28 de enero de 2011

Direito Homoafetivo em Río



Congresso Nacional de Direito Homoafetivo - 23 al 25 de março de 2011. RJ

O Direito Homoafetivo tem se desenvolvido como um novo ramo do Direito, com todo um arcabouço de proteção Jurídica que passa pelas relações familiares, de direito pessoal, sucessório, previdenciário, criminal, entre outras.

Atentos às transformações sociais, o IBDFAM - Instituto Brasileiro de Direito de Família - através de sua Comissão da Diversidade Sexual e Direito Homoafetivo, a OAB/RJ, e as diversas Seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil, através de seus Grupos de Trabalho e Comissões de Diversidade Sexual e Combate à Homofobia, apoiam o I Congresso Nacional de Direito Homoafetivo, coordenado pela Dra. Maria Berenice Dias.

O Evento ocorrerá nos dias 23, 24 e 25 de março de 2011, na Cidade do Rio de Janeiro.

23 de março

17h – Credenciamento

18h – Abertura

Wadih Damous – Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Rio de Janeiro; Rodrigo da Cunha Pereira – Presidente do IBDFAM; Ana Gerbase – Advogada, representante do Grupo de Trabalho da Diversidade Sexual e Combate à Homofobia, da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ;

19h – Palestra

Palestrante: Maria Berenice Dias – Desembargadora aposentada do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul; Advogada Especializada em Direito Homoafetivo; Vice-Presidente e fundadora do Instituto Brasileiro de Direito de Família.

20h – Cocktail de Abertura.

24 de março

10h – Família Homoafetiva: uma nova hermenêutica constitucional

Palestrante: Rodrigo da Cunha Pereira - Doutor em Direito pela Universidade Federal do Paraná e Mestre em Direito Civil pela Universidade Federal de Minas Gerais. Presidente Nacional do IBDFAM.

11h – Adoção Homoparental: o princípio do melhor interesse da criança.

Palestrante: Conceição Mousnier – Desembargadora do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, coordenadora da Comissão Estadual Judiciária de Adoção - CEJA.

12h – Almoço

14h – Reprodução Assistida e Gravidez por Substituição.

Palestrante: Ana Carla Harmatiuk Matos – Mestre pela Universidade Federal do Paraná e pela Universidad Internacional de Andalucía; Doutora pela Universidade Federal do Paraná; Professora Adjunta da Universidade Federal do Paraná e Complexo de Ensino Superior do Brasil – UNIBRASIL.

15h – Guarda e Alienação Parental

Palestrante: Gerardo Carnevale – Juiz de Direito da 2ª. Vara de Família da Capital do RJ

16h – Coffee Break

16:30h – Poder-Dever aos Alimentos

Palestrante: Cristiano Chaves de Farias – Promotor de Justiça do estado da Bahia; Mestre em Ciências da Família na Sociedade Contemporânea pela Universidade Católica do Salvador (UCSal); Professor do Curso JusPODIVM e das Faculdades Jorge Amado; Membro do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM) e do Instituto Brasileiro de Direito Processual (IBDP).

17:30h – Direito Sucessório: uma vocação hereditária?

Palestrante: Zeno Veloso - Professor de Direito Civil e de Direito Constitucional aplicado na Universidade da Amazônia – UNAMA e na Universidade Federal do Pará – UFPa.

18:30h – As relações homoafetivas nos Tribunais Superiores

Palestrante: Luis Roberto Barroso (a confirmar) – Advogado; Doutor em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ); Professor Titular de Direito Constitucional dos cursos de graduação e pós-graduação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (EMERJ).

25 de março

10h – Expressões da Transexualidade: concepções da medicina e da psicologia

Palestrante: Maria Cristina Milanez Werner (a confirmar)

11h – Implicações jurídicas da transexualidade

Palestrante: Tereza Rodrigues Vieira – Advogada; Pós Doutorada pela Université de Montreal, Canadá; Mestre em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e Doutora em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo/Université Paris; Pós-Graduada em Bioética pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Pós-Graduada em Sexualidade Humana pela Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana; Pós-Graduada em Interesses Difusos e Coletivos pela Escola Superior do Ministério Público de São Paulo.; Professora titular do Mestrado em Direito Processual e Cidadania na Universidade Paranaense.

12h – Almoço

14h – A Criminalização da Homofobia

Palestrante: Jéssica Oliveira de Almeida – Delegada de Polícia Civil; Subsecretaria de Ensino e Programas de Prevenção da Secretaria de Estado de Segurança; Ex-Presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado do Rio de Janeiro.

15h – Aspectos registrais e notariais do Direito Homoafetivo

Palestrante: Christiano Cassettari – Advogado; Mestre em Direito Civil pela PUC-SP; Especialista em Direito pelo IBET; Professor de Direito Civil. Membro e Diretor Cultural do IBDFAM-SP.

16h – Coffee Break

16:30h – Bullying e assédio nas relações de trabalho

Palestrante: Fábio Goulart Villela – Procurador do Ministério Público do Trabalho da 1ª. Região e professor universitário;

17:15h – Painel: Aspectos Processuais e Previdenciários

Debatedores: Viviane Girardi – Advogada; Mestre e Professora de Direito Civil. Especializada Direito das Famílias. Sergio Camargo – Advogado; Mestre em Direito e Economia; Membro do IBFAM.

18h – A Homossexualidade e a Religião

Palestrante: Pe. Luís Corrêa Lima – Padre Jesuíta e Historiador; Coordenador do grupo de pesquisas sobre diversidade sexual, cidadania e religião da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC-RJ.

18:30h – Palestra

Palestrante: Nancy Andrighi (a confirmar) – Ministra do Superior Tribunal de Justiça.

Realização:
Comissão da Diversidade e Direito Homoafetivo do IBDFAM;



Grupo de Trabalho da Diversidade Sexual e Combate à Homofobia – Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ



Mais info: http://www.congressodirhomoafetivo.net/index.html

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27 de enero de 2011

Manuelita Sáenz: la coronela


Poco a poco hasta la historia oficial le tuvo que ir haciendo un lugar a aquella libertadora de América.

Carla Wainsztok (*) Especial para CON NUESTRA AMÉRICA

Desde Buenos Aires, Argentina

(Ilustración: Simón Bolívar y Manuela Sáenz, detalle del mural "La patria naciendo de la ternura", de Pavel Égüez)


I. Introducción

Las mujeres y los hombres somos sujetos históricos, esto quiere decir que nos planteamos el problema de nuestra identidad. La identidad es una tarea, nosotros y nosotras nos hacemos, nos creamos, nos realizamos, nos ponemos y si no nos ponemos como sujetos, “nos ponen” como objetos. Por ello somos nosotros los que debemos elegir que hacer con nuestras vidas, sino elegimos nosotros, nos convertimos en el predicado no en el sujeto.

Por todo ello la identidad es un problema, ¿Quiénes somos? ¿Qué somos? Y somos ni más ni menos que memoria, futuro y presente. Muchas veces se ha intentando desde los diferentes lugares de poder, romper el puente entre nuestra historia y nuestros sueños de una Patria Grande. Pero las mujeres y los hombres resistimos a los embates de la historia oficial y buscamos por distintos caminos estudiar y profundizar en el pasado.

Por ello indagamos en nuestra memoria, acontecimientos, hechos históricos, personas de carne y hueso que nos ayuden a imaginar un mundo mejor. A tales acontecimientos, hechos y personas los llamamos arquetipos. Pero no para imitarlos, no para copiarlos sino que los estudiamos, los leemos, los trabajamos como una suerte de desvío, de atajo para conocer cuales eran sus ideas de comunidad, de solidaridad de Patria Grande. No se trata de copiarlos sino que este desvío nos comunica con esa otra patria que queremos construir.

Y esto es importante nuestros ideales, nuestras prácticas muchas veces están más cercanas de ellos de lo que pensamos. Pero de nuevo la historia oficial, los sube a las estatuas, a los bronces y los alejan de nosotros. He leído acerca de las dudas de San Martín, las vacilaciones de Manuela Pedraza, los interrogantes de Evita, las preguntas del Chacho Peñaloza.

II. Manuelita

Entonces hoy vamos a trabajar juntos la vida de Manuela Saenz, una de las libertadoras de América. Para ubicarnos estamos en los años de la independencia que van desde 1810 hasta 1840.

Manuelita de pequeña descubrió que su padre y su madre no estaban casados, su madre era natural del país y su padre era un español fiel al rey. Su padre estaba casado con otra mujer. Por ello durante años su fecha y lugar de nacimiento eran un misterio. Pero más allá de la condena social, se la llamaba bastarda, ella volvió esa dificultad en un desafío: “Mi patria es todas las Américas, nací en la línea ecuatorial.”

Lima era su ciudad natal, allí durante la primer independencia había organizado a las mujeres en unidades de lucha, recaudado dinero para la construcción de barcos y dirigidos un sistema que recogía de casa en casa paños para uniformes. Cada hogar se transformó en un taller, donde las mujeres de la nobleza y sus criadas “indias” trabajan juntas cosiendo uniformes para el nuevo ejército. Tal como miles de compañeras que hoy desarrollan parte de sus vidas en los roperos comunitarios.

La llegada de Bolívar a Quito fue un gran acontecimiento, una verdadera fiesta, en las calles se mezclaban los indios, los cholos, los tenderos, los artesanos, los barberos, y en la noche de la entrada triunfal, se realizó el baile de la victoria. Allí se conocieron Manuela de 24 años y Simón Bolívar de 39 años.

Bolívar había enviudado muy joven y había prometido no volver a casarse, Manuelita estaba casada con un inglés, pero en cosas del corazón hasta los libertadores y las libertadoras se enredan. Para Manuelita el principal problema era someterse a un matrimonio sin amor. En esos años el matrimonio era entendido como un contrato con las obligaciones bien delimitadas. El marido era el indiscutido amo del hogar, la familia y la mujer era mero ganado, sin más derechos que los que el amo quisiera concederle. Ellas participaban en las guerras de independencia, eso sí como enfermeras, bordadoras seguidas por las miradas de sus maridos.

Pero Manuela se fue comprometiendo con otras tareas que no eran consideradas en ese entonces femeninas, llegó a ser coronela. Entre sus trabajos estaba a cargo el archivo personal de Bolívar. Con su nueva tarea y su reciente cargo aparecía por el cuartel con casaca azul, charreteras doradas y sus aros de coral.

Es posible imaginar a esta mujer con su uniforme, pero también con sus vestidos, sus peinados, fumando frente a Bolívar pero tal vez tan importante como ello es imaginar que algo había cambiado en ella, cuando decidió hacer frente a sus tareas, así como nosotras ya no somos las mismas luego de salir a las rutas, a las calles, es decir al espacio de lo público. Y definitivamente lo que va cambiando es darse cuenta que ya no tenemos sólo deberes, también derechos.

Finalmente la Saenz abandona a Thorne su esposo inglés, parece ser que el inglés sólo pensaba en sus propiedades y entre estas se encontraba Manuela.

Bolívar y Manuela compartieron sus propias batallas amorosas y las batallas por una América Latina unida. Por un momento espiemos entre las cartas de ellos para conocer sus desvelos políticos amorosos. Mientras cabalgaba por América, Bolívar le escribe “Estoy tan cansado del viaje y de todas las quejas de tu tierra que no tengo tiempo para escribirte con letras chiquiticas y cartas grandotas como tú quieres.” Pero Bolívar no sólo le escribe a Manuela, luego de sacarse el barro, de asearse como se puede, escribe manifiestos, documentos y constituciones. Que lejos de aquella imagen del pensador frente a un escritorio, meditando y escribiendo.

Bolívar, San Martín, Belgrano y muchos otros mientras ganaban y perdían batallas, pensaban, escribían y liberaban territorios. Hoy diríamos que reflexionaban sobre sus prácticas, y esa es una tarea ineludible en estos días en Nuestra América. Como afirmaba José Martí conocer es resolver.

Pero como ustedes saben, los enemigos de la Patria Grande han sido y todavía son muchos, y el sueño bolivariano se fue perdiendo, ahora parece resurgir, sin embargo en ese entonces comenzaron los atentados a la vida de Bolívar y la coronela estuvo ahí. Manuela lo salva en varias oportunidades. En una de ellas, oye a los conspiradores y corre a despertar a Bolívar, hizo que se pusiera las botas y se escapará por una ventana mientras ella con el sable en mano los esperaba. La conspiración fue desarmada por los oficiales de Bolívar, pero hasta los últimos días de vida de Manuela se veía en su rostro las marcas de la golpiza a que fue sometida.

Bolívar, cansado de tanta batallas y atacado por una fiebre tropical debe emprender un viaje, su último viaje, los conjurados contra la unidad latinoamericana, aprovechan la ocasión y comienzan a pegar en las paredes del pueblo panfletos contra el libertador, la respuesta de Manuela no se hizo esperar, ella con sus servidores distribuyen volantes pidiendo el retorno de Bolívar. Por ello la tildaban de “amable loca” un nombre que va a ser nuevamente utilizado cuando nuestras madres y abuelas salieron a pedir por sus hijos. Pero ya no serán amables apenas viejas locas.

Luego de estos acontecimientos Manuelita fue encarcelada durante un tiempo, luego de salir sobrevivió como pudo, la herencia del inglés nunca pudo llegar a sus manos. Puso un negocio de cigarros, y recibía la visita de Simón Rodríguez aquel viejo maestro de Bolívar.

Manuela muere, víctima de la enfermedad de la garganta, como esa enfermedad era muy contagiosa el comité de sanidad prendió fuego a sus objetos personales, entre ellas muchas cartas personales.

Poco a poco hasta la historia oficial le tuvo que ir haciendo un lugar a aquella libertadora de América. Hoy ocupa un lugar central en la galería de los Patriotas latinoamericanos, su retrato fue enviado por el presidente de Ecuador, nuestro querido Correa.

Manuelita vive ya no sólo como un arquetipo sino como un símbolo de rebeldía. Conocerla es conocernos aún más.


(*) Socióloga, investigadora y Profesora de Teoría Social Latinoamericana, Universidad de Buenos Aires (UBA).


Fuente: www.connuestraamerica.blogspot.com


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26 de enero de 2011

Homenajes


Warat Vive

En distintos lugares se están planeando homenajes al Profesor Luis Alberto Warat:


Buenos Aires:
un encuentro organizado por la Casa Warat Buenos Aires para el mes de abril, que incluye palestras emocionales, sorpresas y posiblemente la presentación de su último libro que incluye fragmentos de su pensamiento.

Los primeros días de febrero comienzan las reuniones abiertas preparatorias para dicho evento.


São Paulo: reunión waratiana en febreiro.

Bahía:
se prevé realizar un nuevo encuentro poético la segunda quincena de febreiro.

Goias: la Casa Warat están planeando un encuentro y trabajando en otras actividades académicas.

Porto Alegre: El prestigioso Jornal "Estado de Direito", lanza un número especial en homenaje a LAW.

Convite:

Seleção de artigos para homenagem a Luis Alberto Warat

O Jornal Estado de Direito vai prestar uma homenagem ao mestre da carnavalização jurídica, Luis Alberto Warat, elaborando uma edição especial no mês de fevereiro do presente ano, 29ª edição do periódico. Para tanto, comunicamos que estamos selecionando professores interessados em escrever artigo inédito para fazer parte da homenagem.

A seleção dos textos inéditos levará em consideração a formação acadêmica dos autores, a criatividade na elaboração do tema, linguagem acessível. Conter entre 3500 a 5000 caracteres que representa a soma de letra mais espaço.

O prazo para remessa é dia 5 de fevereiro, a divulgação dos autores que participarão da edição de homenagem será feita no site
www.estadodedireito.com.br, os textos que não forem selecionados para a edição impressa do Jornal serão avaliados e publicados no mesmo site.

Que possamos cultivar o legado deixado pelo Mestre Warat, pessoa que soube olhar o direito na sua essência, com a sensibilidade e necessária criatividade. Desde já saliento que o trabalho desenvolvido pelo Jornal Estado de Direito é inspirado na história de mestres como ele.

Um abraço e vamos em frente.

Carmela Grüne
Diretora do Jornal Estado de Direito

(51) 3246-0242,
(51) 7814-4114,
Nextel 84*97059

www.estadodedireito.com.brhttp://lattes.cnpq.br/0192321192062950
http://www.youtube.com.br/carmelagrune
http://twitter.com/estadodedireito

Gracias Carmela!!!



Ampliaremos estas noticias, informen de otros homenajes en marcha, así los difundimos.



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24 de enero de 2011

Entre poesias e direitos





Foi publicado em 2007 o livro "Poemas de Guantánamo: os prisioneiros falam", que reune 22 poemas de 17 prisioneiros de Guantánamo. Poesias fortes que servem para pensar o paradoxo que está imerso o discurso de direitos...



Eduardo Rocha (Casa Warat Goiás)





Poema da Morte











Jumah al Dossari*






Tome meu sangue
Tome minha mortalha e
Os restos de meu corpo.
Tire fotografias de meu cadáver no túmulo,
solitário.
Mostre-os ao mundo,
Aos juízes e
Às pessoas de consciência,
Mostre-os aos homens de princípio e os
justos
E deixe-os sentir o peso da culpa diante
do mundo,
Dessa alma inocente.
Deixe-os sentir o peso diante de suas
crianças e diante da história
Desta alma estragada, sem pecados,
Desta alma que sofreu nas mãos
dos 'protetores da paz'.




*Jumah al Dossari, é um prisioneiro de 33 anos do Bahrain, que está em Guantánamo há mais de cinco – desde 2003 em regime solitário. Autoridades americanas dizem que ele já tentou o suicídio 12 vezes desde que foi preso






É VERDADE?









Por Usama Abu Kabir










Depois da chuva, voltou a crescer a erva?





Voltarão as flores a levantar-se na Primavera?





É verdade que os pássaros regressarão a casa?





E o salmão voltará a subir contra a corrente?





É verdade. Isto é verdade. E são verdadeiros milagres.





Mas é verdade que um dia deixaremos a Baía de Guantánamo?





É verdade que nesse dia voltaremos a casa?





Sonhando com a minha casa, em sonhos faço-me ao mar.





Para estar com os meus filhos, cada um é parte de mim;





para estar com a minha mulher e com aqueles que amo;





para estar com os meus pais, os corações mais ternos do mundo.





Sonho que estou em casa, livre desta jaula.

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21 de enero de 2011

Memoria del blog 1

Octubre de 2008

Cuando Richard Gere entre otras personalidades, se adhería a los centros de estudios - Casa Warat






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19 de enero de 2011

Palabras



De las palabras y la poesía

I

Ya que no eres puro, castiga tu lengua, calla; limpia tu corazón de alimañas; límpialo de palabras. Vuelve al Silencio.
Pero guárdate de la mudez, de la muerte de la Palabra. El Silencio no es la mudez, es la Casa de la Palabra.
Guárdate de las palabras, guarda tu corazón de alimañas, guarda a tu prójimo de alimañas.
Guárdate de las razones, de los argumentos: guárdate de alimañas.
La palabra no necesita razones, no necesita arreos; deja los arreos con las bestias esclavas.
Cuando sea preciso, di tu Palabra.
Tu Palabra es tu carne y tu alma; tu palabra es tu arma.
Si no puedes decir tu Palabra, cállate, recógete en el Silencio, espera la Palabra.
La Palabra es el signo del Ser.
Por la Palabra eres en el Uno.

II

En el Poema, di la Palabra, tu Palabra.
Guárdate de la seducción de las palabras hermosas, de las palabras vacías, de las palabras fáciles, de las palabras prostitutas que se acuestan con todas las lenguas, que dan placer a los charlatanes.
El Poema es el Camino de la Palabra.
Limpia el Camino de alimañas, de prostitutas.
La Poesía es la Cima, es el Fin del Camino de la Palabra.
Si no puedes alcanzar la Cima, vuelve al Principio, vuelve al Silencio, limpia de nuevo el Camino. Espera.
Pero si alcanzas la Cima, no te envanezcas: rodarás por la Pendiente, hozarán en ti las alimañas.
Castígate, ya que no eres puro; merece tu Palabra. Si la mereces, quizá merezcas la Poesía.
Limpia el Camino, castiga tu corazón, no te envanezcas de la Belleza. Merece la Poesía.

[1964. De A destiempo, 1966]


Miguel Angel Fernández (*)




(*) Nace en Asunción en 1938. Poeta y crítico. Licenciado en Humanidades. Profesor de Literatura Hispanoamericana y de Lingüística y Semiótica en la Facultad de Filosofía de la Universidad Nacional de Asunción. Editor filológico de obras de Rafael Barrett, Hérib Campos Cervera, Josefina Plá, Augusto Roa Bastos, José Concepción Ortiz, Julio Correa y otros. Sus poesías han sido traducidas al francés, inglés, alemán y portugués.



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17 de enero de 2011

WARAT e o luto colorido do meu coração



É passagem conhecida das fábulas heróicas a figura do mestre. O grande guru que indica ao herói os caminhos em direção ao centro da existência. O caminho de luz personalíssimo que só podemos alcançar quando tocamos o mais selvagem sítio de nossas interioridades. Diferentemente do imaginado, os heróis não são apenas os que povoam o imaginário infantil, mas todos que encaram longos caminhos em busca de grandes objetivos. E qual missão poderá ser maior que enfrentar a vida? Diante desse grande desafio que é a vida e as tortuosidades de seu caminho, nos tornamos heróis pela simples condição de ser. Para Joseph Campbell, todos somos heróis pelo simples fato (ou não tão simples assim...) de vencermos aquela avalanche competitiva de espermatozóides que nadam freneticamente em direção ao abraço quente do útero.
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Para a fábula e para a psicologia, o mestre não pode ser representado pela figura do pai que, pelos rótulos de responsabilidade, salvaguarda e amor, pode confundir a proteção instintiva com a desnecessidade de lançar os filhotes no abismo cru(el) da vida. Nossos mestres, assim, aparecem ao longo de nosso caminho e, no mais das vezes, chegamos até eles escutando apenas o eco rouco de nossos corações. Só o coração pode conduzir ao mestre. E quando podemos encontrá-los, é como ter nas mãos a chave de um grande baú de tesouros que ainda se esconde em nossos próprios jardins. Os mestres brilham como estrelas, apontando o dedo para o pote de ouro que se esconde no final de nosso próprio arco-íris. E porque brilham em demasia, se transformam em energia pura, incompreensíveis aos sentidos, impossíveis aos olhos comuns que brotam da mãe terra.

Meu mestre morreu, mas sem ter morrido. Tenho um otimismo em relação à morte, um otimismo que me falta em relação à vida. Prefiro pensar que o mestre deixou-me. Já me havia deixado a um bom tempo. Minha relação com o mestre Warat se deu como uma ejaculação precoce. Atingi o clímax e logo ele se afastou. Acompanhei o processo de abandono do plano terreno do Warat de longe, enviando energias curativas coloridas com o verde renovador da vida. Bebi tudo que dele podia, e logo ele partiu. Efetivamente não temos tempo a desperdiçar quando encontramos o mestre. É preciso sentir sua mensagem e seguir em frente, sabendo perceber o múltiplo olhar que o mestre lançaria em cada situação da vida.

Warat morreu sem ter me ensinado absolutamente nada. Os grandes mestres não ensinam, simplesmente caminham seguindo a luz que brota de seus próprios corações. Àqueles que intuitivamente sentem-se chamados pelo caminho que se descortina, cabe seguir. Os mestres ensinam de costas , em silêncio. Seguir trilhas onde nenhum pé ainda esteve, não é ter apenas coragem, mas confiança nos ecos sublimes do coração.

O mestre Warat foi das poucas almas que pude admirar em totalidade. Seduziu-me dos pés à cabeça. E agora se foi. Foi-se sabe se lá pra onde. Colorir sabe-se lá que parte da existência. Ele era um pintor de quadros invisíveis. Foi-se. Queridíssimo Warat. Que oco no peito me causa a partida dele. Como disse Quintana, quando um dos grandes vai embora, parece que o coração do mundo sofre uma parada cardíaca. Foi-se, assim simplesmente. Quando a morte chega, só existe o lamento e alguns pingos de esperança.

Ato Ecumênico



Hoje o jornal O Globo publica nota que o Colégio das Faculdades de Direito convida para ato ecumênico pelo transcurso dos 30 dias da morte de Warat na Igreja N.S. do Parto no centro da cidade amanha às 12. 20 horas (dia 18).

O ato é para marcar o reconhecimento que Warat fêz pelo ensino judírico no Brasil. Eu estou solidário por essa inciativa.

Amanha, nós do Rio de Janeiro, devemos juntar nossas forças a favor de uma unidade de ação.

Warat simboliza que temos a responsabilidade por um ensino jurídico, humano e transformador. Temos firmar amanha que sua mensagem continuará com a maior firmeza de nossa parte

Jose Ribas Vieira

Noti blog 2

São Paulo presente



El blog tiene una nueva colaboradora es Jaqueline Sena profesora de la USP que se incorpora al staff permanente de este blog


Bienvenida Jaque, precisamos de tu energía y creatividad,

Abrazos para todos los amigos de la Casa Warat SP


Seguimos, sigamos!


15 de enero de 2011

Texto de Valeria



Las dos caras de papá

Los psicoanalistas dicen que las dos caras de la moneda son la misma cosa. Cuando uno odia es porque ama; cuando uno ama también odia, (parafraseando a Valeria Warat, el que es boludo no tiene solución....”da lo mismo de que lado caiga la moneda").

Papá, tenías la visión de un lince, para detectar los problemas del mundo y las ideas para transformarlos; pero te costaba enormemente, encontrar tu paz interior...eso sí, nunca te diste por vencido y encontraste en tu AMANTE "LA FILOSOFÍA DEL DERECHO",tu desahogo, tu disfrute, tu pasión por la vida....

A lo largo de mi vida, muchos me han preguntado,"si era fácil ser tu hija", temo desilusionarlos, pero fue una ardua tarea; por suerte existen los psicoanalistas....

Mis hermanas y yo, pasamos una infancia muy solitaria (sólo podíamos verte en vacaciones de invierno y verano) y cuando por fin pudimos disfrutarte seguido(advenimiento de la democracia), ya éramos adolescentes, con amigos, salidas e intereses que pocas veces incluían a los padres, y vos, cuando venías a vernos a Bs As, te conformabas con trabajar en nuestra casa, para vernos pasar, para comentarnos algo o para disfrutar de alguna salida, cuando nuestras actividades y deseos coincidían...."PERDÓN PAPÁ",pero vos sabés mejor que nadie que el mundo no para, los niños se vuelven adolescentes y ahí estás frito.

Por suerte los hijos siguen creciendo y vuelven a reencontrarse con sus padres y yo tuve ese privilegio, aunque siempre me costó tener un papá nómade. Las despedidas y reencuentros, siempre, incluso hoy, me resultan dolorosas.

¿Cómo comprender ahora que te fuiste para siempre; si siempre estabas llegando de algún lugar?....te sigo esperando, aunque sé que ya no puedo decirle a Lauty, cómo cuando era chiquito y pasaba algún avión,"SALUDEMOS, QUE AHÍ PASA EL ABU LUIS..."

Cómo te decía antes, no fué fácil ser tu hija, pero como todo en la vida, tiene sus pros y sus contras, hoy me quedo con el saldo a favor, la balanza se inclina hacia el lado del amor incondicional e infinito, la admiración por tu fortaleza, tu deseo de vivir (que no es lo mismo que sobrevivir) y tu ejemplo de seguir apostando a la vida y al amor.

TE AMO

VALERIA

Encontro poético na Bahía


Domingo, 16 de janeiro, 17h/20h.

Sebo Praia dos Livros, Largo do Porto da Barra, s/n, Barra, Salvador – Bahia



Boa sorte amigas/os bahianos, exitos!!!



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14 de enero de 2011

Morin: de poesía y vida




De poesía y de vida

La poesía no es sólo una variedad de literatura, es también un modo de vida en la participación, el amor, el fervor, la comunión, la exaltación, el rito, la fiesta, la embriaguez, la danza, el canto, que, efectivamente, transfiguran la vida prosaica hecha de tareas prácticas, utilitarias, técnicas. (...)

Fernando Pessoa decía que en cada uno de nosotros hay dos seres, el primero, el verdadero, es el de sus ilusiones, de sus sueños, que nace en la infancia y prosigue toda la vida; el segundo, el falso, es el de sus apariencias, sus discursos y sus actos.

Podríamos decir de otra forma: en nosotros coexisten dos seres, el del estado prosaico y el del estado poético; esos dos seres constituyen nuestro ser, son sus dos polaridades, necesarias una para la otra: si no hubiera prosa no habría poesía, el estado poético no se manifiesta como tal sino en relación con el estado prosaico.

Tenemos necesidad vital de prosa, porque las actividades prosaicas nos hacen sobrevivir. Pero muy a menudo, en el reino animal, las actividades de supervivencia (buscar comida, perseguir la presa, defenderse contra los peligros y los agresores) devoran la vida, es decir el goce. Hoy, en la tierra, los humanos dedican la mayor parte de su vivir a sobrevivir. Tenemos que actuar para que el estado secundario llegue a primario.

Hay que tratar de vivir no sólo para sobrevivir sino también para vivir.

Vivir poéticamente es vivir para vivir.


Edgar Morin

13 de enero de 2011

Na Bahia, encontro Poético em homenagem a Warat...


Em homenagem a Warat

ATO SIMBÓLICO...
ENCONTRO POÉTICO...
DESEJOS E DEVIRES...

...traga sua poesia embalada nas ondas do mar ...


“[...] o melhor lugar da realização da Ética, considero, é a estética”.
-Luis Alberto Warat, falecido em 16 de dezembro de 2010 -



Domingo, 16 de janeiro, 17h/20h.
Sebo Praia dos Livros, Largo do Porto da Barra, s/n, Barra, Salvador – Bahia

11 de enero de 2011

Warat en video!




Imperdible entrevista al profesor Luis Alberto Warat, publicada por Direito do Estado -o primer portal multimídia jurídico do Brasil -

Temas:


> Historia personal

> Formación intelectual


> Actividades profesionales y académicas

> Líneas de investigación

> Visión de futuro




Link => http://www.direitodoestado.com.br/dm.asp?num_id=21



Aporte de Jaqueline Sena - Casa Warat SP


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10 de enero de 2011

Sobre Mestres e professores (lembrando Warat...)


Ser professor não significa ser mestre. Pode parecer mero jogo de palavras, mas entendo que há uma profunda diferença nos diversos sentidos que podem ser atribuídos a estas singelas denominações.

Professor instrui, o mestre provoca; o primeiro tem caminho de ofício a didática, o método, já o segundo trabalha com o incerto, a confusão e o espanto. Os professores nos cativam, os mestres nos marcam. Professores não são menos importantes que os mestres, ocorre que cada um tem um caminho, um chamado próprio, um risco e um desafio a seguir. Ser professor é difícil, depende do domínio de certas ferramentas e muita vivência no mundo da docência; ser mestre depende mais de atitude, de ações, decisões e exemplos vividos na própria carne.

Não se é professor apenas quem está diante de uma classe, tampouco é mestre quem tem títulos expostos nas paredes. Professores, num sentido amplo, são aqueles que nos ajudam no caminho, mestres são os que nos ajudam a abrir nossos caminhos. Nossa vida é cheia de mestres e professores, ainda que eu tenha visto mais professores ao longo da vida do que mestres. O professor quer que o aluno aprenda, o mestre quer o discípulo seja mestre. O mestre sabe que precisa ser “desimportante” no futuro. A felicidade do professor é a aprendizagem, a do mestre é autonomia; professores são garantidores da tradição, mestres são destruidores de instituições.

Nesse caminho curioso que chamamos vida, precisamos de ambos, de professores e de mestres. Na verdade, não se é exclusivamente mestre nem exclusivamente professor: isso muda com o tempo. A questão é estar preparado e alerta para qual deles a vida nos chama. Eis o desafio.


Fonte: (http://assessoriajuridicapopular.blogspot.com/2010/12/sobre-mestres-e-professores-lembrando.html)

7 de enero de 2011

Entrevista a Luis Alberto


Direito, sujeito e subjetividade: para uma cartografia das ilusões

Luis Alberto Warat[1].

Entrevistado por:
Eduardo Gonçalves Rocha[2]
Marta Regina Gama Gonçalves[3]


Captura Críptica esteve na cidade de Buenos Aires, entre os dias 19 e 25 de julho, durante a realização do IV Cinesofia (evento que faz parte da construção da rede de “Casas Warat”), onde entrevistou Luis Alberto Warat.
Nascido portenho, mas naturalizado brasileiro, ele é reconhecido como um dos juristas brasileiros mais importantes de todos os tempos. Dono de um pensamento pulsante e autêntico, provocador e inquieto, ele sempre interpelou o mundo jurídico sobre as suas verdades construídas, suas certezas inabaláveis.

Nos seus mais de quarenta anos de docência e pesquisa, provocou e abalou as certezas da gramática instituída do universo jurídico, influenciou gerações. E entre os seus seguidores, ou companheiros de viagem como ele prefere dizer, certamente, estão os juristas mais destacados. Com Luis, como gosta de ser carinhosamente chamado, conversamos a respeito de vários momentos e temas importantes de sua obra... O que podemos dizer? que ele é um homem que sempre esteve à frente de seu tempo.

Captura Críptica: A sua tentativa de aproximação do Direito com Arte é muito antiga. Poderíamos dizer que desde a década de 80, quando você lança A ciência jurídica e seus dois maridos e O manifesto do surrealismo jurídico, realiza as semanas de Cinesofia, lança a revista Cinesofia, essa proposta tem sido construída. Atualmente, você tem trabalhado com as possibilidades de formação de juristas sensíveis através da experiência artística. Como essa relação interdiciplinar pode gerar esse espaço de sensibilidade no ambiente jurídico?

Luis Alberto Warat: Falar da função da arte na descoberta da sensibilidade implica para mim sempre a procura ou a produção de um processo criativo. Pois, através do processo criativo, é possível conhecer e resignificar os meus devires e os devires do outro, é possível produzir revoluções moleculares e instigar a emergência de novas formas de compreensão do mundo. Meu grande problema e desafio é como estimulo a sensibilidade criativa ou como estimulo a sensibilidade através de um processo criativo.
Para desenvolver a sensibilidade é necessário que deixemos a arte atravessar nossos corpos, que vivamos intensamente a poesia, esse caminho foi apontado nas experiências vividas pelo grupo de pesquisa Direito e Arte da UnB, que eu coordenei durante os anos de 2005 a 2007, que radicalizou a minha proposta e aceitou o convite para livremente experimentar a arte. Com esse grupo inaugurei um espaço poético que nomeamos Cabaret Macunaíma. Um espaço poético e mágico.
Creio que através dessas experiências podemos nos reconstruir enquanto devires mais sensíveis, mais abertos ao outro. Tenho a impressão que o trabalho desse Grupo resultou na intensificação da aproximação do Direito e Arte e abriu um leque de possibilidades. Os Cafés Filosóficos que venho desenvolvendo desde então e as Casas Warat eu podeira dizer que fazem parte desse movimento. Aí eu vou citar as Casas Warat de Goiás e Santo Ângelo, programas de extensão onde os alunos são invitados a viver a experiência artística através da literatura, do cinema e dos saraus, que se parecem muito com os Cabarets. Acredito que é mais importante produzir a sensibilidade através da arte. Eu fazendo arte produzo sensibilidade, isso é o que eu quero dizer.

Captura: Como você imagina que a sensibilidade possa interferir diretamente nas práticas jurídicas?
Warat: A sensibilidade, atualmente, não interfere nas práticas jurídicas, porque se os juristas fossem sensíveis, eles se abririam para perceber as problemáticas das partes e não considerariam os processos apenas como algo formal e burocrático, submetidos a uma legislação processual que diz mais que a vida, que os sentimentos e afetos que estão sendo tratados.
O que passa é que as crenças que fundam o imaginário instituído dos juristas se baseiam na idéia de que a justiça é neutra; que o juiz tem que ser insensível e racional. As escolas de Direito não preparam os graduandos, futuros profissionais do Direito, para enfrentarem os conflitos sociais de sociedades complexas como a nossa. Assim, temos essa Justiça porque o estudante de Direito, já na sua formação, internaliza hábitos que lhes marcam seu corpo como se fosse neutro, quando deveria ser o contrário.

Captura: No seu entendimento os juízes conseguem ser imparciais? Os profissionais do Direito conseguem ser imparciais? Eles devem ser imparciais?
Warat: Não, eles não devem. Há uma questão: se vamos modificar a história de que o juiz é aquele que decide, a imparcialidade perde o sentido.
Porque no fundo o problema não é a imparcialidade e sim a arbitrariedade. A sensibilidade permite ao juiz tomar a consciência de que não deve ser insensível. A imparcialidade significa tomar distância e eu creio que estamos buscando através do trabalho de sensibilização implicar o juiz no conflito e não afastá-lo. Não criar uma distância do conflito para que ele decida, mas se implicar para decidir. Eu acredito que está perdendo peso ou importância a idéia de imparcialidade. Isso é coisa da modernidade. Cabe destacar que existem hábitos, comportamentos familiares.
Eu, em minhas aulas, sempre dizia quando me referia à interpretação do Direito que a fonte do Direito eram as sogras dos juízes. Porque todos os valores familiares, tudo o que ele escuta em uma conversa com seus familiares se reflete na sentença, ainda que de forma inconsciente. Ele internaliza hábitos de uma classe e quando decide os hábitos falam. Ele não é imparcial, senão está condicionado pela sua cultura, seu sistema de valores, suas crenças. Ademais, o juiz tem todas as internalizações da própria classe, ou seja, a alma do colegiado lhe diz que ele decida com espírito da classe. Existe o inconsciente que informa uma determinada maneira de decidir ainda que ele não esteja consciente disso.

Captura: Warat, sua teoria está fundada nas revoluções moleculares, na possibilidade de resgate do sujeito, no desenvolvimento do papel criativo do sujeito que você acabou de colocar. Como você visualiza o impacto dessa teoria nas instituições? Qual a sua relação com as instituições? É uma relação cética?
Você acredita na transformação delas? Qual a relação da sua teoria com o instituído
?
Warat: Eu não tenho e nunca tive interesse em produzir uma teoria. Meu trabalho de elaboração cartográfica não é uma teoria. Tampouco estou interessado na construção de um novo sujeito para o Direito através das revoluções moleculares, pois eu creio que já está fora da história a idéia de sujeito. Ou seja, você disse que eu falo de sujeito, mas me quedo desinteressado da idéia de sujeito.
Eu prefiro, hoje, afastar-me da idéia de sujeito e falar de subjetividade, da possibilidade de se estabelecer um entre-nós, de relações cartográficas, que possam estabelecer devires de sensibilidade. É com isso que tenho me preocupado. Então, não sei se concordo com a maneira como você me vê.

Captura: Gostaria de saber por que você não trabalha mais com a categoria de sujeito.
Warat: Porque o sujeito é uma construção histórica. Não é como o homem de carne e osso. Por exemplo, como já dizia Kelsen, a ciência do Direito possui um âmbito pessoal de validade das normas que é o único que vale na produção de uma sentença. Então, o que vale é a relação entre um referente animal material e um conjunto de normas.
Porém, um ser material referencial não tem valor, porque quando se fala em pessoa jurídica, ou sujeito de direito, se está falando de um âmbito pessoal de validade das normas que determina, em lugar do sujeito de direito, a classe de indivíduos à qual uma determinada norma se aplica. O que vale é essa relação.
Ou seja, o homem no Direito é um nível do campo de validade das normas, campo pessoal de validade, nada mais. Então, no fundo o que substitui a ideia de sujeito de direito? A idéia de que em lugar do sujeito de direito há um corpo humano no qual entra em relação com um conjunto de normas, conjunto de normas referidas a um mesmo indivíduo. O que se chama sujeito de direito é um conjunto de normas que se aplica a um indivíduo. E o mesmo se passa com a idéia de sujeito.
Hoje, não há sujeitos, há devires. E a ideia de homem é uma espécie de coisificação de devires e elementos caóticos que se dão no mundo. Porém, essa organização do caos é uma ficção como a ideia de homem como sujeito, sujeito da história, sujeito de direito. Hoje, se fala em devires de subjetividade, porque sujeito de direito é como tentar reificar o devir subjetivo e isso é ficção.

Captura: Aí eu gostaria que você explicasse melhor esse giro, porque, de fato, o sujeito de direito não deixa de ser uma coisificação do indivíduo, uma vez que é conseqüência da institucionalidade, da normatividade sobre o individuo.
Warat: A idéia do sujeito histórico está morta. Vivemos o fim do sujeito.
Não é algo que determinei. É como se vêem as coisas. Hoje, na história, a idéia de sujeito desapareceu. É o que constato, nada mais.

Captura: A filosofia kantiana também mata o sujeito por mais que ela seja uma filosofia do sujeito. Ao idealizar o sujeito ela mata a própria possibilidade do sujeito concreto.
Warat: Kant também está morto! Não existe a possibilidade de umsujeito concreto. A única coisa que há na idéia de sujeito é a idealização e quando se fala na morte do sujeito, estamos falando na morte dessa idealização.

Captura: Foucault trabalha com a idéia de sujeição que não deixa de ser a morte do sujeito pelo processo simbólico de sujeição.
Warat: Em Foucault o sujeito é substituído pela idéia de corpos disciplinares. Não há sujeito, há corpos disciplinares.

Captura: Se a subjetividade é uma construção social – e a construção social não deixa de ser um processo de construção simbólica – então, a gente perde a própria idéia de autenticidade e de autonomia?
Warat: Sim

Captura: Sim? Vejo nisso uma grande tensão, porque ao final só resta o sujeito sujeitado de Foucault ou o sujeito idealizado de Kant, ambos representam sua morte. Contudo, você trabalha com a idéia de autonomia em alguns dos seus textos. Onde fica a idéia de autonomia?
Warat: Não existem somente essas duas opções. Há uma opção que é um sujeito molecular, que é uma rede de relacionamentos de um corpo com outros corpos, ou seja, substituo a idéia de sujeito pela idéia de alteridade.
Ninguém trabalhou sobre a alteridade, senão a partir de uma noção falsa de sujeito como indivíduo singular. Isso não se busca mais. O que se busca não é a autonomia do seu corpo ou do meu corpo, senão a autonomia de uma rede molecular de relações. E o sujeito hoje está substituído pela idéia de um eu em você e você em mim. Isso é o que existe na cabeça daqueles que pensam sobre esse tema, amanhã pode ser outra coisa.

Captura: Essa relação minha com o outro foge à dimensão simbólica ou ela é parte constitutiva dessa dimensão simbólica?
Warat: Ela é parte constitutiva da relação simbólica.

Captura: Em alguns de seus textos você afirma que a autonomia é a capacidade de criar as suas próprias ilusões.
Warat: E ontem falamos que a alteridade é a possibilidade de reconhecer a existência do outro. Eu existo na medida em que tenho a capacidade para reconhecer a existência do outro, e ele comporá a minha própria existência.

Captura: Na sua avaliação, qual é o impacto das suas idéias nas instituições? Você acredita que elas tenham um papel desconstrutivo ou você propõe a revisão dessas instituições?
Warat: Não sei. Pode ser que o meu pensamento não resulte em nenhuma modificação. É como eu enxergo as coisas. Eu desconheço o impacto do meu olhar sobre as instituições. Acredito que existe um grupo de advogados e juristas que de alguma maneira me seguem. Porém, a maior parte dos juristas segue atuando de forma convencional.

Captura: Você acredita na possibilidade de instituições sensíveis?
Warat: Não. Acredito em relacionamentos sensíveis. Acredito mais na possibilidade de criar cidades sensíveis que nas instituições. Acredito na possibilidade de construir uma cidade digna de ser vivida, ou seja, que me sensibilize cotidianamente.

Captura: Você sempre trabalhou com a categoria amor. Acredito que seja mal compreendido. Geralmente, quando se fala de amor, associamos a idéia do amor romântico, que pelo o que compreendo de sua obra é justamente o oposto do que você quer dizer. O que é o amor para Warat?
Warat: É uma dimensão da loucura. Amor é loucura e poesia.

Captura: E alteridade também?
Warat: Sim. Alteridade, loucura e poesia.

Captura: Eu vejo esse amor como uma radicalização do respeito, da alteridade, do reconhecimento do outro.
Warat: É difícil definir o amor porque ademais não se ganha nada com sua definição. Cada pessoa exercita seus sentimentos com os outros e não há necessariamente que se colocar um rótulo. Porque cada exercício de sensibilidade de uma pessoa é único e irrepetível. Então, é difícil definir elementos irrepetíveis. Definir o amor é reduzir o sentimento amoroso. Ontem, assisti a uma película e um dos personagens dizia a uma mulher “ontem sonhei com você”. Outro personagem diz à mesma mulher “ontem sonhei com você”.
A mulher, surpresa afirma: “que coisa rara! Como posso estar em dois sonhos diferentes?”. Quando se pensa no amor, se pensa a possibilidade de que duas pessoas vivam o mesmo sonho. E isso é impossível. Cada um tem o seu próprio sonho. É impossível sonhar o sonho alheio. Portanto, o amor é um sentimento que se exercita quase na impossibilidade. É uma alteridade minha com você e sua comigo, que não coincidem. É um jogo de alteridade que cria um vácuo.
Acredito que a vida e o amor não são passíveis de definição, porque são enigmas que não precisam ser resolvidos, mas vividos. E o resto é muito raro.

Captura: Voltando à questão anterior do sujeito. Acredito que existe um dado que deva ser considerado, que vem sendo trabalhado por muitos autores como Derrida e Deleuze, que é a questão da subjetividade. Entendo que a subjetividade é constitutiva do sujeito. Como entender a subjetividade desgarrada do sujeito?
Warat: Não há nada além do desgarro. A subjetividade é constituída de fluxos desgarrados. Somos um devir constante. Tanto assim que você agora não é a mesma que estava sentada aí há dez minutos. Essa pessoa já não existe mais.
Porque a pessoa que está aí é diferente daquela que estava sentada há dez minutos e também será diferente daquela que irá embora daqui a meia hora.

Captura: Mas ao mesmo tempo são a mesma pessoa.
Warat: Como uma ficção. Você constrói a ficção de uma identidade na desigualdade. Você quer congelar o devir para deixar que teu corpo tenha alguns referentes fixos. Isso é uma ilusão. Muitas pessoas vivem essa ilusão.
Eduardo, Marta, vocês não existem. Eu também não existo. O mundo é um sistema de ilusões. E tentar sair desse sistema para ter uma mirada crítica também é uma ilusão. É claro que necessito ter algumas ilusões, porque senão não resta nada. Porém, o que existe além das ilusões? Nós temos que inventar um sentido para nossas vidas.


Fuente:
Revista CAPTURA CRÍPTICA: direito, política, atualidade. Florianópolis, n.2., v.2., jan./jun. 2010Revista Discente do Curso de Pós-Graduação em Direito - Universidade Federal de Santa Catarina
http://www.ccj.ufsc.br/capturacriptica/n2v2.htm


[1] Professor, com mais de quarenta anos de docência, escritor com mais de quarenta livros publicados. Doutor em Direito pela Universidade de Buenos Aires, Argentina; Pós-Doutor pela Universidade de Brasília, Brasil. Professor do Mestrado e Doutorado em Direito na Universidade de Brasília. Foi professor titular de Filosofia do Direito, Introdução ao Direito, Lógica e Metodologia das Ciências na Universidade de Morón e na Universidade de Belgrano em Buenos Aires; professor titular de Lógica e Metodologia de Ciências na Faculdade de Arquitetura e Engenharias da Universidade de Morón. No Brasil, foi professor titular da Universidade Federal de Santa Maria (RS); coordenador e professor de Direito da UNISUL-Tubarão (SC); professor titular de pós-graduação em Direito da UFSC; professor do Mestrado e do Doutorado em Direito na UNISINOS; professor titular de Metodologia e Arbitragem da Faculdade de Direito do Centro de Mediação da Universidade Tuiuti do Paraná; professor titular do curso de Direito, mestrado e doutorado da UnB; professor emérito da Cesusc Florianópolis; professor titular do mestrado da UFRJ; Doutor honoris causa da Universidade Federal da Paraíba; professor convidado domestrado de direito da URI Santo Angelo; Presidente da Associação Latino-americana de Mediação, Metodologia e Ensino no Direito - ALMMED.



[2] Mestre e doutorando em Direito pela Universidade de Brasília, professor na Universidade Federal de Goiás.

[3] Mestra e doutoranda em Direito pela Universidade de Brasília, bolsista CAPES.



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6 de enero de 2011

Noti blog

Novo colaborador



Quiero comunicarles con gran alegría, que el profesor Eduardo Gonçalves Rocha se incopora al staff permanente de éste blog.

Para quienes aún no lo conocen, Eduardo, fue alumno de Warat en la UnB, participó en varios Cabaret Macunaima tanto en Brasil como Argentina.

Actualmente es Mestre e doutorando em Direito pela Universidade de Brasília, professor na Universidade Federal de Goiás, miembro titular da Casa Warat y coordinador de la exitosa Casa Warat de Goiás.

Abraços e congratulações!


Leopoldo

5 de enero de 2011

Fragmentos insinuados de um eterno devir



Luis Alberto Warat e Caio Fernando Abreu

Fui escrever o prefácio do novo livro de Luis Alberto Warat e me reencontrei com Caio Fernando Abreu e Pedro Juan Gutierrez. Enfim, desde encontro saiu um texto:


Fragmentos insinuados de um eterno devir, com Warat

Jorge Luis Borges, no conto "A Intrusa" narra a história de dois irmãos que viviam numa paz aparente até que um deles traz uma mulher para morar na casa deles. Daí em diante o desenrolar deixa evidenciado que não havia a paz da aparência, nem o companheirismo de antes. Surge, neste lugar, quem sabe, uma objeto que coloca em conflito o desejo dos sujeitos que não conseguem, entre si, dizer o que se passa.
No Simbólico há um fosso de sentido, cujo resultado somente pode se fazer ver com um ato bem Real, a saber, das intermitências de uma relação conturbada surge uma morte, a da mulher, a qual pode - imaginariamente - devolver a paz de antes. As leituras do conto de Borges são muitas. Não quero as historiar. Aproveito justamente a entrada do feminino no contexto de uma relação, ou seja, como a abertura para a diferença pode gerar, no seu cúmulo, intolerância e morte. Enfim, a intrusa precisa ser defenestrada para que se busque, novamente, a repetição de uma ausência apaziguadora. A responsabilidade do sujeito, no caso, acontece em qualquer situação.

No Direito o discurso masculino, viril, do uso e abuso da força e da coerção desfilam como protagonistas de um normativismo que acredita que todos os problemas do mundo estariam resolvidos pela subsunção perfeita entre texto normativo e mundo da vida, não se dando conta, claro, que o mundo é inapreensível, e que aceitar esta impotência é condição de possibilidade para o se abrir para a alteridade. Mas a alteridade promove o encontro com o estranho e tão próximo, a saber, a violência.
A violência é constitutiva da sociedade e de alguma maneira o discurso normativista baseado numa imaginária "paz perpétua" promove intervenções violentas justamente para, do paradoxo, a promover. O exemplo palmar disto se dá no Direito Penal que, em nome da coesão social, articula toda uma rede de seleções dos mesmos, enfim, funciona como mecanismo de "legitimação" do poder.

Assim é que o livro de Luis Alberto Warat, um eterno caçador de mitos, apresenta um mosaico de fragmentos, pelo qual a re-novação se faz ver, nele e em nós. Ele influenciou toda uma geração de gente aturdida à procura de um Mestre. Este lugar de Oráculo, todavia, nunca foi por ele ocupado, embora muitos assim o quisessem. Ao não aceitar guiar, apontar o caminho, foi criticado, negado histericamente, ainda que mais tarde (quase) todos tenham se rendido à postura manifestamente ética de Luis Alberto Warat: apostar na capacidade de enunciação do sujeito! Teria sido mais fácil, especialmente para os que cultivam um "narcisismo pedante", próprio da Academia, ter fundado uma "Seita jurídica" qualquer, na sua modalidade mais contemporânea, a saber, uma "seita jurídica da salvação". Mas não.
Sabia Warat que não há Salvação concedida, completude prometida, pois isto é empulhação Imaginária. E o lugar dos Salvadores sempre é o do canalh a! Restou, sempre, a aposta. A aposta no sujeito, na sua autenticidade, carnavalizando as certezas.

Neste devir de apostas, supera-se o axioma da modernidade: "Iludo-me, logo, existo", justamente por se apontar que o desejo não se articula necessariamente com a razão mas sim com um sorriso doce e que se abre para o mundo, como uma questão de pele. Diz ele que na altura de sua vida não quer mais polemizar, que está intoxicado pelo normativismo e que seu corpo não suporta mais, por este motivo, dorme, tal qual Ulisses, para não ser devorado, uma forma de atar ao mastro do navio. O seu modo de resistir aos paraísos artificiais que impedem a fruição, o salto para o desconhecido.
De alguma forma Warat nos mostra uma cartografia do seu sentido, das novas formas de refletir, ler, escutar, interpretar, argumentar e sentir o Direito que precisam ser radicalmente revisitadas, com e pelo intruso feminino. Esse é o destino de uma teoria da argumentação que aspire a ser algo mais que um livro de auto-ajuda sobre o controle racional das emoções, diz ele.

No caso de Warat tenho para com ele o que Cortazar chamava de "amizade felina", no sentido de que ele sabe quem sou e eu sei quem é Warat. Não há mais o que falar! Somos amigos e Tchau, cada um para o seu lado.
De qualquer forma, com a sedução que ele opera, vale a descrição de Pedro Juan Gutiérrez, o qual, por certo, descreve Warat: "Sou um sedutor. Eu sei. Assim como existem os alcoólicos irrecuperáveis, os jogadores, os viciados em cafeína, em nicotina, em maconha, os cleptomaníacos etcétera, sou um viciado em sedução. Às vezes o anjinho que tenho dentro de mim tenta me controlar e diz assim: ‘Não seja tão filho-da-puta,Luisito... Não percebe que está fazendo estas mulheres sofrerem?’. Mas aí aparece o diabinho e o contradiz: ‘Vá em frente. Elas ficam felizes assim, nem que seja só por um tempo. E você também fica feliz. Não se sinta culpado. É um vício. Sei que a sedução é um vício igu al a outro qualquer. E não existe nenhum Sedutores Anônimos. Se existisse, talvez pudessem fazer algo por mim. Se bem que não tenho tanta certeza. Seguramente eu inventaria pretextos para não comparecer a suas sessões e ter de ficar lá na caradura na frente de todo o mundo, botar a mão na Bíblia e dizer serenamente: ‘Meu nome é Luis Alberto Warat. Sou um sedutor. E faz hoje vinte e sete dias que não seduzo ninguém." Mas aí talvez surjam sempre surpresas ou eternos retornos.
Por isto vale a pena a carta de Caio Fernando Abreu para Maria Adelaide Amaral: "E coisas como: o amor existe mesmo? Ou só existe o permanecer de braços abertos, como no sonho de Luísa (esse sonho podia perfeitamente ser meu, pronto(a) a receber alguém que nem sequer chega a tomar forma? E quando alguém, no plano real, toma forma, a gente imediatamente projeta toda aquela emoção presa na garganta do sonho. E fatalmente se fode, porque está tentando adequar/ajustar um arquétipo, a imagem de toda a nossa infinita carência, nossa assustadora sede, a uma realidadezinha infinitamente inferior".

A casa precisa sempre ser renovada. Warat nos convida a adotar uma postura poética e Dionísica do mundo, sempre! Vamos?


Alexandre Morais da Rosa.



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