemos colocarnos diante do problema de si nosso aporte nao contribuie em ultima instancia a fazer todavia mais intensa o complejo das vanalidades,como aquele que no esforzo por apagar o fogo quisiera fazerlo provocando viento.Tomando distancia muitas veces nos apercibimos de como nuestra especie crea una infernal teia para aprisionarse a si mesmo ,entregandose mansamente a uma semiosois que unicamente favorese a propia destrucao e favorece unicamente aos que precisam de impunidade para roubar

As ideias ao envelhecer se cristalizam ,se fozilisan e adquierem a aparenca do lugar comun,contaminando a vida com sua podredumem .Entao e preciso producir a diferencia com o outro, introducir o novo na historia como sentido creativo,onde circule a sangre sempre renovada do vital.Quando as ideias se cristalizam o homem se ilusiona acreditando que o caos natural da existencia fue reemplazado por un orden logico de razoes.A vida nao responda a leies fixas, é um complexo de devires irrefrenaveis ,que de nihuma manera pode ser detido,menos pela estupidez caracteristica do humano,principalmente pela estupidez caracteristica da decadencia de occidente .A estupides humana,a estupidez da decadencia de occidente nao deve ser confundida con a inocencia da que depende a criatividade.A estupidez humana e maligna, mitomana, omnipotente,melomaniaca e enemiga despiadada dos valores e das esperanzas mas noveis e mais elevadas.A estupides humana gera os lugares comunes e os esquemas que emprestam a sensacao de seguridad que o desamparo do humano exige.a deadencia de ocidente e sus estipideces e perversoes sao fruto de un nefasto ensamble entre a forzosa lei de evolucoa e morte a que estam expostas os organismos e os corpos socias ,as culturas vivas com os mecanismos de dominacoa que colocan a obra humana e sue valor smiologico a disposicao dos lugares de poder e seus locatarios de turno.E o momento em que o saber ignorante sente o placer de haber conseguido um enorme espaco de brindis.

O saber ignorante, seus lugares comuns e seus esquemas determinam os estados de animo dos lugares e das epocas, sao estados das subjetividades tomadas que se manifestam como ideas establecidas desde sempre, que flotan no ar e sao respetadas silentemente porque resultan extremadamente familiares e terriblemente convincentesParte de elas forman o famoso senso comun,em suas dos versoes a comun e o teorico)Esas ideias pelo geral nos imposivilitam de pensar nosa propia condicao humana, no sentido de nossas vidas,e na posivilidaded de ir ao encontro de nois mesmos,todas estas condicoes minimas de nossa posivilidade de emancipacao. Para comenzar a andar o caminho de nossa propia emancipacao e da emancipacao da especie ,e preciso escapar do s palabras manoseadas e desfiguradas ate ser convertidas em lugares comuns.e preciso provocar a fisura dos lugarfes comuns para poder devolverle a palavra sua libertade, tal como pretendia o Dadaismo.Entonces palavras como libertade, autonomia, amor ,arte poesia podam adquirir usos que mostrom seu compromiso de alteridade, que mostrom como a libertade pode ser usada para referirse a um modo de realizarse com plenitude, e decir sem ser ostilizado meu desejo pelo meio –que amor faz referencia ao mais alto grado a que pode llegar a comunicacao entre dois seres e que a palavra artge o poesia expresam formas de comunicacao com o mundo e um modo de proyeccao do ser hacia os outros.Palabras que podem arrancar a alguns de nosso interlocutores que nao escucham de suas comodas poltronas de indiferencia e asco.O surrealismo nao pretende persuadir a ningueim de nada de tudo isto ,se conforma com que voce desperte e veja o mundo com olhos libres.Sendo ese tipo de olhar o unico modo, diz uno dos malhores surrealistas argentinos,de comprovar que o mundo em que vivimos e sempre novo, produto de devires que nao param nunca e que a sordidez e so uma ilusao.

Invirtiendo os termos,diria que o ja dito como se fora desde sempre é um estado de animo que tem medo de enfrentarse com o diferente, com a alteridade Um estado do espiritu que tem medo de enfrentarse com a historia e com o amor,ambas nao sao outra coisa que um devir de diferencas desconhecidas.Para ver a luz do novo na historia e do amor e preciso que cada uno de nois poda desmanchar a bruma de um pensamento ja establecidos como solidos, certos e inamovibles. Um pensamento sentido como una voz unica que nao escuta os ecos de nihuma otra O autismo da verdad pensada como unica.

Os lugares comunes sao a guarida, o bunquer, a ciudadela imperial dos pensamentos unicos .O pensamento unico fue sempre a materia prima das diferentes tentativas de construcao da torre de Babel O sentido de esa torre sempre fue a de construir para alguns privilegiados un lugar de poder infinito, que pudiera elevarse ao celo ate alcanzar o poder de Dios.cuando o senor se percato do proposito desmancho a posivilidade gerando a multiplicidad de voces que impidieron o logro da meta programada. Depois aparecieron otros intentos,sempre baseados em alguma forma de pensamento unico,uma daa mas importantes ,e cuasi exitosas, fue a Torre que pretendio construirse desde a rfazao moderna ,seu paradigmas semioticos e de verdade que reinstalaron uma forma muito sofisticada de pensamento unico.O surrealismo e otros mecanismos de fuga do paradigma moderno e suas formas ideologicas de razao impidieron que esta nova tentativa constructivista do poder infinito consiguiera o exito desejado-finalmente na posmodernidasde na decadencia de occidente marcada pela invasiones barbaras dos lugares comunis surge a terecera e mas exitosa tentativa de finalizacao da construcao da Torre de babel, ainda a estan construindo, e tem esperanzas de llegar ao exito.Impedir a construcao inundando novamente a torre com um plural de voces, dependera novamente do surrealismo como uma revolucao de quebra dos lugares comuns e do pensamento unico que tentam impor e asegurar.

Os lugares comuns sao nosso tutores semanticos,os tutores de nosso desejos,os que ejercem o protectorado sobre nossa soberania Os lugares comuns saben muito mais de nosso desejos que nosso propio corpo.O lugar comun como nosos protectorado existencial paera asegurar a reproduccao do Imperio.O protgectorado nos roba nosa identidade, nossas raices

O lugar comun arranca ao signo do seio da vida social, apaga sua vida,usurpa seu sentido vital;resta toda posivilidad a palavra de ser considerada como expresao do homem situado no mundo vitalmente;o signo deixa de ser a palavra que fecunda a um homen particular:As Artes constituiem ,principalmente para os surrealistas, a unica posivilidade de devolver os signos ao seio da vida social,de devolverle ao signo esa libertade que reinvindico o dadaismo e a semiologia de Barthes. A semiologia libertaria se enfrenta ,temta abalar os alicerses de um progreso cientifico, tecnico e uma razao instrumental que parece tender a anular o vital do homem .Lavanta’se contra un racionalismo que perverte o vital.

Corresponde ao barroco proporcionar uma nova visao da realidade-,que de inmutable ,do ya sabido desde sempre se converte em movil O romanticismo incluye no espacio movil do Barroco o espacio emocional do homem,o Impresionismo inaugura o abandono da concepcao racionalpara voltar ao punto de vista subjetivo,para representar o mndo real desde o ponto de vista da pura sensacao personal do artista.Um sincretismo das tres e o surrealismo que e a expresao de um acople de tendencias que permite pasar do plano racional ao plano do sensivel.,asim como una afirmacao do valor das imagens que reafirmam o valor do ser e de seu vivir espontaneo e creadorUma asimilacao da arte a vida que cada dia mostra evidencias de sua importancaa caracteristica de toda vida ,ainda do mais humilde dos excluidos e sua capacidade creadora A vida como a arte e uma permante criacao. O mesmo vale dicer do amor, que nao sobrevive ,que nao tem vida se nao manten acesa a chama da criatividade. O estado se apropio da vida da arte e a criatividad a traves dos lugares comuns que se encargo diabolicamente de producir esa apropiacao fue denominada por faucoult de biopolitica.Corresponde ao surrealismo fazer uma revolucao que recuperae a vida ropubada pelo estado e se a devolva a sues donos Ese proceso inverso de apropioacao surrealista da vida o chamo de ecopolitica.

Frente ao estado de animo determinado pelo ja dito desde sempre o surrealismo reinvindica.a traves da arte do imaginario, o estilhisamento da modernidade clasica como expresao do permanente e do deshumanizado.Para os surrealistas a traves da arte o homem tende a extender o campo

17 de octubre de 2009

O amor,uma experiencia...da linguagem ParteIV




Albano Marcos Bastos Pêpe

Tomar o amor na perspectiva de uma experiência da linguagem, como algo em que o homo sapiens sapiens é colocado ao longo de sua evolução por se constituir em voz (phoné) e linguagem (lógos), é a intenctio obliquea da narrativa que começo a tecer. Deslocar os fios que conduziram as últimas reflexões “amorosas” sem, no entanto, perder o sentido teleológico do pensamento, pode ser para mim, estender os rizomas até o alcance do que pode ser nominado como “paixão”.
Se o amor pode ser compreendido como expressão e superação do experimentum linguae com vistas a um modo de ser no mundo, ao possibilitar o encontro do “um” o “outro”, através de diversas manifestações (amor conjugal, amor ao amigo, amor pela espécie), tal não ocorre no meu entendimento, com a paixão. Uma larga tradição ocidental designa a mesma como uma das manifestações do amor. Um sentimento com gradações que iriam da ternura ao arrebatamento, do suave ao ensandecido; tomam-na também como um sentimento intenso, mas passageiro, como um sentir profundo mas ao mesmo tempo fugaz, nada parecido com as demais experiências amorosas, mas considerada uma de suas modalidades, um amor-paixão ou então uma paixão amorosa.
Experimentando da linguagem a palavra “paixão”, percebo que a mesma traz consigo sutilezas não encontráveis no ideal amoroso. Este me remete a um plural de significações que tem a ver como vínculos estáveis, equilibrados, que de algum modo garantem a superação da “insociabilidade natural” que fala Kant; assim como do surgimento da filia, da amizade entre os homens, entre os cônjuges e seus descendentes, como fala Aristóteles. Algo que tem a ver com a constituição da polis, com a evolução dos princípios éticos, dos valores morais, da segurança da comunidade, enquanto o amor pelo outro que nem chego a conhecer, mas que devo amá-lo enquanto espécie. Aquela, a paixão, me remete a perda de sentido de tais pilares da sociabilidade. Acontece como algo completamente inusitado, sem palavras que justifiquem tal arrebatamento que me invade imperiosamente, como se apenas existissem “eu” e o objeto da paixão, que eu desejo comer, devorar, pois já estou sendo devorado por ele, que surge sem nenhuma idealização minha, como um nada que a tudo contêm. Eros e thanatos unem-se de tal forma neste sentimento, que nem o instinto natural de sobrevivência, nem a atitude racional, conseguem conter a lascívia que domina o corpo.
A paixão é hybris, desmesura, acometimento. Incorpora-se enquanto totalidade, alcançando os sentidos, os pensamentos e impondo um desejar que aponta para o gozo do abandonar-se na sua experiência; é lúdica e mortal. Quem a vivencia embriaga-se com as poções que só aos deuses é permitido ingerir. Experiência que relatada, só emite balbucios que denunciam uma fase prélinguística do humano. Sentimento de infinitude, enquanto momento atemporal e cósmico; de esquecimento da morais convencionais que traz consigo um estar acima do bem e do mal; de liberdade das amarras da racionalização e incorporando assim a condenação ad aeternum do libertino, naquele momento único e indescritível.
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29/09/2009

poema e travessias




Travessias de sonhos

Me perdi em te encontrar, penso me encontrando.
Mas penso que neste re-encontro me perco de ti.
Tenso paradoxo de meus e teus encontros.
De teus e meus desencontros.
Me assusta pensar que a perdi, que não posso mais tê-la.
Mas como temer perdê-la, se nunca a tive e se sempre me tivestes.
Te procurei onde pensei encontra-la, ali... dentro de mim
Desde sempre, como que sempre estavas em meus devaneios.
Devaneios desde quando? Desde sempre, desde sempre,
De um sempre onde sei que existo e que te amo.
Mais um estrano não saber abismal: Existo por que te amo ou, te amo porque existo?
Assim me perco na perdição de te amar.
Nesta perdição, penso que me amas e te perdes em mim como perco-me em ti.
Amor-perdição, onde perdido me re-encontro e me dou sentido,
No não sentido de não saber do sentido do seu saber de mim.
Te encontro nos sonhos acordados e adormecidos
Quando louco e lúcido sonho o teu sonho.
E nele, sonhado, te imagino comigo, sonhando.
Em um sonho meu e teu, teu e meu.
Sonho em que me abrigas da perdição de não te capturar,
De não parar o tempo do não-tempo em que estás.
Do sonho e no sonho comigo, ao meu lado... desde sempre.
Como te sonhei, como te vi e como te toquei,
Leve e suave, como para não te acordar,
Como para não me acordar deste sonhar meu e teu.
Como para te amar e ser amado,
Neste teu e nosso amor... por mim sonhado.



Es increible como despues de treinta años de conocimientos mutuos vengo a descubrir que Albano es tan grande como poeta que como filosofo.
Debe tener mas versos que es una obligacion para con los amigos darlos a luz .

Silvia de Veracruz, nuestra gran parcera, complice y amiga, pesa al desconocimiento cuerpo a cuerpo ilustró especialmente este poema con la imagen que lo acompaña en el texto, aplausos fervorosos para los dos!!!

LAW

16 de octubre de 2009

O amor,uma experiencia...da linguagem Parte III



Albano Marcos Bastos Pêpe

Conforme relatos de alguns pensadores com quem dialoguei anteriormente, o amor pode ser entendido como algo inscrito no DNA da nossa espécie. Entendo que neste sentido, dispomos de estímulos sensoriais e sensíveis que garantem ações voltadas para a sobrevivência e a reprodução. Desencantados da linguagem que o reveste através de narrativas orais e escritas enquanto plural de significações romanceadas, parece-me que nos resta o consolo de sabermos que além de entidades tecnológicas, de seres racionais e de filhos “exclusivos” de Deus, somos também animais como os demais animais, com instintos básicos que nos remetem a preservar a espécie.
Ora, se amar pode ser entendido como algo “bom, prazeroso e agradável e útil”, sendo também a possibilidade de vencermos nossos temores instintivos em relação ao outro e assim viver comunitariamente, posso, ato contínuo, dizer que somos também instintivamente “amáveis” e que tal instinto nos preserva vivos, associado, é claro, a outros mecanismos biológicos tais como a sexualidade via acasalamento, o medo, a fome, a sede, a adequação dos órgãos sexuais com vistas à fornicação, a produção de adrenalina para reações mais drásticas. Por outro lado, animais dotados de linguagem como também somos, vivemos o simbólico, a representação construída ao tratarmos de nossas vivências e convivências. Sendo, portanto “impossível” para nós, a percepção de nossas raízes “naturais” sem representá-las linguisticamente, ou seja, simbolicamente.
Seguindo ainda esta linha de raciocínio, o amor em suas infinitas derivações, nada mais é que a expressão do experimentum linguae de um corpo que se pensa e que se faz sigética, construção silenciosa de sentido, sem que a priori, precise comunicar através da fala ou da escrita, o fazendo tão somente pela voz, expressão corporal de todos os animais. A espécie vence sua insociabilidade natural em nome de uma outra força natural: sua preservação enquanto espécie, permanência e continuidade.
Lembrando Aristóteles, que afirmava: “a amizade conjugal parece existir por força do instinto, uma vez que o ser humano é, por natureza, um animal que acasala”, podemos pensar que o amor conjugal, o amor entre os cônjuges e as crias, frutos do acasalamento, tem suas raízes fincadas na conduta instintiva, comum a todos os animais, voltada para a preservação da vida, nada de emoções e sentimentos espetaculares românticos. Tão somente as espécies, que garantidas (ou não) por suas capacidades de adaptação e evolução, acasalam, reproduzem e protegem instintivamente seus descendentes diretos.
A amizade tem para o Estagirita o sentido forte da virtude primeira enquanto filia, ou seja, o relacionamento entre pessoas, que vai da impessoalidade desapaixonada até o relacionamento intimo de amantes, o que viria a permitir o convívio na polis e na oika. O surgimento e desenvolvimento das outras virtudes, notadamente as morais (nomeadas por ele de secundárias), tem a ver com a consolidação das relações comunitárias e a evolução de regras morais, teológicas e jurídicas, que através dos tempos se apropriam do instintivo manifesto tão somente pela voz, ofertando ao mesmo, novos sentidos que o remetem para o plano da representação, dando existência e densidade a palavras tais como amizade, amor, paixão, gozo, desejo. O estado de natureza deixa de existir (não no tempo apontado por Hobbes) enquanto physis e inaugura-se um novo momento para a espécie, o momento do ethos, da formação cultural e da subjetividade, resultado da passagem da voz para a “infância da linguagem”: o silêncio da linguagem e, para finalmente se constituir como linguagem definitivamente, lógos e gramma.
Trágicos e patéticos seres que somos, silenciamos as vozes ancestrais de nossos corpos criando tão somente palavras para os desideratos naturais. Palavras com sentidos criados artificialmente, que, vias de regras, nada anunciam do que somos ou sentimos. Palavras que repetimos à exaustão como que para nos convencermos que sabemos lidar com nossas vidas, nossos corpos e os outros corpos. Em momento algum, notadamente na modernidade, aprendemos a falar com nosso corpo, a escutá-lo, ou seja, a nos escutar através dos sentidos corpóreos que nos permitiriam acesso à morada e ao outro, visto que fizemos da linguagem nossa única morada. “A linguagem é a morado do ser”, dizem filósofos modernos. Portanto, amar só pode ser uma palavra vazia, sem repercussão para os corpos emudecidos por tantas falas proferidas em discursos racionais que a “tudo” explicam e justificam.
A ausência de sentido das palavras que anunciam uma “palavra amorosa” deve-se, provavelmente, ao fato de que nos confundimos no uso da palavra-ação. Dizemos o que não sentimos e sentimos o que não sabemos dizer e assim, pensamos que não sabemos exprimir os sentimentos que atravessam o corpóreo na busca incansável dos outros corpos que o esperam, para...
Mas existem os mitos contemporâneos criados para que todos acreditem que nossos corpos podem ser tão modernos quanto os objetos para eles criados nos laboratórios técnico-científicos; nas clínicas de cirurgia plástica, de próteses (seio, bunda, pênis, cabelos, pseudo-vagina); nos laboratórios que produzem fármacos direcionados, do controle da reprodução, à otimização do desempenho sexual; aos estados d’alma, “tratados” pelos “psi” acadêmicos. Nesta lista de produtos, palavras viram próteses que dizem das próteses em que nossos corpos são transformados.
Cada vez mais somos distanciados da existência das vozes silentes dos nossos corpos originais, se é que ainda somos tal existir. Que lástima, morreremos assim como todos os demais corpos e, provavelmente, ausentes da apreensão dos mesmos, visto o cogito cartesiano que nos habita; visto que nunca fomos nem seremos modernos, quando o são tão somente nossas próteses.
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Un gran dolor


Fue para mi al enterarme,hace pocos dias atras, de la muerte de Juaquin Herrera catedratico Español que contribuyo enormemente a la renovación de la filosofia del derecho española
Dirigia un doctorado y una maestria en Derecho alternativo y opejsamiento filosofico juridico latinoamericano.Frecuentaba asiduamente el Brasil

Conoci mucho mas su obra que su persona. Por esas distancias oceanicas que a veces nos separan de España y otras veces por no coincidir con su presencia en Sevilla en algunas de sus visitas tuve pocas ocaciones para encontrarnos
Pero las veces que nos vimos tejimos como una amistad instantanea que cultivamos en los ultimos dos años.En la foto el ultimo de sus libros publicados en Brasil(ya agotado).Teniamos planeado realizar juntos un curaso de verano en Sevilla sobre arte y Derecho,
Lamentablemente la implacabilidad de su muerte prematura lo impidio.solo resto un profundo sensación de impotencia y un dolor, ese dolor por lo irreparable

15 de octubre de 2009

O amar ,uma experiencia..da linguagem Parte II




Provocado pelos looongos textos que o Warat tem escrito nos últimos três dias, por força de ofício, fico a pensar e a reconhecer o que já sei desde muito: sou parco com a escrita e de uma loquacidade muitas vezes irritante. Portanto creio que serei breve em algumas considerações excêntricas sobre o tema que nos tem ocupado, ora com maior intensidade, ora com menor intensidade.
Parto de algumas premissas, algumas já abordadas, outras provavelmente não:
1. amor incondicional –
Conforme já notifiquei ao público que visita meu fotolog, acredito na existência de um sentimento (por falta de uma palavra melhor) que é desenvolvido pelas fêmeas das diversas espécies animais (inclusive a mulher) em relação aos seres que são gerados por elas. Condutas que podem ser observadas como cuidados, atenção, dedicação, desprendimento, proteção (muitas vezes colocando em risco a própria vida). Enfim, ações típicas dos animais que instintivamente preservam suas espécies. Afora a espécie humana, as demais não definem tais atos, simplesmente os cometem, garantindo a existência de gerações vindouras. Assim o farão a filha, a filha da filha e assim por diante, sem palavras, sem exemplos a serem seguidos, sem orientação da comunidade a quem pertencem. No caso das fêmeas humanas, possibilidade da reprodução é mediada pelas palavras que dão ou não sentido à ação reprodutiva. Coisas tipo realização pessoal ou não; relações conjugais ou não; convenções sociais ou não; interesses pecuniários ou não; uma noite de desatinos ou não; um impulso amoroso ou não (neste lugar é onde começam as questões, os problemas e as definições do que seja a procriação como ato amoroso com um outro ser, nomeado o amado, o único, pelo menos naquele átimo)
Do amor instintivo pela cria, passa-se para o amor não instintivo pelo outro, convêm salientar, o que não foi originado em seu útero (por favor, nada de teses edipianas, jocastianas, etc.). Aí começa o busílis, a confusão que parece não ter fim e, acredito nunca terá, pelo menos enquanto esta palavra constar nos dicionários e nas “cantadas” exercitadas por todos nós, humanos. Bem, a partir deste momento uma nova figura emerge, a do homem, é claro. Eu Falava de uma manifestação típica do sexo feminino, o sexo que é capaz de desenvolver uma gestação onde um outro ser desabrocha ao abrigo de um útero apoiado num corpo capaz de realizar tal façanha. Mas dentre os motivos simbólicos da reprodução feminina, eis que surge o homem, sujeito e objeto do sentimento dito amoroso. Simplificando, o reprodutor (assim como os machos das outras espécies), o que contribui com o espermatozóide para fazer com o óvulo uma junção que viabiliza o embrião, futuro ser humano. Neste momento, por estas contrariedades da vida moderna, convêm salientar que o ato sexual pode ser dispensado, assim como a presença do reprodutor no ato da procriação, ou quem seja ele enquanto pessoa. Para tanto, existem as tão conhecidas técnicas de inseminação artificial já consagradas nas práticas da reprodução assistida.
Portanto, o desejo da procriação pode dispensar o desejo amoroso, mas ele persiste no imaginário popular. Ter um filho com quem se ama é o ápice da felicidade, diriam uns e umas, antes dos movimentados processos judiciais, tendo em vista a partilha de bens, a pensão alimentícia e de quem vai ficar com quem, residindo ou nos finais de semana e nas férias (não mais conjugais, como costuma acontecer festivamente). Mas enfim, a palavra amorosa está inscrita nesta modalidade de justificativa da reprodução.
Amar, tendo o que como meta a procriação, a formação de uma família (célula mater da sociedade, como o dizia Rui Barbosa), o viver de amantes que juram estar juntos até que a morte os separe, constitui-se hoje numa fantasia já evanescente, desprovida de sentido, que durou no mundo ocidental pouco mais de dois séculos. E que levava como inscrição o nome de amor eterno, implicando matrimônio, com direito às cerimônias religiosas e civis, incluindo como bonificação, a lua-de-mel (neste momento me vem à cabeça, não sei por que, as palavras do poeta: “ai que saudades que tenho, da aurora da minha vida, da minha infância querida que os anos não trazem mais”). Tomemos isto talvez, como um pequeníssimo hiato da nossa espécie no mundo ocidental, facilmente esquecível. Algo como o romantismo: alguém se lembra do romantismo, a não ser como uma fase da literatura ocidental?
Concluo este momento citando Aristóteles, que no De Anima, trata da amizade, da filia. Importa-me tal citação porque ela inclui o conceito de amizade conjugal. Segundo ele: “a amizade conjugal parece existir por força do instinto, uma vez que o ser humano é, por natureza, um animal que acasala, ainda mais que é um animal político, na medida em que a família é uma instituição mais antiga do que o Estado e a proliferação uma característica mais geral na vida animal. Assim, enquanto no que tange às outras espécies animais, a união dos sexos visa apenas a perpetuação da espécie, os seres humanos vivem juntos não apenas para a perpetuação da espécie, como também para prover o que é necessário à vida. (...) Consequentemente, a amizade conjugal parece ser uma combinação de amizade baseada na utilidade e amizade fundada no prazer”. Seria esta uma definição razoável de amor? Caso estejamos de acordo com o Estagirita, a questão está encerrada. Caso não, continuemos a argumentação.
Até a próxima.
Albano Pêpe
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24/09/2009

14 de octubre de 2009

De que es la filosofia





«El plano de inmanencia es hojaldrado (…) Diríase que es a la vez lo que tiene que ser pensado y lo que no puede ser pensado. Podría ser lo no pensado en el pensamiento. Es el zócalo de todos los planos, inmanente a cada plano pensable que no llega a pensarlo. Es lo más íntimo dentro del pensamiento, y no obstante el afuera absoluto (…) Tal vez sea éste el gesto supremo de la filosofía: no tanto pensar El plano de inmanencia, sino poner de manifiesto que está ahí, no pensado en cada plano».

Gilles Deleuze y Félix Guattari

O amor e o experimentum linguae

Este texto foi pensado e escrito em homenagem a Luis Alberto Warat, em nome da sua teimosia em inscrever a palavra amorosa desde sempre nos seus atos, humanos, demasiadamente humanos. Amparado em seu caule rizomático, ele sempre deixa cair sementes nas quais deposita a esperança de que floresçam, não se importando com a aridez dos solos percorridos e a percorrer.
Albano Marcos Bastos Pêpe

Entre a voz (phoné), a linguagem (lógos) e a gramática (gramma) acontece um processo evolutivo que vem ocorrendo há aproximadamente cinqüenta mil anos com o homo sapiens sapiens. Afastando-se da rudeza e simplicidade da voz que é comum a todos os animais, seu ethos, sua oikia e sua polis têm o homem seus alicerces fundados. Sua linguagem nomeia os objetos físicos que o circundam, sejam artefatos produzidos, sejam os demais seres naturais, seja ele mesmo enquanto sujeito e objeto a ser capturado nas redes das enunciações. Tais redes formam cadeias de elementos lingüísticos que representam, isto mesmo, representam os objetos capturados pelos sentidos, tanto os naturais quanto os construídos. Estamos navegando em palavras que traduzem a imanência em constructos transcendentais e que, produzem sentidos convencionados históricamente às experiências corporais. Nunca dizemos o real, ele é o nous, a essência como diria Kant, ficamos tão somente frente ao seu pórtico. Aportamos tão somente no phainómenon, no mundo fenomênico. Condenação de uma espécie que ousou ir além da voz.
Em um momento concomitante e/ou subseqüente do surgimento da linguagem, partimos para o experimentum linguae, que nos é lembrado por Agamben, como “a infância, na qual os limites da linguagem não são buscados fora da linguagem, na direção de sua referência, mas de uma experiência da linguagem como tal, na sua pura autoreferencialidade”. Abandonando agora este autor, diria que tal movimento solto, livre das amarras dos referentes materiais, me permitem inscrever dentre outros o amor como um experimentum linguae. Warat, ao dar título a um de seus livros, assim o nomeia: O amor tomado pelo amor. Parece-me que tal inscrição o remete a uma experiência da linguagem diante do inefável, “aquilo que não se pode exprimir por palavras, o indizível”. Ou, em outro movimento: o campo da sigética, como o queria Heidegger ao defini-la “como a ciência ou a arte (de falar através) do silêncio”.
O silencio na linguagem não é o silencio do pensamento. Sendo para mim, a elaboração da mais delicada tessitura possível ao animal falante que logo somos. É o colocar-se voluntariamente numa encruzilhada que pode nos levar a uma floresta de palavras, a um emaranhado rizomático no qual, quase sempre podemos nos perder. Pois pensar o que o pensamento tão somente captura em seu experimentum linguae, nos faz tentar dizer o inefável, ou seja, romper o silêncio instituído na linguagem para que o pensamento nela se manifeste através da fala, do discurso.
Voltemos ao amor e à provocação do amor tomado pelo amor. Simploriamente poderíamos dizer que não passa de um tautologia, ou seja, uma “proposição que tem por sujeito e objeto um mesmo conceito”, mas não creio que seja assim. O amor só pode neste entendimento, ser pensado e falado a partir dele mesmo enquanto experiência da linguagem desprovida de uma parte objecti. Mas isto não é suficiente para esta palavra que está inscrita na linguagem humana enquanto memória ancestral que se refere aos estados d’alma descritos pelas mais diversas civilizações ao longo dos séculos. Mas como romper o silêncio que a linguagem se impõe para estabelecer seu universo autoreferencial? Mas também como não pensar o sentido inaugural de amor, senão no praeconcutare, no perguntar o mais íntimo do que somos, ou seja, enquanto construção autoreferencial?
Creio que o pensar o amor como um dos experimentum linguae por nós elaborado sem algo de material a predicar, é algo coerente e óbvio. No entanto, se a linguagem é a morada do ser, conforme certa tradição filosófica, este ser que é ente, parece-me, está condenado a expressar sensivelmente tudo o que pensa, inclusive os experimentos da linguagem. Dito isto, procuro não correr o risco de simplificar tal equação. Ao contrário, tento capturá-la em sua magnitude e complexidade.
Ao ver o conceito de amor repousar nas enunciações típicas do mundo da vida, defronto-me com uma verdadeira Torre de Babel, onde as gramáticas tornam-se ininteligíveis umas para as outras. Visto que, parece-me, falar do amor traz consigo um implícito: falar da experiência amorosa. Pois também o é referir-se ao “outro”, a quem afirmo amar ancorado na minha experiência da linguagem, enquanto fala e não enquanto discurso. Assim também este “outro” o fará e assim sucessivamente, ad infinitum. Eis a concretude da Torre de Babel, instituída e instituinte. Se este quadro tem sua gravidade e complexidade enquanto manifestação da fala, pensemos no que ocorre quando esta fala inscreve-se no plano do discurso, da argumentação com vistas aos procedimentos comunicacionais razoáveis! Eis o ápice da já conhecida Torre.

13 de octubre de 2009

Educacion dionisiaca



Para Albano:sumar a los dialogos, retornando nuestro cartografia rizom'atica desde la sensibilidad y lo que me despiertan los cafes

Lo real no es verdadero, se conforma con ser


Es el disparador que figura en el comienzo del libro de Mafessoli “Elogios de la razón sensible”

¿Que me sugiere?. Lo primero, que a mi me sugiere,. es que esa existencia conformada únicamente con ser es,siempre y para todos los miembros de la especie , inaccesible. Únicamente sujeta a aproximaciones hermenéuticas y semióticas que nos permiten tener una representación de ese real que se nos impone como

inaccesible. Trabajando hermenéutica y semiológicamente con el obtendremos un real construido como representación del real inaccesible

Confrontados desde los orígenes más o menos civilizados de nuestra especie animal nos fuimos eludiendo con una sucesión de grandes relatos: cristianismo, judaísmo, marxismo, liberalismo, racionalism

o, que no pasan de grandes incuestionabilidades ideológicas y estratégias de dominación que culminan con la biopolítica. A todos estos factores los llamamos engañosamente grandes valores culturales de la modernidad ,por un lado, y por otro, verdades científicas . Sumados ambos vies nos encontramos con la racionalidad del modelo de mundo de la modernidad.

Termino de describir la cartografía de elementos que organizaron y cristalizaron el modelo educacional del paradígma moderno, empeñado en pasar a los estudiantes esos grandes valores y las argumentos y valors puestos fuera de discusiòn en la modernidad, junto al crisol de sus verdades.

Pero el paradígma moderno ya no tiene mucha confianza en si mismo y la concepción educacional de la modernidad tiene poco que ver con una juventud que casi antes de saber hablar sabe operar u

na computadora. Una sociedad de bebés que mezclan mamaderas con circuitos de la WEB emerge delante de la mirada de educadores que aprendieron a habar con radio Belgrano o escuchando las andanzas de un cacique Guaraní que insistiendo en ciertos valores no negociados facilito la escalada genocida de españoles y portugueses. O prestan

do sus oídos a la voz de Carmen Mirando o Maysa Matarazo en las radios cariocas.

Hoy tanto los jóvenes embebidos de caminatas digi

tales o los nostálgicos educadores que fueron jóvenes con Maysa Matarazo están hoy implicados en nuevas emergencias de la razón y de la sensibilidad que el modelo educacional hegemónico y obsoleto no puede satisfacer mínimamente. Educativamente todo es lastimosamente trivial y, por lo general, inútil.

Existe un establishment educativo

es un estado de espíritu que tiene miedo de afrontar lo extraño, lo desconocido, lo inesperado y la propio animalidad de la especie

La peor de las barbaries que nos afecta es el estado de espíritu que emerge de lo que se considera establecido desde siempre y para siempre.

Las verdades están contaminadas por ese estado de espíritu que las ve como afirmaciones con escasismo riesgo de perecer, es lo imperecedero.

La verdad es un significante que me incomo

da, supongo por ese espíritu de una eternidad que precisa ser conservada a toda costa. Ese espíritu o tendencia al statu quo que me molesta, y mucho en las verdades, sobre todo cuando son instrumentalizadas desde la educación.

Las verdades que un maestro predica, además suelen estar contaminadas de soberbia, de curriculum lattes de luchas académicas, de alianzas mafiosas, de pactos de mediocridad.

La lección de las cosas, en su hermenéutica da inaccesibilidad, es sustituida por un normativismo beato, que va mas allá de lo jurídico como llamada pueril a facilismos y encantamientos como el Estado de derecho o visiones de los derechos humanos apoyadas en idealizaciones ideológicas, que en el peor de los casas, ambas, no pasan de apelos hipócritas.

Todos estos juegos de la razón que nos condena disciplinariamente podrían ser agrupadas sobre la denominación de educación apolínea .Una educación que pide a los gritos que la cambien y la dejen morir

La sustitución precisa ser radical, el cambio apuntar a una educación dionisiaca que nos aleje de los moralismos, las hipocresías, las creencias disciplinadoras, que sea capaz de comprender lo nuevo, abrirnos para una sensibilidad generosa que no se sorprenda con nada, principalmente con lo nuevo que esta llegando. Un saber capaz de concederle al caos el lugar que le corresponde, que de r

epente es mayor que el de las verdades. Un saber competente para trazar la cartografía de las cosas imprevisibles, sorpresivas aparentemente no racionales, de los ingredientes patafísicos, de la presencia de lo cósmico y mágico, del desamparo y de las otras formas de lo trágico, que están mucho mas cerca de la condición humana que los ingredientes que pueden ser controlados por los modelos de la lógica racional en exceso Eso nos torna menos ilusos frente a un mundo en agonía ,que se torna ciego frente a todo lo que agoniza, obstinandose en adornar su crepúsculo con las candilejas

de la edad de oro;engañandose con un alba que es solo un artificio

La concepción educacional dionisíaca no tiene que tener miedo de aceptar la incertidumbre, la contradicción, el azar, el desorden, el real magico ,los modos de ser surrealistas de la convivencia popular ,todos como elementos simplemente humanos en la vía crucis del conocer.

La construccion de una cartografia dionisíaca (me molesta usar contradictoriamente como fuerza de expresion la palabra paradigma) que funciona como vision trasmoderna de mundo debe comenzar por una critica demoledora ,una critica a los martillazos , con la fuerza de un martillo que quibra las paredes mas solidas que construyeron las mistificaciones ambientales y las conceptualizaciones de un racionalismo obsoleto..Ser capaz de destruir para que lo que tenga que nacer pueda crecer con toda libertad.Inclusive tener la desenvoltura patafisica de emitir paradojas Despues ya se vera.

La pedagogia no es un placebo.La funcion de los educadores no es la de recetar tranquilizantes, es la de despertar la sensibilidad la creatividad, y la estetica de la otredad.

La descripcion de los fenomenos sociales no tiene porque ser unicamente un problema sino tambien una plataforma a partir de la cual va elaborarse un ejercicio de pensamiento que responda a las audaces contradicciones de un mundo en gestación, Tiene que ser una plataforma de fortalecimiento de la subjetividad ,en un trabajo de resiliencia e logoterápia

Tambien implica pensar con distanciamiento del poder y con desmesura para trasbordar surrealisticamente los lugares comunes.

Mi modelo educacional dionisíaco tiene que ver en sus origenes con la ciencia juridica y sus dos maridosy con una vieja comunicación que presente en el cuaro congreso de ALmed en Rio de Janeiro.intitulado La pedagogia del deseo, ahi por el año de 1976

Al estar alejado de los diversos ideales dominantes y universales, al estar enraizado en lo corriente ( que es estructuralmente polisemico y paradojal) ,contiene siempre sentidos que se modifican diariamente ,que se experimentan y viven al dia ) el saber dionisiaco es un saber erotico que ama al mundo que describe y permite vislumbrar lo plausible, lo posible y lo que deseamos soñar de las situaciones humanas.

El cartograma dionisíaco pretende superar las acostumbradas categorias de un cartesianismo que a engendrado la visión de un mundo contractual ,regido por un voluntarismo racional. Para el cartograma dioniíiaco no es nada interesante la preocupacion por saber de donde viene la crisis del burguesianismo, ,lo que importa es es preguntarse por la energia y la sensibilidad social , una energia que no se centra mas en el productivismo ni el activismo.

Asi como Descartes balizo las condiciones del paradígma moderno necesitamos,ahora, alguien que balise los caminos de la trasmodernidad

apostando en una literatura, en un arte de creracion y no en una literatura o un arte comercial Un a apuesta en el arte educativo El arte y la litrratuura comercial es siempre la vulgarizacion de los tonos de antes de ayer

La descomunicacion que desarrolla actualmente los medios de la modernidad niegan la importancia de lo vivido Eso debe ser recupeado Recuperando la importancia del si a la vida que todo la modernidad se obstina en negar

Lo cartografico dionisíaca es una mirada de proa ,una mirada semajante al del vigia de proa encargode de ver anticipadamente los primeros perfiles de los territorios desconocidos, de los territotios que estan nevegando las caravelas para descubrir esos mundos nuevos Es una mirada muy incierta en terminos de contornos , de lo que falta para lograrlo ,del trayecto que se debe comenzar a realizar.

Hasta que punto lo cartógrafico dionisiaco exige quemar las naves y que el antiguo mundo que esta detras de nosotros no puede funcionar como sueño de retorno.

El pensamiento establecido es un estado de espiritu La actitud puramente intelectual se contenta con discriminar y olvida que la existencia es una constante participacion mistica, contradictoria , cargada de referencias a los ancestrales ,Lancelot retornando permanetemente a lo cotidiano para hacer de las ciudades modernas una nueva Camelot.

Finalmente la coincidencia de los opuestos es el punto de partida de la otredad
Luis Alberto warat

10 de octubre de 2009

Ciudades sensibles 1


Cuestiones (abiertas) sobre ciudades sensibles

Por Leopoldo Fidyka

(*) Abogado UBA, Magister en Dirección y Gestión Pública Local UIM, Universidad Carlos III, Universidad Internacional Menéndez Pelayo, España

I Entrega



“Ciudad sensible, no es la de bellos edificios sino aquella más cerca de los corazones...”

Estructuramos nuestra vida en ciudades, ella es nuestra casa, nuestro espacio común, ello nos lleva a la urgente necesidad de repensar nuestra forma de abordarlas, vivirlas, gestionarlas y planificarlas. Quizás falte algo, quizás falte exteriorizar e incorporar los sentimientos: Ciudades sentidas, ciudades que sientan, ciudades que permitan sentir.

El pensamiento por una ciudad mejor, no es nuevo aunque la temática en los últimos años tomo una singular trascendencia.

Ya desde antigüedad surgió la búsqueda por la Ciudad Ideal en procura de las características que debía reunir una ciudad para el desarrollo de los hombres teniendo en cuenta su bienestar físico y sus necesidades sociales. Desde distintas perspectivas y contextos como Platón, Vitrubio, Al Farabí, Leonardo Da Vinci, Tomás Moro, Le Corbusier, entre muchos otros, reiteran su preocupación por este aspecto, sin embargo, los años pasan y los problemas se acrecientan, por lo que algo estamos haciendo mal, las ciudades permanentemente vienen reproduciendo muros, barreras (espaciales y físicas), degradaciones, desigualdades y exclusiones.

Pero llegamos a este punto, quizás por varios sesgos culturales[1], los cuales serán importante tener en cuenta para hacer efectivo el pleno ejercicio de los derechos humanos y la ciudadanía en clave sensible.

El individualismo, “del sálvese quien pueda” que deja afuera la solidaridad y la construcción colectiva.

El racionalismo, como única fuente de entrada para abordar y comprender los fenómenos.

El antroprocentrismo, de ver al hombre como dueño de la naturaleza, que llevó a atrocidades contra el ambiente y nosotros mismos.

El economicismo, que solo valora lo medible o redituable desde el punto de vista material.

La representación "formal" de la democracia como delegación "abstracta", donde se incluye también a los marcos normativos.

El sesgo masculino-patriarcal de la sociedad contemporánea.

Es decir el pensamiento fragmentado, instrumental nos llevó por caminos alejados de la sensibilidad.

Se entendemos por sensibilidad la facultad de sentir algo, la capacidad de respuesta o la inclinación a dejarse llevar por los sentimientos, llevado esto, al plano exterior o urbano, ciudades sensibles serían ciudades que sienten, ciudades que perciben o incorporan los sentimientos, o ciudades que permiten o facilitan expresarlos.

Se generan “de adentro hacia fuera”, dado que intenta explicitar los sentimientos más sublimes de los seres humanos; “de abajo hacia arriba”, porque se despliega desde la misma ciudad; “de aquí al mundo y del mundo hacia aquí”, porque integra la relación global-local y viceversa, pone en consideración la búsqueda en la identidad pero sin resignar a la apertura y la diversidad cultural.

Una ciudad sensible no permite el sufrimiento, la degradación ambiental, social y cultural. Se piensa con clave de género y de igualdad de oportunidades e integra al todo y a las partes.

Sería una ciudad educadora, saludable, creativa[2], pero más mucho más allá, por lo tanto también, solidaria y afectiva.

Se distingue de las demás ciudades y redes que pone su eje en la alteridad, en los encuentros, en los afectos y en la alegría, pero lejos de ser un concepto cerrado, la ciudad sensible, es una idea abierta, progresiva y en construcción.


Sigue...


[1] Más sobre el particular en Formación en Cultura Democrática”, de Elizalde, Antonio y Donoso, Patricio: documento presentado por los autores en el 1er. Seminario Nacional de Formación Artística y Cultural organizado por el Ministerio de Cultura y realizado en Santafé de Bogotá del 27 al 29 de julio de 1998.

[2] Existen redes internacionales de ciudades educadoras (Asociación Internacional de Ciudades Educadoras AICE) impulsada por el Ayuntamiento de Barcelona cuya sede en Argentina es Rosario; Municipios y comunidades saludables OMS/OPS; y Ciudades Creativas UNESCO, del 22 al 24 de octubre se realiza el Madrid el I Congreso Internacional de Ciudades Creativas organizado por la Universidad Complutense.