Espere o outono ou a primavera: são essenciais o tom melancólico e nostálgico da chuva e a beleza das flores! Durma cedo. Nada de tensão ou maus sonhos. Meditação antes de deitar-se pode ser um bom conselho.
Acorde inspirado. Abra a janela: sinta o horizonte, veja o flamboyant, encante-se com o vermelho sangue espalhado pela grama. Respire profundamente, sinta o mundo, seja o mundo! Nada disso é fácil, em especial para os iniciantes.
Pegue um copo. Não servem os descartáveis. Dê preferência aos de vidro: as taças de vinho são ideais. Preencha a taça. Tome o vinho. Isso é fundamental! Encoste, suavemente, a taça no lado esquerdo do tórax da pessoa que se escutará o som. Dois dedos abaixo do mamilo e três do centro do tórax. A posição deve ser precisa, afinal, o barulho do coração, do pulmão, do estômago, ou até mesmo, do intestino podem atrapalhar.
Ouça o som tangencial do coração. Sinta o coração. Pense no flamboyant, na chuva, no tom vermelho sangue. Agora, sinta, sinta. Olhos fechados! Aos já iniciados é permitido manter os olhos abertos.
Cuidado: jamais tente no verão!
autor: Eduardo Gonçalves Rocha
28 de febrero de 2008
15 de febrero de 2008
AMOR TOMADO PELO AMOR - crônicas de uma paixão desmedida
Trechos do livro de Luis Alberto Warat
Territórios desconhecidos, Fundação BOITEUX, 2004.Volume 1.
“A linguagem é sempre uma paródia do desejo” página 296
“ A linguagem reflete sempre a falta do homem frente ao mundo, nunca o mundo” página 297
“ quem ama sente-se sempre torpe” página 301
“ser autônomo é uma capacidade para auto-interpretar-se” página 314.
DIREITO AO AMOR
“(...) O direito ao amor é um valor existencial que mais preocupação deve despertar numa futura prática política dos direitos humanos. Eles, como suporte simbólico da democracia, têm que assumir “meu desejo do outro” como instância realizativa da solidariedade. A eficácia vital dos direitos do homem são indissociáveis de uma dimensão ética, que é da ordem da ligação amorosa do desenvolvimento da palavra”. Página 324.
“ (...) Amar é fazer representação do irrepresentável. Não é possível amar se não se conta com a possibilidade de reelaboração da fantasia. Não se pode esquecer de Freud que vê a fantasia como transformadora da realidade, a ponte que permite o passo do desejo à realidade. Por isso, o amor demanda uma intricada alquimia que não deixa a fantasia perder-se em seu secreto sonho de perfeição.” Página 327.
TOTALITARISMO
“Todo totalitarismo assenta-se na negação da temporalidade. A consciência da temporalidade é a condição de produção dos sentidos das transformações sociais e individuais. Através da temporalidade sabemos que não existe uma identidade societária como essência realizada e que ninguém tem patente de corso para invadir-nos em nome de sua proteção.” Página 325
“o futuro não pode ser o simples desejo de retomar o passado” página 325
....
Territórios desconhecidos, Fundação BOITEUX, 2004.Volume 1.
“A linguagem é sempre uma paródia do desejo” página 296
“ A linguagem reflete sempre a falta do homem frente ao mundo, nunca o mundo” página 297
“ quem ama sente-se sempre torpe” página 301
“ser autônomo é uma capacidade para auto-interpretar-se” página 314.
DIREITO AO AMOR
“(...) O direito ao amor é um valor existencial que mais preocupação deve despertar numa futura prática política dos direitos humanos. Eles, como suporte simbólico da democracia, têm que assumir “meu desejo do outro” como instância realizativa da solidariedade. A eficácia vital dos direitos do homem são indissociáveis de uma dimensão ética, que é da ordem da ligação amorosa do desenvolvimento da palavra”. Página 324.
“ (...) Amar é fazer representação do irrepresentável. Não é possível amar se não se conta com a possibilidade de reelaboração da fantasia. Não se pode esquecer de Freud que vê a fantasia como transformadora da realidade, a ponte que permite o passo do desejo à realidade. Por isso, o amor demanda uma intricada alquimia que não deixa a fantasia perder-se em seu secreto sonho de perfeição.” Página 327.
TOTALITARISMO
“Todo totalitarismo assenta-se na negação da temporalidade. A consciência da temporalidade é a condição de produção dos sentidos das transformações sociais e individuais. Através da temporalidade sabemos que não existe uma identidade societária como essência realizada e que ninguém tem patente de corso para invadir-nos em nome de sua proteção.” Página 325
“o futuro não pode ser o simples desejo de retomar o passado” página 325
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