3 de septiembre de 2009

Solo los surrealistas pueden romper el vidrio, comentario de Albano


Um filme é para nós como mergulhar num texto, num poema, na estética, na produção da mitopoietica que inventa VIDA. Quantas vezes o mundo real aparece na tela, despido das realidades impostas. Nestas frestas abertas pelos Buñuel da vida capturamos nossos momentos onde o desejo reina absoluto, sem medrar, sem castrações. Quantas sessões de análise seriam poupadas, quantas pulsões de morte seriam esmaecidas, quantas angustias se dissipariam, quantos suicídios seriam adiados ad aeternum, quantas paixões viveriamos, quantas máquinas cartesianas seriam desativadas.
Mas não, as pessoas vão ao cinema para se empanturrar de pipocas e coca-cola e o filme a assistir, bueno, aquele que a mídia indicar. Enfim, viva aos clássicos, tantos os filmes como nós, os dinossauros.

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