26 de septiembre de 2007

Warat receberá o título Doutor Honoris Causa, pelo CESUSC!

CESUSC HOMENAGEARÁ LUIS ALBERTO WARAT COM TÍTULO PROFESSOR HONORIS CAUSA
A Faculdade de Ciências Sociais de Florianópolis, mantida pelo Complexo de Ensino Superior de Santa Catarina- CESUSC, oferecerá ao nosso querido professor, como reconhecimento à sua eminente trajetória acadêmica e importantíssima contribuição para as Ciências do Direito, o título de PROFESSOR HONORIS CAUSA!
A cerimônia solene de outorga do título será realizada em 23 de outubro de 2007, às 19h, na Sala Multiuso. Na oportunidade, também será homenageado o Prof. Dr. Luiz Fernando Coelho.
Todos estão convidados!!
abraços, JU.

Materialismo Mágico XIV

Materialismo magico XIV
Por Luis Alberto Warat

En una clase reciente da disciplina de Arte e direito de curso de maestría de la Universidad de Brasilia, discutimos los envíos de materialismo mágico de mi blog. Descubrieron una serie de preconceptos que yo cometí, sin advertirlo, enumerando los autores que influyeron en mi formación surrealista, me espante conmigo mismo al descubrirlo. Es interesante como uno se siente superado en término de un montón de creencias condicionantes de la s significaciones sociales instituidas, y de repente, descubre que ellas siguen silentemente condicionando nuestra autonomía. La cosa fue así: en una de los textos del materialismo mágico yo presente los autores que `podrían ser considerados las voces silentes del materialismo mágico. Enumere una serie de escritores e intelectuales ,mas bien teóricos ,lingüistas sociólogos psicosocilogos, casi todos de origen europeo y una lista grande de autores provenientes de la literatura latinoamericana .sin embargo no me di cuenta ,hasta ser reprochado por los alumnos, que la lista de escritores latinoamericanos no tenia ningún brasilero, eran todos hispanoamericanos , qué ademas dentro de estos .últimos había muy pocas mujeres consideradas .El espanto mío fue mayor porque no responde a mis propias practicas .Mi mayor predilección en literatura es Clarece Lispector , y no la registre en la enumeración , ni como brasilera ,ni como mujer Otro autor que trabajo mucho y no cite fue Jorge Amado esto sin notar toda su influencia en mi libro predilecto , de los que son de mi autoría Me refiero a la Ciencia jurídica y sus dos maridos ,sumado a Quincos Berros de agua ,y Tienda de los Milagros Son tres libros de Jorge Amado que son referencias fuerte en mis trabajos. Lo de la poca presencia femenina es producto de un machismo que me debe haber terminado dejando marcas inconscientes, todavía no trabajadas. Sumemos a esto en que mi formación literaria no registró influencias femeninas fuertes, ademas de Clarice, en mi formación surrealista y mi adopción del real fantástico Lo de la ausencia de la literatura latinoamericana es culpa de mi formación inicial, de las influencias literarias de mi cultura materna. Cuando en Hispanoamérica se hace referencia al inventario de la literatura latinoamericana , cuando se reinvindica acá o en Europa el valor de la literatura latinoamericana, sobre todo a partir d e los años 60 ,se habla solo de literatura latinoamericana en términos exclusivos de literatura hispanoamericana. Esa Visión condiciono mis lecturas juveniles, y a pesar de los autores brasileros que luego me marcaron , parece que , en ese momento del listado, las voces primitivas inconfidentes que forman la gramática de mis negaciones parece que hablan mas fuerte. En fin, nadie escapa de ellas aunque uno se pavonea diciendo que supero los condicionamientos ideológicos.
Quiero por lo tanto, en esta entrega al blog, reparar un error que seguirá siendo irreparable, pero que de cualquier forma disminuye mi culpa. Aquí va la lista reparadora (no están incorporados los que ya mencione arriba) Eric Nepomuceno, Ruy Guerra Chico Bourque, Casuça (Brasil) Carmen Naranjo, Sanel Paz, el delicado guionista de fresas y chocolate y (cuba). Griselda Gambaro; Diana Bellessi AidaBotnik, Luisa Valenzuela; Liliana Heder Diana Raznovich que dejan en sus escritos devenires de lo femenino actual de la argentina. Cristina Peri Roíz, Mario Benedetti (Uruguay); Marcela Serrano (Chile) Luis Britto Garcia, que revolucionó a literatura latinoamericana de modo radical, provocando o mayor reto que hasta ahora recibió la narrativa de este continente, mil novelas en una, proyectadas y enfrentadas hasta el infinito, cuyo centro es la tentación, la inaprehensibilidad de la palabra (Venezuela); Juan Rulfo que lleva el dolor mexicano a sus formas mas surrealistas de expresión:
Ademas no cite ningún cineasta, como Glauber Rocha; Almodóvar, Berman; Fellini o teatrologos como Augusto Boal, Onezco
Quiero dar para finalizar un destaque especial para Roberto Art. , que es para muchos, y me incluyo el Dostoievski de América latina., que hizo de las faltas ortográficas un estilo y consiguió tornar poesía fantástica a los cuerpos miserables.; y otro destaque todavía mayor para mi escritora predilecta, la que me captura con su delicada sensibilidad Cortazar y ella son mis progenitores de mi sensibilidad
Clarice es la autora mas deslumbra la literatura moderna, si se habla de ella es prudente quedarse en silencia negar a hablar de las otras, `porque inclusive las leves e insinuantes comparaciones termina por herir el homenaje a su grandeza que debe ser permanente. Voy a dedicar el próximo blog enteramente a ella

A pesar de negarme a hacer comparaciones quiero cerrar esta entrega mencionando algunas de las mujeres que están emergiendo en la literatura latinoamericana anunciando que pueden dejar marcas La chilena radicada en México Marcela Serrano La deliciosa Cristian Peri Roíz que describe con esa sensibilidad que solo da lo femenino los escenarios del amor, los albores del deseo y la muerte anunciada de los mismos Su cuidado erotismo, nostalgia y sueños.

20 de septiembre de 2007

ilha da Fala - primeiro capítulo

ILHA DA FALA - O TERRITÓRIO DESCONHECIDO DO MUNDO JURÍDICO
Autora Juliana Ribeiro Goulart
Colaborador: Luis Alberto Warat
Mais um dia sem inspiração, cinzento. Ao acordar, Lou sentia-se cansada. Uma grande dor nas costas lhe afligia o corpo. Mas tinha que se levantar. Porém, estava decidida que não continuaria no escritório de advocacia mais famoso de Paris, apesar de ter um emprego considerado com um dos mais charmosos da área. Lou estava com 33 anos, exausta dos mesmos assuntos, das mesmas pessoas, das mesmas festas, dos mesmos lugares comuns e sem graça de sempre. Na semana passada tinha acabado seu relacionamento com Charles, um charmoso Francês, de 34 anos, mas com cabeça de 17. Tudo estava dando errado, mas Lou sonhava, esperava sempre mais e cultivava em seu imaginário dias melhores, com um trabalho que lhe desse ânimo e prazer, com algo novo que lhe desse inspiração, com algo que pudesse exercitar e usar sua criatividade. Tomou seu banho, vestiu seu terninho preto, olhou-se no espelho e sentiu-se um pingüim. Quase chorou, mas colocou uma música animada no seu lap top, terminou de se arrumar e tomou um táxi, apressada, pois estava atrasada e seu celular já estava tocando. Porém decidiu não atender. Olhou no visor e era Charles, o que será que ele queria àquela hora da manhã????

Chegando ao escritório, decidiu, porém, agir de forma impulsiva, e pedir demissão. Porque agiria de forma contrária aos seus princípios? Era hora de ser ela mesma, pensou, e agir como uma típica "hiperativa impulsiva". E assim o fez. Ao deixar o escritório, na manhã daquela sexta-feira ensolarada, sentiu uma grande felicidade, como se fosse uma criança novamente, livre, com um bem estar como há muito tempo não sentia. Decidiu ir a uma lanchonete que seu avô costumava levar-lhe na infância, o Café das Flores, e depois caminhar em direção ao Louvre. Ligou para sua melhor amiga, Helena, e contou a novidade. Continuou o passeio quando decidiu entrar em uma Livraria. Nada mais inspirador do que comprar um livro novo, que pudesse lhe fornecer novos rumos, que lhe desse uma idéia para, enfim, descobrir sua vocação. Lou sentia-se perdida e pensava até em largar a carreira jurídica. Passou pela sessão da Filosofia, Sociologia, Psicologia, Medicina, Literatura, Química, Física, Dietas, Auto-Ajuda, mas não queria chegar na sessão de Direito. Decidiu tomar coragem e dar uma olhada nas novidades jurídicas.

Porém, Lou não sabia que estava sendo observada, desde antes do momento que entrou na livraria. Caminhando entre os livros de Direito, ela viu um envelope branco caído no meio da sessão. De quem seria aquele envelope?
Juntou o envelope, olhou para os lados e não viu ninguém. Lou era muito curiosa e não resistiu, abriu o envelope e lá estava escrito:

O que você procura? Parece angustiada. Estive lhe observando e você já abriu mais de 100 livros, risos, desculpe! Mas penso que posso ajudar-te. Se você tiver interesse me procure: Telefone 4545878454. Ah, meu nome é kairós. K L A W

Lou ficou catatônica. Olhou para os lados e não via ninguém suspeito. Pensou logo que esse tal de Kairós seria um psicopata, que seguia mulheres perturbadas. Ficou com muito medo e saiu apressada da Livraria, olhando para todos os lados da rua. Pegou um táxi, enfim estava em casa, segura.

Ligou para sua melhor amiga e contou o caso. Helena disse:

- Ai, que romântico, pode ser o homem da sua vida, liga para ele e acaba logo com esse sofrimento.

Mas Lou achava que se tratava de um psicopata, ficou com muito medo, apesar de sua grande curiosidade.

Foi dormir. Sonhou com o homem misterioso, com a carta, com monstros que lhe perseguiam, com Charles, que tinham filhos, que estava gorda, quando de repente vê seu ex-chefe, o escritório, as ex-colegas fofoqueiras, quando enfim... Acorda, graças a Deus!

Depois do banho, ao tomar uma xícara de café e ler o jornal, Lou decide ligar para o número misterioso que Kairós tinha referido.

-Bom Dia, Universidade de Paris, em que posso ajudar?

Lou ficou tão espantada que desligou o telefone. Decide ligar para sua melhor amiga e ela ri da cara de Lou:

- Você não existe, porque não pediu logo para falar com o tal Kairo? Quer dizer Kairós.
- Porque fiquei com medo, disse Lou.
- Mas medo de quê criatura? Enlouqueceu? Disse Helena.
- Ué medo, só medo, disse Lou. O que eu iria dizer para ele? Nem sei como ele é! Ok! Vou pensar e nos falamos mais tarde.

Enquanto isso Lou exercita seus dons investigativos na internet, no site de busca mais famoso da rede e logo descobre "um" significado para a palavra KAIRÓS, em um blog misterioso "K L AW"

o momento oportuno de saber

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16 de septiembre de 2007

Democracia e afetos

Por: Eduardo Gonçalves Rocha

O objetivo deste texto é expor a tese de que o estado afetivo de direito é pressuposto do Estado Democrático de Direito. Somente é possível pensar em democracia tendo como pressuposto a democratização dos afetos, a abertura para o outro e a crença de que uma sociedade pode ter seus próprios sonhos.

O que é o Estado Democrático de Direito? Atualmente não se pode pensar no Direito sem Democracia ou na Democracia sem Direito. Democracia não pode ser reduzida à vontade da maioria como em outrora, bem como, Direito não pode ser limitado à imposição normativa e ao exercício arbitrário do poder. O Direito impõe limites à Democracia, que por sua vez confere legitimidade ao Direito, convergindo em uma tensão necessária.

A crença na Democracia é a crença em que a sociedade pode, por meio de uma constante auto-reflexão, enxergar suas misérias e tentar superá-las. O projeto de sociedade democraticamente pensado entra em tensão com a realidade dos fatos. Há a tensão entre idealidade e realidade.

A Democracia é a abertura para o diálogo, para o outro, além da crença de que podemos refletir sobre nossas misérias e planejar nosso futuro; é a tentativa de, por meio do diálogo, buscar soluções para os nossos problemas. A abertura para o diálogo requer igualdade e liberdade entre os falantes, mas também empatia (Ver: “Richard Rorty: Justiça como lealdade ampliada”).
Não quero afirmar que dois interlocutores devem se amar, ou se gostarem, mas devem, no mínimo, conseguir se verem como iguais e livres. Essa pressuposição exige empatia. Caso não se tenha abertura alguma para o outro, não se conseguirá vê-lo como um ser igual, respeitando-o. As reflexões públicas sobre nossos problemas se dão em um nível discursivo, portanto racional, porém, só se conseguirá ver o problema na medida em que se tiver sensibilidade em relação à situação.

Cito um exemplo: em muitas cidades brasileiras, crianças se prostituem na frente de turistas, moradores e autoridades públicas (policiais), sem que ninguém tome nenhuma medida contra esse fato. As “prostitutas crianças” são seres invisíveis. Moradores, turistas e autoridades públicas não conseguem enxergar o problema, e isso ocorre pelo fato daquelas crianças não possuírem empatia social, são seres descartáveis. A discussão pública pode ser uma forma de sensibilização social.
As reflexões sobre as misérias contemporâneas exigem uma capacidade de sensibilização cada vez maior, pois a indiferença obscurece situações esdrúxulas, que se acaba tomando-as como normais. A Democracia é indissociável da sensibilização. A possibilidade de nos vermos no outro é uma importante fonte de indignação e reflexão.

No mesmo sentido, o caráter normativo, contrafático do Direito é indissociável da dimensão dos sonhos. O Direito também é idealidade. Somente é possível pensar em alternativas, quando ainda se tem a esperança de que é crível modificar a realidade, quando não se perdeu a capacidade de sonhar. Uma sociedade em que se perdeu a capacidade de sonhar não pode ser democrática, pois se entregaria aos fatos, os aceitaria como única possibilidade. Diante da falta de alternativas, dificilmente os cidadãos se indignariam; as reflexões seriam inúteis; seriam incapazes de se contraporem à realidade. Os sonhos são fundamentais na idealidade presente no Direito.

O Estado Democrático de Direito, enquanto paradigma social, necessita do estado afetivo de direito. É possível indignação sem empatia? É possível o questionamento sobre a miséria e a exclusão sem se sentir tocados por essas situações? É possível contrariar a facticidade social quando se perdeu a capacidade de sonhar? Questionar o posto, abrir-se para o novo, é idealizar, é a prova de que uma sociedade ainda pode sonhar. Quanto maiores os sonhos, mais radical é a democracia.

11 de septiembre de 2007

Um pouco de Arte...


INSCRIÇÃO PARA UMA LAREIRA
A vida é um incêndio: nela dançamos salamandras mágicas
Que importa restarem cinzas se a chama foi bela e alta?
Em meio aos tocos que desabam,
cantemos a canção das chamas!
Cantemos a canção da vida,
na própria luz consumida...
Mário Quintana.

Lógica & Linguagem
Alguém já se lembrou de fazer um estudo sobre a estatística dos provérbios?
Este, por exemplo: "Quem cospe para o céu, na cara lhe cai".
Tal desarranjo sintático faria a antiga análise lógica perder de súbito a razão.
[in: Caderno H, Editora Globo - Porto Alegre, 1973] Mário Quintana

Leituras
Você ainda não leu O Significado do Significado? Não? Assim você nunca fica em dia.—Mas eu estou só esperando que apareça. O Significado do Significado do Significado.
Mário Quintana.

1º colóquio de Arte e Direito : uma proposta surrealista para o ensino do direito, em Fortaleza... agosto de 2007.






Fotos!








Mais Fotos!!






4 de septiembre de 2007

poema - Seus olhos

"SEUS OLHOS
No pulsar de uma esperança,
Amanheço num desejo sem fim;
Quantas incon taveis vezes, procurei
Lindos olhos como os seus;
Ao olhar com intensidade para eles,
Meu coração pulsa forte, descompassado,
Da alegria de ver, tão linda flor plantada
Em meus pensamentos de paixão.!"
Enviado por Henrique (Ouvidor OAB/SC - pós-graduando em Direito Processual)