27 de diciembre de 2010

afetos


afetos LAW



Nos textos lidos sobre a partida do Warat, percebo lampejos de milhares de lamparinas acesas em torno dele, como que a iluminar instantêneos de sua passagem por nossas vidas.
Passagens alheias ao tempo sub-lunar e inscritas numa permanência imagética que nos ensinou a criar.

Numa civilização pobre de comunidades (penso na polis grega idealizada por Aristotéles que nos ensinou a FILIA), e percebo o surgimento de uma, criada em torno do ato amoroso e constituida por pessoas (enquanto "outros") que se mostram e se dizem afetivamente.

Que tais lamparinas apontem caminhos neste momento em que um forte neblina dificulta nosso olhar, provavelmente pelas silenciosas lágrimas que derramamos neste réquiem coletivo e amoroso.


Albano Marcos Bastos Pepe


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